terça-feira, 8 de setembro de 2020

Anedotas de alentejanos

Nunca tive jeito para contar anedotas. Nem sou, sequer, especial apreciador desse tipo de humor. Muito menos quando ridicularizavam os alentejanos. Aí, então, sentia vontade de partir os cornos aos cabrões que as contavam. Vá lá que esta coisa do politicamente correcto, apesar de todos os defeitos, acabou com esse suplicio e, de maneira geral, com os contadores de anedotas. Sim, porque isto a bem dizer não se podem fazer piadas. Há sempre alguém que fica ofendido.


No anedotário nacional o alentejano foi o mandrião e o idiota que era permanentemente enganado pelo lisboeta sabido e espertalhão. E a malta ria-se. Muito engraçado, isso. Até os alentejanos adoram, só tu é que te ofendes, cansei-me de ouvir. Saber rir de si próprio é sinal de inteligência diziam-me, que era uma maneira de me chamarem parvo.


Mas hoje sou eu que conto a anedota. De alentejanos, obviamente. De um que tinha uma vinha com uma adega lá no meio. Como o Alentejo não tem gente, o homem não arranjava quem lhe fizesse a vindima e pisasse as uvas. Daí que o risco daquilo se estragar, causando-lhe um avultado prejuízo, fosse grande. Até que, assim do nada, surgiu-lhe uma ideia brilhante. Tão brilhante que mesmo ele ficou visivelmente impressionado com o seu brilhantismo. Criou um programa turístico. Uma experiência, resolveu chamar-lhe, a ver se os maganos iam na conversa. E não é que foram? Agora os turistas visitam a adega, passeiam pela vinha, colhem uns cachos, pisam as uvas, no fim bebem um trago de um vinho manhoso e pagam (!!!) cem euros cada um ao alentejano. O que eu me tenho rido. Afinal as anedotas de alentejanos até têm a sua piada...

12 comentários:

  1. Pertenço ao teu clube e também não gosto nada das sobre "quem é diferente" e nisso vais-me desculpar em certas matérias és demasiado radical, não em anedotas mas...é a tua forma de pensar e sentir - que respeito- mas não aceito. Temos filhos e eu já netos e nunca se sabe quando nos pode calhar a nós!

    Quanto a esse alentejano teve olho para o negócio e parabéns para ele.

    Beijos e desculpa amigo mas não fiques chateado comigo:))))

    ResponderEliminar
  2. Anónimo8:56 a.m.

    Quando apanho um espertinho das anedotas pergunto-lhe sempre se sabe porque é que os Alentejanos andam todos com uma navalha no bolso. Invariavelmente a resposta é não sei.

    Dá-me um gozo tremendo ver a cara do espertinho, quando lhe explico que os Alentejanos usam a navalha no bolso porque não tem cornos para se defender.

    Às vezes saem outras ainda piores que esta, que os fazem meter a viola no saco mais depressa que o Presidente Marcelo tira uma selfie num evento qualquer.

    ResponderEliminar
  3. Anónimo10:15 a.m.

    E no calor da festa e com a desinibição alcoólica algumas irão "prenhas de nós". Grande magano!

    ResponderEliminar
  4. Fez-me lembrar as anedotas aos portosantenses!
    Agora a malta vai toda para lá e usufrui de tudo e adora

    Beijinhos Kruzes
    Feliz Dia

    ResponderEliminar
  5. Pois...há sempre tendência para "gozar" as minorias. Por cá as vitimas das anedotas são os ciganos.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  6. No sentido figurado, certamente!

    ResponderEliminar
  7. Aquela da diferença entre a maezinha deles e a máquina de encher chouriços também resulta...

    ResponderEliminar
  8. Não fico chateado - era o que mais faltava - mas, obviamente, não sou nada radical. Excepto, concedo, quando envolve o Benfica.

    Defendo a liberdade de tudo e de todos, não gosto de proibições, por isso acho que os radicais são outros...e muitos deles até estão agora em posições dominantes da nossa sociedade. Seja no governo, nos centros de decisão e de influência ou muitos doa apoiantes desta desgraça governativa que por aí anda.

    Quanto a alguns comportamentos "que nos podem calhar a nós" nisso então acho que é impossivel ser menos radical do que eu. Não tenho nada a ver, não quero saber e não me interessa rigorosamente nada o que cada um faz entre quatro paredes. E quanto aos "nossos", como sempre digo, antes isso do que uma doença ruim. Agora que ninguém me peça para não tratar "os bois pelos nomes". Quem achar que não posso ou devo fazê-lo, esse sim é que é radical. Pelo menos é o que eu chamo a quem quer limitar a liberdade dos outros.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  9. Amigo desculpa mas não deveria ter aplicado a palavra "radical" talvez outra mais suave e recebe um abraço. Certo?

    Beijocas

    ResponderEliminar
  10. Já lhe escrevi que tive nesta longa vida muito AMIGOS alentejanos. As melhores histórias, anedotas, ou isso, acerca de alentejanos, ouvi desses AMIGOS. Que nunca os tomei por estúpidos; sempre senti que nascer e viver no Alentejo dá saber e sabor à Vida.
    Pena tenho que se amofine com fracas coisas.
    Abraço

    ResponderEliminar
  11. Tudo bem. Não é preciso pedir desculpa que não é caso para isso!

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  12. É das poucas coisas que me causam um elevado nível de irritabilidade. Contem sobre lisboetas que vai dar ao mesmo.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar