
Cuidava eu, na minha imensa alarvidade, que os actuais activistas das causas fossem assim uma espécie de herdeiros espirituais do movimento estudantil de Maio de 68. Até porque a generalidade do pagode envolvido nestas lutas provém dos sectores mais esquerdistas da sociedade, é jovem, urbano e com formação académica. Características mais ou menos coincidentes com os estudantes franceses que fizeram aqueles desmandos em Paris. Mas não. Enganei-me. Não são nada disso. Do léxico deles fazem parte dois verbos que usam com inusitada frequência. “Proibir” e “obrigar”. Linguagem que deixaria horrorizados os estudantes franceses que protagonizaram aquele movimento e, julgo eu, todos quantos nele participaram. Para quem, recorde-se, "era proibido proibir”. Mas estes novos “revolucionários” são o contrário. Querem proibir tudo o que não apreciam e obrigar-nos a seguir todos os seus devaneios. Mas isto, a bem dizer, nem é o que mais me surpreende. O que verdadeiramente me espanta é o silêncio - ou mesmo a concordância - da imensa legião de adoradores do Maio de 1968 perante tanta vontade de obrigar e de proibir.
Sou filha de Maio de 68 e isto é um atentado a tudo o que se defendia!
ResponderEliminarConcordo!
Beijinhos Kruzes
Feliz Dia
Por essas e por outras é cada vez maior o meu afastamento em relação a essa malta.
ResponderEliminarNão há pachorra para gente dessa estirpe.
Cumprimentos, caro KK.
São os novos aspirantes a ditadores...
ResponderEliminarCumprimentos
Até há pouco tempo ainda tinha alguma simpatia pelos revolucionários. Achava que fariam a revolução lá no quintal deles, divertiam-se e passado um tempo ganhavam juizo. Agora, que o quintal já não lhes chega, só me apetece chaciná-los. Antes que eles que chacinem a mim...
ResponderEliminarCumprimentos
Primeiro: não o considero alarve mas homem com 'pinta'.
ResponderEliminarAlarves é o que abunda aí nas esquerdas do planeta.
Os fedelhos do Maio de 68 não eram de esquerda. Quem pensa que sim, que vá estudar.
Os actuais "activistas" também não. São só parvos.
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