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quarta-feira, 27 de novembro de 2024

A esquerda e a sua infinita bondade

1 - A discussão sobre vencedores e vencidos do 25 de Novembro de 1975 é dos momentos mais parvos que a vida política portuguesa já nos proporcionou. As coisas foram o que foram e não há volta a dar ao que já passou. Por mais que se queira reinventar o passado, nomeadamente por parte daqueles que não o viveram, não existe maneira de o alterar. Pelo menos até que a máquina de viajar no tempo seja inventada. Quem ganhou naquele dia? Todos nós, que defendemos a liberdade e a democracia. Quem perdeu? Aqueles que ainda hoje trauteiam aquela musiquinha, acerca da data, que diz ter sido “um sonho lindo que acabou”.


2 - A esquerda actual, desde o PS à mais extrema, está de costas totalmente voltadas para os trabalhadores e para aquilo que realmente interessa a quem trabalha. Hoje, no parlamento, opuseram-se à possibilidade das empresas beneficiarem em termos fiscais dos seguros de saúde que façam para os seus funcionários. Ter assistência médica atempadamente e com possibilidade de escolher o prestador é mau. Bom, mas mesmo bom, é ficar meses à espera de uma consulta, exame ou tratamento no SNS. Morrer à espera no público é muito melhor que ser tratado no privado. E se a esquerda diz que é, quem diz o contrário é facho.


3 - Ao que é anunciado hoje o Turismo de Portugal – ou seja o Estado, que é como quem diz os contribuintes – vai dar duzentos mil euros para eventos gay. É capaz de ser uma boa iniciativa esta de financiar coisas de âmbito turístico. Ir ao cú de Judas conta?

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Taxe-se...

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As campanhas publicitárias que promoveram o turismo constituíram um sucesso. De tal maneira que agora, diz, temos turistas a mais. As hordas de estrangeiros que invadem as nossas cidades – só os ricos ou os que vêm com fins turísticos, os outros não fazem mal nenhum – trazem desassossego, desgastam as nossas infraestruturas, incomodam os cidadãos locais e contribuem para poluir o nosso estimado meio ambiente. Daí que o governo esteja a colocar entraves à sua vinda e grande quantidade de autarquias tenha resolvido cobrar taxas, algumas de valor completamente absurdo, a quem visita as respectivas localidades. Para compensar o que desgastam e sujam, justificam.


Este curioso principio de utilizador pagador ou de quem suja e incomoda paga por isso, revela no entanto um nível de incoerência assinalável. Não se aplica, por exemplo, aos donos dos cães. As esquinas e os passeios de qualquer cidade têm hoje este aspecto. No entanto ninguém considera apropriado criar uma taxa, de montante suficientemente desmotivador, sobre a posse de animais por parte de residentes em meio urbano. Se o argumento para a taxa turística é a conservação do espaço público e o transtorno que causam aos residentes, por maioria de razão um tributo idêntico deveria incidir sobre aqueles que contribuem para imagens degradantes como a da foto que acompanha este post. Não gosto de impostos, mas taxar o supérfluo – e os cães são uma coisa supérflua – seria do mais elementar bom senso. Mesmo que os portugueses, sempre invejosos dos proveitos alheios, achem que tributar os rendimentos é que é bom.


Obviamente que o dinheiro angariado com a tal taxa turística apenas servirá para encher os cofres das autarquias e esturra-lo da maneira da maneira que está à vista de todos. Os turistas, coitados, são apenas o pretexto. Já os cães continuarão a cagar livremente e a sujar paredes e passeios. É que, ao contrário dos turistas, os donos dos canitos votam nas respectivas terrinhas.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Lamentam, mas não fazem uma vaquinha...

Diz que numa cidade não sei onde – só sei que é em Portugal – vai encerrar portas mais uma loja histórica. Histórica, bem entendido, no sentido que existe há muitos anos. Uma mercearia, ao que parece. No seu lugar irá surgir uma “ALE HOP”. Os lamentos perante esta ocorrência não tardaram. Que se perde isto, mais aquilo e ainda outra coisa qualquer que ocorra no momento ao queixoso de serviço. Terão todos muita razão. Mas, se têm tanta pena, deviam ter pensado nisso antes. Nomeadamente cada vez que optaram por fazer as compras numa grande superfície comercial em detrimento da tal mercearia. É que o dono da loja histórica não se governa com histórias e, segundo consta, como bom capitalista selvagem prefere receber a renda que o novo explorador do espaço lhe vai pagar aos prejuízos do seu próprio estabelecimento. Veja-se o topete. Isto há gente com cada pancada. Mas quem é que, no seu perfeito juízo, tomaria uma opção destas?! Eu não, que Deus me livre. Ficaria para ali, a ver passar os turistas e a vender um ramo de salsa e uns caldos knorr lá de vez em quando. Tudo em nome do património cultural, do desenvolvimento sustentado e coiso.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Parcerias

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O turismo constitui um sector importantíssimo para o país. Convém, portanto, que recupere rapidamente. Será, de certeza, bom para todos. E, ao que se vê, os empresários do sector estão a apostar tudo e mais um par de botas na retoma. Ele são descontos, promoções e ofertas variadas. Tudo, está bem de ver, para conquistar mais clientes. Há até quem promova a oferta de outro parceiro aos hospedes. O que, assim de repente, não me parece mal. Nisto dos negócios as parcerias costumam contribuir para a dinamização dos mesmos. Principalmente quando satisfazem todos os parceiros.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os chatos querem as cidades só para eles

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Fazem-me alguma confusão as polémicas em torno do turismo. Nem, por mais turistas que andem por aí e em particular nas principais cidades, consigo entender o conceito de excesso de visitantes. Vão mas é passear com essas ideias. É graças a eles que a economia está a melhorar qualquer coisita, que o desemprego tem diminuído e que muitas ruínas têm sido recuperadas. Querem morar no centro de Lisboa e os proprietários – esses malandros – preferem apostar no mercado turístico?! Azarinho. Os prédios são deles e era o que mais faltava que não os pudessem rentabilizar. Pelo menos por enquanto. Quando isto for uma “Venezuela” logo se verá. E quanto aos turistas, que venham todos. Até os camafeus.

domingo, 17 de setembro de 2017

Somos todos turistas

Tourists go home – Refugees welcome” é, ao que documentam uma infinidade de imagens, a palavra de ordem que cada vez mais se pode ler nas paredes de muitas cidades europeias. Claro que basta um parvo em cada cidade para a encher de bacoradas desta natureza e, como relativamente a outros assuntos alguns gostam de enfatizar, a mensagem não representa o sentimento da esmagadora maioria dos habitantes do burgo onde elas aparecem pintadas.


Nestas poucas palavras estão refletidas duas das piores características do ser humano. A ingratidão e a estupidez. O pior é que, principalmente entre os políticos esquerdelhos, já vai havendo quem simpatize com esta ideia. Sem que, com isso, ninguém os acuse de racistas, xenófobos, populistas e outros epítetos vagamente adequados à circunstância. O que não deixa de ser estranho, pois se a mensagem fosse “Refugees go home – Tourists welcome” nem quero imaginar a guincharia que teríamos de aturar...

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Malvados, vão gastar o vosso dinheiro para outro lado!

Extraordinário como, praticamente sem perder algum tempo a pensar, os internautas enchem o facecoiso e as caixas de comentários dos jornais aplaudindo as opções da geringonça. Hoje foi aquela ideia peregrina que o governo estará a amadurecer no sentido de taxar as pensões dos estrangeiros que, nos últimos anos, tiveram a ideia de viver e gastar as suas reformas cá pelo rectangulo.


Os argumentos são do mais variado mas, em quase todos, predomina a inveja. Assim na base do “se eu pago eles também têm de pagar”. Não adianta perder tempo a explicar a estes ignorantes as inúmeras vantagens para o país de ter pessoas com elevado poder de compra a viver grande parte do ano entre nós. Nunca perceberiam. Nem, menos ainda, percebem que caso coloquemos entraves à sua presença, outros lhes oferecerão aquilo que nós lhes negamos.


Percebo que alguns achem que o dinheiro deles não faz cá falta nenhuma. Nomeadamente aqueles que “o” têm certo ao fim do mês sem que para isso necessitem de desenvolver um esforço significativo. A esses pouco importa que os velhotes endinheirados do norte da Europa contribuam para a regeneração urbana das nossas cidades ou para a dinamização do nosso comércio, restauração e hotelaria. Tanto se lhes dá. Desconfio, até, que são capazes de pensar que se os estrangeiros começarem a pagar, a receita fiscal aumenta de tal maneira que o governo baixa o IRS...Tadinhos!

domingo, 30 de julho de 2017

Pacóvios!

Aí pelo final dos anos sessenta e principio dos anos setenta do século passado o modo de vida no campo causava aos “lisboetas” - entenda-se os que moravam na chamada grande Lisboa – uma certa repulsa. Era, em muitas circunstâncias, motivo de gozo ou, em alternativa, de uma certa pena perante as condições de vida que, então, se verificavam na “província”. Recordo o quanto os enojava o facto de os animais andarem à solta pelas aldeias ou os estábulos localizarem-se paredes-meias com as habitações. Mesmo a natureza das tarefas agrícolas lhes causava uma certa aversão e eram, amiúde, objecto de chacota e piadas diversas.


Hoje, todo este tempo depois, acho-lhes graça. E sinto, agora é a minha vez, um enorme nojo pela maneira como partilham a casa, o sofá, a mesa e até a cama com os bichos. A quem consideram membros da família. Mas isso, enfim, eles lá sabem os parentes que têm. Depois há aquelas coisas a que chamam “experiências”. Vêm para o campo, passam umas horas a colher uvas, ordenhar vacas ou a limpar os currais e – no inicio pensei que era anedota – pagam para fazer isso!


Por mim podem continuar a relatar nos blogues deles, cheios de orgulho, todas estas vivências. Não tenho nada contra. As silvas lá da propriedade estão em crescimento acelerado e cortá-las é coisa que não me está a apetecer mesmo nada. Talvez faça um preço especial a quem queira vir ao Alentejo vivenciar a experiência única, enriquecedora e revigorante que é passar uma manhã com uma gadanha na mão.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Acolhimentos

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Desconheço, até porque só vi de longe, a que espécie de acolhimento se refere a tarja afixada – presumo com a devida autorização municipal – no coreto cá do sítio. Deve ser, calculo, algo que tem a ver com o turismo. Uma maneira simpática de saudar os muitos turistas que nos visitam, provavelmente. O que, diga-se, só nos fica bem. São eles que estão a fazer crescer a nossa economia, a contribuir para a queda do desemprego e, de certa maneira, a tornar-nos um povo mais feliz e optimista. São bem-vindos e merecem o nosso agradecimento. Esses. Quanto aos outros…que saibamos honrar a memória do nosso primeiro rei.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A poluição pode ser um conceito muito abrangente...

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Acho piada aos que se manifestam contra a exploração petrolífera ao largo do Algarve. Nomeadamente os autarcas que argumentam ser esta actividade incompatível com o turismo. Apesar de, ao que se sabe, tal exploração ser feita muito longe do mais apurado dos olhares.


Curiosamente li um destes dias que existirão vários presidentes de câmara algarvios a demonstrar uma enorme vontade de acolher mais refugiados na região. Parece-me manifestamente contraditório. Deixa-me perplexo, até.  Pensava eu que isso de ter  bandos de refugiados em zonas turísticas era capaz de ser um bocadinho mau para o turismo. Basta ver o que aconteceu, no Verão passado, nas zonas de veraneio da Grécia e do sul de Itália que, por estarem povoadas desse pagode,  viram o número de turistas diminuir drasticamente.


Entre exploração de petróleo que não se vê e refugiados à vista de todos não existirão grandes dúvidas entre o que mais prejudica o turismo. E, não sendo Portugal um país rico, não pode prescindir de explorar os seus recursos. Sejam eles o petróleo ou o turismo. Quanto ao resto…”cabeças de saco” já temos que sobrem!


 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Jornaleiros da treta!

A maneira como foram relatados os resultados do referendo na Hungria retrata na perfeição o compromisso que os média nacionais mantém com determinada linha política e a notória falta de isenção com que a informação é transmitida. Noticiar a ocorrência como uma derrota para o governo húngaro é, no mínimo, parvo. Mas, face à conhecida postura dos jornaleiros tugas, deve ser mais manipulação da informação. Perante um resultado, ainda que não vinculativo, em que noventa e oito por cento dos votos expressos apoiam a posição defendida pelos governantes, é precisa muita lata para dizer e escrever o que foi dito e escrito. Sabe-se que a malta da comunicação social não é muito dada a números, mas não perceber isto já parece parvoíce a mais.


E se cá nos fosse colocada a mesma questão? Não tendo nós o mesmo problema a resposta do eleitorado seria, provavelmente, bastante diferente. Ou então, não. Com o radicalismo de certas posições – cada vez em maior número – que se vão lendo e ouvindo acerca da quantidade de turistas que nos visitam, já não digo nada. Ah, espera, como são os intelectuais esquerdelhos a defender que o turismo coloca em causa a nossa identidade isso já não conta para aquilo da xenofobia, ou lá o que é. Deve ser por os turistas – a maioria, pelo menos – serem gajos endinheirados. Nós gostamos é de pobrezinhos, para lhe podermos oferecer bué de solidariedade. Que é como se chama a caridade à moda de esquerda.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Achar que há turistas em excesso conta como xenofobia?!

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Os turistas e o turismo parecem estar a tornar-se no novo alvo de alguma intelectualidade bem pensante. Daquela, nomeadamente, que tem influência junto dos órgãos de decisão. Aborrece-os que as cidades, particularmente Lisboa que é onde o fenómeno é mais visível e moram a maior parte destes seres, estejam cheias de gente vinda de fora. Mais ainda quando esses visitantes têm os bolsos cheios de dinheiro e invadem todos os espaços onde o podem gastar, os malandrins.


Compreendo, em parte, a sua irritação. A multidão que aos sábados de manhã – lisboetas, espanhóis e pagode oriundo de todas as vilas e aldeias das redondezas – invade a minha terra para apreciar o mercado semanal também me causa um elevado nível de irritabilidade. Perturbam-me o sossego. Impedem-me de beberricar tranquilamente o meu cafezinho matinal. Lutar por uma mesa num tasco ou numa esplanada com um casal de velhotes que quer degustar o seu brinhol, com um bando de castelhanos aos berros desejosos de comer o maior número possível de pasteis de nata ou com uns tios de Lisboa eufóricos com o penico que acabaram de comprar por cinquenta euros na feira das velharias são coisas que me deixam para lá de stressado. Quase me apetece, como a tal intelectualidade, mandá-los gastar o dinheiro deles para outro lado. Mas isso sou eu. Um reacionário-fascista-xenófobo que, ao contrário da intelectualidade bem pensante, não tem particular apreço pela malta de outras paragens…