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domingo, 27 de junho de 2021

Valores europeus...tá bem, tá!

Acho graça a essa histeria toda que por aí anda em relação à Hungria. Bom, por aí anda é como quem diz. O comum dos mortais está-se borrifando para futilidades dessas e, quando muito, terá ouvido falar da azia provocada a alguma malta da política, da comunicação social ou dos grupelhos minoritários que dominam a opinião publicada por o governo húngaro ter colocado algumas restrições à divulgação de cenas relacionadas com a homossexualidade. Os políticos é que resolveram fazer disso uma questão de Estado. O que não admira. Enquanto o barulho andar à volta de questiúnculas sem importância nenhuma, eles vão passando entre os pingos da chuva.


Por cá, o Costa primeiro-ministro ficou tão chateado que – provavelmente só para aborrecer, pois não consta que o gajo abafe a palhinha – até terá colocado o emblema daquela rapaziada na lapela. De caminho falou também de valores europeus, na necessidade de todos os respeitarem e, pasme-se, até sugeriu que quem não os respeite que saia da União Europeia. O homem tem razão. Embora não se me conste que levar no cú seja um valor europeu, parece-me que respeitar quem arrecada a costeleta já o será. Há, no entanto, duas coisinhas que me deixam desconfiado quanto à honestidade intelectual da criatura e com sérias reservas quanto a integridade das suas convicções relativamente a essa coisa dos valores europeus. O cada vez maior desrespeito dos valores judaico-cristãos da Europa parece nada o incomodar e nem a aversão de BE e PCP aos tais valores europeus o coibiu de com eles fazer um pacto de governo. Devemos levar a sério um figurão destes? A piada faz-se sozinha quando se fala deste gajo...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Jornaleiros da treta!

A maneira como foram relatados os resultados do referendo na Hungria retrata na perfeição o compromisso que os média nacionais mantém com determinada linha política e a notória falta de isenção com que a informação é transmitida. Noticiar a ocorrência como uma derrota para o governo húngaro é, no mínimo, parvo. Mas, face à conhecida postura dos jornaleiros tugas, deve ser mais manipulação da informação. Perante um resultado, ainda que não vinculativo, em que noventa e oito por cento dos votos expressos apoiam a posição defendida pelos governantes, é precisa muita lata para dizer e escrever o que foi dito e escrito. Sabe-se que a malta da comunicação social não é muito dada a números, mas não perceber isto já parece parvoíce a mais.


E se cá nos fosse colocada a mesma questão? Não tendo nós o mesmo problema a resposta do eleitorado seria, provavelmente, bastante diferente. Ou então, não. Com o radicalismo de certas posições – cada vez em maior número – que se vão lendo e ouvindo acerca da quantidade de turistas que nos visitam, já não digo nada. Ah, espera, como são os intelectuais esquerdelhos a defender que o turismo coloca em causa a nossa identidade isso já não conta para aquilo da xenofobia, ou lá o que é. Deve ser por os turistas – a maioria, pelo menos – serem gajos endinheirados. Nós gostamos é de pobrezinhos, para lhe podermos oferecer bué de solidariedade. Que é como se chama a caridade à moda de esquerda.