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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Diz que vão parar Portugal...

Está em curso nas redes sociais uma tentativa de arremedar aquilo dos coletes amarelos. Não me parece que resulte. Nem, sequer, que valha a pena a campanha de descredibilização do alegado movimento, por parte da comunicação social, conotando-o com a extrema direita. Tal conotação, para além de ridícula, é absolutamente desnecessária. Quase apostava as minhas barbas em como a iniciativa não mobilizará muitos mais do que a do outro maluco que promoveu aquela pseudo-manifestação, em frente ao parlamento, contra a corrupção.  


Bem visto quem é que vai protestar e, ao certo, contra o quê? Dos combustíveis caros?  Mas ninguém dá a porra de um passo a pé... Dos impostos elevados? Como assim, se toda a gente exige cada vez mais ao Estado?! Do salário mínimo que é baixo? Sim, talvez, mas se aumentar depois queixam-se do preço da bica, do pastel de nata e de uma infinidade de serviços básicos. 


De resto, desconfio, aos itens das várias listas reivindicativas que por aí circulam, qualquer um pode acrescentar o que muito bem lhe dê na real gana. Assim do tipo carta ao Pai Natal. Há sempre quem acredite.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Deve ser aquilo das expectativas, ou lá o que é...

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A propósito do estranho sentimento que sem se saber ao certo porquê se generalizou entre os portugueses, escreveu alguém que as pessoas não têm mais dinheiro na algibeira, acreditam é que têm mais dinheiro na algibeira. Tem, esta afirmação, uma certa piada. Já o sentimento, esse, não tem piada nenhuma. É, apenas e só, uma parvoíce. Mas, já dizia o outro, a economia é feita de expectativas. Ou como garantia a minha avó, essa sábia senhora, em terra de cegos quem tem um olho é rei. E, no caso vertente, quem manda nesta terra de ceguetas tem dois e bem abertos. Podia até acrescentar que tem mais olhos do que barriga mas, olhando para o figurão, não chego tão longe. Ainda assim, reconheça-se, o homem é esperto. Não só nos convenceu que estamos mais ricos – ou menos pobres, para quem vê o copo meio vazio – como conseguiu fazer transbordar de alegria os funcionários públicos por, no próximo ano, lhes pagar o subsidio de Natal por junto. Ainda que, em Janeiro e nos meses seguintes, o recibo do vencimento mostre que recebem um bocado menos. Há, mas isso não constitui novidade, gente que acredita em tudo. Até no Pai Natal. Ou no António Costa, o que é quase a mesma coisa.