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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Os amarelos do colete

Como referi noutro post, não acredito nisso dos coletes amarelos à portuguesa. Pode, até, haver um ou outro bloqueio – basta um camião para bloquear uma estrada – mas uma coisa em grande, como em França, não creio ser possível de replicar por cá. Embora, pelo que leio no Trombasbook que é onde estas coisas “acontecem”, o pagode que alegadamente aderiu à causa propõe-se bloquear tudo e mais alguma coisa. Pontes, portagens e rotundas, nomeadamente. Fazem bem, os valentes.  


Pena é que por aqui não haja disso. Nem, sequer, uma ameaçazita de cortar o trânsito no Rossio, nem nada. Se calhar também não adiantava. O pessoal ia à volta e pronto. Talvez melhor mesmo seja bloquear as zonas de acesso a cafés, restaurantes e afins. Isso é que era transtorno à séria. Fica a ideia. Parva, claro. Como as dos outros, afinal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Diz que vão parar Portugal...

Está em curso nas redes sociais uma tentativa de arremedar aquilo dos coletes amarelos. Não me parece que resulte. Nem, sequer, que valha a pena a campanha de descredibilização do alegado movimento, por parte da comunicação social, conotando-o com a extrema direita. Tal conotação, para além de ridícula, é absolutamente desnecessária. Quase apostava as minhas barbas em como a iniciativa não mobilizará muitos mais do que a do outro maluco que promoveu aquela pseudo-manifestação, em frente ao parlamento, contra a corrupção.  


Bem visto quem é que vai protestar e, ao certo, contra o quê? Dos combustíveis caros?  Mas ninguém dá a porra de um passo a pé... Dos impostos elevados? Como assim, se toda a gente exige cada vez mais ao Estado?! Do salário mínimo que é baixo? Sim, talvez, mas se aumentar depois queixam-se do preço da bica, do pastel de nata e de uma infinidade de serviços básicos. 


De resto, desconfio, aos itens das várias listas reivindicativas que por aí circulam, qualquer um pode acrescentar o que muito bem lhe dê na real gana. Assim do tipo carta ao Pai Natal. Há sempre quem acredite.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Coletes amarelos

Colete.jpg


Há por cá uma grande simpatia pelos chamados “coletes amarelos”. Aquela trupe de desordeiros que tem espalhado a confusão, provocado desacatos, vandalizado bens públicos e destruído a propriedade de quem nada tem a ver com os motivos que causaram a ira daquela malta. Pois não concordo nada com as reivindicações - nem, muito menos, com as acções - dessa pandilha. Verdade que a carga fiscal é, lá como cá, sufocante. Agora, como dizia a minha avó, não podemos querer sol na eira e água no nabal. Ou, no caso, ter um Estado social que dá tudo a todos e, simultaneamente, impostos baixos. Pensar que isso é possível é como acreditar no Pai Natal. Mesmo que muita gente acredite em ambas as coisas, não é essa crença que as torna verdadeiras.  


O Macron tem muito a aprender com o Costa. O franciú, para alegadamente combater as alterações climáticas, propunha-se aumentar o ISP lá do sítio. O nosso primeiro propõe-se diminuir o número de vacas. Está bem visto. As bufas do gado vacum podem não produzir o mesmo efeito, mas os protestos dos touros serão muito mais pacíficos