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sábado, 5 de novembro de 2016

Qualidade de vida...é um conceito muito vago!

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Acredito que uma empresa de estudos de mercado faça as suas análises com base na seriedade, no rigor e na competência de quem os elabora. Nem me passa pela cabeça que os resultados apurados não sejam analisados à lupa e que eventuais falhas não sejam corrigidas antes da sua divulgação pública. Daí a minha perplexidade perante um estudo que aponta cinco concelhos do vizinho distrito de Portalegre como aqueles que possuem, a nível nacional, melhor qualidade de vida.


Admito que, em todos eles, se viva extremamente bem. Melhor, admito também, do que no meu. Que, diga-se, nem desconfio em que posição se encontra. Embora, olhando para a pontuação dos melhores do distrito de Évora, presuma que se situe num lugar muito distante dos primeiros. Deve ser dos indicadores, ou lá o que é. Diz que neste estudo deram muita importância a aspectos como a educação, a saúde ou a cultura.


Deve ser por causa desses critérios que Sousel é considerado, pelo tal estudo, o segundo melhor concelho do país para viver. Muito melhor do que Estremoz, que dista daquele paraíso uns miseráveis dezassete quilómetros. Quase nada, convenhamos. Um trajecto que se faz em pouco mais de vinte minutos e que é percorrido diariamente pelos alunos souselenses que, concluído o ensino básico, pretendem frequentar o secundário e o lugar mais perto para o fazerem é Estremoz. Ou por aqueles que durante a noite e ao fim de semana são acometidos por alguma maleita e, se a coisa for ligeira, têm de recorrer ao serviço de atendimento de Estremoz. O mesmo para os que queiram ir ao cinema, dado que em Sousel também não há e o mais próximo, adivinhem, é o de Estremoz.


Não coloco, naturalmente, em causa a credibilidade deste estudo. Outros itens haverá naquele concelho que dão a Estremoz uma goleada de dez a zero. Não estou é, assim de repente, a ver nenhum...