terça-feira, 1 de novembro de 2016

Coitadinho do meliante que não lhe podem sacudir as moscas...

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Todos os canais televisivos têm levado o dia de hoje a passar um vídeo onde, supostamente, militares da GNR malham um fulano que acabaram de deter. Supostamente porque, ao contrário do que é afirmado até à exaustão, não se descortina violência absolutamente nenhuma. E ainda que fosse visível seria impossível determinar a intensidade com que o bastão, a mão, o pé ou seja o que for, atinge o meliante. Nada garante que, a ter-se verificado contacto, ele tenha sido intencional ou, mesmo que tenha ocorrido, tivesse sido suficientemente forte para poder ser considerado agressão. Pode – e nada garante o contrário – ter-se tratado apenas de uma carícia. Mais intempestiva, mas ainda assim uma carícia.


Mas, confesso, seja o que for que tenha acontecido, pouco me importa. Se bateram, ainda bem. Se não bateram, tivessem batido. Num meliante bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe de certeza porque apanha. Estranho, no entanto, o nebuloso critério jornalístico que leva os canais televisivos a repetir vezes sem conta estas imagens. Filmes desta natureza, captados por câmaras de vigilância ou filmados por cidadãos em que as vitimas de ataques são pessoas comuns e os agressores são os milhões de invasores que já estão em solo europeu, são publicados diariamente às centenas na Internet e nenhuma televisão os mostra sequer uma vez. Vá lá saber-se porquê. Ou melhor, todos sabemos porquê.

6 comentários:

  1. Não vi mas subscrevo o que dizes porque se as forças de segurança actuam lá vem o choradinho em prol do meliante,se não o fazem é porque andam apenas a passear a farda. Enfim!

    Beijos e um bom dia

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  2. É a tal história de ser preso por ter cão e por não o ter. Mais uns militares para terem aborrecimentos por causa de coisas que não valem nada...

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  3. fatima9:39 a.m.

    Compreendo perfeitamente o que quer dizer e é revoltante! Ontem, (ontem foi um dia profícuo em notícias de deitar as mãos à cabeça!!!) fiquei aturdida com o caso do desgraçado do GNR que atirou à ciganada durante um assalto e matou um puto de treze anos em que os adultos fizeram, com certeza, o ritual de iniciação à ladroagem (de pequenino, etc,, etc.). O dito agente e muito bem tinha-os mandado parar ainda por cima. Resultado do sinhor doutor juíz: Quatro anos de pena suspensa sem poder exercer e a ganhar 1/3 do salário (que já de si é uma fortuna) e o pagamento de 55.000 Euros (quêeeeeee?) de indemnização à "família" do pequeno meliante. Foram um milhares de amigos com petições que no prazo de 60 dias arranjaram o dinheiro para gáudio da ciganada. Que lindo!!! O agente esteva a falar quase a chorar, chocante!!! Melhor fora arrasá-los a todos a tiro, que o preço se calhar era o mesmo e matavam-se uns quantos coelhos duma cajadada: aluno e professores! De qualquer maneira, um rato a menos é sempre um rato a menos. Deus o abençoe!

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  4. A grande verdade da Vida: «Num meliante bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe de certeza porque apanha».
    «Pode — e nada garante o contrário — ter-se tratado apenas de uma carícia. Mais intempestiva, mas ainda assim uma carícia».

    Eu queria ver estes canalhas das notícias a relatarem que lhes violaram a mãe, a mulher ou a filha.
    Panacas: Note-se que é muito diferentes de panascas (ver dicionário).
    Também são filhos da sua mãe querida (querida por muitos).

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  5. A lei protege o meliante. Tem todos os direitos e mais alguns. É o resultado da Constituição e de muitas leis que ainda hoje estão em vigor terem sido feitas por gente que malhou - por convições politicas - com os costados na cadeia. Se calhar o mal foi terem saído...

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  6. Só falta, neste caso, a comunicação social descobrir o patife e fazer dele um herói!

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