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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Vulnerabilidade mental

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1 – Com muita pompa e não menos circunstância foi anunciado que a divida pública estava diminuir. Afinal parece que não. Mas isso, na verdade, já todos sabíamos. Menos o governo. Ou, então, estavam a mentir. O que é perfeitamente normal, segundo o que um governante, deputado ou socialista detentor de outro qualquer tacho veio um dia destes admitir. E que também já sabíamos, diga-se.

2 – Apesar de toda a converseta acerca da cobrança de impostos impulsionada pela inflação estar a melhorar as contas públicas, as benesses distribuídas pelo governo aos reformados e vulneráveis continuam a ser feitas com recurso ao endividamento. Ou seja, é como se eu fosse pedir um crédito ao banco para dar esmola aos pobres. A diferença é que nem a minha generosidade chega a esse ponto nem, se o fizesse, seriam outros a pagar as consequências da minha insanidade.


3 – Por cá, desde que se soube que os contribuintes iriam dar casinhas, a população dita vulnerável – o que eu gosto destas modernices da novilingua – tem aumentado significativamente. Garantem alguns, que eu dessas coisas nada sei até porque não os contei. O que dá para ver a olho nu é que isto se está a tornar um lugar mal frequentado. Não é que seja especialmente medricas, mas existem locais onde quando passo olho por cima do ombro. Não é que tenha medo, mas a verdade é que, em caso de necessidade, já não consigo fugir tão rapidamente...

sábado, 23 de março de 2019

Sete em cada dez "estudos" são inúteis

Segundo uns estudiosos destes assuntos, sete em cada dez famílias portuguesas vivem com dificuldades financeiras. Até podem ser mais. Não me espanta se forem dez em cada dez a viver na penúria financeira. Basta que todas elas gastem mais do que aquilo que o seu nível de rendimentos permite.


Não percebo a insistência nestes estudos. Nomeadamente quando se fala em novos conceitos todos modernaços e, suspeito, muito mais úteis às pessoas, como aquela coisa da economia da felicidade ou lá o que é. Para quê perder tempo como análises caducas, burguesas – quiçá até um pouco fascizóides? Não vale a pena. Se esturram tudo o que ganham em carros, tatuagens, telemóveis e noutras coisas que os fazem felizes, depois só têm é de sorrir às dificuldades financeiras. E, principalmente, não aborrecerem com as ladainhas do costume acerca da sociedade capitalista, dos malefícios do consumismo e mais a puta que os pariu.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Os transfinanceiros (ricos que nasceram num corpo de pobre)

Isto de governar um país, por mais que uma imensa maioria não perceba, é como gerir uma casa de família. A questão da divida, por exemplo. Eu, como quase toda a gente, também tive um crédito à habitação. Daqueles a pagar em vinte cinco anos. No meu caso foram “apenas” dezassete ou dezoito. A melhoria do nível vida verificada no tempo em que o Cavaco foi primeiro-ministro permitiu-me, com o aumento de rendimento, ir fazendo amortizações de capital e, com isso, poupar nos juros, diminuir a taxa de esforço e antecipar o fim do empréstimo em sete ou oito anos. Nada de mais. Qualquer pessoa minimamente inteligente – ou só precavida, vá – faria o mesmo.


Ora não é nada disso que os gajos que tomaram o poder estão a fazer. Para gáudio da populaça, diga-se, que se revela extremamente contente com o desvario que vai nos centros de decisão. Só um governo de idiotas e um povo imbecilizado não percebe que, numa altura de crescimento económico e de aumento do PIB, a única opção séria é reduzir a divida. Mas não. Pelo contrário. Ela cresce a cada dia. Perante, como se vê, o aplauso generalizado. É o que dá ter um país governado por gente que nem a sua vida sabe governar.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Em tempos houve outro que queria um imposto europeu...

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.


Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.


 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vamos lá elevar os padrõezinhos…

Insisto. Por andam aqueles bloggers, gajos da área da geringonça - incluído o primeiro-ministro - e comentadores diversos que durante quatro anos não pararam de criticar o anterior governo por ter aumentado a divida? Isto apesar das razões para esse aumento terem maioritariamente a ver, como toda a gente sabe, com o empréstimo da troika, o alargamento do perímetro orçamental e aquilo dos “cofres cheios”. Ficava-lhes bem, acho eu, que dissessem qualquer coisinha acerca do tema agora que a divida, já sem as premissas anteriores, não pára de aumentar. Mas, se calhar,  pedir alguma honestidade intelectual a quem a não quer ter é capaz de ser coisa para estar a colocar os padrõezinhos da seriedade num patamar demasiado elevado.