quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Os transfinanceiros (ricos que nasceram num corpo de pobre)

Isto de governar um país, por mais que uma imensa maioria não perceba, é como gerir uma casa de família. A questão da divida, por exemplo. Eu, como quase toda a gente, também tive um crédito à habitação. Daqueles a pagar em vinte cinco anos. No meu caso foram “apenas” dezassete ou dezoito. A melhoria do nível vida verificada no tempo em que o Cavaco foi primeiro-ministro permitiu-me, com o aumento de rendimento, ir fazendo amortizações de capital e, com isso, poupar nos juros, diminuir a taxa de esforço e antecipar o fim do empréstimo em sete ou oito anos. Nada de mais. Qualquer pessoa minimamente inteligente – ou só precavida, vá – faria o mesmo.


Ora não é nada disso que os gajos que tomaram o poder estão a fazer. Para gáudio da populaça, diga-se, que se revela extremamente contente com o desvario que vai nos centros de decisão. Só um governo de idiotas e um povo imbecilizado não percebe que, numa altura de crescimento económico e de aumento do PIB, a única opção séria é reduzir a divida. Mas não. Pelo contrário. Ela cresce a cada dia. Perante, como se vê, o aplauso generalizado. É o que dá ter um país governado por gente que nem a sua vida sabe governar.

2 comentários:

  1. Segundo ouvi e li há bem pouco tempo a dívida tem sido amortizada mas como é astronómica ainda falta muito para chegar a zero.

    Não concordo com a tua última frase e digo o porquê: há 40 anos que somos governados por gente corrupta (há excepções) de direita, centro e esquerda e muitos casos desviados, não punidos ou escudados nas leis fabricadas a jeito. à pois é...pois é!

    Onde pára o dinheiro? Trabalharam para terem as reformas chorudas? E as tais subvenções vitalícias que são sempre acima de dois mil euros?

    Fico por aqui para não dizer mais coisas!

    Beijocas

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  2. A divida é astronómica e continua a subir. Já vai nos duzentos e cinquenta mil milhões. Agora como o PIB está a crescer é que pode baixar em termos percentuais relativamente ao PIB. Ou seja: se eu ganhar mil euros e dever mil e quinhentos a minha divida são 150% do meu rendimento, mas se eu tiver um aumento de ordenado para dois mil euros e aumentar a minha divida em quinhentos euros, ela passa para dois mil o que representa "apenas" 100% do meu rendimento. Contudo, apesar disso, eu devo mais. O que se deve fazer nestes casos é usar o aumento do rendimento para pagar as dividas. Mas esperar isso dos doidos varridos que nos governam é esperar demais...

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