domingo, 1 de outubro de 2017

Direito incondicional à preguiça

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Ter direito a receber um determinado montante, que supostamente permitirá viver com dignidade, sem ter que bulir uma palha é uma ideia que me agrada. Diz que é esse o conceito do tal Rendimento Básico Incondicional, ou lá o que chamam a isso. Os defensores dessa coisa sustentam a atribuição a todos e cada um – pobres ou ricos, velhos ou novos, trabalhadores ou desempregados – de um subsidio de valor igual para cada cidadão. Só porque sim.


Por mim, reitero, parece-me uma teoria prazenteira. Há, no entanto, uma ou outra dúvida que me assalta o espírito. Saber, por exemplo, de onde vem o dinheiro – muito, presumo - que permita pagar, suponhamos e só para ter uma noção da enormidade do disparate, cem ou duzentos euros por mês a cada português. Ou, fosse qual fosse o valor do tal subsidio, admitamos que todos deixávamos de trabalhar para auferir do tal rendimento a que teríamos direito. Nessas circunstâncias já nem pergunto a origem do graveto. Limito-me a questionar o que é que comíamos...

4 comentários:

  1. alvaro silva2:34 p.m.

    Isto é só uma questão de ponto de vista. Eu explico; Houve por cá em Viana do Castelo um presidente da câmara que taxou a superfície aérea com base no (pi vezes o quadrado do raio)
    atribuindo~lhe um valor por metro quadrado e os munícipes não tiveram outra safa senão que pagar. Ora qualquer político pode vender ao metro cúbico o ar que respiramos, basta atribuir-lhe um valor, e a esse, dar-lhe o nome de "rendimento básico de oxigénio". Tão ou mais imprescindível que qualquer outro. Tem todavia um porém; é que qualquer dia vem outro político autárquico a enfiar-lhe um contador nas fuças!

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  2. Se houve rendimento incondicional para todos também não havia políticos. Ninguém trabalhava para os sustentar...

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  3. Quando li sobre isso tive de o fazer por duas ou três vezes e cheguei à mesma conclusão: tudo serve para enganar e assim conseguirem o tacho. Acho que foi o maior disparate no meio de tantos outros...já para não falar de ataques.

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  4. Esta ideia parva não surgiu no classe politica. Isto tem origem na intelectualidade que gosta de fazer experiências sociais sem ter noção das consequências ou, tendo, está-se nas tintas para elas...

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