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domingo, 11 de setembro de 2022

Cortar é bom? Depende do "costureiro"...

Que António Costa é um gajo esperto já quase todos sabíamos. Um finório, vá. E com muita sorte, principalmente. Desta vez foi a morte de uma velhota inglesa a ocupar a cem por cento o espaço noticioso – como se o falecimento da criatura tivesse alguma relevância para a vida dos portugueses - e a atirar completamente para fora de órbita o desmascarar do logro das pretensas medidas “anti-inflação”. Nomeadamente para o conjunto de eleitores - os reformados – que mais contribuem para os resultados eleitorais do Partido Socialista. Aquilo, de facto, é de mestre. Representará, num futuro próximo, qualquer coisa de muito semelhante ao tão falado “ir além da troika” quando Passos Coelho sugeriu o tal corte dos seiscentos milhões de euros nas reformas. Sem nunca ter tido a coragem de concretizar, como é público e notório. Presumo, apesar disso, que os reformados terão, quanto a isto, uma indignaçãozinha selectiva e rapidamente perdoarão mais esta afronta ao seu idolozinho de estimação.


O anúncio destas medidas apanhou-me a meio das férias. Não lhe liguei grande coisa, portanto. Também ainda não pensei onde vou esturrar os meus cento e vinte cinco euros. Algo – assim a atirar para o extravagante, espero – me há-de ocorrer. De quem tenho pena é dos donos dos animais. Como já por aí li, se por cada criança “dão” cinquenta euros, também faria todo o sentido darem pelo menos trinta euros por cada cão e por cada gato. Foi pena o Costa ter-se esquecido dessa parte da família.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Ao menos podiam ter feito uma cábula...

Assim, de repente, passaram dez anos desde que o país faliu e teve de ser intervencionado por entidades externas. O “que ganhámos com isso” é a questão que mais vezes tenho visto suscitada. Tirando aquela parte de ninguém ter ficado sem vencimento ou reforma, não lucrámos nada. Mas, obviamente, a pergunta devia ser antes “o que aprendemos com isso”. Infelizmente a resposta é a mesma. Nada. Não aprendemos nada. Continuamos, enquanto cidadãos, os mesmos ignorantes e, enquanto políticos, os mesmos irresponsáveis. Mantemos o pensamento de um burgesso que há mais de vinte anos teve responsabilidades na gestão de dinheiros públicos e que, quando tocava a gastar, não se cansava de me garantir que “isto não pode parar e quem vier atrás que feche a porta”. De facto não parou. O azar é que levámos com a porta nas trombas. Mas, pelos vistos, nem isso nos serviu de lição.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desigualdades

Tem sido, ao longo dos últimos dias, amplamente divulgado um estudo de uma Fundação acerca do aumento das desigualdades sociais provocadas em Portugal pela intervenção da troika. Será, de certo, um trabalho devidamente fundamentado e que deverá merecer, da parte de todos, a melhor atenção. Nomeadamente, pela sua responsabilidade, aos políticos. Coisa que, pelos vistos, não estará a acontecer. É que a melhor forma de evitar o agravamento dessas desigualdades será não cometermos os mesmos erros que nos levaram à inevitabilidade da assistência financeira. E essa parte, desconfio, não está a interessar a ninguém...


 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vamos lá elevar os padrõezinhos…

Insisto. Por andam aqueles bloggers, gajos da área da geringonça - incluído o primeiro-ministro - e comentadores diversos que durante quatro anos não pararam de criticar o anterior governo por ter aumentado a divida? Isto apesar das razões para esse aumento terem maioritariamente a ver, como toda a gente sabe, com o empréstimo da troika, o alargamento do perímetro orçamental e aquilo dos “cofres cheios”. Ficava-lhes bem, acho eu, que dissessem qualquer coisinha acerca do tema agora que a divida, já sem as premissas anteriores, não pára de aumentar. Mas, se calhar,  pedir alguma honestidade intelectual a quem a não quer ter é capaz de ser coisa para estar a colocar os padrõezinhos da seriedade num patamar demasiado elevado.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Uma crise sui generis, esta...

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Depois de ter apelado ao civismo dos portugueses para não irem abastecer o carro a Espanha, aguardo que a qualquer momento o ministro da economia faça o mesmo acerca das passeatas ao estrangeiro. Igualmente, usando o mesmo método de análise, uma forma de pagar impostos no exterior em detrimento das finanças nacionais.


Parece que a oferta disponível nas agências de viagem estará perto de esgotar. Bom sinal, acho eu. Quererá dizer, se entendo alguma coisa disto, que, afinal, as pessoinhas não estarão assim tão mal de vida. Apesar de todos os roubos aos reformados, funcionários públicos e povo em geral, pelos vistos, continua a haver dinheiro. Ainda bem. É sempre bom saber que as noticias acerca do tal empobrecimento generalizado são manifestamente exageradas. Isso e a demagogia da troika que por enquanto vai aguentando a geringonça.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vem aí a verdadeira troika?

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Chapelada. Não vejo outra forma de qualificar a eventual coligação PS-PCP-BE. Assim uma espécie de vitória na secretaria após, cada um deles, ter levado uma coça dentro do campo. A tramóia até pode ter cobertura constitucional. Pode, também, argumentar-se que o conjunto daqueles partidos recolheu o maior número de votos expressos. Pode isso tudo. Não pode é afirmar-se, sem fintar a verdade, que foi esse o projecto escolhido pelo eleitorado. Pelo contrário. O que se pode argumentar, com uma assinalável dose de certeza, é que caso se tivessem apresentado a eleições em coligação a votação que obteriam estaria muito longe de ser aquela. Mais. A maioria dos votantes do PS não se revêem nessa hipotética troika. Nem tão pouco os do Partido Comunista.


Tenho, apesar de tudo, uma enorme expectativa relativamente a este cenário. Nomeadamente em ver como vai ser justificado este acordo por algumas criaturas e, quando a coisa começar a azedar nas ruas, como será defendido o eventual governo dessa estranha coligação. Vai ser uma fartote de rir. Terá imensa piada ver, cá na minha terra, destacados dirigentes e militantes locais de PS e PCP que toda a vida se odiaram – em termos políticos e muitas vezes não só - do mesmo lado da barricada e a defenderam a mesma dama. Só por isso já valia a pena ver essa troika no poder...