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sábado, 3 de dezembro de 2016

Luzinhas de Natal

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Foto gamada ao Jorge Pereira


 


Não, não é que ache mal essa coisa das luzinhas de Natal. Deve é haver moderação. Iluminar apenas os locais onde se concentra o comércio e um ou outro espaço público mais simbólico parece-me mais do que suficiente. Se é para iluminar tudo, mesmo onde praticamente não existe actividade comercial como acontece na generalidade das terras da província, então que o façam também nos parques de estacionamento do Continente, Jumbo, Pingo Doce, Lidl e outros que tais. Pelo menos aí há gente...


 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Deve ser para afastar as trevas da crise...

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Devia constituir, para todos nós, motivo de vergonha que ciclicamente tenha de vir cá alguém dizer como nos devemos governar. Mas parece que não. Em situações de desespero absoluto aceitamos, contrariados, que nos orientem as contas e nos digam onde – ou no quê – devemos poupar, para que não andemos sempre com “as calças na mão”. Mas, mal nos deixam por nossa conta, rapidamente voltamos ao mesmo. A esturrar que nem uns malucos o dinheiro que não temos mas que esperamos que alguém nos empreste.


Depois de alguma contenção – pouca, diga-se – nos últimos anos, as autarquias portuguesas voltaram este ano a fazer aquilo que melhor sabem. Gastar. Seguem, afinal, o exemplo do governo. Agora são as luzinhas de Natal. Quem fez as contas garante que, em relação ao ano passado, os gastos autárquicos com iluminações natalícias quase duplicaram. Devem achar que dá votos. E, se calhar, até têm razão. O povo contenta-se com poucochinho.