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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

O minimo, por mais que cresça, será sempre minimo...

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Apesar dos inusitados aumentos dos últimos anos o salário mínimo em Portugal continua longe do que se paga noutros países. É o que temos. E, se calhar, o que merecemos. Já não se suporta o constante lamento em relação ao seu valor. Há anos que não pára de subir muitíssimo mais do que as remunerações médias e, ainda assim, é sempre a mesma lengalenga a todo o instante. O SMN até pode subir para cinco mil euros. Será sempre mínimo e valerá sempre o mesmo enquanto o seu crescimento resultar apenas de um decreto do governo. Ou alguém, em seu perfeito juízo ou fora dele, acha que o tipo da pastelaria da esquina continuará a vender os bolos ao mesmo preço se o ordenado dos empregados aumentar? E quem diz os bolos diz tudo o resto. Daí que a berraria era capaz de ser melhor direccionada para outras reivindicações...


Todos, bem ou mal pagos, queremos ter um ordenado melhor. Veja-se o caso dos craques – ou mesmo dos pernas de pau – da bola que, apesar de principescamente remunerados, fazem birra quando os obrigam a cumprir os contratos que livremente assinaram e que já de si lhes garantem uma vida faustosa. No caso do SMN só o Estado é que fica a ganhar com o seu aumento, como facilmente constatará quem o recebe. Basta fazer as contas. Ou ir às compras.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um dia destes ganhamos todos o salário mínimo...

Já li e ouvi muitos argumentos em defesa do aumento do salário mínimo nacional. Mas hoje gostei particularmente de um. Quem ganha o SMN gasta tudo, defendia um expert destas coisas. O que não será difícil, digo eu. Nem ser dotado de uma imaginação prodigiosa ou possuir gostos relativamente extravagantes. Gastando tudo, por pouco que seja, é dinheiro que de imediato entra na economia, criando, assim, mais riqueza, crescimento económico e impostos. Parece-me bem visto. Por acaso, ou talvez não, até penso mais ou menos o mesmo. Com uma nuance. Eu ia mais além. Seria mais ambicioso. Aumentava também as pessoas que ganham quinhentos e oitenta ou seiscentos euros. E, já agora que ali estava, ia por aí acima. Quando déssemos por nós estávamos com uma economia mais pujante do que a chinesa. Enquanto, simultaneamente, se fazia justiça social e promovia a igualdade. É que, não sei se já alguém reparou, um trabalhador que em 2014 ganhava 485€ por mês, ganhará 557€ em 2017. Mas, enquanto isso, outro que até pode ser o colega do lado, continuará a auferir mensalmente 560€, tal como ocorria há dois anos atrás. Justo, dizem eles. Ninguém o manda ser um malvado aforrador.