São muitos e graves os problemas que afectam o país e os portugueses. Alguns deles – dos problemas – são, até, ambas as coisas. Muito graves. Nos últimos dias surgiram mais dois. Qualquer um de extrema gravidade e ambos capazes de infernizar a vida a muita gente.
Primeiro foi aquilo das sombrinhas na praia. Acabar com a proibição, imposta pelo concessionários, de espetar o chapéu de sol no areal entre a beira-mar e as espreguiçadeiras de uma zona concessionada, tornou-se quase num desígnio nacional. Ou, a bem-dizer, das televisões que aquilo é gente que sabe muito bem o que desinteressa aos portugueses. Deve ser por isso que, não fossem os nossos impostos, estariam todas falidas.
Outro drama recente é a intenção do governo reunir uma quantidade de prestações sociais numa só. O que já de si era péssimo, como consideram aquelas criaturas de que ninguém faz caso, mas que sabem o que é melhor para nós. Pior ainda é haver a intenção de que os beneficiários de uma ou duas delas terem de prestar trabalho social, quinze longas horas semanais, para as poderem receber. Coisa que, naturalmente, deixou à beira de um ataque de nervos todos aqueles que ficam horrorizados sempre que ouvem a palavra trabalho. Não é para menos, que isto só trabalha quem não sabe fazer outra coisa e muita dessa malta sabe-a toda.

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