Há investimentos e investimentos. Embora, só por si, o conceito de investimento já seja uma coisa muito abrangente. Com muita elasticidade, vá. Nomeadamente quando se trata de justificar onde o Estado, em todo o seu esplendor, esturra o dinheiro de quem trabalha.
O anterior primeiro ministro, de má memória, garantia que até se arrepiava quando ouvia falar em reformas. Não, bem entendido as que envolvem velhinhos como eu, mas aquela-outras que são necessárias para alterar o que está caduco ou ultrapassado. É mais ou menos o mesmo que eu sinto quando ouço falar em investimentos estratégicos. Instintivamente, embora não me sirva de nada, levo logo a mão à carteira.
Desta vez foi o Montenegro, numa ideia que será certamente muito aplaudida pela esquerda, a anunciar a criação de um fundo soberano para investir estrategicamente em empresas consideradas estratégicas. Por mim, não tenho grandes dúvidas – nem pequenas, sequer – acerca do resultado desta estratégia. Até porque os nossos bolsos já estão habituados a que o Estado invista contra eles.
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