Há investimentos e investimentos. Embora, só por si, o conceito de investimento já seja uma coisa muito abrangente. Com muita elasticidade, vá. Nomeadamente quando se trata de justificar onde o Estado, em todo o seu esplendor, esturra o dinheiro de quem trabalha.
O anterior primeiro ministro, de má memória, garantia que até se arrepiava quando ouvia falar em reformas. Não, bem entendido as que envolvem velhinhos como eu, mas aquela-outras que são necessárias para alterar o que está caduco ou ultrapassado. É mais ou menos o mesmo que eu sinto quando ouço falar em investimentos estratégicos. Instintivamente, embora não me sirva de nada, levo logo a mão à carteira.
Desta vez foi o Montenegro, numa ideia que será certamente muito aplaudida pela esquerda, a anunciar a criação de um fundo soberano para investir estrategicamente em empresas consideradas estratégicas. Por mim, não tenho grandes dúvidas – nem pequenas, sequer – acerca do resultado desta estratégia. Até porque os nossos bolsos já estão habituados a que o Estado invista contra eles.
Jornais? RTP?
ResponderEliminarTambém, mas para isso não precisam do tal fundo saberano. Deve ser mais para coisas que dêem dinheiro a sério...
EliminarA política (e os políticos) andam à deriva. E vai demorar até que acertem o passo.
ResponderEliminarO português - povo - está habituado a sacrifícios. Refiro-me, naturalmente, aos da classe baixa e a alguns da classe média.
O Sol quando nasce é para todos. Já os sacrifícios não.
Cumprimentos, caro KK.
Derivam consoante o quadrande de onde vem o cheiro a voto...
EliminarCumprimentos, caro António.