São já mais de cem mil os contribuintes vitimas do chamado imposto Mortágua. É sempre assim. Quando se cria um novo imposto, taxa ou o que for argumenta-se que é apenas para os ricos. A malta do grande capital, como eles gostam de vender o saque. Depois a coisa democratiza-se, segue o seu curso natural e acaba por chegar ao bolso da maioria.
Claro que isto dá imenso gozo aos do costume. Nomeadamente dos que vivem sem bulir, à conta dinheiro dos outros. Aqueles que, apesar de verem o valor do seu património artificialmente aumentado, continuam com a mesma capacidade aquisitiva que tinham antes de serem ricos. Capitalistas e parasitas da pior espécie, no dizer dos indigentes mentais para quem o Estado tem obrigação de alimentar os seus devaneios ideológicos.
Hoje metade de um ordenado mediano desaparece em impostos, taxas e contribuições. Num futuro não muito distante, com as constantes exigências para o Estado financiar tudo e mais um par de botas, tenderá a ser ainda pior. É o regresso da escravatura. Sim, porque se quem trabalha sem receber nada é escravo, quem trabalha e apenas fica com metade do que recebe é o quê? Meio escravo? Presumo que alguns considerarão que será um meio rico mas, como diria a minha avó, é mais miséria engravatada.

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