Para criar taxas, taxinhas, impostos ou legalizar o roubo em beneficio do Estado qualquer pretexto é aceitável. Diria até que em muitas circunstâncias é vibrante e entusiasticamente aplaudido pelos seus putativos beneficiários e pelos maluquinhos que acham ser dever dos outros cidadãos – sempre os outros e nunca eles – a sustentar os mais inusitados devaneios.
A taxa turística, por exemplo, foi criada para cobrir custos adicionais gerados pelo turismo. São já alguns municípios a recorrer a este meio de financiamento, com a justificação que o acréscimo de visitantes provoca a sobrecarga das infraestruturas municipais. Reconheço, embora não concorde com a cobrança da taxinha, que a fundamentação faz sentido. Eu e, diga-se, quase toda a gente. Ao que me é dado observar são raríssimas as vozes dissonantes.
O mesmo não se pode dizer do efeito que a entrada de milhão e meio de novos residentes produziu nos serviços públicos. Bom, na verdade poder, pode, mas quem o faz é fascista, xenófobo e não percebe nada do que está a falar. Nem há dados absolutamente nenhuns que o demonstrem, contradiz alarvemente a minoria ruidosa que percebe destas cenas. Como estão a fazer, por estes dias, à Ministra da Saúde que, coitada, teve a ousadia de achar que tanta gente a mais teria de ter algum efeito no SNS. Uma ideia parva, obviamente. Está bem de ver que quem vem de fora não usa escolas nem serviços administrativos ou de saúde. Só a água e os esgotos dos municípios. Eles lá sabem…

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