sexta-feira, 19 de junho de 2026

Foi bonita a festa, pá!

A longuíssima discussão acerca do chamado pacote laboral, que se arrastou penosamente durante quase um ano, pouco ou nada me interessou. Primeiro porque, enquanto funcionário público, pouco me dizia respeito e, principalmente, por nesta fase da minha vida as questões relativas ao descanso terem prioridade absoluta sobre as laborais.

Tive, ainda assim, o privilégio de enquanto degustava calmamente o almoço, assistir ao seu chumbo no parlamento e à reação entusiástica que isso provocou aos deputados da ala esquerda. Quase me emocionei. Faltou pouco para deixar cair uma lágrima – ou mesmo mais – de tanta emoção. Não foi por eles, os esquerdalhos, foi por mim. Percebo muito bem a alegria daquela gente. Também eu, de tão poucas oportunidades que me são proporcionadas para isso, celebro assim quando o Benfica ganha. Revi-me neles, por uns momentos.

Há, igualmente, motivo para risota por causa desta cena do pacote. Sucedem-se as declarações a garantir que tal chumbo se deve à “luta dos trabalhadores”. Obrigado pela piadola. Lamento desapontá-los, mas não. Não sejam mal agradecidos, que isso é uma coisa muito feia. A ingratidão é, convenhamos, um dos piores defeitos do ser humano. Agradeçam mas é ao Ventura. O homem estava tão feliz que até se virou para chefe da CGTP de braço erguido e punho fechado.

Foi um desfecho bonito de ver. Com tudo isto, o almoço ainda me caiu melhor do que habitualmente. A harmonia é uma coisa muito linda.

Sem comentários:

Enviar um comentário