sexta-feira, 19 de junho de 2026

Foi bonita a festa, pá!

A longuíssima discussão acerca do chamado pacote laboral, que se arrastou penosamente durante quase um ano, pouco ou nada me interessou. Primeiro porque, enquanto funcionário público, pouco me dizia respeito e, principalmente, por nesta fase da minha vida as questões relativas ao descanso terem prioridade absoluta sobre as laborais.

Tive, ainda assim, o privilégio de enquanto degustava calmamente o almoço, assistir ao seu chumbo no parlamento e à reação entusiástica que isso provocou aos deputados da ala esquerda. Quase me emocionei. Faltou pouco para deixar cair uma lágrima – ou mesmo mais – de tanta emoção. Não foi por eles, os esquerdalhos, foi por mim. Percebo muito bem a alegria daquela gente. Também eu, de tão poucas oportunidades que me são proporcionadas para isso, celebro assim quando o Benfica ganha. Revi-me neles, por uns momentos.

Há, igualmente, motivo para risota por causa desta cena do pacote. Sucedem-se as declarações a garantir que tal chumbo se deve à “luta dos trabalhadores”. Obrigado pela piadola. Lamento desapontá-los, mas não. Não sejam mal agradecidos, que isso é uma coisa muito feia. A ingratidão é, convenhamos, um dos piores defeitos do ser humano. Agradeçam mas é ao Ventura. O homem estava tão feliz que até se virou para chefe da CGTP de braço erguido e punho fechado.

Foi um desfecho bonito de ver. Com tudo isto, o almoço ainda me caiu melhor do que habitualmente. A harmonia é uma coisa muito linda.

6 comentários:

  1. Não consigo, ainda, perceber a política e os políticos.
    O pacote laboral era discutível e, em alguns casos, inadmissível.
    O que me incomoda é, em boa verdade, as piruetas que os ditos nossos representantes na 'casa da democracia' executam com mestria.
    Jogos de populismo para Coelho ver e ... rir. Nunca esquecendo, digo eu, as desgraças que enquanto primeiro ministro executou.
    Estamos muito mal representados.
    Cumprimentos, caro KK.

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    1. Nisso do Passos tem toda a razão quando escreve "executou". Aquilo que o PS deixou para os seguintes "executarem" foi mesmo muito mau. Apesar disso ganhou as eleições seguintes.

      Infelizmente nesta coisa da politica - tal como em quase tudo na vida - quem mais berra é quem mais é ouvido e vai impondo as suas vontades. Veja-se os sindicatos comunistas que não representam praticamente ninguém, a esquerda meramente residual em termos eleitorais e o Ventura. Estão todos bem uns para os outros. No fundo representam todos os mesmos interesses.

      Cumprimentos, caro António.

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  2. Uma vergonha que até fiquei enjoada!
    Beijos e um bom sábado!

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    1. Bem vistas as coisas nós é que somos os culpados. Foi naquilo que votámos...

      Boa semana!

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  3. Foi divertidíssimo o texto, Pá!! ☺️
    Fosse dado a reforma a Ventura aos 65, que o homem já anda casado, e lá tinha a tal da Lei Laboral levado a 'dela' avante...

    Saudações trabalhadoras

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    1. Essa da reforma aos 65 é uma linha vermelha que não é possivel cruzar. Foi criado um sistema de subsidio dependência de tal ordem que hoje em dia não é possivel. Desculpam-se com a esperança média de vida, mas também podiam falar da escandalosa despesa pública. É só ver o "Base"...e o resto que não está lá!!!

      Cumprimentos despesistas!

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