


É tempo de colheita na agricultura da crise. Dos figos, lamentavelmente, não há registo fotográfico. Desta vez as alterações climáticas – ou seja lá o que fôr – anteciparam a maturação em cerca de duas semanas. Coisa que deve ter baralhado a passarada, o que permitiu fazer uma colheita antes que os bandos de voadores esfomeados os devorassem.
Os alhos foram vitimas do patife do costume. Levou parte significativa da produção ainda antes de estarem prontos para a colheita. Dá-lhe para isto. O que me faz espécie é que não lhe dá para arrancar as ervas. Uma questão interessante para um estudo cientifico acerca do comportamento humano no âmbito das patologias ao nível da psique.
As primeiras cebolas e os primeiros abrunhos também estão aí. Tudo a IVA zero, sem qualquer produto químico nem corantes ou conservantes. Já do preço de todos estes produtos não sei nada. Estarão ao preço que o mercado estiver disposto a pagar por eles. Pelo menos enquanto o governo não ceder ao pedido de cada vez mais criaturas no sentido de fixar os preços máximos a que podem ser vendidos. Será o primeiro passo para a escassez, mas vá lá perceberem isso...















