domingo, 2 de julho de 2023

Ponde as barbas de molho...

É impressionante a condescendência com que a comunicação social e os especialistas especializados na especialidade da delinquência travestida de ativismo social analisam as desordens, protagonizadas por criminosos e outra escória, que por estes dias têm ocorrido em França. Quase me convencem que a criatura, cujo falecimento está na origem do inicio da confusão, era um santo. Sem ofensa, que o gaiato para além de marginal era muçulmano. Obviamente não acho bem que a policia o tenha abatido. O que acho espantoso é a coincidência que estas ocorrências, em França ou noutro qualquer lugar do mundo civilizado, envolvam sempre pessoas ligadas ao crime, trafico de droga e outras actividades lúdicas correlacionadas. Nunca, assim que me lembre, vi uma noticia a dar conta que a policia matou alguém que regressava do trabalho.


A forma de protesto escolhida também não suscita aos ditos especialistas uma critica especialmente convincente. Parecem, até, olhar com benevolência para os tumultos. Deitar fogo a autocarros, bibliotecas, câmaras municipais ou residências com famílias lá dentro não se lhes afigura, a julgar pela apreciações que fazem, algo de particularmente grave. Pilhagens a lojas de luxo e a stands de viatura de gama alta, parecem também um protesto legitimo. Mas, quase todos, ofendem-se com uns cartazes mal-enjorcados a retratar o Costa. Ou seja, para esta gente a liberdade de roubar, pilhar e vandalizar é muito mais valorizável do que a de criticar. Ou, mas isso sou eu a especular, para eles a ilicitude depende da cor da pele e da religião professada pelos intervenientes. 


Segundo alguns uma guerra civil em França será apenas uma questão de tempo. Oxalá estejam enganados. O Maio de sessenta e oito acabou quando a generalidade dos franceses se fartou das maluquices de então. Veremos, desta vez, o que acontece quando a população se fartar destes comportamentos, cada vez mais frequentes, e começar a defender o que é seu. Seja a propriedade, a tranquilidade ou o modo de vida.

11 comentários:

  1. Que os média seguem uma determinada cartilha já se sabe(pelo menos quem observa com olhos de ver e sem palas de qualquer espécie). Agora o que pode causar mais perplexidade ( a quem não observa o que se tem passado ultimamente) é sempre a falta de preparação do governo françês para reagir a estas bandalheiras públicas. Tenho um post sobre a França desde 2015 no meu blog Imagens.

    ResponderEliminar
  2. A violência é uma bomba se alguém acende o rastilho... Vai tudo á frente e às tantas já não sabem qual o motivo 👏

    ResponderEliminar
  3. Subscrevo totalmente o que dizes. Digo apenas que violência gera violência e não sei as penas em França, mas por cá só sei que a impunidade sobre crimes, roubos e assaltos, etc. leva ao que sabemos, porque as medidas são brandas, muito brandas.
    Beijos e um bom dia

    ResponderEliminar
  4. Concordo com tudo, Kruzes

    Beijinhos
    Uma Semana Feliz

    ResponderEliminar
  5. É inaceitável como se permite que catraios mal educados e marginais de toda a estirpe destruam os bens que a outros custaram a ganhar. Para mim a bandalheira acaba quando os franceses se cansarem de ver as suas coisas destruidas e comecem a reagir.

    ResponderEliminar
  6. Quando aqueles que vêm as suas casas e os seus carros a arder começarem a limpar o sebo aos vadios é que a coisa vai ficar boa...se ainda não for desta será numa próxima!

    ResponderEliminar
  7. Por cá é uma bandalheira e lá não deve ser muito diferente. Contudo não acredito que por cá se chegue um dia aquele nivel de violência. Por um lado acho que temos mais juizo e, por outro, se calhar defendiamos melhor o que é nosso. Tanto carro queimado, por cá já tinha feito saltar a tampa a uns quantos donos...

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  8. A normalização da violência, a destruição da propriedade pública e privada, a complacência de uma elite jornalística e intelectual. Outra questão é o jovem que foi assassinado. Isso obviamente deve ser investigado e, se for confirmada a culpa, o agente, deve ser devidamente punido e a polícia tirar as devidas ilações. Passou nos noticiários uma peça acerca do acidente em que o amigo que ia no carro com o jovem relatou a sua versão. Pormenor que não ouvi ninguém questionar. O rapaz disse que iam num Mercedes de mudanças automáticas, e que o carro andou durante a operação stop porque não foi colocado em modo parking. Desculpem lá, senhores jornalistas. Mas os jovens não fazem parte de uma classe pobre e marginalizada? Então mas os pobres e marginalizados andam de Mercedes? Ondo e como? É que esse tipo de veículos, seja cá ou em França, está acessível a classes médias altas e não a pobres e marginalizados da sociedade. Isto não justifica obviamente a morte do rapaz. Apenas me faz confusão como ninguém se interroga acerca destes detalhes para percebermos melhor os pobres marginalizados.

    ResponderEliminar
  9. Os sinais exteriores de riqueza apenas interessam em certos casos...

    ResponderEliminar
  10. Relembrando: o Maio de 1968 acabou porque De Gaulle dissolveu a assembleia da república, fez eleições gerais em mês e meio e ganhou-as. O fedelho que aparecia como cabeça de cartaz dos estudantes — Daniel Marc Cohn-Bendit, judeu como o nome assegura — agora está num tacho na UE.

    ResponderEliminar