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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Tremeliques premonitórios

Esta segunda-feira um jornal diário escreveu, na primeira página, que "corrida a certificados cria pressão sobre reembolso da divida pública em 2033”. Já hoje, terça-feira, numa perspetiva muito mais optimista, igualmente na sua capa, garantia que "ganhos com taxas de juro colocam famílias a poupar”. Isto porque, esclarecia no segundo artigo, “está a compensar investir em depósitos”.


Longe de mim estar para aqui a perorar sobre as intenções destas publicações jornalísticas. Nem ao de leve me ocorre que se pretenda instalar a desconfiança relativamente à capacidade do Estado reembolsar os aforradores que optaram por investir em certificados, levando-os a desviar as poupanças para os bancos. Ná. Até porque, também eu, escrevi num post datado de 23 de Fevereiro de 2023, "Há por enquanto, dinheiro para quase tudo e quase todos. Veremos é se chega para devolver todo o aforro, acrescido dos juros prometidos, investido nos tais certificados. Com a vontade de ir buscar dinheiro a quem o tem, já manifestada em tempos por uma mais que provável futura ministra, começo a desconfiar que, na altura da liquidação da coisa, o dinheiro tenha tido um destino mais solidário, chamemos-lhe assim. Leram primeiro aqui...


Por mim, que não sou de intrigas, mais do que da capacidade do Estado para – tal como garantiu - devolver o dinheiro de quem poupou, desconfio da vontade política de o fazer se, então, o poder estiver ocupado pela esquerda. Mas aí, se ainda por cá andar, vai ser divertido ver a reação daqueles que defendem o não pagamento da divida quando for o dinheiro deles a arder. Sim, porque acredito que muita dessa malta também deve ter investido em certificados. Aposto que até as perninhas lhes vão tremer...

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Gente pouco séria...

1 - Ao que proclama a imprensa, os certificados de aforro não reclamados pelos herdeiros dos aforradores defuntos renderam ao Estado, nos últimos cinco anos, a simpática quantia de dezoito milhões de euros. Ou seja, estamos perante mais uma evidência da pouca seriedade do Estado. Quando o finado deixa dividas ao fisco a máquina fiscal não revela grande dificuldade em identificar os beneficiários da herança nem, menos ainda, em reclamar o seu pagamento. O mesmo, naturalmente, devia fazer nestas circunstâncias. Que é como quem diz, devolver o que não lhe pertence aos legítimos donos. Mas não. Deve ser aquilo de não ter vergonha de se afiambrar aos rendimentos dos cidadãos, de que falou, nos tempos em que apoiava o governo da Geringonça, aquela mana Mortágua que será ministra das finanças quando Pedro Nuno Santos for primeiro-ministro. Deus vos livre, que eu já estou por tudo.


2 – A propósito de gente pouco recomendável… o PCP propõe o “Reforço do apoio do Estado português à agência da ONU de assistência aos refugiados na Palestina”. Daqui por uns tempos saberemos se foram convidados para a inauguração do “túnel Portugal”.


3 – Nisto do apoio ao Hamas e do ódio ao modo de vida ocidental faz-me espécie a quantidade de gajos com mania que são gajas que aparecem nas manifestações a apoiar os terroristas e a condenar Israel. Estão, obviamente, no seu direito. De valor, de valor e mesmo bom para a causa, era estes fulanos irem colocar uma bandeira palestiniana no telhado de um edifício de Gaza ou de um país não democrático dessa região. Têm muitos por onde escolher. Ide, que os tipos lá do sítio têm queda para tratar dessa malta.

domingo, 4 de junho de 2023

Piada certificada

Isto dos certificados de aforro é uma das polémicas com mais piada dos últimos tempos. A oposição à esquerda está contra a redução da taxa de juro com que o Estado remunera os aforradores, enquanto a oposição à direita mantém o silêncio. Mas apoia, que a gente sabe. O pessoal de esquerda, invejoso por natureza, também está de acordo. O de direita, por sua vez, está contra. Ou seja, as bases não estão em sintonia com as cúpulas. O que, neste caso, só confirma aquilo que todos sabemos. As pessoas preocupam-se é com a carteira. A sua, o que é legitimo, e a dos outros, o que é parvo. 


E depois há os especialistas especializados na especialidade que, na sua imensa maioria e quase todos conotados com a direita, defendem esta medida do governo por consideram insustentável que o país pague 3,5% para se financiar. Podiam ser rigorosos, são apenas 2,52% pois o resto é IRS que fica logo nos cofres do Estado. Não sei se nos mercados externos, por igual prazo, se arranja quem empreste mais barato. Mesmo admitindo que sim, há que ter em conta que essa divida será paga ao estrangeiro enquanto os juros do CA’s seriam gastos, pagariam impostos e gerariam riqueza cá dentro. Coisa que pouco importará a essa malta. Tal como o pessoal do governo estão é preocupados com o futuro da sua carteira e, para isso, há que não aborrecer os senhores da banca.

sábado, 3 de junho de 2023

Certificados de aforro

Justificar a decisão do governo de reduzir a taxa de remuneração das novas subscrições de certificados com uma boa gestão da divida pública é dizer o óbvio. Muito melhor seria, desse ponto de vista, o Tesouro financiar-se a taxa zero ou negativa. Dizer que é necessário reduzir os custos da divida do Estado faz todo o sentido. Concluir que o bem-estar económico dos cidadãos é um obstáculo ao bem-estar financeiro do Estado, também.


Só que temos sempre aquela coisa de à mulher de César não bastar ser séria. Tem, também, de parecer. E nisto, como em quase tudo o resto, seriedade é algo que não parece existir. Parece, isso sim, mais um favor à banca. Ou uma contrapartida por causa das comissões que, poucos dias antes, ficou proibida de cobrar. Daqui por uns tempos veremos. Nomeadamente quando gente do actual governo – ou da oposição à direita, que está calada que nem um rato – começar a integrar as administrações dos mais diversos bancos.


Estou farto de ler e ouvir que o Estado não pode, nem deve, intervir e obrigar a banca a subir os juros que paga aos depositantes nem a baixar o que cobra a quem lhe deve. Apesar de acérrimo defensor da não ingerência do Estado no mercado, abro uma excepção no que toca ao sector bancário. Se interveio quando foi preciso salva-lo da falência, então agora em defesa dos contribuintes, pode e deve intervir. Mas claro que não o faz. Quando o mercado funciona a favor das pessoas o governo, em defesa de outros interesses, não o deixa funcionar.


Finalmente uma palavrinha para aqueles que, como já li hoje, acham que se ainda há dinheiro para colocar em certificados de aforro, então também ainda há margem para aumentar os impostos. Seus burros, o rendimento gerado pelos CA’s paga vinte e oito por cento de imposto. Logo quanto menor for o juro, menor será o imposto arrecadado. Ou seja menor será a receita que alimenta as vossas prestações sociais, também conhecidas por remuneração da preguiça.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Aforro e socialistas costumam ser coisas incompatíveis...Está devidamente certificado!

Certificados de aforro em lugar de Audis. Parece-me bem. Deve ser uma espécie de conselho do Costa mas, ainda assim, afigura-se acertado. Resta é saber se fazem ideias de os pagar. Pelo menos por inteiro. Com as ganas que a primeira-ministra mais o seu adjunto Jerónimo têm de pregar um calote aos credores a coisa não está para grandes confianças.


E depois há aquilo dos anti-factura convictos. Nomeadamente aqueles que tremiam de medo perante a possibilidade de lhes sair um carro. Ou, muitos também, os que constantemente se solidarizavam com os putativos premiados e não se cansavam de fazer contas aos custos que uma bomba daquelas traria aos azarados a quem o luxuoso bólide alemão calhasse na rifa. Calculo que já estejam a preparar um rol de novos argumentos para diabolizar quem, só pelo facto de saber fazer contas e não aprecia pagar impostos, continua a pedir factura. Estou mortinho por ouvi-los.