domingo, 30 de dezembro de 2018

Nova PIDE

Parece que um cidadão - membro de uma Assembleia Municipal, embora para o caso essa condição pouco importe – foi notificado para pagar uma multa no valor de umas centenas de euros por, no seu discurso, juntar na mesma frase palavras como “ciganos, romenos e meliantes”, a que terá acrescentado expressões como “incomodar residentes” e “causar desacatos”. A sanção pecuniária terá sido aplicada por uma dessas novas organizações criadas para vigiar a linguagem, os comportamentos e as atitudes de pessoas e instituições. Uma nova PIDE, no fundo. O dito cidadão irá, certamente, recorrer à justiça de tão grave atentado à sua liberdade de expressão. Será, muito provavelmente, absolvido desta acusação. Ficam, no entanto, o incómodo, o aborrecimento e, principalmente, o procedimento pidesco de que foi alvo.


Andam há anos a impingir-nos o papão da extrema-direita, do regresso do fascismo e dos perigos que isso representa para democracia. Temeram, primeiro, a propagação destes ideais pela Europa e começam agora a recear a sua chegada a Portugal. O que, face a ocorrências desta natureza, não constituirá motivo para grande surpresa, diga-se. A PIDE não era propriamente uma organização apreciada pelos portugueses. Nem, tão-pouco, a bufaria é algo que suscite a nossa simpatia. Por mais justificações que procurem encontrar.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Sois uns crentes, vós...

Ainda que fugazmente e de forma pouco convicta, cheguei a acreditar que depois de três bancarrotas em quarenta anos os portugueses arrumariam os políticos que nos conduziram à ruína no caixote do lixo da história e adoptariam um tipo de vida que nos precavesse de repetir aquelas tragédias. Esperava esta atitude, por maioria de razão, daqueles que as viveram em idade adulta. Parvoíce a minha. Não só não aprendemos com os erros, como aqueles que passaram por elas estão, agora, entre os que menos parecem ter aprendido. Vamos, alegremente, a caminho do quarto estouro do país e ninguém se importa com isso. Vá lá saber-se porquê acreditamos que quem rebentou com isto das outras vezes desta nos vai conduzir à glória eterna. Ou, então, confiamos apenas que a sorte está do nosso lado. No fundo somos como aqueles ladrõeszecos que roubam raspadinhas. Acreditam que têm prémio e que o conseguem levantar impunemente. Normalmente corre mal. A nós também.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Pelo fim dos animais nas aldrabas

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Gostar de animais é algo natural. Digamos que o cidadão médio é, de alguma forma, alguém que nutre de uma outra outra maneira uma qualquer espécie de afecto pela bicharada. Nem que seja quando os vê no prato que degusta. Ou, vá, gosta deles mas prefere vê-los ao longe. A histeria que nos últimos anos tem vindo a crescer em torno dos ditos direitos – se não têm deveres não sei como podem ter direitos – dos animais é que não faz nenhum tipo de sentido. Desde ideias parvas, comportamentos aberrantes e, até, prática de crimes parece valer tudo quando se alega o bem estar animal. Ou aquilo que os urbanitas alucinados entendem como tal.


No âmbito do ridículo os amiguinhos dos animais não param de nos surpreender. E, depois dos provérbios, desconfio que mais dia menos dia arranjarão outra imbecilidade qualquer para nos divertirem. Sugiro-lhes as aldrabas. Se consideram má a referência a animais nos ditados populares, nem quero imaginar o que pensarão da representação de animais em objectos. Como no caso da imagem acima, em que o desgraçado do pato, mesmo sem dentes, tem de segurar pelo bico o peso de um tartaruga que, coitada, por sua vez é usada, em muitas circunstancias de forma violenta, para matraquear uma porta. Tá mal, pá. Há que pôr fim a estes costumes bárbaros, em nome do progresso, da civilização e coiso…

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Ainda bem que cá não há essa coisa das fake news...

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Esta gente podia fazer um intervalo. Não era pedir muito. Mas não. Insistem no disparate, na burrice e, desconfio, a alimentar causas parvas. Sei, não é preciso que me ensinem, que os números quando torturados dizem o que quisermos que eles digam. Mas há limites. Até para, quando os divulgarmos, não ofendermos a inteligência dos outros. Esta manchete de um jornal de hoje constitui um excelente exemplo. Os funcionários públicos não são aumentados há uma porrada de anos, viram o desconto para a ADSE duplicar, nestes anos o SMN que tem um peso muito maior no privado do que na função pública passou de 485 para 580 euros mas, ainda assim, encontraram uma maneira de promover a ideia que os funcionário públicos viram os seus vencimentos crescer o dobro dos restantes. Brilhante. Ainda bem que os jornais se esforçam tanto a combater o populismo. Pena que não façam o mesmo em relação à demagogia e à pantominice em geral.


 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Brutamontes

Esta época natalícia é dada a exageros. Nomeadamente no âmbito do consumismo. O que, por estes dias, faz de uma ida ao supermercado, nem que seja só para ir comprar um item em falta na despensa, um acto quase heroico revelador de uma coragem inaudita. Mesmo nestas paragens desertificadas são hordas de gente por todo o lado a encher carrinhos de compras – com morfes, muitos morfes - como se não houvesse amanhã ou a transformação de Portugal num gloriosa republica socialista estivesse por horas. O que, apesar da quadra, não deixa de ser estranho dado que as famílias são cada vez mais pequenas. Andamos a comer que nem uns alarves, parece-me licito concluir.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ter smartphone deve ser um novo direito humano

Sair de casa sem telemóvel constitui, nos dias de hoje, um verdadeiro drama. Daqueles mesmo dramáticos. Causadores de elevados níveis de stress, até. Daí que perceba que o telefone portátil seja um objecto de primeira necessidade. Para toda a gente. Para os refugiados, por exemplo. Diz que fogem à fome, à miséria e que nos seus países de origem tudo lhes falta. Tudo menos, pelos vistos, telemóveis daqueles carotes. Atendendo ao que se diz ser o rendimento per capita dos países de onde essa malta é oriunda, faz-me espécie como é que conseguem ter dinheiro para comprar aparelhos daqueles. Mais ainda quando, quase todos, argumentam não ter trabalho ou não ganhar o suficiente para o seu sustento e das famílias. Às tantas anda por aí uma – ou mais, sei lá – uma organização mafiosa qualquer a financiar estas movimentações de massas. De todos os tipos, as massas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Sejam parvos à vontade...mas não aborreçam!

Ainda sou do tempo em que chamar comunista a alguém constituía uma ofensa da pior espécie. Veio o 25 do A e a injúria passou a ser apelidar alguém de fascista. Anti-comunista também servia. Era, aliás, quase o mesmo. Depois a coisa estabilizou. Até, mais ou menos, ao final dos anos noventa do seculo passado. Por essa altura ser cavaquista era uma cena do piorio. Seguiu-se a fase em que neoliberal foi uma opção a evitar, por ser demasiado mal-vistaMas hoje, no âmbito do insulto, superamos tudo isso. O delírio impera e quem não alinha com a cartilha oficial, ditada quase sempre pela esquerda e outra gente com manias esquisitas, é de extrema-direita, possuidor de inúmeros defeitos quase sempre terminados em “ista” ou “fóbico”. Qual deles o mais parvo, ridículo e demonstrativo da quantidade de imundície acumulada na cornadura de quem assim cataloga todos os que divergem da moral vigente, imposta por meia dúzia de malucos urbano-deprimidos.  


Por mim quero que eles vão todos bardamerda. Não sabem o que dizem nem o que querem.  Usem eles suástica, foice e martelo ou bandeira em arco iris são todos uns filhos da puta. Sem ofensa para as meretrizes.  


 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Os amarelos do colete

Como referi noutro post, não acredito nisso dos coletes amarelos à portuguesa. Pode, até, haver um ou outro bloqueio – basta um camião para bloquear uma estrada – mas uma coisa em grande, como em França, não creio ser possível de replicar por cá. Embora, pelo que leio no Trombasbook que é onde estas coisas “acontecem”, o pagode que alegadamente aderiu à causa propõe-se bloquear tudo e mais alguma coisa. Pontes, portagens e rotundas, nomeadamente. Fazem bem, os valentes.  


Pena é que por aqui não haja disso. Nem, sequer, uma ameaçazita de cortar o trânsito no Rossio, nem nada. Se calhar também não adiantava. O pessoal ia à volta e pronto. Talvez melhor mesmo seja bloquear as zonas de acesso a cafés, restaurantes e afins. Isso é que era transtorno à séria. Fica a ideia. Parva, claro. Como as dos outros, afinal.

sábado, 15 de dezembro de 2018

O gangue, as cabras e as outras

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O gangue das pichagens continua ao ataque. São uns engraçadinhos, eles. Desta vez deu-lhes para borrar as placas de indicação de localidade situadas na entrada – e na saída, também - mais deplorável da cidade. Do mal o menos, portanto. Nas outras, que estão devidamente arranjadas, seria pior. 


Desconheço se isto é ou não uma terra de putas. Dessas coisas não sei nada. Mas posso confirmar que se trata de um caminho de cabras. Tal como sei – eu e toda a gente, diga-se - que não constitui a melhor maneira de receber quem chega e tampouco de dizer “adiós” a quem parte. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Diz que vão parar Portugal...

Está em curso nas redes sociais uma tentativa de arremedar aquilo dos coletes amarelos. Não me parece que resulte. Nem, sequer, que valha a pena a campanha de descredibilização do alegado movimento, por parte da comunicação social, conotando-o com a extrema direita. Tal conotação, para além de ridícula, é absolutamente desnecessária. Quase apostava as minhas barbas em como a iniciativa não mobilizará muitos mais do que a do outro maluco que promoveu aquela pseudo-manifestação, em frente ao parlamento, contra a corrupção.  


Bem visto quem é que vai protestar e, ao certo, contra o quê? Dos combustíveis caros?  Mas ninguém dá a porra de um passo a pé... Dos impostos elevados? Como assim, se toda a gente exige cada vez mais ao Estado?! Do salário mínimo que é baixo? Sim, talvez, mas se aumentar depois queixam-se do preço da bica, do pastel de nata e de uma infinidade de serviços básicos. 


De resto, desconfio, aos itens das várias listas reivindicativas que por aí circulam, qualquer um pode acrescentar o que muito bem lhe dê na real gana. Assim do tipo carta ao Pai Natal. Há sempre quem acredite.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

PETA que os pariu!

Ao contrário do que tem sido divulgado, o PAN – aquele partido esquisito, constituído por gente esquisita com ideias igualmente esquisitas – não será o responsável pela iniciativa de retirar as referências a animais nos provérbios e ditos populares. Parece que os mentores da ideia serão um grupo de idiotas encartados que se auto-intitulam de PETA. Faz sentido. Até porque se fosse o PAN – acrónimo de pessoas, animais, natureza - a proposta teria de envolver, além da bicharada, os seres humanos e os vegetais. Ou seja, acabar também com expressões como, por exemplo, “vote nas putas porque nos filhos delas não deu certo” ou “de pequenino é que se torce o pepino”. Dichotes atentatórios contra pessoas e natureza, está bem de ver.


Podemos, pois, estar descansados. Pelo menos por enquanto. O melhor é aproveitar para continuar a “afogar o ganso”, a “apanhar uma cadela” ou tirar “macacos do nariz” enquanto as “vozes de burro não chegam ao céu”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Antes na cadeia que no hospital...

Acho muito bem esta coisa das greves. Que isto, já dizia a minha avó, quem não chora não mama. E agora, ao que parece, todos querem mamar. Coisa que, diga-se, nem é nada de surpreendente. Afinal foi a geringonça, ao propagandear o fim da penúria, que colocou as tetas do Estado à disposição das corporações, das elites, da tropa de choque da extrema-esquerda e de todos que estão de acordo com o governo embora simultaneamente se reservem o direito de exprimir opinião contrária. 


O que acho muito mal é aquilo dos serviços mínimos. Ou, na maior parte dos casos, da falta deles. Nos transportes e na saúde não há disso. Já nas prisões a coisa fia mais fino. Aí os grevistas têm de assegurar o bem-estar dos reclusos. O que não me causa admiração. Nunca tive dúvidas que, para quem governa isto, os criminosos são muito mais importantes do que os trabalhadores e os doentes. Deve ser para dar razão àquele velho provérbio "antes na cadeia do que no hospital". Desde que não vá de transporte público, claro.  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Género?! Sexo, porra, sexo!

Cuidava eu, na minha imensa alarvidade, que essa cena do Follow Friday era coisa que ocorria religiosamente a cada sexta-feira. Pois que não. Diz que é só quando o Sapo quer, ou isso. Está um gajo para aqui a programar um post para sair altas horas da madrugada – tipo dez e vinte e oito da madrugada - e depois afinal não há cá Follow Friday, nem o camandro. Bem-feita, que isto já dizia a minha avó que as cadelas apressadas parem os cães cegos.


Espero que hoje seja dia disso. É que tenho um blogue mesmo jeitoso para recomendar. O Ideologia de Género [Sexo]. Haja quem tenha coragem de escrever o que a esmagadora maioria da população pensa, mas que não diz por receio de não parecer modernaça. Parabéns à autora.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O algodão, o recibo e os pantomineiros

Confidenciaram-me um dia destes que estou mais rico do que nunca. Céptico como sou, duvidei da fartura e, acto continuo, fui verificar o meu recibo de vencimento de um longínquo mês do ano da chegada da troika. Aquele conjunto de entidades manhosas que nos resgataram da falência provocada pelos governos do Partido Socialista. A confirmação chegou de imediato. Continuo pobre como sempre. O pequeno pedaço de papel não engana. Aufiro menos umas dezenas de euros do que então.


Calculo que seja este tipo de fake opiniões, também conhecidas como propaganda oficial, que tanto andam a irritar a malta da política e de todos os que gravitam à sua volta. Podem repetir as vezes que quiserem. Podem propagandear e mandar os papagaios de serviços espalhar aos quatro ventos o quanto esta geringonça melhorou a minha vida mas, lamento, o meu recibo de vencimento é como o algodão. Não engana. O resto são fake’s qualquer coisa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Bestas à solta

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Coisas de gaiatos, dirão. Serão. Mas não apenas. Logo, por não serem costumeiras por aqui. Em mais de trinta anos é o primeiro acto de vandalismo que vejo por perto. Depois, porque os papás dos meninos que fazem estas coisas não são inocentes relativamente ao comportamento dos filhos. Uma besta, por norma, aprende com outra. E, parece-me, há por aí muitas com comichão no lombo...

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Coletes amarelos

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Há por cá uma grande simpatia pelos chamados “coletes amarelos”. Aquela trupe de desordeiros que tem espalhado a confusão, provocado desacatos, vandalizado bens públicos e destruído a propriedade de quem nada tem a ver com os motivos que causaram a ira daquela malta. Pois não concordo nada com as reivindicações - nem, muito menos, com as acções - dessa pandilha. Verdade que a carga fiscal é, lá como cá, sufocante. Agora, como dizia a minha avó, não podemos querer sol na eira e água no nabal. Ou, no caso, ter um Estado social que dá tudo a todos e, simultaneamente, impostos baixos. Pensar que isso é possível é como acreditar no Pai Natal. Mesmo que muita gente acredite em ambas as coisas, não é essa crença que as torna verdadeiras.  


O Macron tem muito a aprender com o Costa. O franciú, para alegadamente combater as alterações climáticas, propunha-se aumentar o ISP lá do sítio. O nosso primeiro propõe-se diminuir o número de vacas. Está bem visto. As bufas do gado vacum podem não produzir o mesmo efeito, mas os protestos dos touros serão muito mais pacíficos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Uns chatos, estes eleitores.

O drama. O horror. A tragédia. Tudo isso, em simultâneo, aqui mesmo à nossa porta. Os patifes da extrema-direita chegaram ao parlamento regional da Andaluzia. Um escândalo. Uma afronta aos valores da democracia e isso. Desta vez foram os incultos, iletrados, fascistas e mais trezentas coisas acabadas em “ista”, homofóbicos, islamofobicos  e portadores de todas as fobias já inventadas e por inventar que retiraram a maioria ao PSOE e votaram maioritariamente na direita e nos extremistas ainda mais à direita. Não se faz, de facto.  


Ainda assim, o actual chefe de governo espanhol – que por acaso até nem ganhou as eleições gerais – considera que, no caso da Andaluzia, deve ser o partido mais votado a governar. Mesmo sem ter maioria parlamentar. Deve ser uma espécie de direito divino dos socialistas. Ou, então, aquilo da geringonça só é legitimo se for de esquerda.  


Aguardo - com um nível de expectativa bastante reduzido, reconheço -  as reacções de jornalistas, comentadeiros e paineleiros diversos. Todos, presumo, bastante preocupados por, mais uma vez, o eleitorado optar pelas forças populistas ou lá o que chamam a tudo o que escapa aos ditames da doutrina oficial. Que não percebam o que leva os eleitores a estas opções, também não me surpreende. É o que acontece quando em lugar de se ouvir o povo se pretende doutriná-lo. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

Eles "andem" aí...

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Uns mais conhecidos do que outros, causando maior ou menor histeria entre os basbaques, isto por aqui, nomeadamente aos sábados de manhã, é um corropio de gente alegadamente famosa. Vagamente conhecida, vá. Com o estranho padrão de, em número significativo e segundo consta, revelarem tendência para a homossexualidade. Coisa que, obviamente, é lá com eles. Nem essa parte os faz menos bem vindos. Estou só a constatar. Que continuem a andar por aí a gastar o dinheiro deles. Assim como assim, com os que cá estão e com os que para cá vêm, já não deve faltar muito para esta terriola se transformar numa espécie de San Francisco à escala do Alentejo. Podia ser pior. Uma Chinatown, por exemplo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Um delito, não ler.

Cada qual no seu blogue escreve o que muito bem entender. O cocó dos meninos, as maminhas novas ou as travessuras do Rafael – o canito mais pequeno lá de casa – constituirão, não duvido, excelentes assuntos para escrever posts memoráveis. Épicos, quiçá. Terão, acredito, o seu público. E depois há quem escreva bem sobre coisas que realmente importam. O pessoal que escreve no Delito de opinião, por exemplo. A ler. Com follow friday ou sem follow friday.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Touradas. Uma marrada no orçamento.

Diz-se hoje, em forma de lamento, que a redução do IVA das touradas significa um rombo de seiscentos mil euros no orçamento do Estado. Talvez seja verdade. Não sei de onde terá partido aquele número nem, menos ainda, quem fez as contas. Embora, assim de repente, me ocorra que a preocupação deve vir daqueles que se opunham à redução da taxa do imposto. O melhor é decidirem-se. Se apenas em diferencial de receita fiscal se perde isso, então, façam a conta a quanto se perderia, em termos de actividade económica, se os espectáculos taurinos fossem proibidos.


A confirmarem-se estes números, estranho que haja tanta gente com vontade de acabar com elas. As touradas. As que envolvem touros e toureiros, que das outras, as que metem outro tipo de bestas, ninguém quer saber.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

As saudades que eu já tenho de uma grandolada...

Ainda me lembro daquele tempo, quando a direita bafienta governou e como consequência disso as trevas se abateram sobre a terra, em que as mulheres tinham a mania de dar à luz em ambulâncias, as criancinhas desmaiavam de fome nas escolas e os adultos nas filas dos centros de emprego, o SNS estava à beira da rotura, os serviços públicos prestes a sucumbir e os transportes incapazes de satisfazer as necessidades da população. Gritámos, então, que queríamos as nossas vidas de volta, criámos comissões de utentes e cantámos a “Grândola”. Felizmente fez-se luz. O céu azul paira sobre as nossas cabeças e pelas narinas entra-nos o fresco aroma do pinho. As comissões de utentes levaram sumiço e as grandoladas passaram à história. O que mudou, entretanto? Nada. Mas fizeram-nos acreditar que sim. Foi o suficiente para nos convencermos que o sol brilhará para todos nós. Já acreditámos nisso em 1975. Com o resultado que se viu.  

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Processo de esquerdização em curso

O processo de esquerdização em curso prossegue a bom ritmo. Os sinais estão aí para quem os quiser, ou souber, interpretar. O 25 de Novembro, por exemplo. Passaram, ontem, quarenta e quatro anos sobre a data que garantiu a liberdade aos portugueses. Ninguém, pelo que me apercebi, se lembrou. Entidades oficiais, principais noticiários e jornalismo em geral optaram pelo silêncio. Não tarda, por este andar, ainda os vamos ouvir classificar esta data como o dia em que se fecharam as portas que Abril abriu, em que os cravos murcharam ou os sonhos abriláceos se esvaneceram. 


Sem que ninguém - uma alminha, sequer – os cofronte, as forças políticas de esquerda estão a apoderar-se de todas as causas. Desde a tourada à violência contra as mulheres. Como se estupidez tivesse alguma coisa a ver com opções ideológicas. A idiotice chega ao ponto de associar o crescimento da extrema-direita ao aumento dos casos de agressões tendo como alvo as mulheres. Isto enquanto deixa de fora o aumento da imigração, nomeadamente muçulmana, na interpretação do fenómeno. É por estas – e por outras – que não consigo levar estes “movimentos” a sério.  


Também os cantores de intervenção há muito enviados para o caixote do lixo da história estão a ser reabilitados pela rádio pública. Não se aguenta. Para além de “jornalistas” a destilar ódio a tudo o que se desvia da opinião politicamente correcta, temos igualmente de aturar os berros dos cantantes.  É, tudo isto, o preço de temos de pagar por, naquele final de Novembro, uns quantos não terem deixado Jaime Neves terminar o seu trabalho.

sábado, 24 de novembro de 2018

A pedreira não caiu, a pedreira não cairá...

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Desde a queda da parede da pedreira, a tal que arrastou consigo a estrada ali em Borba, esta imagem não pára de ser partilhada pelos internautas. É uma foto, de uma zona que já há mais de dez anos aqui tinha merecido referência, de uma pedreira abandonada dentro do perímetro urbano de Estremoz. O ponto de maior aproximação à avenida que a ladeia não deve chegar a dez metros mas, descansai, o buraco nunca constituiu, não constitui, nem constituirá qualquer espécie de perigo para transeuntes, automobilistas ou camiões que circulam por aquela via. Se não caiu até aqui não vai ser agora, nem num futuro próximo ou distante, que cairá. A menos que se confirmem algumas noticias que começam, insistentemente, a circular e que dão conta de muitos milhões de euros que os fundos comunitários disponibilizarão para resolver estes problemas. Aí sim. Quando o financiamento estiver à mercê dos gulosos do costume, então, a tragédia estará eminente e um cataclismo de proporções épicas prestes a acontecer. Até lá...não passa nada!

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Follow friday

Tenho aversão ao politicamente correcto. Horror, diria se fosse tio. Mas aqui no Sapo nem sempre é fácil encontrar um blogue que fuja a essa condição. Estão, por norma, longe dos destaques que é coisa mais destinada a batons, promoções de supermercado e futilidades diversas. O 31 da Armada é um deles. Dos que segue o seu rumo sem querer saber dessa nova ditadura da correcção politica. Sigo-o há muitos anos. Merece uma visita, nem que seja em dia de follow friday.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Prioridades

Muita gente dirá agora que aquilo da estrada entre Borba e Vila Viçosa era uma tragédia à espera de acontecer. Até podia ser mas, pelo menos com a força necessária, ninguém apertou com os responsáveis. Não tardarão a surgir - a bem dizer até já começaram - vozes a apontar culpados.  Nem, também, figurões a sacudir a água do capote.  Em pouco tempo já se disse e  escreveu muita coisa e o seu contrário. Mas que ali - e, provavelmente, noutros locais - a responsabilidade será da câmara municipal, parece ser a tese que reune mais seguidores. Inclusivamente entre os governantes que já dissertaram sobre o assunto. O que me dá razões de sobra para ficar inquieto. Como é que as autarquias vão garantir a manutenção das estradas quando a sua prioridade é dar empregos aos amigos, camaradas, companheiros e palhaços diversos? E fazer festas com o que sobra...como o pagode que agora os critica tanto aprecia.

Quadrados, pá!

Parece que em Braga foi constituída uma alegada frente, alegadamente antifascista. Não é que ache mal essa coisa das pessoas constituírem cenas. Pelo contrário. Constituir é sempre melhor do que destituir. Faz-me é confusão que se limitem às frentes e descurem a constituição de laterais ou, até, de retaguardas. Os fascistas podem dar a volta e, quando menos se espera, surpreendem esse pagode por trás. A menos que seja propositado. Se calhar esses alegados frentistas, alegadamente antifascistas, gostam de ser surpreendidos pelas traseiras. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

E dos migrantes que o Trump não quer, não trazemos nenhum?!

Os migrantes latino-americanos organizados em caravana que pretendem entrar nos States já começaram a chegar à fronteira. Estão, lamentavelmente, a ser mal recebidos. Pelos mexicanos, pasme-se. Que pelos americanos não seria de espantar. O que, também, constitui um enorme espanto é eles não terem optado por se dirigirem aos paraísos da região. Com a Venezuela, a Nicarágua e Cuba ali mesmo à mão não se percebe a opção pelo Estados Unidos, terra do capitalismo mais vil e mais selvagem, onde serão explorados e oprimidos pelo patronado mais reaccionário. Com o sol a brilhar nas terras dos amanhãs que cantam não se compreende esta demanda pelas trevas, pelo obscurantismo e onde, caso consigam entrar, lhes está reservado o mais negro e triste futuro. 


Trump não terá, provavelmente, o bom senso de deixar entrar toda esta gente América dentro. Faz mal. Mas, dada a vontade de acolher refugiados, isso pode constituir uma oportunidade para o Costa da Geringonça. O homem está desesperado – com alguma razão, diga-se – para aumentar a população cá do retângulo e aquela malta, por todas as razões, são dos que interessam. Bem que pode mandar os sequazes das ONG´s ir lá buscá-los. Se não o fizer e continuar a insistir em trazer sempre dos mesmos, ainda sou gajo para pensar que existe nessa coisa do acolhimento uma certa discriminaçãozinha... 

sábado, 17 de novembro de 2018

Pirados!

Sabe-se há muito que, contrariamente ao que garante o homem das selfies, temos por cá extremistas e radicais em abundância. Poucos se dedicarão à política, admito, mas a sua presença noutras áreas é por demais evidente. Nas novas causas, nomeadamente. O caso despoletado pela TVI é só mais um. Dos piores, por sinal. E nem me refiro aos meliantes encapuçados que apareceram na televisão. Esses mais dia menos dia vão de cana. Preocupam-me muito mais as dezenas de milhares de doidos varridos que gastaram as impressões digitais a apoiar o grupo de criminosos em questão ou a garantir a sua disponibilidade para matar e esfolar qualquer um que ouse dar um pontapé num animal. O que, vindo de gente que tem cães e gatos em cativeiro nos seus apartamentos, confirma a tese que os seguidores de extremistas e radicais são, de facto, gente de baixíssimo nível intelectual. Preocupam-me, de verdade. Por dois motivos. Votam e respiram.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

"Cãofé"?! Não gosto.

 


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Essa coisa da causa animal pode ser uma cena bué fixe, muito modernaça e mais aquilo que quiserem. Mas eu não gosto. E tenho o direito de não alinhar nessas parvoíces, de considerar uns perfeitos imbecis quem se dedica a isso e, ainda, de achar que muita dessa gente constitui um perigo para a sociedade.


Não sei onde nos irá levar esta mania de humanizar a bicharada. A bom sitio não será, certamente. Permitir a permanência de animais no interior de cafés e restaurantes é a tara mais recente. Como neste caso, em que mesmo tendo afixada na porta a proibição da sua entrada, uma pastelaria situada no centro de Vila Viçosa que tem no nome uma das cores do clube da fruta permite que este canito vagueie entre os clientes enquanto o pateta do dono beberrica o seu cafézinho. Um local a evitar, sem dúvida.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

A integração dos refugiados é um sucesso!

Consta que três famílias de refugiados acolhidas na região centro terão ficado sem água e luz. Por via das dividas, diz. O que não deixa de ser assaz estranho. E ridículo, simultaneamente. Num país de caloteiros, onde este tipo de serviços públicos apenas é pago pelos parvos e em que, mesmo após meses de sucessivo calote, ninguém faz nada para cobrar as dividas, não deixa de ser esquisito que estejam a implicar com estas criaturas.  


Não têm dinheiro, justificam. Nada de novo. É a desculpa mais usada por cá. Revela que o processo de integração foi concluído com assinalável sucesso. Assimilaram aquele conceito do dever acima de tudo. Ou aquilo de pagar e morrer serem as últimas coisas que se fazem na vida. E não necessariamente por esta ordem. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ca' marados!

Nem seria preciso uma confissão pública. Já toda a gente sabia que o Bloco – ou Bloca, para usar o seu linguajar – pretende fazer parte de um futuro governo. Nada de mais, diga-se. Qualquer partido terá igual ambição. Até o PNR, que nem tem representação parlamentar, desejará o mesmo. Estranho é que, não sendo a esmagadora maioria dos portugueses absolutamente estúpidos, a quase certeza de, pela mão do partido socialista, esta hipótese se concretizar não cause alvoroço e um sentimento de indignação perante a perspetiva de ver um bando de gente – ainda mais - alucinada tomar o poder. Para já motivou o entusiasmo da generalidade dos meios de comunicação social. O que não admira. Tenho esperança que, tendo os média e a esmagadora maioria dos portugueses pouco em comum, essa desgraça nunca se concretize. 

sábado, 10 de novembro de 2018

Blasfémia, o novo crime. Só falta voltar a Inquisição.

Aprecio e comungo das preocupações de muito boa gente quanto aos perigos que ameaçam os regimes democráticos. Compreendo, igualmente, o terror de muitas galdérias e outros tantos marmanjos perante a possibilidade da sociedade democrática, tal como a conhecemos, estar prestes a dar o peido mestre. Os poucos que gostam de se torturar a ler o que por aqui vou escrevendo sabem que – de há muitos anos a esta parte – esta questão faz parte do meu cardápio de preocupações. Mas, ao contrário dos maganos e maganas urbano depressivos e verborreicos da comunicação social, não me incomodam absolutamente nada as escolhas democráticas de outros povos. O que me aborrece são, por exemplo, as decisões limitadoras da liberdade de expressão que, paulatinamente, vão surgindo em solo europeu. Vergonhosamente silenciadas por aqueles que tinham obrigação de as denunciar, diga-se.


 


Numa decisão recente, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considerou que “criticar maomé não é liberdade de expressão” e manteve assim a condenação de uma cidadã europeia que chamou pedófilo ao alegado profeta. Noutra decisão, a mesma instância judicial condenou uma sentença da justiça espanhola que mandou prender uns fulanos que queimaram uma fotografia do rei. Neste caso o Tribunal Europeu considerou que os pirómanos estavam a usar do seu direito à liberdade de expressão… Ou seja: Na democracia que as cabecinhas bem pensantes e os novos educadores do povo concebem como ideal, podem-se queimar retratos ou chamar todos os nomes aos governantes e políticos que eles não apreciam. Já fazer o mesmo relativamente ao amigo imaginário de alguns, constitui um crime hediondo.


 


O que relato não são fake news. Antes fosse. Este assunto é amplamente tratado por inúmeros sites espanhóis, entre os quais o laicismo.org. Pelo nome, suponho, deve ser credível o suficiente...

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Merda de cão

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Algum responsável do Município cá da terra teve a ideia de cobrir com gravilha o espaço onde todos os sábados se realiza a feira das velharias e diariamente, por se tratar de uma zona central da cidade, circulam umas centenas – ou milhares, não sei porque nunca os contei – de transeuntes. Uma solução fácil, barata e eficaz para acabar com a lama no inverno e a poeira no verão. 


Pois. A ideia é uma boa ideia. O pior é o resto. O que fazem dela. E os donos dos cães fizeram dali o espaço privilegiado para o passeio higiénico dos seus familiares de quatro patas. Depois do canito arrear o calhau, os javardos empurram meia dúzia pedrinhas para cima da bosta e vão andando. Outros nem isso. E aquilo para ali fica à espera que um incauto passante lhe ponha um calcante em cima. Bonito, sem dúvida. Ter a sala de visitas absolutamente nojenta é algo que fica sempre bem. Deve ser como os adoradores de bichos têm a deles. Mas isso de viverem na javardice e na promiscuidade com os animais é lá com eles. Não me interessa o que fazem em casa. Não lhes reconheço é o direito de partilharem a sua javardice com as pessoas normais.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Quem espera...consome.

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Passar nove horas na sala de espera de um banco de urgência teria dado tempo mais do que suficiente para escrever posts que alimentariam o Kruzes durante um mês. Ou quase. Assim tivesse um daqueles telemóveis todos jeitosos como os que ostentam aquelas criaturas a quem os políticos - ou, nalguns casos, os respectivos sequazes - fazem questão de dar uma parte dos meus impostos. Embora isso, diga-se, até nem me pareça das piores acções dessa malta. Dar largas aos instintos caritativos, ainda que à minha custa, até não é das coisas mais condenáveis. Vem só logo a seguir.


Mas não. O meu telemóvel é daqueles ranhosos. Dos piorizinhos, acho eu. Sem capacidade de memória para um editor de texto minimamente utilizável e uma bateria que pouco mais aguenta do que um telefonema a encomendar uma pizza. Daí que não me tenha sido possível passar a escrito algumas estórias – que entretanto, na sua maioria, já se me varreram – envolvendo aquele microcosmos por onde se movimenta uma abundante e variada fauna.


Há quem garanta que tudo tem um propósito e nada acontece por acaso. Acredito. Mais. Sei, até, qual a razão de manter tanta gente, durante tantas horas, no local em questão. As máquinas de vending, pois claro. Ah, pois é...

domingo, 4 de novembro de 2018

O povo é fascista, pá!

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As alegadas elites alegadamente bem pensantes e os média mainstream têm tido manifesta dificuldade em explicar – já nem digo aceitar, pois isso seria pedir demais aquela gente – as sucessivas vitórias eleitorais, nos mais variados pontos do planeta, dos candidatos e partidos que não se cansam de diabolizar. As eleições no Brasil foram, talvez pela proximidade sentimental, a gota de água. Estão completamente atarantados. À beira do desespero, diria. Tanto que desistiram das explicações e passaram às ameaças. Censurar as opiniões de quem não comunga das suas ideias parece-lhes agora o único caminho. Sim que isto, garantem, quem não é democrata não pode ter lugar num regime democrático. Não é que ache mal, mas, se as propostas destes malucos tiverem acolhimento, confesso que vou ter saudades das diatribes do Bloco de Esquerda e da loucura esclerosada do PCP.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Gente chata de lidar

Para a desgraçada a quem por estes dias deram o lugar de ministra da cultura “a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização”.  Se fosse eu a dizer não vinha mal ao mundo. Mesmo que a frase tivesse sido proferida pela deputada que pinta as unhas durante as discussões parlamentares também não constituiria nada de por aí além, dado que toda a gente está habituada às ideias desconchavadas da criatura. Já com a ministra o caso assume outros contornos. A senhora – ou lá o que é - está a admitir que no país, numa área sob a sua tutela, se praticam actos pouco – ou nada, vá - civilizados. Ora, se assim é, cabe ao governo a que pertence acabar com eles. Ela que proponha isso. Ou cale-se. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

E os estúpidos são os americanos?!

Halloween? Não sei o que é. Dia das Bruxas? Nem desconfio que raio seja isso. O que sei – e é porque me disseram - é que se trata de um evento importado. Das Américas, ao que parece. O que não deixa de ser esquisito. Mais ainda por muitos daqueles que o assinalam, ou se esforçam por o fazer entrar nos nossos hábitos, serem ferozes críticos dos americanos, a quem, não raramente, apelidam de estúpidos e quase sempre presenteiam com outros mimos igualmente simpáticos.  

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Insectos de vinagrada

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Será que ainda posso chacinar as moscas, melgas e mosquitos que esvoaçam em torno das minhas árvores? Terei, por enquanto, permissão para exterminar aqueles insectos esquisitos – a quem gosto em chamar abelhoscas – que todos os anos insistem em perfurar as minhas laranjas? Pois que não sei. Nem quero saber. O insecticida ecológico – groumet, quase - à base de vinagre e açúcar está preparado. Agora é começar o massacre. Uma atrocidade, certamente, do ponto de vista das alminhas sensíveis. Vão ver que, “com aparelhos especiais, até seria possível ouvir os seus gritos lancinantes de dor” enquanto se afogam...

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Deve ser jornalismo de intervenção, ou isso...

Pensava eu que jornais, jornalistas e meios de comunicação em geral deviam ser isentos. O seu dever seria informar, dar a noticia, fazer o relato dos acontecimentos e, daí, o ouvinte, o leitor ou o espectador tirariam as ilações que muito bem entendessem. Depois, alarvemente na maior parte dos casos, iriam para o café, para a rua, para as redes sociais ou para a parede do WC público mais próximo explanar a sua opinião acerca das noticias que os primeiros tinham transmitido. Algo que, cuidava, constituiria aquela coisa da liberdade de expressão ou lá o que é. Mas não. É ao contrário. Os jornais, os jornalistas e os meios de comunicação podem tomar partido, influenciar o voto e manifestar as suas preferências clubísticas, políticas ou o que mais quiserem. É legitimo, garantem. Já nós, as massas ignorantes, não podemos dar largas às nossas opiniões. Um perigo para a democracia, isso. Se isto não é o mundo ao contrário…


Na imagem abaixo pode apreciar-se um caso paradigmático deste novo jornalismo. Trata-se da “fita do tempo” dos recentes jogos europeus de Sporting e Benfica no site de um conhecido diário desportivo. Está ali tudo o que um jornal não deve ser. No caso tem a ver com algo insignificante como o futebol, agora imaginem como é quando se trata de assuntos realmente importantes...


 


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 Foto descaradamente surripiada ao guachosvermelhos.blogspot.com, o melhor blog do universo benfiquista

domingo, 28 de outubro de 2018

Palpita-me que o Salazar teria estado de acordo

Para a intelectualidade a quem as televisões dão a oportunidade de regurgitar alarvidades, as redes sociais estão a matar a democracia. Logo há que acabar com elas. Com as redes sociais. E quanto antes. Que essa coisa das pessoinhas andarem por aí a escrever o que muito bem querem tem de ter um fim. É, de resto, o que fazem os regimes que pretendem manter os valores democráticos. Como a China, a Coreia do Norte, a Arábia Saudita ou a Venezuela onde não cá dessas modernices. Aí sim, é que a democracia é uma coisa como deve ser. Os lideres a mandar – que eles é que sabem o que é bom para o povo – e o pagode a obedecer sem mandar bitaites. Bolas pá, que nunca mais cá temos um regime desses…

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Não ser de esquerda é uma doença

Acho piada àquela cena das fake news. A sério. A melhor de todas as fake news é a que fica subentendida nas noticias sobre fake news. Que as fake news são sempre, mas sempre, oriundas da direita. A esquerda, essa área de pensamento político onde estão reunidas todas as pessoas sérias, honestas, bondosas, inteligentes e, em suma, dotadas de todas as qualidades que um ser humano pode possuir e isentas de todos os defeitos e má-formações de que o mesmo pode padecer, não produz fake news. Nunca. Estou até desconfiado que não ser de esquerda é uma doença.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sexo só para um?!

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Houve em tempos uma colecção de livros “Faça você mesmo”. Aquilo ensinava de tudo. Coisas úteis, esclareço. Assim tipo fazer pequenas reparações. Este deve ser algo do género. Ou pior. Provavelmente nem passa de um amontoado de parvoíces rabiscadas por um idiota qualquer. Ou talvez seja uma espécie de manual de instruções sobre a melhor maneira de esgalhar uma segóvia. Ou de espancar o marreco, vá.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A indignação da beata Fernanda

Circula nas redes sociais uma onda de indignação contra a indignação de uma figura obscura - vagamente conhecida do público pelo envolvimento em assuntos derivados de questões que agora não me ocorrem – por uma jornalista do canal público de televisão ter utilizado a expressão “se Deus quiser”. Uma ofensa, para os sensíveis ouvidos da menina Fernanda. Na TV do Estado não tem nada que se usar esse dito, que aquilo não é a televisão da paróquia, conclui a santa senhora. Como, de resto, concluiria qualquer beata quando confrontada com um desaforo às suas convicções religiosas.


Pena que esta criatura não aponte a sua indignação igualmente para outros alvos. Como, por exemplo, a construção da nova mesquita de Lisboa. Neste caso o esbanjamento de dinheiros públicos, em proveito de uma religião invasora, não provoca nesta profissional da indignação nenhum tipo de prurido. Coisas da “agenda feminista-esquerdalha”, de certo.

domingo, 21 de outubro de 2018

Liberdade de expressão? Depende...

Como era de esperar, por cá não foi noticia a detenção do jornalista espanhol Armando Robles, director do jornal online Alerta Digital, na sequência de denuncias de islambofobia e outras acusações, tão modernaças como torpes, feitas por organizações islâmicas. O crime do senhor foi, tanto quanto se sabe, expressar a sua opinião. Não agrediu, não rebentou nenhuma bomba nem, ao que se sabe, defendeu a implementação de um regime ditatorial como aquele que os inúmeros seguidores do islão anseiam instaurar na Europa.


Mas é natural o silencio acerca desta prisão. O homem não pertence a uma minoria qualquer nem as suas opiniões recolhem a simpatia dos moralistas do regime. Apenas, vejam lá o patife, pugna por uma Espanha e uma Europa onde os valores ocidentais e democrata-cristãos que nos trouxeram a uma situação de bem-estar única na história, sejam respeitados e que muitos, nomeadamente os queixosos, pretendem ver destruídos.


Situações como esta não são novas. Acontecem com frequência em Inglaterra, Suécia ou Alemanha. São já um número significativo os jornalistas e bloggers a quem a policia bateu à porta por, segundo a acusação, praticarem crimes de ódio. Deve ser aquilo da blasfémia ou lá o que é. Aqueles dichotes que são muito engraçados e se incluem no conceito da liberdade de expressão quando são sobre a igreja católica mas que constituem crime de ódio, discriminação e apelo à violência quando é acerca do islão.

sábado, 20 de outubro de 2018

Indignação selectiva

A Amnistia Internacional apressou-se a manifestar o seu desagrado pela publicação de uma fotografia de uns patifes acabados de deter pela policia. Uma indignidade, consideram aquelas alminhas. Não vejo porquê. Apenas seria uma indignidade se, eventualmente, se tratasse de pessoas com dignidade. E isso não me parece que seja atributo de quem espanca brutalmente pessoas idosas. Não admira que organizações como a Amnistia tenham o desprezo de cada vez mais portugueses. É o que dá passaram a vida a preocuparem-se com os bandidos e ignorarem as suas vitimas. Por falar noutra coisa. A amnistia cá da terra já manifestou a sua indignação com as patifarias dos habitantes do Quintinhas Resort?

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Atirei o pau ao gato, mas o gato...É mentira! É só na galhofa, que não quero ir preso.

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Leio, mas não acredito, que um sujeito terá sido condenado a dois anos de prisão efectiva – em Portugal, não noutro país terceiro mundista qualquer – por ter apedrejado um gato. Não pode ser. É uma fake news, de certeza absoluta. Com meliantes de toda a ordem, desde carteiristas a corruptos, de violadores a facínoras do piorio com penas suspensas ou, pior, mandados em paz pelos tribunais, era logo um gajo que apedrejou um gato a ir de cana?! Estão a gozar, não estão? Por mais fofinho e amoroso que seja o bichano, não se afigura que se trate de um assunto suficientemente relevante que faça a justiça perder o tempo que lhe falta para tratar de coisas sérias. Até porque, se isso fosse verdade, constituiria um claro sinal dado à sociedade que mais vale ir às trombas a uma pessoa do que ao focinho a um bicho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Investidores

Ando há anos a ler e a ouvir que o sistema de pensões está prestes a entrar em colapso. É a demografia, dizem. Não há gente suficiente a trabalhar para manter um rácio que garanta a sustentabilidade da segurança social. A esperança média de vida aumentou e, simultaneamente, a natalidade diminuiu de forma drástica o que, explicam os sábios, conduz à inevitabilidade de prolongar os anos de trabalho e à atribuição de reformas muito mais baixas. Não acredito. Deve ser mais uma pantomince. Ou, então, o principio não se aplica de igual modo às chamadas prestações não contributivas. Ou seja, aos que recebem sem nada contribuir.


Esses quantos mais nascem, mais recebem. Para essas prestações sociais não há cá sustentabilidade, cortes ou o raio que os parta. É tudo à grande. Basta olhar para os ciganos cá da terra. São aos magotes, nascem cada vez mais e, por consequência e vontade dos políticos malucos que temos, auferem “ordenados de cigano” cada vez maiores. Abono de família, RSI e pensão de alimentos tudo pago pelo Estado. O mesmo Estado que, recorde-se, alega não ter dinheiro para me pagar a pensão para a qual desconto há trinta e oito anos e, pior, me diz que tenho de descontar mais dez.


Daí não admirar que qualquer gaiata cigana reboque um catraio pela mão, transporte outro ao colo e carregue um terceiro na barriga. Mais os que hão-de vir e os que ficaram na barreca. Há que saber investir. Nomeadamente, como é o caso, em produtos de baixo risco e elevado retorno. Garantidos pelo Estado.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Vão roubar para a praça...

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Por mais que me esforce continuo sem enxergar as fantásticas melhorias anunciadas pela geringonça a cada orçamento. Deve ser defeito meu, certamente. Entre reversões, reposições, devoluções e outros palavrões não vejo aquilo que me parece essencial, lógico e mais justo. A reposição dos impostos sobre o rendimento nos níveis pré-troika. Antes daquele enorme aumento de impostos, se é que ainda há quem se lembre. Sem isso qualquer aumento de rendimentos - sejam salários, pensões ou benesses diversas - parece-me uma enorme injustiça.  Dar a alguns sem antes devolver o que se continua a roubar a outros, não se me afigura coisa de gente séria.   


Por falar em roubar. Os proprietários de prédios urbanos devolutos bem localizados e com algum valor, que se cuidem. Para os manterem na sua posse deixará de ser suficiente um contrato de água e luz. Terão de ter um consumo mínimo, a definir pelos pró-comunas que nos governam, se não os quiserem ver confiscados. Seja pela via do saque fiscal ou, até mesmo, pela apropriação estatal ou municipal. A solução é ir lá de vez em quando e deixar, durante umas horas, todas as luzes acesas e as torneiras abertas. Costuma resultar para afastar os ladrões. 


 


 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A intelectualidade está em êxtase...

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Vai por aí - média, redes sociais e afins - uma grande euforia porque uma gaja qualquer assumidamente fressureira vai exercer, pela primeira vez ao que afiançam, o cargo de ministra. Não percebo, assim de repente, o motivo para tanto regozijo. Ainda que em muitas circunstâncias os ministros tratem dos assuntos do Estado com os pés, não me parece que se afigure de grande importância o que a senhora faz ou deixa de fazer com as respectivas partes pudibundas. Até porque, quero acreditar, não tratará dos assuntos ministeriais com as ditas.


De resto isto é coisa a que já ninguém liga. Não é em função destas opções que o pagode vota. Nem dessas nem de outras. Vota-se, isso sim, tendo em vista o estômago e a carteira.

domingo, 14 de outubro de 2018

O "Leslie" não passou por aqui

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Diz que andou por aí um tal “Leslie”, ou lá como foi que baptizaram aquela coisa que ao certo ninguém sabia bem o que era. Desde furacão a tempestade pós-tropical chamaram-lhe de tudo. Por cá, apesar do aviso amarelo, não dei conta de nenhum fenómeno meteorológico digno de nenhum desses nomes. Uma ligeira brisa, um ou outro trovão, umas quantas pingas de chuva e pronto. Nem temporal chegou a ser. Afinal, apesar da ameaça amplamente anunciada, o “Leslie” não investiu por aqui. Já estamos habituados.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

É a democracia, estúpidos...

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Podem arranjar os argumentos que quiserem. Nomeadamente aquilo que, dependendo das coordenadas geográficas, consideram ser os valores democráticos. Mas, por mais que se esforcem, não constitui missão de um jornal local tomar partido por este ou aquele candidato à presidência de um país do outro lado do mundo. Muito menos chamar estúpidos aos (e)leitores. Poucos ou muitos, não importa.  


Reitero que me estou nas tintas para quem ganha eleições fora do retângulo. Gosto é que se respeite a vontade dos eleitores. Mas isso parece ser um conceito que em determinados jornais é tão apreciado como o dever de isenção que os jornalistas devem observar no exercício do seu trabalho.  


Percebo, apesar de tudo, a opção por escrever alarvidades acerca do Trump, do Passos Coelho, do Cavaco e, agora, daquele extremista brasileiro. Sempre é mais fácil do que dissertar acerca do presidente da câmara da terrinha. É que isto quem tem cú tem medo. Ou buraco de trás, vá, para não ferir susceptibilidades... 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Os melhores urbano depressivos do mundo

Felizmente não tenho filhos em idade escolar. Por isso pouco me importam os inquéritos acerca da sexualidade de crianças de nove ou dez anos promovidos por uns idiotas quaisquer e que, aparentemente, contarão para a sua realização com a colaboração dos melhores professores do mundo. Só podem, como é óbvio, ser os melhores inquéritos do mundo. Também, ao que ouço e leio, o ensino dessa coisa da cidadania, sexualidade e outras teorias retorcidas pós-modernaças que, dizem, andarão a meter na cabeça das criancinhas deve ser o melhor do mundo. Ainda bem. Talvez, um dia destes, tenhamos o melhor paneleiro e a melhor fufa do mundo. Por este caminho não me surpreenderá nada se um destes dias aparecer por aí alguém a candidatar-se a melhor fascista do mundo. Assim uma espécie de Bolsonaro, Trump, Putin, Orban ou Le Pen à portuguesa. A intelectualidade urbano depressiva e a esquerdalha em geral estão esforçar-se por isso.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Isto é muito fascista junto...

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Não é que a política internacional em geral e a brasileira em particular me interessem grande coisa. A bem dizer nem eram temas a que desse importância se não fosse o facciosismo com que a totalidade da comunicação social e grande parte dos opinadores bem pensantes que por aí pululam olham para estes assuntos.


É de bom tom, por estes dias, ser contra o Bolsonaro. Tal como é de pessoa de bem detestar o Trump. Ou, como já foi noutros tempos, odiar a Merkel. Que agora já não é má, nem parecida com o Hitler, nem nada. Digamos, portanto, que as pessoas boas, cultas, inteligentes e letradas não gostavam da Merkel mas agora já gostam, odeiam o Trump e desejam ardentemente que o Bolsonaro não seja eleito. Preferem, em alternativa, o regresso ao poder de um dos partidos mais corruptos de que há memoria na história brasileira. Nada de muito surpreendente. Nada que os resultados eleitorais em muitas autarquias não expliquem. Oeiras, por exemplo.


O gráfico que acompanha o post mostra a taxa de analfabetismo por região do Brasil. O Nordeste foi a única região onde o denominado candidato da extrema-direita não ganhou. Sintomático, digo eu, daquilo que vale a nossa intelectualidade, os escribas bem pensantes e toda a escumalha do politicamente correcto que ainda um dia há-de criar um Bolsonaro português.

domingo, 7 de outubro de 2018

Carteiristas

Um inquérito qualquer destinado a saber a origem étnica, ou algo parecido, dos putos do ensino obrigatório provocou a ira às alminhas hipersensíveis que mandam nisto tudo e que determinam o que se pode ou não fazer neste país. Foi, obviamente, retirado de circulação. Que essa coisa da privacidade, nomeadamente quando estão em causa as origens dos progenitores, é muito bonita. Nem ninguém tem nada que saber quantos gaiatos negros, ciganos, chinocas ou nepaleses frequentam as escolas.


Por mim também sou contra esses inquéritos. Esses e outros. Incluindo aqueles por onde não sei quem se orienta para atribuir os subsídios escolares. Acho mal. Ninguém tem nada que andar as esmiuçar os rendimentos dos papás das criancinhas. Surpreende-me que as tais alminhas ultra-mega-hiper sensíveis não protestem contra esta devassa da vida privada de quem tem filhos em idade escolar. Para essa gentinha, ao contrário do que proclamam, não são as pessoas que estão primeiro. É a carteira. Podia concluir que estariamos na presença de carteiristas. Mas era uma piadola demasiado fácil...

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

#Metoo vs #Pitoo

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Ninguém, acho eu, gosta de violadores. É um dos crimes mais desprezíveis e reles que alguém pode cometer. A julgar pela catadupa de denuncias vindas a público, este tipo de criminalidade ocorre maioritariamente em hotéis, por gente que uns anos mais tarde se torna famosa, rica ou influente.


Repudio vivamente que, como às vezes se pretende, o facto da vitima estar convencida que o convite para se deslocar ao quarto do agressor envolve apenas dar uma olhadela na coleção de borboletas possa constituir justificação, ou sequer atenuante, para o crime. Nestes casos não há cá isso do “estava mesmo a pedi-las”.


Lamento é que ninguém, entre tanta coisa que já foi dita e escrita acerca desta temática, se tenha lembrado de elogiar o carácter e honradez dos homens que trabalham nos hotéis. O local, recorde-se, onde mais crimes destes são alegadamente praticados. Não há noticia de nenhuma mulher ter vindo publicamente queixar-se de ter sido violada por um cozinheiro, recepcionista, paquete ou, até, pelo barman de um destes estabelecimentos. Das duas uma. Ou são mesmo boas pessoas ou ganham pouco.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Teremos sempre Covadonga...

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Diz que a União Europeia pretende que a historia de Portugal, ensinada nas nossas escolas, seja revista de forma a que as criancinhas fiquem cientes das patifarias que os portugueses andaram a fazer pelo mundo. Claro que ajuizar factos passados, no caso há centenas de anos, face aos valores de agora não faz sentido nenhum. O mundo era o que era e hoje é o que é. E, graças a merdosos destes, os valores actuais são a miséria moral que se conhece. Não tardará muito que D. Afonso Henriques seja considerado nos manuais escolares como um islamofobico do piorio. Quiçá, até, que a criação da nação e a conquista de território que se seguiu constituia um crime por os nossos primeiros reis terem morto e posto daqui para fora a mourama que por cá habitava.


Deve ser também por orientação da UE que, em diversos países europeus, as crianças em idade escolar são levadas às mesquitas e ensinadas a rezar segundo os preceitos islâmicos. De cú para o ar, o focinho virado para Meca e naquele linguarejar que me faz lembrar o meu cão quando lhe dava para uivar. Deve ser aquela coisa da integração, ou lá o que é. Cuidava eu que integração era levar os meninos muçulmanos às igrejas e ensiná-los a rezar. Mas não. Isso, a acontecer, merecerá o mais veemente repúdio das instituições europeias, das forças progressistas, das criaturas dos direitos humanos e dos restantes larilas que mandam nisto tudo.


 


 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

E uma folga - margem, vá - nas alarvidades?

Gosto de ouvir falar em margem orçamental. Ou folga. Que, no caso do orçamento, é exactamente a mesma coisa. Deve ser por haver quem aproveite a folga para ir até à margem. Pescar, ou isso. Pescar votos é o que fazem os gajos que, nomeadamente em determinados momentos criteriosamente escolhidos, garantem a existência de “margem orçamental” para isto ou asseguram que se arranja uma “folga orçamental para aquilo”. Gosto, reitero, desta alarvidade. Dá-me vontade de rir. Nomeadamente quando é vendida como algo de bom e que permite aumentar esta ou aquela despesa. É que essa coisa da margem, da folga ou lá o que lhe queiram chamar, quando aplicada ao orçamento do Estado ou de uma autarquia, significa que estão a ser cobrados impostos em excesso. Trata-se de uma equação fácil de entender. Menos para aqueles que há muito perderam a vergonha de esturrar o dinheiro dos outros a satisfazer caprichos próprios.

domingo, 30 de setembro de 2018

Incivilidades

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Na última noite terão ocorrido graves incivilidades cá no burgo. Algumas consequências ainda eram visíveis hoje de manhã, bem no centro da cidade. Pelo andar da carruagem parece que ninguém está interessado em pôr a mão no problema. A solução, antes que a coisa se resolva à base do pontapé, todos sabemos qual é. Constituir uma comissão.

sábado, 29 de setembro de 2018

Palha em Serralves e "democratas" contra liberdade de voto. Ou como isto anda tudo ligado.

Sabemos, desde o dia seguinte à invenção da geringonça, que somos governados por malucos sustentados no poder por uma trupe de doidos varridos. Temos disso a certeza, para aqueles que ainda duvidam, quando um gajo como o Augusto Santos Silva - ministro dos negócios estrangeiros, ou lá o que é – se revela o mais sensato daquela malta. O caso dos comerciantes portugueses presos na Venezuela é bem revelador disso mesmo. Mas é apenas mais um.


Por falar em lunáticos. Hoje no Porto uns quantos urbanos depressivos foram brincar na palha com os filhos. Lá para Serralves, aquele sitio onde expõem fotos de marmanjos com coisas enfiadas intestino adentro. Brincar na palha!!! Presumo que quando chegarem a casa brinquem com o cão no sofá. E depois ainda têm o topete de fazer piadolas com as pessoas do campo...Tadinhos.


Ainda a propósito de gente com pouco juízo. Em Lisboa o dia foi de manifestação. Como quase todos, diga-se. Hoje umas quantas pessoinhas manifestaram-se contra a liberdade de escolha dos eleitores de outro país. Acham estes indigentes mentais que os brasileiros não devem votar no candidato mais tresloucado lá do sitio. Depois admirem-se que os brasucas contem anedotas de portugueses...

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Mobilidade?! Humm....

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Diz que entre os dias 16 e 22 – a semana passada, portanto - decorreu a semana europeia da mobilidade. Aquela iniciativa que veio substituir a patetice do dia europeu sem carros, ou lá o que era. Diz, também, que este foi o ano em que a adesão das autarquias nacionais terá batido os anteriores máximos. Não dei por nada. Ando distraído, na certa. Se tivesse dado conta do evento, eu próprio teria metido mãos à obra e trataria de assinalar a efeméride. Dando uma valente poda nesta árvore, ou isso.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O verdadeiro artista

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 Obra de arte do mestre Mapplethorpe


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Obra de arte do mestre Kruzes Kanhoto


 


As televisões têm dedicado um tempo de antena inusitado àquilo da alegada censura no museu de Serralves. Nada o justifica. Trata-se de um tema menor e que não interessa a ninguém. Excepto, talvez, a meia dúzia de urbano depressivos e outra gente esquisita e pouco recomendável que controla a comunicação social. 


Fiquei, graças às fastidiosas declarações dos indignados, a saber que fotografias de gajos a auto introduzir coisas no cú constituem uma forma de arte. Pois. Não discuto. Mas se é assim as minhas fotos de merda de cão também são arte. Muito mais valorizável, até, do que os retratos do tal Mapplethorpe. Pelo menos nas minhas fotos as lombrigas não são maltratadas. 

domingo, 23 de setembro de 2018

Fonte do Imperador

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Apesar de ter nascido e passado a minha infância e juventude nas imediações desta fonte, ainda hoje não sei por que raio tem este nome. Fonte do Imperador. Não consta, ao que julgo saber, que deva o nome a alguém que mandasse num império qualquer. Dever-se-á quando muito, mas isso é uma teoria minha que acabei de inventar, a ter misteriosamente aparecido por ali algum Beryx decadactylus.


Nesse tempo a água corria em abundância. Ao contrário do que acontece agora. E não é por ser Setembro, o tal mês que seca as fontes. Nada disso. Agora a bica está seca o ano inteiro graças ao desleixo dos homens. Daqueles que mandam, nomeadamente. Pois o precioso liquido continua a existir, umas dezenas de metros mais a norte, na nascente que a alimenta. Mas percebe-se que hoje não corra. Até está melhor assim. Desta maneira constitui uma alegoria aos politicos que temos. São uma seca.

sábado, 22 de setembro de 2018

" Fotos de velhas boas nuas em Estremoz"?! Isto é um blogue sério, pá!!!

Os contadores de visitas que o pessoal tem a mania de instalar nos sites e blogues fornecem aos respectivos autores ou administradores uma panóplia de informações. Inúteis, na sua maioria. Curiosa, uma ou outra, vá. É desta forma que sei alguns dados absolutamente irrelevantes acerca do número de visitantes, os sites de referência ou as pesquisas que trouxeram os leitores até ao Kruzes.


Foi assim, entre outras coisas sem interesse nenhum, que fiquei a saber que alguém chegou aqui na sequência de pesquisar “fotos de velhas boas nuas em Estremoz”. Temo, caro visitante, que tenha ficado decepcionado com a informação que obteve neste blogue acerca do assunto. Não temos fotos que correspondam às suas expectativas. Espero, no entanto, que tenta obtido aquilo que procurou. Velhas em Estremoz é o que não falta. Boas...enfim, olhe, é como diria a minha avó. Tomara um cego vê-las. Já quanto a isso da nudez, parece que as vozes se dividem. Há quem garanta que sim, que há por aí qualquer coisa vagamente relacionada. Será uma questão de persistência. Pode ser que, com sorte – ou azar, sei lá - dê por aí com alguma velha, ainda em razoável estado de conservação, mais ou menos desnudada.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Nada se perde...tudo se transforma.

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Este blogue sempre manifestou preocupações com a preservação da natureza, o ambiente, a necessidade de reciclar e essas coisas assim. A reciclagem, entre outras vantagens, poupar-nos-ia anualmente muito dinheiro. Basta olhar para a factura da água que nos chega a casa e que, alguns, pagamos todos os meses. Facilmente se percebe o peso da parcela “resíduos sólidos” no total da conta. Que, obviamente, seria bem menor se reciclássemos mais. E quase tudo é reciclável. Fica, à falta de melhor, o exemplo desta janela.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A intolerância dos tolerantes

Aprecio esta onda de tolerância a tudo e mais alguma coisa. Deliciam-me, também, todos os outros conceitos muito em moda que envolvem aceitar todo o tipo de comportamentos, ideais de vida, maneira de pensar e sei lá mais o quê. Dá gosto ver como, seja nas televisões ou redes sociais, as pessoas não hesitam em declarar que cada um vive como quer, fornica com quem lhe apetecer e, em suma, faz as opções que lhe der na realíssima gana.  


Isto desde que, está bem de ver, se concorde com a ordem vigente. Quem ousar divergir do pensamento único em vigor está feito. Alguém que se atreva a considerar esquisito que uns fulanos apreciem ter coisas enfiadas no intestino está lixado. Ninguém manifestará tolerância perante a sua opinião. Ou, algo menos radical, quem se atrever a demonstrar alguma simpatia – ainda que pouca – pelo antigo primeiro ministro Passos Coelho, além de vexado, verá de imediato a sua opinião ridicularizada e dificilmente escapará a um julgamento sumário acerca das suas opções políticas. 


Até mesmo naquelas coisas mais insignificantes há que estar alinhado com a doutrina do momento. A questão dos animais, por exemplo. Atrevam-se a discordar da paranoia reinante e depois admirem-se que algum amiguinho dos ditos lhes queira fazer a folha. Tudo isto – e o resto – em nome da tolerância. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Quintinhas Resort

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Incontornável, o tema do Quintinhas Resort. Tão incontornável que até chateia de tão incontornável que é. Chateia quase tanto como alguns dos seus residentes chateiam os restantes habitantes da cidade ou quem por aqui passa e tem o azar de se cruzar com alguns dos que por ali se hospedam. 


Daí que no facecoiso se multipliquem as acusações pela alegada inércia das forças policiais, pela manifesta incapacidade da justiça tratar de meter aquela malta na ordem – ou, de preferência, na choça – e por as autoridades locais se revelarem incapazes de controlar a expansão urbanística nárea.   


Estaremos, portanto, perante problemas de índole diversa. Todos de difícil resolução, convenhamos. Perante os quais toda a gente tem assobiado para o lado. E, a julgar pelas reacções, assim continuará até ao dia em que se dê uma tragédia qualquer. Depois venham para cá aborrecer com xenofobias e outras alarvidades da moda.

domingo, 16 de setembro de 2018

Intolerantes

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Por alguma daquelas razões que a razão desconhece, criou-se o mito que a esquerda promove os princípios da tolerância, da integração, da aceitação da diferença e mais uns quantos conceitos que têm tanto de modernaço como de idiota. Apesar de todos os exemplos, passados e presentes, demonstrarem exactamente o contrário. Tal como, cada vez mais, se torna evidente a intolerância daqueles que reclamam a aceitação das suas diferenças. Por mim, tolero tudo o que quiserem desde que não me aborreçam. Mas, confesso, gente que por motivos fúteis deseja o falecimento de outro, causa-me um certo enfado.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Os peluches também têm sentimentos

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Parece não haver limite para a indigência mental dos amiguinhos dos animais. Nem, a bem dizer, para a tolerância que as instituições e a sociedade em geral demonstram perante os desvarios desses malucos. Respeito - mais do que eles, até - o direito à pluralidade de opiniões e defendo intransigentemente a liberdade de cada qual lutar, com os meios que a democracia nos coloca à disposição, pela defesa das nossas convicções. Mas, convenhamos, tudo tem um limite.  Nem que seja o do bom senso. Ou do ridículo, vá. 


Ora, no que respeita à “causa animal”, tudo isso já foi ultrapassado. Veja-se este exemplo. Alguém - pessoa singular ou associação, não sei ao certo - terá ficado horrorizado ao deparar-se com o cartaz de umas festas populares aqui no Alentejo onde era anunciado um espetáculo taurino destinado a crianças. E não esteve com mais aquelas. Queixinhas para todo o lado. Nomeadamente para a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos das Crianças e Jovens. Que, gabe-se a pachorra daquela instituição, perdeu tempo e recursos que podia ter usado em assuntos importantes a responder aos queixosos. Respondeu a dita Comissão que não via mal nenhum na ocorrência, pois no tal espetáculo seria utilizada uma “tourinha” - que é um objecto que simula um touro - e não um animal.  Como, de resto, constava do cartaz que originou a queixa.   


Posto isto nada me surpreenderia que a próxima causa envolvesse o bem-estar dos peluches. Assim tipo proibir o seu fabrico e comercialização. Só para garantir que nenhuma criança aperta o pescoço do ursinho de estimação ou o avô mais cegueta não pisa aquela vaca malhada “made in China” que o catraio insiste em não arrumar.  

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

"Piruns" à roda do monte...

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Se há coisa que aprecio no meu bairro é aquela sensação de morar no campo e simultaneamente na cidade. Ainda que nesta urbe, pequena e quase desabitada, a diferença entre a vida campestre e a urbana não seja tão evidente como noutras localidades mais cosmopolitas.  Mas gosto assim. Tenho a mania de lhe chamar qualidade de vida e isso. Tal como me apraz encontrar, logo de manhã enquanto faço a caminhada até ao trabalho, os principais protagonistas gastronómicos da ceia de Natal. Não é para qualquer um. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pacifismo vermelho

O Conselho Português para a paz e cooperação é uma organização que, presumo, pugna pelo pacifismo, odeia armas e detesta guerras. Nomeadamente daquelas em que são os exércitos do ocidente em geral e o americano em particular a puxar o gatilho. Nem mesmo aqueles “jogos de guerra” em que, em tempo de paz, os militares se entretêm merecem particular apreço aos pacíficos e cooperantes conselheiros. Tanto assim é que basta um qualquer exercício militar da Nato para deixar aquela malta à beira de um ataque de nervos.


Contava que por esta altura, face à grandiosidade dos exercícios militares russos actualmente a decorrer, os níveis de irritabilidade do tal conselho estivessem no seu ponto máximo. Até porque - desconfio que eles já saibam - a Rússia já não é comunista e quem manda naquele país gosta tanto de comunas como eu. Mas não. Enganei-me. Isso é coisa que não lhes interessa para nada. E nem é por ser longe, que ainda um dia destes estavam preocupados com a Coreia. O que realmente os preocupa é o Lula. Aquele “tunante” que está engavetado. Quase aposto que estão mortinhos por “cooperar” com ele…