
Por mais que me esforce continuo sem enxergar as fantásticas melhorias anunciadas pela geringonça a cada orçamento. Deve ser defeito meu, certamente. Entre reversões, reposições, devoluções e outros palavrões não vejo aquilo que me parece essencial, lógico e mais justo. A reposição dos impostos sobre o rendimento nos níveis pré-troika. Antes daquele enorme aumento de impostos, se é que ainda há quem se lembre. Sem isso qualquer aumento de rendimentos - sejam salários, pensões ou benesses diversas - parece-me uma enorme injustiça. Dar a alguns sem antes devolver o que se continua a roubar a outros, não se me afigura coisa de gente séria.
Por falar em roubar. Os proprietários de prédios urbanos devolutos bem localizados e com algum valor, que se cuidem. Para os manterem na sua posse deixará de ser suficiente um contrato de água e luz. Terão de ter um consumo mínimo, a definir pelos pró-comunas que nos governam, se não os quiserem ver confiscados. Seja pela via do saque fiscal ou, até mesmo, pela apropriação estatal ou municipal. A solução é ir lá de vez em quando e deixar, durante umas horas, todas as luzes acesas e as torneiras abertas. Costuma resultar para afastar os ladrões.
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