quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ter smartphone deve ser um novo direito humano

Sair de casa sem telemóvel constitui, nos dias de hoje, um verdadeiro drama. Daqueles mesmo dramáticos. Causadores de elevados níveis de stress, até. Daí que perceba que o telefone portátil seja um objecto de primeira necessidade. Para toda a gente. Para os refugiados, por exemplo. Diz que fogem à fome, à miséria e que nos seus países de origem tudo lhes falta. Tudo menos, pelos vistos, telemóveis daqueles carotes. Atendendo ao que se diz ser o rendimento per capita dos países de onde essa malta é oriunda, faz-me espécie como é que conseguem ter dinheiro para comprar aparelhos daqueles. Mais ainda quando, quase todos, argumentam não ter trabalho ou não ganhar o suficiente para o seu sustento e das famílias. Às tantas anda por aí uma – ou mais, sei lá – uma organização mafiosa qualquer a financiar estas movimentações de massas. De todos os tipos, as massas.

4 comentários:

  1. Esta estória (esta cena) dos telemóveis sempre foi cara, dispendiosa, tanto mais quanto a pessoa dependesse dela (como duma droga).
    Agora, a moda está nos 'smartphones' que, na minha ciência, são 'stupidphones'. Tive um (por causa de uma boa câmara fotográfica) mas que hoje serve de 'agenda'. O Stupid queria, sempre, que eu me ligasse à internet mesmo para saber o preço do café aonde eu estava. E fazia chamadas por conta dele (penso eu).
    Como agenda é óptimo e foi barato. Tenho lá os telefones e os nomes das tascas e tasquinhas e das pessoas que nelas trabalham, por aqui e por acolá.

    Como o portuga é tolo é vê-lo a usar o Stupid para a manicure ou para o barbeiro. Porque pensam que as chamadas são de borla. Esquecem-se que já pagaram com a língua de 23cm pelos mais de 50 canais da TV.

    Se vejo um 'pobre' com telemóvel, já sei que não é 'pobre'.

    ResponderEliminar
  2. Anónimo9:59 a.m.

    Percebo o que dizes como sempre bem e sinceramente também não consigo entender. O meu é velho demais e nunca liguei a internet e sem julgar ninguém digo-te sinceramente que para além de apenas receber telefonemas e mensagens dos meus, não tenho dinheiro para outro. Quando se estragar de vez...fico pendurada:))))

    À custa disso já apanhei sustos nas passadeiras e ou atravessarem as ruas de qualquer forma sempre de olhos postos na trampa do telemóvel. Pergunto muitas vezes...se alguém atropelar um peão com o dito e por causa do dito quem paga? Pois é amigo...tens toda a razão.

    Um Abraço

    Fatyly

    ResponderEliminar
  3. Acho que o meu telemóvel, mesmo rasca, sabe mais a meu respeito do que eu. Nem quero imaginar a sabedoria daquelas traquitanas que usa a malta do rendimento e afins...

    ResponderEliminar
  4. A explicação para certa gente ter sempre telemóveis caríssimos e de ultima gerção é simples. Dão-lhes tudo. Desde a comida à renda da casa, passando pela água, luz e roupa. É por isso natural que o dinheiro do RSI, abonos de família e afins dê para outros luxos...

    ResponderEliminar