sábado, 29 de dezembro de 2018

Sois uns crentes, vós...

Ainda que fugazmente e de forma pouco convicta, cheguei a acreditar que depois de três bancarrotas em quarenta anos os portugueses arrumariam os políticos que nos conduziram à ruína no caixote do lixo da história e adoptariam um tipo de vida que nos precavesse de repetir aquelas tragédias. Esperava esta atitude, por maioria de razão, daqueles que as viveram em idade adulta. Parvoíce a minha. Não só não aprendemos com os erros, como aqueles que passaram por elas estão, agora, entre os que menos parecem ter aprendido. Vamos, alegremente, a caminho do quarto estouro do país e ninguém se importa com isso. Vá lá saber-se porquê acreditamos que quem rebentou com isto das outras vezes desta nos vai conduzir à glória eterna. Ou, então, confiamos apenas que a sorte está do nosso lado. No fundo somos como aqueles ladrõeszecos que roubam raspadinhas. Acreditam que têm prémio e que o conseguem levantar impunemente. Normalmente corre mal. A nós também.

2 comentários:

  1. Anónimo4:07 p.m.

    Não sou assim tão descrente e acho que quem mais gasta são "todos os políticos, os corruptos, os que se julgam donos disto tudo como Salgados e afins" e depois a velha frase de Passos Coelho: Vivemos acima das nossas possibilidades". Quem levou à banca rota foi o povo ou os que refiro? Julgados e mais que julgados onde está o dinheiro que gamaram? Poupem-se, gritos para que façamos poupança, para mim uma pura anedota porque chega até ao fim do mês e mais nada!

    Enfim neste momento não quero ficar azeda e desejo-te bem como aos teus um bom ano recheado de tudo o que desejas.

    Abraços

    Fatyly

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  2. Quanto a isso do viver acima das possibilidades acho que os dados acerca da concessão de crédito ao consumo e o constante aumento da divida pública não deixa grandes dúvidas...

    Bom ano para ti e toda a família!

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