terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Antes na cadeia que no hospital...

Acho muito bem esta coisa das greves. Que isto, já dizia a minha avó, quem não chora não mama. E agora, ao que parece, todos querem mamar. Coisa que, diga-se, nem é nada de surpreendente. Afinal foi a geringonça, ao propagandear o fim da penúria, que colocou as tetas do Estado à disposição das corporações, das elites, da tropa de choque da extrema-esquerda e de todos que estão de acordo com o governo embora simultaneamente se reservem o direito de exprimir opinião contrária. 


O que acho muito mal é aquilo dos serviços mínimos. Ou, na maior parte dos casos, da falta deles. Nos transportes e na saúde não há disso. Já nas prisões a coisa fia mais fino. Aí os grevistas têm de assegurar o bem-estar dos reclusos. O que não me causa admiração. Nunca tive dúvidas que, para quem governa isto, os criminosos são muito mais importantes do que os trabalhadores e os doentes. Deve ser para dar razão àquele velho provérbio "antes na cadeia do que no hospital". Desde que não vá de transporte público, claro.  

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