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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Fascistas a sair da casca

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Sim, o fascismo está aí. Revela-se nas mais pequenas coisas e nos mais ínfimos pormenores. Como, por exemplo, na recente campanha publicitária de uma conhecida marca de preservativos. Que, diga-se, cobardemente cedeu à pressão de meia dúzia de fascistas e removeu o anúncio. É a censura, a perseguição à criatividade, a limitação do pensamento e da liberdade de expressão que estão de volta. Tal como no tempo da outra senhora. Só falta mesmo enviar para a prisão os prevaricadores que ousam pensar diferente destes novos fascistas. Não deve tardar muito até que o consigam.


Transfobia, argumentam os fascistas que se insurgiram contra a alegada mensagem que estará, na sua mente de facho, implicita na imagem. Se assim é - e no caso de ter minhoca -  que acusação deve a vitima do logro fazer à putativa descascada? 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Há que matar o gajo da flauta

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Tempos houve em que para trabalhar na administração pública era necessário declarar que se era avesso a ideais comunistas. A democracia pôs – e bem – fim a essa parvoíce. Até porque o potencial candidato a ganhar um vencimento miserável no Estado podia não ser comunista na altura em que se candidatasse e vir a sê-lo mais tarde. Ou, ao contrário, também podia dar-se o caso de, sendo comuna, um tempo depois deixar de ser parvo.


Esse tempo está de volta. Parece que para ingressar nas polícias há quem proponha algo parecido. Os novos fascistas, tal como os anteriores, também não querem lá quem pense de maneira diferente daquilo que nos é permitido pensar. Desta vez não se contentam com declarações. Vão mais longe. Propõem um comité de psicólogos para efectuar testes aos candidatos e outro para monitorizar o que estes escrevem nas redes sociais. Em nome da liberdade, dizem eles.


Este é um caminho que não iniciámos hoje. É apenas mais um passo numa caminhada que não sabemos onde nos leva. Mas que, a julgar pelas sondagens, os portugueses querem percorrer. Um dia destes vai ser tarde para voltar atrás. Ou matamos o maluco da flauta ou estamos lixados.


P.S – A parte da matança é metafórica, obviamente.

domingo, 4 de novembro de 2018

O povo é fascista, pá!

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As alegadas elites alegadamente bem pensantes e os média mainstream têm tido manifesta dificuldade em explicar – já nem digo aceitar, pois isso seria pedir demais aquela gente – as sucessivas vitórias eleitorais, nos mais variados pontos do planeta, dos candidatos e partidos que não se cansam de diabolizar. As eleições no Brasil foram, talvez pela proximidade sentimental, a gota de água. Estão completamente atarantados. À beira do desespero, diria. Tanto que desistiram das explicações e passaram às ameaças. Censurar as opiniões de quem não comunga das suas ideias parece-lhes agora o único caminho. Sim que isto, garantem, quem não é democrata não pode ter lugar num regime democrático. Não é que ache mal, mas, se as propostas destes malucos tiverem acolhimento, confesso que vou ter saudades das diatribes do Bloco de Esquerda e da loucura esclerosada do PCP.

domingo, 13 de agosto de 2017

Direitos há muitos...

Falei, no post anterior, de direitos. Uma coisa que me é cara, diga-se, e que por isso merece novo destaque. O direito de manifestação, por exemplo. Ao que leio hoje nos mais variados sites noticiosos, parece estar reservado apenas para os esquerdistas ou para aqueles que se dedicam às novas causas sociais, sexuais ou simplesmente parvas. Ou até mesmo, como acontece com frequência em diversas capitais ocidentais, para aqueles estrangeiros que se manifestam em defesa – ou será ataque - da implementação do seu modo de vida nos países que os acolhem, alimentam e lhes pagam a subsistência. Tudo o que escape a esses padrões é tratado como criminoso. Podemos concordar ou não com o que defendem mas, no caso da manifestação dos fascistas de direita nos EUA, têm tanto direito a defender as suas convicções como os árabes que festejaram ruidosamente nas ruas os ataques do onze de Setembro. Ou, mais recentemente, os que andam por aí a manifestar-se a favor do Maduro venezuelano. 


Quem também está chateado por não ter visto os seus direitos respeitados é Jorge Jesus. Coitado. Ficaram-lhe com o portátil onde armazenou seis anos de trabalho, aqueles os malandros do Benfica. Tempo esse em que o Benfica lhe pagou o ordenado. E, pelos vistos, lhe facultou um computador. Coisas que, finda a relação laboral, devem ficar na posse do trabalhador despedido. Como, de resto, acontece com todos os trabalhadores a quem juntamente com a carta de despedimento é entregue o material com que trabalhavam na empresa. Bolas pá, onde é que andam os Arménios desta vida?!