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terça-feira, 6 de maio de 2025

De Espanha nem bom vento...

Diz que, desde o apagão, o país deixou de importar energia produzida em Espanha. Agora, parece, estamos a consumir eletricidade quatro vezes mais cara. Que um dia destes, obviamente, acabaremos por pagar. É, reconheço, uma boa medida. É mais cara, mas é nossa. Da boa. Que isto, toda a gente sabe, nada do que vem de Espanha presta para alguma coisa. Enquanto a eletricidade portuguesa carrega a bateria de um automóvel elétrico, a espanhola, por exemplo, mal dá para fazer uma torrada. E o mesmo acontece com tudo o resto. A gasolina é outro caso. A malta enche o depósito no “Carrefour” de Badajoz e quando chega a Elvas já a luz da reserva está acessa. Ainda não há muito tempo comprei, na dita superfície comercial, uma tablete de chocolate, daquelas de quase meio metro, e ao passar a fronteira já a tinha acabado. Também o gás espanhol - de que tanto se fala pela barateza por comparação com o nosso - é bastante mais barato, mas uma botija mal dá para aquecer um gaspacho. Pior ainda são os preservativos. Não vale a pena comprar do lado de lá. Ainda que mais em conta, são significativamente mais pequenos que os que se compram por cá. Vá lá saber-se porquê.


Depois de todos estes exemplos nem vale a pena referir que, por maioria de razão, o nosso Sol e o nosso vento também são muito melhores. Não é por acaso que a sabedoria popular garante que de Espanha não vem bom vento. O Sol espanhol nem sequer provoca um escaldão – quanto mais aquecer um painel – e se o vento nem desmancha um penteado, muito menos faz mexer as pás de uma eólica.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Albergue espanhol

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Espanha foi transformada pelos governos esquerdalhos num país de malucos. Um verdadeiro manicómio a céu aberto onde mandam os mais tresloucados de todos os doidos varridos. Coisa em que, mais cedo do que tarde, também nos transformaremos caso o sonho – ou pesadelo, dependendo da decência de cada um - dos esquerdistas do PS em liderar uma frente popular, se concretize.


Não sei se por cá se conhece a dimensão da loucura espanhola. Desconfio que não. Mas, por exemplo, quem vê a sua casa ocupada por uns meliantes quaisquer tem de esperar, em média, mais de oito meses até o tribunal a mandar desocupar. Isto se os ocupantes não forem uma família vulnerável – como agora chamam à generalidade da vadiagem – porque nesse caso o melhor é esquecer. No mínimo uns três anos até ver os delinquentes pelas costas.


Como no país aqui ao lado a esquerda é muito boazinha, tratou de garantir que nunca, em circunstância alguma, alguém pode ser privado de eletricidade, água, gas e internet. Daí que o proprietário, para além de ter de continuar a pagar o IMI lá do sitio ou o empréstimo bancário se for o caso, esteja impedido de mandar desligar esses serviços aos biltres que lhe ocuparam a casa. E que nem lhe passe pela cabeça deixar de os pagar. Se o fizer, para além de ser considerado um acto criminoso, depressa verá o seu ordenado ou reforma penhorados como forma de garantir o bem estar dos patifórios. Menos mal que, por estes dias, um colectivo de juízes decidiu fazer uma interpretação contrária da lei e colocar um pouco de ordem no manicómio. Por pouco tempo, certamente. Os mais malucos entre os malucos – que é como quem diz o esquerdume que gere o hospício – em breve tratará de repor a anormalidade.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Deve ser uma "trampa"...

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Há muito que o povo, na sua infinita sabedoria, garante que de Espanha não vem bom vento nem bom casamento. Nem mais umas quantas coisas, acrescento eu. Se das cenas conjugais pouco sei – nunca conjuguei nada com nenhuma espanhola - e no que respeita a brisas também não seja muito entendido, já outras topo-as à légua. Engarrafadores espanhóis, por exemplo. São de uma incompetência que até dói. Do piorio mesmo.

domingo, 11 de agosto de 2019

Camionistas e outros grevistas

Acerca da greve dos camionistas penso o mesmo do que relativamente a todas as greves em que o alvo – ou a vitima, se quisermos – não seja única e exclusivamente a entidade patronal. Seja qual for o sector de actividade que resolva ficar inactivo. Não respeito os grevistas e penso deles o pior possível. Não aceito que numa greve – por exemplo dos transportes, na saúde ou na educação – sejam os utentes, os doentes ou os alunos a sofrerem as consequências. Sem, obviamente, terem patavina de culpa. Enquanto o patrão Estado fica apenas com o “encargo político”. Seja lá isso o que for e valha o que valer. E valerá muito pouco se, como actualmente, a máquina de propaganda souber tornear a coisa.


Nisto dos camiões tenho apenas, no plano teórico, uma inquietação que não pára de me moer. O que estaria a acontecer se o governo ainda fosse o do Passos Coelho? Nem consigo imaginar. Tão pouco quero. Devíamos estar à beira da guerra civil ou de algo ainda pior, na certa. Quanto ao resto estou-me nas tintas. Espanha é já ali.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

A greve, a discriminação e os votos

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Esta greve dos gajos que transportam mercadorias perigosas suscita-me umas quantas questões. Cada uma mais impertinente que outra. Logo, a começar, pela mais inquietante de todas. Não há, aparentemente, gajas a transportar estas cenas. O que, obviamente, configura uma clara discriminação em função do sexo. Ou género, ou lá o que é. Mesmo negros, chineses, ciganos, anões e LGBTetc também não parecem abundar entre a classe. Algo verdadeiramente abominável e a merecer a atenção do Bloco de Esquerda, de associações diversas que vivem à conta do Estado e de um alto comissariado qualquer.


Posto isto vejamos então o acessório. O abastecimento ao país, por exemplo. Coisa, dada a manifesta relevância da anterior, de muito menor importância. Os serviços mínimos serão apenas para Lisboa e Porto. O resto que se desenrasque. Mesmo que naquelas regiões até tenham aquilo do passe ao preço da uva mijona. O que, bem visto, tem a sua lógica. Se não têm transportes, infraestruturas ou serviços públicos por que raio devem, os poucos que insistem em viver fora das grandes metrópoles, ter direito ao abastecimento de combustível? Que, por enquanto, é só o que está em causa. Um dia destes logo se vê o que será mais. Percebe-se a opção e o abandono do restante território. Rendemos poucos votos e, em caso de necessidade, podemos sempre ir abastecer - o depósito e a despensa - ali ao lado. A Espanha. O fisco espanhol e a nossa carteira agradecem o desprezo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Uns chatos, estes eleitores.

O drama. O horror. A tragédia. Tudo isso, em simultâneo, aqui mesmo à nossa porta. Os patifes da extrema-direita chegaram ao parlamento regional da Andaluzia. Um escândalo. Uma afronta aos valores da democracia e isso. Desta vez foram os incultos, iletrados, fascistas e mais trezentas coisas acabadas em “ista”, homofóbicos, islamofobicos  e portadores de todas as fobias já inventadas e por inventar que retiraram a maioria ao PSOE e votaram maioritariamente na direita e nos extremistas ainda mais à direita. Não se faz, de facto.  


Ainda assim, o actual chefe de governo espanhol – que por acaso até nem ganhou as eleições gerais – considera que, no caso da Andaluzia, deve ser o partido mais votado a governar. Mesmo sem ter maioria parlamentar. Deve ser uma espécie de direito divino dos socialistas. Ou, então, aquilo da geringonça só é legitimo se for de esquerda.  


Aguardo - com um nível de expectativa bastante reduzido, reconheço -  as reacções de jornalistas, comentadeiros e paineleiros diversos. Todos, presumo, bastante preocupados por, mais uma vez, o eleitorado optar pelas forças populistas ou lá o que chamam a tudo o que escapa aos ditames da doutrina oficial. Que não percebam o que leva os eleitores a estas opções, também não me surpreende. É o que acontece quando em lugar de se ouvir o povo se pretende doutriná-lo. 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Vão roubar para a estrada!!! Ah, espera, eles já fazem isso...

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Entretanto no país onde tudo corre pelo melhor e onde toda a gente anda satisfeita com o fim da crise, da austeridade e dessas coisas, os impostos continuam a aumentar a um ritmo cada vez mais alucinante. Deve ser, presumo, para acompanhar as benesses que vão sendo distribuídas aos grupos de interesses que sustentam a geringonça.


Veja-se o caso do ISP. Aumentou outra vez. Quando, ao contrário daquilo que este mesmo governo garantiu, devia baixar sempre que o preço dos combustiveis subisse. Coisa pouca, convenhamos. Mas preocupante e reprovável seria se tivesse sido a direita bafienta a dar o dito pelo não feito. Ainda bem que nos livramos deles, desses malandros. Que agora, mesmo com mais este roubo, até a gasolina tem um refrescante odor a pinho…


Perante este cenário não devem tardar as romarias aos postos de combustíveis do lado de lá da fronteira. Com uma diferença de preço acima dos trinta cêntimos – mais sessenta escudos – começa a valer a pena ir pagar impostos aos espanhóis.


 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Noutro tempo a mãe ter-lhe-ia arranjado um motivo suficientemente bom para se queixar...

Que a loucura tomou conta dos habitantes deste planeta, não constitui nenhuma espécie de novidade. Tanto assim é que noticias tão idiotas, que à primeira vista tomamos por pantominice ou brincadeira de um ou outro piadista mais desinspirado, são, afinal, o retrato fiel de acontecimentos reais. É o caso de uma cidadã espanhola, relatado pela comunicação social lá do sitio, para quem o equivalente ao nosso ministério público pediu uma pena de prisão de nove meses. Presumo que este prazo, dado o motivo da acusação, envolva algo de simbólico. A senhora era acusada de um delito de maus tratos ao filho de quinze anos. O pirralho, parece, ter-se-a queixado ao tribunal por a mãe lhe ter retirado o telemóvel com o intuito de o obrigar a estudar. Coisas que, obviamente, irritaram o fedelho. Não bastava o confisco do aparelho, foi ainda submetido à tortura do estudo. Uma violência, de facto. Não se faz. Nomeadamente a um filho.


Mas, apesar de tudo, a senhora teve sorte. O juiz era uma pessoa normal e tratou de a mandar em paz. E é assim, ao aceitar queixinhas bizarras como esta, que se esbanjam recursos, prejudica a vida das pessoas e, em última análise, contribui para o descrédito das instituições públicas e de quem as representa. Mas é a isto que nos temos de habituar. Será, cada vez mais, esta a realidade com que temos de conviver. Por mim, confesso, sinto uma imensa pena. Da mãe, por ter uma besta daquelas em casa, dos pais do gajo que decidiu levar o caso a julgamento, que não deve ter sido para ver o filho fazer figura de urso que lhe pagaram os estudos, e, por fim, de todos os que aturam passivamente as manias de uma escassa minoria que pretende obrigar as pessoas normais a seguirem as suas alucinações.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Deve ser aquilo de não deixar a verdade estragar uma boa história...

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Os europeus mais palermas comoveram-se com a história daquele invasor refugiado sírio rasteirado por uma repórter de imagem húngara. A senhora, coitada, só teve chatices desde essa altura e, pelo contrário, ao presumível refugiado tudo começou a correr muito melhor. Foi acolhido em Espanha, alojaram-no num apartamento pago pela edilidade e arranjaram-lhe trabalho. Uma história bonita com tudo para ter um final feliz, para nos fazer acreditar na bondade da humanidade e acreditar que vale a pena ajudar todos os que fogem da guerra.


Parece, no entanto, que a historieta não é tão cor de rosa como os média fizeram questão de nos fazer acreditar. O passado da criatura não será, alegadamente, tão puro quando isso. É, pelo menos, o que acreditam os comunistas turcos do PKK e, ao que consta, saberão os serviços secretos espanhóis.


Um caso isolado, dirão os amiguinhos dos refugiados. Pois. Deve ser, deve. Por mim também acredito que nem todo os refugiados serão terroristas. Entre tantos, um ou outro não será.


 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Negócio da caridade. Ah! Não, espera, neste caso deve ser solidariedade.

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O capitalismo é lixado. Tudo serve para fazer negócio. Todos fazem negócios. Até os que, publicamente, nos querem convencer da sua pouca simpatia por esta forma de organização da sociedade, como são, na sua maioria, as ONG’s. Particularmente aquelas que se dizem existir para auxiliar a imigração. Neste caso são muitos euros que estão em causa. Mesmo que não cheguem para acudir a todos os que nos invadem, dão para muita coisa. E se estas organizações forem apoiadas “à cabeça”, então não admira que queiram que venham cada vez mais...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Uma questão de tamanho

Pela primeira vez em vinte anos a taxa de desemprego em Portugal é superior à verificada em Espanha. O que vem dar crédito à teoria que, para além dos preservativos, em Portugal há outras coisas maiores que as existentes do outro lado da fronteira.

E não só maiores, mas também melhores. Atente-se no caso em apreço, o desemprego. O nosso é bem melhor. Dura muito mais.