terça-feira, 11 de agosto de 2026

A salvação do planeta está no pacote

 


Todos sabemos – a maior parte de nós pelas piores razões – que a União Europeia se preocupa com coisas. Daquelas sem importância nenhuma, nomeadamente. Daí a sua cada vez maior irrelevância no contexto internacional, quando em causa estão as grandes decisões que realmente importam à humanidade.

Num momento de rara sagacidade e de inusitada lucidez, os tipos lá da Europa decidiram proibir a venda de saquetas de açúcar. Daquelas que gajos como eu insistem em usar para adoçar o café. Parece que constituem uma ameaça global para não sei a quê. Deve ser para o ambiente, mas não tenho bem a certeza. As toneladas de pacotes vazios que vão para o lixo todos os dias devem estar a fazer um mal ao planeta que só visto. Muito mais do que a merda de cão espalhada pelas cidades ou as tintas usadas pelos marginais que grafitam as paredes, os comboios e tudo o que mais calhar. Nada disso prejudica o quer que seja. Às tantas ainda se hão-de lembrar de instituir um prémio europeu para o mais vistoso cagalhão do ano - com direito a uma menção honrosa para o cocó que melhor represente a diversidade de género – e outro para o graffiti mais inclusivo, só para garantir que nenhuma minoria se sente excluída da mediocridade europeia.

A maluquice não se fica apenas pelos desgraçados dos pacotes de açúcar. Vai muito mais longe. A perseguição daqueles inúteis estende-se a muitos outros artigos que, no entender dos génios de Bruxelas, devem ser banidos ou reutilizados. E não ficará por aqui. A imaginação destes malucos não conhece limites. A proibição de mais de um par de sapatos e de duas “mudas” de roupa – uma para o verão outra para o inverno – por cidadão, poderão ser os próximos passos. Diz que a roupa e o calçado também causam muita poluição.

2 comentários:

  1. Tal e qual amigo acertaste em cheio e gostei!
    Beijos e um bom dia!

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    1. A UE perdeu o tino e todos, principalmente os vindouros, pagaremos muito caro esta loucura.

      Cumprimentos

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