terça-feira, 20 de agosto de 2013

Estratégia: Em grego: strategía, em latim: estrategia, em francês: stratégie, em inglês: strategy, em alemão: strategie, em italiano: strategia, em espanhol: estrategia…

Vêm aí mais milhões. Daqueles que a Europa nos envia para a malta fazer coisas. Desta vez a ideia, tão disparatada como qualquer outra onde já enterraram “charters” de euros, é esturrar o dinheiro a integrar os cidadãos de etnia cigana. Para isso conta-se realizar um investimento a rondar os trezentos e cinquenta milhões de euros, financiados em oitenta por cento pelos fundos comunitários. Os restantes vinte por cento – uns trocos, praticamente – são por conta do orçamento nacional.
A maior parte do dinheiro terá como destino a qualificação dos alojamentos. Que é como quem diz, dar-lhes uma casa. Nisto os municípios terão um papel preponderante. De tal forma que o programa tem como objectivo a sensibilização de 90% das autarquias com população cigana para as especificidades da sua cultura e para o seu realojamento.
Ora, em altura de preparação de programas eleitorais e de inicio de campanha, seria bom que quem se candidata às autarquias esclareça os eleitores acerca do que pretende fazer a este respeito. Nomeadamente que diga claramente se é sensível às especificidades da cultura cigana. Em todas as suas vertentes, de preferência. Se tolera os comportamentos anti-sociais que os elementos daquelas comunidades evidenciam nos espaços públicos, por exemplo. Ou que assuma perante os contribuintes e eleitores do respectivo concelho que vai construir casinhas para os ciganos. Os contribuintes e eleitores que já perderam as suas casas e os que estão vias de as perder por incapacidade de cumprir com os pagamentos ao banco vão, de certeza, perceber a estratégia. E aqueles que trabalham uma vida inteira para as pagar, também. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Esclareçam lá o Tozé sobre isso do IVA

Já por diversas ocasiões aqui expressei o quanto me aborrece a lengalenga em torno do iva da restauração. Posso, até, admitir que a taxa aplicável à restauração seja desajustada. Constato, como qualquer um que ande por aí, que as coisas não correm especialmente bem a este sector. Mas estou em total desacordo com os que culpam a elevada carga fiscal pelo encerramento de alguns estabelecimentos e o consequente aumento do desemprego no ramo.
A ganância de muitos empresários – se calhar a maioria – que os leva a praticar preços que mais se assemelham a um assalto ao consumidor terá, provavelmente, um efeito bastante mais nocivo do que a taxa de imposto. Até porque este, ao contrário do que é constantemente afirmado, é pago pelo cliente e não pelo comerciante. Daí que a expressão “não ganho para pagar o IVA” não faça, quando proferida pelos taberneiros e correlativos, qualquer sentido e não passe de um enorme disparate. O IVA já foi pago por quem consumiu. Previamente. Eles apenas têm de entregar ao fisco algo que já cobraram e que não lhes pertence.
Achava eu que quando as vendas caiem a solução, para voltar a vender mais, é diminuir a margem de lucro e praticar um preço mais baixo. A julgar pela amostra não é assim. Ou, então, crise é uma coisa que não assiste a todos. Já nem digo o resto, mas café a um euro numa espelunca manhosa pode não ser um roubo, mas um furto é de certeza absoluta.  

sábado, 17 de agosto de 2013

Tuga(i)mobil


Escritório, armazém ou pocilga. Isso ou outra coisa qualquer - contentor, por exemplo - é no que está transformado este carrinho. Triste fim para quem já conheceu melhores dias. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Das profundezas do Alentejo

Quando ouço a referência a um tal Alentejo profundo dá-me vontade de bater em alguém. Seja no gajo que primeiro a mencionou – um individuo que, consta, residirá para os lados de Belém – ou em todos os que, por uma qualquer razão a que não consigo atribuir nenhuma espécie de lógica, a utilizam para se referir a esta região do país. O último a quem me apeteceu ir às trombas foi o pivot do jornal da noite da TVI quando ontem, a propósito da novela da estação que está a ser gravada por estas bandas, o cavalheiro deu a noticia das gravações que por estes dias estão por a decorrer “em Estremoz, no Alentejo profundo”. Como fez questão de frisar.
Consultando o dicionário on-line Priberan fica-se a saber que profundo significa “cujo fundo está distante da superfície, da entrada ou da frente. Ora as filmagens objecto da reportagem decorreram ao nível do solo. Parece que existirão outras numa pedreira mas, ainda assim, a distância até à superfície não será nada de especial. Se o critério para medir isso da profundidade foi o da distância relativamente à entrada no Alentejo, então o jornalista é geograficamente ignorante. Que saiba nunca disse, nem ele nem os outros, que as comemorações do dia de Portugal decorreram em “Elvas, no Alentejo profundo”.
Ainda segundo o mesmo dicionário, em sentido figurado profundo poderá significar medonho, escuro, que inspira terror. Mas, presumo, não deve ter sido com essa intenção. É que se formos por aí a Estremadura profunda não será muito longe dos estúdios da TVI.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O que será que eles queimam?


O fumo do costume, vindo do mesmo local de sempre e com origem nos fogaréus habituais. Trata-se, portanto, de um hábito ali para as bandas do resort. A porra é que eles podem. Como podem quase tudo sem que ninguém os aborreça por isso. A lei que proíbe atear fogueiras por esta época do ano, tal como todas as que implicam deveres, não aplicam a esta rapaziada. Outros cidadãos, por muito menos, teriam a GNR e mais uma quantidade de instituições à perna. Assim não faz mal. É deixar arder. Talvez tenham esperança que eles ardam junto. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Retoma?! Vamos lá acabar com essa parvoíce!

Os indicadores divulgados hoje relativamente ao desempenho da economia nacional constituem, aparentemente, boas noticias. Ainda que alguns, os da oposição as não apreciem nesta fase do campeonato e os da situação se preparem para apagar qualquer luz que pareça estar a acender no fundo do túnel.
Dizer, como ouvi a alguns opositores ao governo, que a retoma se deve ao chumbo dos cortes dos subsídios pelo Tribunal Constitucional é, para não escrever outra coisa, assim a atirar para o parvo. Os valores repostos aos funcionários públicos foram comidos pelos impostos e os outros, os do sector privado, viram os ordenados reduzidos por causa do enorme aumento da tributação fiscal de que poucos parecem lembrar-se.
Já do lado do governo a vontade de continuar a escavar – nunca pensei citar o outro – mantém-se. Se a coisa está a recuperar então é sinal de que podemos carregar ainda mais na austeridade. Deve ser, presumo, a ideia que percorre as mentes iluminadas de governantes e conselheiros especialistas que os rodeiam. Só isso pode explicar as mais recentes intenções da peste laranja que assola o país.
Por mim não sei se isto se assemelha a alguma espécie de retoma. O mais certo é termos caído tanto que começa já a ser difícil ir mais para baixo. Mas talvez consigamos, ainda, ir mais fundo. Vontade que isso aconteça não falta a uns e ausência de jeito para nos trazer à tona sobeja a outros. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Coisas de fazer inveja ao Bob. O construtor.

Claro que não andámos a viver acima das nossas possibilidades. Obviamente que toda a obra construída ao longo do país, pelos poderes central e local, era absolutamente necessária. Naturalmente que havia dinheiro para a pagar. Ou se não havia ficava-se a dever e continuava-se a fazer mais, e mais e mais obra. Até que chegámos aqui. Graças aos muitos "autarcas-construtores" que se fartaram de obrar. E a nós, também, que rejubilámos com tanto desenvolvimento e que os aplaudimos de cada vez que obravam. É por isso que estamos na merda. Mas gostamos.
Segue-se a transcrição de um excerto da newsletter do IFPM, onde são dados alguns exemplos - poucos - do que tem sido o desbaratar do nosso dinheiro.

Autarquias endividadas e desertificadas
Endividadas e desertificadas, mas com obra feita. As câmaras construíram equipamentos nos últimos anos sem que isso tenha servido, sequer, para fixar a população.
Fomos de Algodres, concelho com menos de cinco mil habitantes, liderava em 2009 o 'ranking' das câmaras mais endividadas do País e nos últimos dez anos perdeu quase 700 moradores. Mas a fuga de população não terá acontecido por falta de investimento público: nos últimos anos, a pequena vila ganhou um novo Palácio da Justiça, um centro de saúde, uma central de camionagem, um novo quartel da GNR, um estádio de futebol, um quartel dos bombeiros e, mais recentemente, um centro escolar.
Além de todas estas infraestruturas, o concelho ainda se pode orgulhar de ter não um, mas dois espaços destinados à cultura. Até já existia um cine-auditório, construído para uma associação local, mas mesmo assim a câmara mandou fazer um novo centro cultural, inaugurado há cerca de cinco anos e que tem servido apenas para albergar um espaço internet.
Mas exemplos destes espalham-se por todo o território Nacional. Os dez municípios mais endividados do país perderam, nos últimos dez anos, segundo os resultados dos últimos censos, quase sete mil habitantes. Foram construídos centenas de edifícios com ajuda de Fundos comunitários sem que ninguém se tenha lembrado de que a manutenção dos mesmos iria sair do bolso dos munícipes. Em Alfândega da Fé, município que está em quarto lugar no 'ranking' do endividamento, há pelo menos um exemplo. Em 2008 foi inaugurado um Centro de Formação Desportiva que custou 1,7 milhões de euros. Obra possivelmente Seria necessária, mas muito provavelmente não seria prioritária.
Em Ourique, o Cine-teatro Sousa Telles, inaugurado em 2009, representou um investimento de mais de 1,5 milhões de euros. Quase quatro anos depois, só passa cinema de 15 em 15 dias. Além do cine-teatro, a câmara, que é sexta na lista do endividamento, também construiu um centro de convívio que teve um custo de 1,2 milhões e uma biblioteca em que se gastou perto de um milhão de euros. Já o pavilhão municipal, que é usado apenas seis vezes por ano, custou 581 mil euros.

Fundos "a dar com um pau"
Bruxelas atribui fundos e mais fundos e as autarquias vão aproveitando para fazer obra. Em muitos dos casos, as câmaras só têm de comparticipar a obra em 20 por cento, mas esquecem-se de que mesmo essa fatia tem de ter retomo.
O concelho do Sardoal, no distrito de Santarém, perdeu quase 200 habitantes na última década e está em 16.° lugar no 'ranking' do endividamento. A autarquia mandou erguer o Centro Cultural Gil Vicente, uma obra que custou três milhões de euros, comparticipada em 75 por cento. O espaço foi inaugurado em 2004 (no mesmo dia em que abriu uma piscina coberta que custou mais de meio milhão de euros), mas em 2011 só tinha projectado 13 filmes.
Em Penamacor, onde já só restam menos de seis mil habitantes, construíram-se umas piscinas aquecidas, orçadas em 1,35 milhões, que encerram ao fim-de-semana.
No Alentejo, Portalegre - que é capital de distrito -, perdeu mais de mil habitantes, apesar dos avultados investimentos realizados . nos últimos anos. O novo edifício da câmara, que também é centro de congressos, custou 7,4 milhões de euros. O museu da cidade implicou um investimento de 1,7 milhões e o centro de espectáculos 8,7 milhões, segundo o gabinete de imprensa da autarquia.
Em Seia, que pertence à NUT da Serra da Estrela (a região do País que mais habitantes perdeu entre 2001 e 2010), construíram-se dois museus e um centro de interpretação. No mesmo município, na freguesia de São Romão, um gimnodesportivo custou 1,9 milhões de euros.

Obras para ninguém
Já em Torre de Moncorvo gastaram-se 1,3 milhões de euros numa eco-pista para "amantes de caminhadas", segundo o gabinete de imprensa da câmara. Na sede do município transmontano ainda há cinema uma vez por semana, no cine-teatro inaugurado em 2005 e que custou cerca de 700 mil euros. Mas a média de assistência é bastante reduzida.
A câmara de Nisa, que perdeu mais de 1.100 habitantes, também está na lista dos municípios mais endividados. Culpa, disse a presidente ao jornal "i", da construção de um complexo termal que custou 10 milhões de euros, comparticipados em 25 por cento pela autarquia, e que obrigou à contracção de um empréstimo. Quase quatro anos depois da inauguração, Maria Tsukamoto admite que o retomo não tem sido "o esperado", essencialmente por causa da "crise que o País atravessa".
Já a câmara do Fundão, nona no ranking do endividamento,-perdeu mais de dois mil habitantes na última década. Em 2005, segundo o gabinete de imprensa municipal, a autarquia inaugurou uma biblioteca que custou 2,5 milhões de euros. No ano seguinte, ficou concluído o espaço cultural "A Moagem", que custou cinco milhões. Em 2007, apareceu um novo museu que custou 750 mil euros. Em 2009 foi recuperado o Palácio do Picadeiro, cujas obras estavam orçadas em 2,1 milhões de euros.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Calamidades turisticas

Parece de propósito. Estava tudo a correr tão bem, com o sector do turismo a obter resultados como há muito se não viam por estas paragens e, só para aborrecer, desatam a aparecer as más noticias. Ele é melgas aos milhões em Armação de Pêra, ele é merda a jorrar para a praia em Quarteira... Cum caraças, pá! Isso não podia esperar mais um bocadinho? Sei lá, deixar acabar o Verão, ou isso.
Verdade que as melgas têm uma tendência lixada para dar sinal de si quando o tempo aquece e, de preferência, há água estagnada por perto. Pode ser igualmente certo que as infraestruturas, numa como noutra localidade, estejam mais do que saturadas e tenham acabado por dar de si. Se calhar, digo eu, esturrar menos dinheiro nos Tonys Carreiras e apostar um pouco mais na manutenção de equipamentos era capaz de ser uma aposta mais rentável. Pelo menos quando se pensa em criação de emprego e de riqueza. Mas isso, por esta altura, é o que menos interessa. A reeleiçãozinha é muito mais importante.
Espera-se é que a coisa, em termos de calamidades turísticas, não vá a pior. Mas duvido. Diz que anda por aí um peixe maricas que se atira aos tomates dos banhistas. Garantem os especialistas que é de água doce, mas nunca fiando.

domingo, 11 de agosto de 2013

Passarões

Chavez andará a esvoaçar por aí – lá, pela Venezuela – em forma de pássaro. É o que garante o seu herdeiro politico. O mesmo herdeiro que, para melhor se concentrar, dorme de vez em quando junto ao mausoléu do amado e defunto líder. O que, assim de repente, me suscita uma série de questões. Desde logo que Chavez apenas reencarnará em pássaro durante o dia e ao cair da noite regressará ao conforto do seu túmulo. Não será, portanto, uma ave nocturna. Embora a espécie ainda ainda não tenha sido devidamente identificada sabe-se que chilreia que se farta. O estranho da coisa é Maduro não optado por recolher o tal passaroco em figura de Chavez – ou o contrário, sei lá – numa gaiola. Sempre podia levar o conselheiro para todo o lado. Mas, vendo bem, se calhar é melhor não. Ainda alguém ia pensar que o homem não batia bem...
Apesar de também não regularem lá muito bem, deve ser este tipo de sentimento que falta aos nossos governantes. Os vivos não se vão aconselhar junto dos túmulos de quem antes nos governou e os mortos, esses, não se transformam em aves canoras. Também era difícil para quem em vida sempre foi ave de rapina.

sábado, 10 de agosto de 2013

Por falar em baixa politica

Cortes? Sou contra. Não admira. Contra até podia ser o meu nome do meio. Nomeadamente quando isso dos cortes envolve pensões e salários. Ando a escrever há não sei quantos anos que diminuir o orçamento ao pagode não resulta em nada de bom, que não é por aí que lá vamos, mas, como vozes de burro não chegam ao céu, ninguém me liga. E os que ligam, na sua maioria, é para me lembrarem que não percebo nada disto e que o caminho tem de ser este. Pois. Tá-se mesmo a ver que sim. O burro devo mesmo ser eu.
Ainda assim, reconheço, há cortes e cortes. Não é o mesmo cortar quinhentos ou trezentos euros a quem aufere, de ordenado ou de pensão, cinco ou três mil euros ou tirar cem ou setenta euros a quem ganha setecentos ou mil. Os mesmos dez por cento produzem efeitos completamente diferentes. Para os primeiros a quebra de rendimentos representará apenas um transtorno e, quando muito, colocará em causa a realização de uma viagem ou umas quantas idas ao restaurante. No caso dos segundos poderá fazer toda a diferença e representar a ruptura orçamental do agregado familiar.
O líder do PS também é contra os cortes. Mas enquanto eu posso ser tão irresponsável quanto me apetecer, o suposto cabecilha da oposição não pode. Nem pode apregoar que abomina a baixa politica e, de seguida, garantir que se vierem a se aprovados os cortes nas pensões, assim que chegar ao poder trata de repor tudo como antes. Sem, pelo menos, dizer a quem é que tira o montante equivalente. Isso, parece-me, é capaz de ser politica rasteira. Subterrânea, até. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Alentejo não é para jovens

No distrito de Évora são, segundo dados recentemente divulgados, os concelhos de Mora, Alandroal e Estremoz os que apresentam um maior índice de envelhecimento da população. Mora, em primeiro lugar, com trezentos e vinte e oito idosos por cada cem jovens, Alandroal em segundo com duzentos e sessenta e sete e, no último lugar do pódio, Estremoz com duzentos e quarenta e cinco idosos por cada centena de jovens.
Estes números, apesar de não surpreenderem por aí além, não deixam de suscitar algumas inquietações. Veja-se, por exemplo, o caso de Mora. É o único concelho do distrito que tem incentivos à natalidade e ainda assim os resultados são o que se vê. Furar preservativos, distribuir viagra ou deitar qualquer coisinha na água é capaz de ser mais eficaz. Pode, dado o grande número de idosos, não resultar mas, pelo menos, mal não faz e de certeza contribuiria para animar a malta.
Já quanto a Estremoz estes dados suscitam apenas duas questões pertinentes mas com que ninguém se parece importar. A primeira foi a enigmática decisão, do Estado português, de enterrar – não encontro palavra mais adequada às circunstâncias – vinte milhões de euros na recuperação de escolas no concelho quando, os números assim o demonstram, não existem crianças para tanta sala de aula. A segunda, não menos enigmática, que a misericórdia de Estremoz, apesar da elevada quantidade de velhotes, seja a única do distrito que, até à data, não possui um lar para idosos.
A longevidade que se verifica nestes concelhos em particular e no Alentejo em geral pode ter, além de outras, uma explicação mais ou menos razoável. A de que o “investimento” municipal – nomeadamente em Mora e Alandroal - na saúde destes eleitores está a dar resultado.



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Substituir a caixa das esmolas por um balde com água talvez fosse boa ideia...


Faz-me confusão esta mania de atirar dinheiro para dentro de água. Um lago, uma fonte, mesmo um poço decorativo no meio de uma rua de uma vila em festa, parecem constituir locais privilegiados para o transeunte de ocasião se livrar das moedas que traz na algibeira. Verdade que elas não valem grande coisa. A bem-dizer nem sei se com os “pretos”, só por si, se compra seja o que for. Mas, acho eu, não havia necessidade. E nem vale a pena argumentar, como às vezes ouço dizer, que é na brincadeira. Ensinamentos ancestrais garantem que há certas coisas com que não se deve brincar. E o dinheiro é uma delas.  

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Nunca pensei dizer isto: O Alberto João tem razão.

Desde há muito que tenho opinião formada acerca do alargamento do horário de trabalho da função pública, já a manifestei aqui em diversas ocasiões e ela não é coincidente com a que o Alberto João da Madeira expressou acerca do assunto. Reconheço, contudo, que o homem tem razão naquilo que diz. Aprecio, por isso, a coerência com que assume não aplicar a medida lá no seu reino.
De facto, parece assim um bocado a atirar para o parvo colocar os funcionários públicos a trabalhar mais uma hora por dia quando, em simultâneo, pretendem despedir uns quantos milhares de trabalhadores. Se é para despedir é porque não fazem falta. Se não fazem falta é porque não há trabalho. Se não há trabalho não se prolonga o horário. Raciocínio mais lógico parece-me difícil. Por norma, ainda que possam existir umas excepções mais ou menos manhosas, é assim que as coisas funcionam onde impera o bom-senso. Mas isso é coisa que não se pode exigir aos rapazes do governo. Nem aos seus conselheiros especialistas que ainda mal largaram os cueiros. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cuidado com o que prometes, ó Rosalino!


O tema dos últimos dias, no âmbito das patifarias governativas, tem sido o assalto às pensões dos aposentados da função pública. Parece, segundo as declarações daquele secretário de estado de penteado esquisito, que o corte no valor da pensão não irá além dos dez por cento. E, mesmo assim, será temporário. Logo que que a economia nacional registar um crescimento de 3% em dois anos consecutivos e o défice ficar em 0,5% do PIB, acaba-se esse aborrecimento dos cortes voltando tudo ao normal. Podem, portanto, sossegar os funcionários públicos aposentados. A coisa será passageira. Preocupante seria se ele tivesse prometido que as pensões só voltam ao normal quando o Benfica for campeão.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Algo...diferente. Ou não!


Mostrem estas contas à troika...

Ciclicamente aparecem uns senhores, munidos de um argumentário que rende junto da opinião pública, a reclamar contra o escandaloso privilégio que constitui o sub-sistema de saúde da função pública – a ADSE – e o quanto isso sai caro aos contribuintes. Têm, quase sempre, grande destaque na comunicação social e a sua mensagem passa facilmente para a população em geral que, pouco esclarecida acerca destes assuntos, come a palha toda que esses indivíduos bem falantes lhes põe na gamela.
Já os estudos e as análises onde é evidenciado que o custo por doente tratado através da ADSE é mais baixo do que no SNS não merece por parte das televisões grande relevância. Se calhar porque não vende, não suscita junto da audiência o mesmo sentimento de indignação ou, sabe-se lá, a sua divulgação não agradará a certos interesses instalados. Tanto no poder e na oposição. Sim, porque convém não esquecer que ainda no principio do ano Álvaro Beleza, coordenador do partido socialista para a saúde, defendeu a extinção daquele organismo.
O que não se percebe muito bem é que não se discuta o alargamento do conceito em que funciona a ADSE aos restantes cidadãos. Pelo menos aos que assim o desejassem. Para a esquerda seria colocar em causa uns quantos dogmas que lhe são caros e que a nós não saem baratos. Para a direita, provavelmente, será a defesa dos interesses de alguns lobbies que não permite a discussão do assunto. Já o comum do cidadão, atendendo à inveja que evidencia perante os privilegiados da ADSE, com certeza que não se importaria mesmo nada de passar a descontar 2,5% do salário para aceder ao sistema...

domingo, 4 de agosto de 2013

Paga o que deves e depois publica o que fazes!

De vez em quando lembro-me da cigana que se revoltava por “eles”, com os computadores, saberem tudo acerca da sua vida. Da dela e dos outros ciganos. “Eles” eram, no caso, os gajos da segurança social que através do sistema informático cruzavam informação e estavam, à época, a impedir que o Rendimento Mínimo ou outros apoios sociais fossem pagos à mesma pessoa duas, três ou mais vezes consoante o número de localidades em que teria residência ou os diferentes documentos de identificação que apresentasse.
De facto isto com os computadores sabe-se tudo. Ou quase. Mas se a tal cigana não apreciava que a sua vida estivesse disponível para ser consultada pelos técnicos que decidiam quanto aos apoios que o Estado lhe devia ou não disponibilizar, já o mesmo não se pode dizer daqueles que praticamente relatam a sua vida em directo nas redes sociais. Esses têm especial gozo em que “eles” - os outros – saibam de tudo. Do lado que podem mostrar, claro.
E é por aí que ficamos a saber que gente que não tem onde cair morta, com calotes em todo o lado, especialista a fugir ou a não pagar o que deve ao fisco e, por vezes, até em “cenas” um bocadinho mais complicadas, não falta a uma festa, não prescinde de umas férias à beira-mar ou num local exótico e anda sempre em “comícios” e “bebícios”. Não tenho nada a ver com isso, dirão. Errado. Tenho. É que é, também, por causa desta gente e do seu comportamento extravagante que andamos todos a penar. Ah e tal o BNP ou as PPP's são piores. Certo. Pois são. Tão piores quanto o serial killer que matou dez ou vinte é pior que o bandido que apenas esturrou um ou dois. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Dos jornais...

Desde muito pequeno – aí pelo metro e vinte, mais coisa menos coisa – que sou leitor assíduo de jornais. Recordo, como uma das primeiras leituras jornalísticas, as “lendas de Portugal” publicadas no há muito extinto “O Século”. Ou, mais tarde, o Jornal “A Bola”, na época trissemanário, que só chegava a Estremoz por volta da uma e tal da tarde e às segundas-feiras se tornava impossível de comprar sem corromper os funcionários do quiosque. Nomeadamente quando o Benfica ganhava. Naquela altura quase sempre, diga-se.
Hoje o acesso à imprensa é diferente. E ainda bem. Mas continuo a ser um incondicional dos jornais. Na net leio todos os diários nacionais, muitos jornais regionais e um ou outro estrangeiro. São eles, salvo uma ou outra excepção a fonte inspiradora do Kruzes Kanhoto. Nas primeiras páginas dos jornais publicados este sábado teria, mais uma vez, uma vasta panóplia de temas para divagar. Mas não me apetece. Ficam, apenas, os exemplos.
Correio da manhã - “Tiro acidental – Maço de notas salva idoso”. Depois queixam-se das baixas reformas, dos cortes e tal...(Lendo a noticia a coisa ganha outros contornos que estragam a piada inicial, por isso é melhor ignorá-los...)
Jornal de Noticias“Pagou 250 mil euros por 2 milhões em notas falsas”. Burro! Burro! Burro!
Diário de Noticias“Escolas podem deixar alunos do vocacional fazer três anos em um – Projecto piloto para alunos com mais dificuldades vai ser alargado...”. Com mais dificuldades?! Três anos em um?! Olha se não tivessem dificuldades...Vamos ter novos Relvas aos milhares, portanto. E depois diziam coisas das novas oportunidades. Tá bem, tá.
Jornal i “Voltaram a abrir-se garrafas de champanhe na EDP com a nomeação de Moreira da Silva”. Vão-se preparando para abrir a carteira. Espanha é mesmo aqui ao lado e o sol que gera energia lá faz o mesmo cá...
O Jogo - “Benfica agarra Bruma”. Eh pá, não! Até fiquei mal-disposto. A sério. É o que dá guardar as más noticias para o fim. Deslarguem-no, porra!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Almeirim não permite acampamentos de ciganos

Ou muito me engano ou o “ultimato” dado pela Câmara de Almeirim aos ciganos, instalados há vários anos num acampamento perto da zona industrial da cidade para que no prazo de trinta dias procedam à demolição das barracas que por ali foram erigindo, vai exasperar muita gente. A maioria da qual, quase de certeza, só viu ciganos na televisão ou quando vai à feira e mal sabe onde fica aquela cidade ribatejana.
Os ciganos gozam actualmente de um estatuto à parte na sociedade portuguesa. Fazem o que muito bem lhes apetece, ninguém os incomoda, nem pede lhes são pedidas responsabilidades pelas tropelias que praticam. Mesmo as autoridades policiais estão praticamente impedidas de fazer seja o que for para impor a esse grupo de cidadãos as leis do país. Aquelas que envolvem obrigações, bem entendido, porque as outras, as dos direitos, essas eles sabem-nas todas e aproveitam-se delas como poucos.
Molestam, incomodam – por sorte ficam só por aí – e se alguém reage está feito ao bife. O melhor é mesmo ficar caladinho e fingir que não é nada com ele. É por isso que posições como a desta autarquia são dignas de registo. Quer pela coragem de enfrentar aquela comunidade como, pior ainda, as reacções dos auto denominados defensores destas causas que, certamente, não deixarão de manifestar a sua indignação.
Claro que pode haver quem veja nesta medida uma mera acção para eleitor ver. Que isto de afastar gente incómoda é sempre popular entre o eleitorado. E não me custa a acreditar que assim seja. Mas ainda assim, a ir em frente, que sirva de exemplo.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A festa ou a divida

Os portugueses gostam de festas. Nomeadamente daquelas ditas populares que metem sardinha assada, franganito no churrasco, “mines” e um cantor em cima de um estrado a cantar musicas brejeiras. Daí que os poderes públicos locais, sempre atentos aos gostos dos seus eleitores, subsidiem de forma magnânima estas actividades.
Foi o caso, como quase todas as outras, de uma câmara ribatejana que entendeu presentear uma freguesia – se calhar todas, mas agora só esta interessa - do seu concelho com um pequeno subsidio para organizar as festas lá do sitio. Quatro mil euritos, ao que consta.
Até aqui nada de mais. É prática corrente dar este uso ao dinheiro dos contribuintes, daí que ninguém se importe muito com isso. O pior é que a junta desta história tinha uma divida. Uma ou mais, mas isso agora também importa pouco. Embora a importância em divida fosse elevada e o presidente da junta se importasse com isso. Parvo, não faltará de certo quem lhe chame por o homem se dar a essas preocupações.
Ora ao tal presidente, gajo que parece dar primazia às obrigações e deixar as devoções para segundo plano, pareceu que o dinheiro seria melhor aplicado se, em lugar das festinhas, a junta pagasse aquilo que estava a dever. E, para mal dos seus pecados, assim fez. Agora, azar do caraças, tem a Câmara lá do sitio à perna. A edilidade não gostou das prioridades do autarca da freguesia e deliberou que ou a junta faz a festa ou devolve o dinheiro. Coisa que este não pode fazer. Está sem cheta. Também ninguém o mandou desrespeitar a lei e desbaratar os recursos financeiros da junta a pagar dividas em vez de optar pela festarola. Isto há cada opção mais patética... 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Que fofinho que é o Mandela. Afinal só matou uma criança. Que, se calhar, até estava mesmo a pedi-las.

O Zico, um cão que ficou famoso aqui à atrasado por ter morto uma criança, já não vai ser abatido. Assim o decidiu um tribunal com tempo e competência para decidir coisas importantes. Nomeadamente relacionadas com canideos. A fera foi entregue a uma associação de amiguinhos dos animais que agora irá tratar do seu futuro. Uma vida nova, portanto. E para isso nada melhor do que mudar o nome do bicho. Vai, diz uma gaja que manda na associação, passar a ser chamado de Mandela. Não que o cão seja preto mas porque é, segundo a criatura, tal como o verdadeiro, um símbolo da liberdade. Receberá ainda cuidados médicos especializados porque, acrescenta, pode ter ficado traumatizado pelo longo cativeiro.
Acho enternecedor o que o pessoal das associações de defesa da bicharada faz para melhorar a vida dos animais. Nada me podia interessar menos do que o destino que vão dar à porra do cão. O que me irrita é que tribunais percam tempo e gastem o nosso dinheiro com palermices destas. É que, desconfio, deve haver gente à espera de ver decididos problemas realmente importantes há mais de sete meses.
Quanto ao novo nome do cão e aos argumentos utilizados, são dignos de uma besta. Das verdadeiras.

Preferências esquisitas

Gostei da entrevista de Rui Rio ontem na RTP. Plena de oportunidade, nomeadamente no que se refere à candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal do Porto. O que, tal como se esperava, provocou um elevado nível de urticária entre os apaniguados do edil de Gaia. O que não surpreende. O que verdadeiramente espanta é não ver toda esta malta nas manifestações contra a troika, o governo e a berrar impropérios contra a austeridade.
A hipocrisia partidária, como muito bem assinalou o ainda presidente da autarquia portuense, parece ser profundamente incompatível com a consistência ética e moral que devia pautar a vivência em sociedade. Apenas num contexto de loucura absoluta se compreende que o candidato oficial do PSD seja quem é. Por todos os motivos que se conhecem. Pior apenas se o homem, como as sondagens sugerem, for o escolhido pelo eleitorado. Aí, então, estaremos perante um caso de insanidade colectiva de difícil explicação. Ou então não. Será tão-somente a prova que faltava para confirmar que a generalidade dos portugueses é burra. Ou paneleiros. Gostam é de quem os tem andado a enrabar. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Discriminação há muita, seu palerma!

Num texto que li recentemente, o seu autor, homem assumidamente de esquerda, lamentava o facto de em Portugal os pretos – era a expressão utilizada – não ocuparem lugares de relevo. Na opinião do articulista, apesar de representarem uma parte significativa da população, aos indivíduos de raça negra, certos meios parecem estar-lhes vedados. E, além de cargos políticos, dava como exemplo a apresentação de televisão ou a participação em campanhas publicitárias.
Terá, se calhar, o senhor alguma razão naquilo que escreve. Mas um olhar mais atento constatará que a cor da pele tem muito pouco a ver com a escolha dos protagonistas televisivos ou publicitários. Senão veja-se o caso dos velhos. Apesar de serem muitos parece-me que nenhum apresenta programas de televisão. Ou dos carecas. Faixa populacional quase inexistente nos canais televisivos e escassamente representada em anúncios. E gordos/gordas? Tirando o Fernando Mendes não estou a ver outro avantajado que mereça protagonismo nas pantalhas nacionais. E marrecos?! Também não há nenhum. Ah, pois é...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Campanha baratinha


Diz que, por causa da crise, os candidatos autárquicos vão privilegiar os contactos directos com os eleitores e apostar em campanhas mais poupadas. Por mim acho bem isso da poupança. Com certeza não será por gastar um pouco menos do que o habitual que os dedicados candidatos colocarão menos entusiasmo nas acções de campanha. Já quanto a essa coisa dos contactos directos entre candidatos e eleitores manifesto algumas reservas. Tudo depende do grau de contacto. Ou da intensidade, como dizem os comentadores da bola quando analisam o empurrão que deu origem a um penalti. E também do jeitinho. Que fica sempre bem. Na Cunheira e em todo o lado.

domingo, 28 de julho de 2013

Esplanada com vista para a merda


Borba, sábado à tarde, uma esplanada na praça central da cidade. Podia, é verdade, ser outro sitio qualquer. Ou noutro dia qualquer. Mas não. No caso o monte de merda de cão estava mesmo junto a uma esplanada, ontem e no centro de Borba. Isto enquanto ao lado se depenicam os caracóis, beberricam umas “mines” ou saboreia um café. Embora aparentemente não sejam muitos os que se incomodam com estas coisas, as mesas daquele lado não eram as preferidas dos clientes. Vá lá saber-se porquê.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Espanha vai nacionalizar o Sol...

Ao contrário do que julgávamos o Sol quando nasce, afinal, não é para todos. Literalmente. Em Espanha – para já, porque certamente não faltará quem pretenda seguir o mesmo modelo – o astro rei vai ser nacionalizado. O governo espanhol prepara-se para criar legislação que visa taxar a energia gerada e consumida no mesmo edifício. Ou seja, quem investiu nas energias alternativas pensando em poupar uns cobres vai, caso esta ideia brilhante se concretize, gastar ainda mais dinheiro do que se recorrer ao consumo através da rede eléctrica. Mais vinte sete por cento, ao que adiantam algumas estimativas. E se fizer a coisa à surrelfa sujeita-se a uma multa que pode ir até aos trinta milhões de euros. A ideia, assumida pelos governantes espanhóis, é proteger as empresas do sector eléctrico, coitadas, precavendo uma provável desestabilizarão do mercado da energia por utilização excessiva desta forma de geração. Que é como quem diz, evitar que os lucros das empresas do ramo diminuam.
Pouco me surpreende se por cá, mais dia menos dia, alguém num momento de rara sagacidade tiver ideia semelhante. Ou, quiçá, até pior. Um imposto sobre a electricidade gerada a partir da energia solar ainda é capaz de ser pouco. Há que ir mais longe. Porque não fazer o mesmo relativamente aos painéis para aquecimento de água, para compensar as empresas de gás?! Ou, melhor, sobre a utilização de estendais para secar a roupa? Os fabricantes de secadores iam ficar satisfeitos. E, num rasgo de ousadia, que tal taxar a malta que por nas praia, piscina, no quintal ou mesmo na rua, se farta de trabalhar para o bronze? Um imposto sobre o bronzeado é que era!
O rol de hipóteses parece infindável. Portanto, com um pouco de imaginação, teremos o problema das contas dos Estados resolvidos num ápice e os accionistas de um incontável numero de empresas todos contentinhos. E isto é apenas o começo. Certamente se seguirá o vento, a chuva e o ar que respiramos.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eleições?! Bom, também há quem acredite no pai natal...

Que o PS queira antecipar as eleições legislativas ainda percebo. Pretendem voltar as meter as mãos no pote e, mesmo com a Alemanha a mandar nisto, acalentam a esperança de conseguir enganar a Merkel e poder continuar a esturrar dinheiro à força toda. Coisa que, obviamente, não vai ser possível. O que já não percebo é a insistência de comunistas e bloquistas em quererem, também eles, ir às urnas mais cedo. Terão, pelo menos quero acreditar nisso, inteligência suficiente para perceberem que, na melhor das hipóteses, ganharão dois ou três deputados e que a sua capacidade de influenciar seja o que for se manterá exactamente igual à que têm agora. Ou seja, para eles e para os portugueses em geral, nada mudará com eleições antecipadas, adiadas ou mesmo sem elas. Podem mudar as varejas mas o resto continuará igual.
Fora dos partidos, entre os cidadãos normais, não falta também quem reclame por eleições. Ingenuamente acreditam que isso mudará o rumo do país ou que, pelo menos, atenuará o nível das malfeitorias que estes javardolas nos andam a fazer. Desengane-se quem assim pensa. Não temos, enquanto país, dinheiro nem autonomia para decidir seja o que for acerca do nosso futuro. Mas estamos em estado de negação e recusamos-nos a aceitar que isso seja verdade. Deve ser esse o motivo porque nos preparamos para colocar outra vez no poleiro aqueles que, ainda há pouco tempo, achávamos insuportáveis. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Autárquicas 2013


As eleições autárquicas constituem, a cada quatro anos, um momento ímpar. No campo da galhofa, nomeadamente. No caso de hoje – o Barreiro – menos mal que os autores do cartaz não exigem a mudança...

terça-feira, 23 de julho de 2013

Noticias do mais interessante que há...


Se me é difícil entender a histeria dos ingleses por causa do nascimento do filho de uns príncipes quaisquer, a importância que por cá os órgãos de comunicação social pretendem dar ao real rebento provoca-me náuseas. A principal vitima da irritação que estas parvoíces me causam tem sido, de tanto uso, o comando da televisão. Se a saga continua por muito mais tempo o desgraçado é capaz de vir a sofrer danos irreparáveis. É que não se pode. Tudo, desde a gravidez da gaja até ao peso do gaiato, serve de notícia. O pior é que, desconfio, a coisa tenderá a piorar. Pelo menos enquanto não se souber o nome do catraio, se dorme bem, se mama melhor e mais um infindável rol de informações que contribuem tanto para a nossa felicidade como a chuva que cai por esta altura, ou noutra qualquer, em Cabul.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Há que tomar providências...

A sentença que condena a ministra Cristas e o também ministro Álvaro, ao pagamento de uma multa diária na ordem dos quarenta e três euros até que as obras de umas estradas no Baixo Alentejo estejam concluídas, ou repostas as condições anteriores, é, no mínimo, sui generis. Por muitas razões que outros, melhor capacitados para o fazer do que eu, certamente se encarregarão de escalpelizar.
Por mim, podia divagar sobre a falta de dinheiro para concretizar qualquer uma das opções determinadas pela sentença. Ou estranhar que quem avançou para a realização das obras, mesmo sabendo que não havia dinheiro para as fazer, não tenha merecido igual condenação. Mas isso sou eu, que não percebo nada dessas coisas da justiça nem espero que alguém dessa área entenda alguma coisa de números.
Perante esta decisão judicial, o que me apetece – e se tivesse jeito para isso já a estava a fazer – é, também, meter uma providência cautelar. É que isto de repor as condições anteriores não se pode apenas aplicar a obras paradas. Deve, igualmente, aplicar-se às nossas vidas. Se a circulação nas vias em causa é agora um tormento causado pelas decisões do governo, a nossa vida não o é menos por causa de outras decisões do mesmo governo. Que os impostos regressem aos valores anteriormente cobrados. Que tudo o que nos foi tirado seja reposto. Não há dinheiro para isso?! Não interessa. Se não há, faz-se. Não se pode fazer? Quem disse? Mete-se uma providência cautelar para acabar com essa proibição parva. Então não querem lá ver...

domingo, 21 de julho de 2013

Pomba doida


Deve ter sido uma aterragem de emergência. Ou, antes, causada por um assunto que não podia esperar mais. Longe do ninho e na falta de melhor, o vaso deve ter surgido a esta pomba – de “corrida”, embora isso não se perceba na foto – como um último recurso. Má escolha. Ou talvez não, porque desconheço o desfecho da aventura.

sábado, 20 de julho de 2013

Não percebo!

Acabo de ouvir o secretário geral do partido socialista defender, num tom inflamado, que quando chegar ao governo criará legislação que permita à banca pagar directamente aos fornecedores do Estado. Resolverá assim, diz ele, os problemas de liquidez de muitas empresas enquanto para a divida pública a operação tem um efeito nulo porque, garantiu, trata-se “apenas” - aspas minhas – de substituir divida a fornecedores por divida à banca.
Apesar de, aparentemente, a ideia não ser das piores, suscita-me umas quantas questões. A primeira tem a ver com essa coisa dos juros, ou lá o que é, que os bancos costumam cobrar nestas ocasiões. O que me faz recordar, quase de imediato, certas criticas que à esquerda se fazem aquilo a que chamam negociatas entre o estado e a banca e que, por norma, servem de argumento para tudo e mais qualquer coisa. Por outro lado esta intenção envolve, à boa maneira de mau pagador, empurrar o problema para a frente. Ou seja, pagar a divida de hoje a longo prazo para continuar a gastar no imediato. Parece-me, se não estou enganado, que foi mais ou menos isso que nos fez ficar nesta tragédia.
Por último, esta proposta, a não ser que eu não perceba mesmo nada disto, revela uma incoerência sem limites do senhor Seguro. A menos que já tenha deixado cair a promessa feita aos autarcas de revogar a lei dos compromissos mal chegue ao poleiro. É que esta lei tem precisamente por finalidade acabar com os pagamentos em atraso por parte do Estado... 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O morango da crise


Os morangos são, por esta altura do ano, das raras plantas que sobrevivem no meu quintal. Poucos, ainda assim. É por isso que a colheita deste exemplar de proporções épicas constitui facto digno de ser relatado ao mundo. Nomeadamente aos leitores deste blogue, com quem faço questão de partilhar estas coisas. Estes pequenos acontecimentos, entenda-se. Porque quanto ao morango vou comê-lo eu. Se me despachar, claro.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Os figos da crise


A produção das figueiras lá da propriedade é, este ano, bastante razoável. A juntar a isso há igualmente a salientar a aparente diminuição das investidas das forças terrestres que, por norma nesta altura do ano, se encontravam particularmente activas na zona. Já no que respeita aos ataques aéreos está tudo na mesma. Os patifes dos pássaros gostam mesmo de figos!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Semáforo stressado


Qualquer equipamento é susceptível de avariar. Hoje calhou a este. Deu-lhe o amok e ficou assim. Com o laranja e o verde sempre ligados. Se isto fosse uma daquelas cidades com muito movimento seria imprescindível um policia sinaleiro. Ou, se por aqui houvesse gente com espírito empreendedor, um gajo a controlar a sinalização alternada no interior das “portas”. A troco de uma moedinha, claro.

domingo, 14 de julho de 2013

Boas contas

Dados recentemente divulgados revelam que, no espaço de apenas um ano, os municípios nacionais reduziram o total da divida autárquica em mais de mil milhões de euros. Ainda que neste número possam eventualmente estar contidos alguns esquemas contabilísticos destinados a mascarar as contas, a verdade é que este resultado, mesmo assim, é digno de registo e merecedor de uma palavra de apreço relativamente aos autarcas. Convém lembrar que no mesmo período as receitas municipais tiveram uma quebra bastante acentuada, o que valoriza ainda mais os resultados obtidos. De realçar, também, que esta diminuição do endividamento, apesar das circunstâncias, não prejudicou os serviços que são prestados às populações nem pôs em causa, que se saiba, o funcionamento de nenhuma autarquia.
Pode argumentar-se que o facto de muitos funcionários municipais não terem recebido os subsídios de férias e natal contribuiu para esta diminuição da divida. Verdade que sim. Mas isso não foi o factor decisivo. A melhoria das contas deve-se, no essencial, a dois factores: Por um lado uma gestão bastante mais rigorosa do que vinha acontecendo motivada pela pressão dos credores através da generalização do recurso a meios de cobrança muito mais persuasivos, chamemos-lhe assim. O segundo factor, não menos importante, foi a implementação da Lei dos compromissos e pagamentos em atraso. Terá sido, também, graças a esta lei, apenas ignorada por 26 dos 308 municípios, que responsabiliza criminal, civil e financeira dos eleitos e dirigentes municipais, que se conseguiu operar este pequeno milagre. Deve ser por isso que o Totó Inseguro já prometeu acabar com ela mal chegue ao poder...

sábado, 13 de julho de 2013

Que bonita está a minha rua!


Testemunhas oculares garantem que o mastim que adoptou este sitio como espaço de eleição para largar as suas monumentais cagadas – os vestígios do anterior alivio ainda são bem visíveis - tem como dono um militar da GNR na situação de reforma. Mas há também quem garanta que é propriedade de uma professora primária aposentada. Ou de ambos, sabe-se lá. Por mim, que não presenciei a ocorrência, não posso afiançar que assim seja. Desconfio é que isto tem tudo para correr mal. Os populares ouvidos no local parecem estar furiosos e, até, capazes de fazer...coisas.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Eles não sabem...nem sonham!

É costume olhar-se, especialmente em altura de eleições, para as promessas dos autarcas ou para a maneira como estes esturraram o dinheiro ao longo do(s) mandato(s). Esta perspectiva, ainda que também usada aqui no Kruzes, parece manifestamente redutora. Embora sejam eles que administram os recursos e tomam as decisões, afinal foi para isso que foram eleitos, também se afigura de todo o interesse analisar as críticas que vão sendo tecidas por aqueles que se vão candidatar e pelos que não se candidatam mas que gostavam de ser candidatos se houvesse alguém que se arriscasse a candidatá-los.
A esmagadora maioria dos reparos à actuação dos executivos em funções – vindas da parte de potenciais ou putativos candidatos – envolvem a falta de investimento. Por mais que se gaste, parece que não falta quem ache que ainda é pouco. Atente-se nalguns exemplos. O país vive numa permanente overdose de cultura, basta ver os sites dos municípios ou a publicidade a eventos de toda a espécie em que se tropeça permanentemente, mas, ainda assim, acham que é pouco. Constroem-se escolas por todo o lado, mesmo onde não existem crianças – é uma festa, como dizia a outra – mas, apesar disso, querem mais. Ainda que se tenham construído piscinas, pavilhões, parques de feiras e exposições, casas de cultura, multiusos, rotundas e estradas nos lugares mais inóspitos, para esta gente tudo isso continua a ser pouco. E o rol podia continuar...
Ao ler as declarações de muitos candidatos - ou candidatos a candidatos ou não candidatos desgostosos por não serem candidatos – fico com a sensação que se trata de pessoas que chegaram recentemente a Portugal vindas directamente de um local qualquer onde não chega informação sobre o país. Ou, então, são gastadores compulsivos a divagar acerca do que fariam se pusessem as mãos no pote. Seja num ou noutro caso eles parecem não saber – nem sonhar – que, tal dizia o gajo que estuda em Paris, o mundo mudou e que isso do gastar hoje e pagar quando calhar já não é coisa deste mundo. A menos que estejam ansiosos por ir fazer companhia ao Isaltino.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Patifarias

Que Portugal é um país de corruptos, vigaristas e trafulhas será apenas novidade para – e mesmo assim não tenho certezas absolutas quanto a isso – um ou outro habitante das profundezas da selva ou de qualquer outro lugar remoto onde não cheguem as noticias cá da pocilga. Neste âmbito temos, alegadamente, de tudo. Desde casos que movimentam milhões aos montes, como o BPN e outros parecidos, até aos que, por comparação, envolvem apenas uns trocos. Assim tipo baixas por doença, subsidio de desemprego ou rendimento mínimo. Diria que neste campo da trafulhice em geral, e da fraude em particular, somos uns verdadeiros especialistas. Nós e os que, vindos de outros países, assimilam num ápice os nossos vastos conhecimentos nestas matérias e aproveitam as fragilidades, sempre muito convenientes, dos nossos serviços públicos.
Um dos domínios em que nos especializamos desde há muitos anos foram os chamados casamentos brancos. Aqueles em que, a troco de dinheiro, alguém casa com um estrangeiro para que este tenha acesso a certos direitos apenas reservados a cidadãos nacionais. A marosca teve alguma notoriedade quando envolvia futebolistas. Hoje estará mais direccionada para desenrascar – outra coisa em que somos especialmente bons – a rapaziada oriunda do espaço extra-comunitário. Nomeadamente a mourama. Os tais que odeiam a sociedade ocidental mas que sabem tirar partido dos apoios sociais que esta distribui de forma generosa e indiscriminada.
Uma das fraudes que aparenta revelar um crescimento acentuado é o casamento de velhotes com mulheres substancialmente mais novas. De nacionalidade brasileira, muitas deles. A ideia será, para além de enquanto o gajo for vivo viverem à conta dele, beneficiarem da pensão de sobrevivência quando o idoso bater a bota. O que significa que o Estado poderá suportar os encargos referentes a um beneficiário - entre o tempo que esteve reformado mais o tempo de vida da beneficiária da pensão de sobrevivência – durante cinquenta, setenta ou mesmo mais anos. Isto se não estiver muito enganado na idade de certos “casais” que encontro nos supermercados da cidade a abastecer a despensa. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O fogaréu do costume


Domingo, pelas onze da manhã, esta fumarada erguia-se sobre a cidade. Vinha, claro está, do sitio do costume. Sinal de que o almoço no resort deve ter metido grelhados. 
Não, não se trata do novo tema de estimação do Kruzes. A sucessão de posts envolvendo incêndios ou coisas potencialmente incendiáveis é apenas mera coincidência. Nada mais do que isso. 

domingo, 7 de julho de 2013

"Eles" são sempre os mesmos. Mas alguns não sabem.

A propósito do post de ontem – ainda que vagamente, porque a relação não é grande – lembrei-me de uma entrevista a um popular transmitida durante uma reportagem televisiva acerca de um incêndio qualquer que estava a ocorrer na altura. Saliente-se, a talhe de foice, que nesta altura do ano os populares fartam-se de opinar. Ele é sobre os fogos, o calor ou o bem que se está na praia.
Mas, voltando à vaca fria, dizia o popular da tal entrevista que tinha ardido uma enorme extensão de terreno. Lamentava o acontecido mas, acrescentou, um pinhal ali da zona até devia era ter ido todo à vida. Ter ficado todo queimado, portanto. Pensei de imediato que o espaço em causa fosse de algum inimigo do nosso popular. Ou, pior, que a casa da sogra ficasse lá no meio. Mas não. De imediato o homem esclareceu que o dono era o Estado e que devia ter ardido tudo para “eles” aprenderem.
Aguardo com alguma expectativa a próxima entrevista a Paulo Portas. Nomeadamente o que terá para dizer acerca dos 1,2 mil milhões euros, só em aumento de juros da divida, que custou a sua mais recente birra. Não dirá, com toda a certeza o óbvio, que “eles” pagam isso. Mas lá que mostra o mesmo desprezo por “eles” que o tal popular, lá isso mostra. 

sábado, 6 de julho de 2013

Corta, corta!


Fui um destes dias alertado pela GNR – de forma simpática, sublinhe-se - para a necessidade de proceder ao corte dos pastos lá na propriedade, de forma a precaver a ocorrência de incêndios. E muitíssimo bem. Porque, apesar de se tratar de um descampado no meio de nenhures, nada como prevenir as chatices antes que aconteçam.
Pena é que a jurisdição daquela força militar não se estenda a todo o território e fique, ao que parece, do lado de fora dos perímetros urbanos. Sim, porque estou em crer que se assim fosse o proprietário deste olival, mesmo colado a um bairro residencial – o meu, só por acaso - teria recebido idêntico aviso. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quem foi o morador de Estremoz que perdeu estes objectos?



Este monumental monte de merda de cão podia ser apreciado hoje manhã na minha rua. O que causou, vá lá saber-se porquê, um elevado nível de aborrecimento ao morador na casa junto à qual um dos mastins residentes nas cercanias evacuou este vistoso conjunto de cagalhões. Ficou, digamos, assim a atirar para o indignado. Com tudo e com todos, dada a frequência com que a cena – as cagadas, portanto – se repete. Num estado de evidente irritabilidade prometeu, não sei é se terá coragem para isso, aparecer numa reunião de câmara para protestar contra esta praga que assola o bairro. Não sei se será grande ideia. Mas, enfim, cada um lá sabe quanto do seu tempo está disposto a desperdiçar. Espero é que não leve as provas...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sapos e aviões. Não necessariamente por esta ordem.

Vá lá entender-se esta gente. Antes refilavam porque passavam sobre as nossas cabeças aviões americanos carregados de terroristas, transportados à surrelfa depois de capturados ilegalmente. Era, pelo menos, o que afiançavam uns quantos auto proclamados defensores dos direitos humanos. Agora estão aborrecidos porque alguém, do governo ou outra autoridade qualquer, não permitiu que o nosso espaço aéreo fosse cruzado por um aeroplano suspeito de transportar um passageiro clandestino. Bolas, que esta gente é chata!
Por falar em chatos. Continuam alguns a pedir eleições antecipadas. Que o Tótó Inseguro o faça até compreendo. O lugar dá-lhe jeito, não se ganha mal e ainda pode arranjar colocação para os amigos, companheiros, camaradas e outros palhaços. Mas que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda também o façam é que já me parece uma coisa assim a atirar para o parvo. Para que querem eles a porra das eleições?! Só se for para voltarem a colocar no poder os mesmos que derrubaram há dois anos atrás. Devem estar arrependidos, eles. Tenho esperança de ainda os ver a tapar a cara do Sócrates no boletim de voto e a pôr a cruz no quadradinho em frente. Depois de engolido o sapo da ordem, claro.  

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Revolução?! É pá não chateiem...

Estranhamente nas últimas semanas – meses, talvez – tem-se falado muito e escrito ainda mais, acerca de uma tal revolução que o povo desejará. Basta estar atento a algumas palavras de ordem berradas por manifestantes mal apessoados, ouvir opiniões proferidas na televisão ou na rádio e ler os muitos artigos de opinião escritos em blogues considerados de referência. E já nem digo essa parede de casa de banho pública dos tempos modernos que dá pelo nome de facebook. Aí, então, é bacorada atrás de bacorada.
Não sei ao certo – nem ao incerto, como me apraz dizer – é que revolução têm em mente. Nem a que povo, o que estará mortinho por tal desiderato revolucionário, se referem eles. Nah...O povo não quer revolução nenhuma. Quer é dinheiro pró carro novo, para férias na estranja, para umas petiscaradas ou, pelo menos, para a bucha. Ah, e isso, de trabalho ou lá o que é. Revolução?! São tretas de intelectuais merdosos que, como dizia o camarada Jerónimo e muito bem embora noutro contexto, sabem lá o que é a vida!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Festejam o quê?!

Admito que seja eu que esteja a ver mal a coisa. Ou então algo me está a escapar. A verdade é que não consigo ver nada de positivo na queda do governo. Não que tenha aquela malta em especial conta. Aliás, quem tem a pachorra de me ler fará a justiça de reconhecer que aprecio tanto a politica dos que ainda lá estão como a dos que por lá passaram antes. Acontece é que não vejo alternativas credíveis.
Tenho manifestas dificuldades em perceber os comportamentos eufóricos que muitos exibem por aí. Mas que é que esta gente espera? Eleições, para começar. Por mim, que até gosto de votar, não me parece mal. Mas, e a seguir? Provavelmente ganha o PS. Os mesmos, não sei se se recordam, que rebentaram com esta merda toda e que levaram o país à bancarrota. Mas, e a seguir? Esturrar o dinheiro que continuamos a não ter, certamente. Ou não. Porque os credores chateiam-se e não põem cá mais pilim. Mas, sejamos e optimistas e consideremos que nos autorizam a voltar à nossa antiga vidinha, e a seguir? Nomeadamente quando chegar a altura de pagar o que devemos agora mais aquilo que o PS – partindo do principio que cumpre o que anda a prometer – vai gastar? Voltam as manifestações, as greves e uma troika qualquer. Ou acham que não?!
São estas e outras inquietações que não me deixam tranquilo. Isto porque, mas se calhar sou eu que sou um gajo de pouca fé, não acredito que o Partido Comunista ganhe as eleições. Se assim fosse o sol brilharia para todos nós e teríamos amanhãs para cantar. E, já agora, emprego para todos. Nem que fosse a fazer Trabants. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Parem lá com isso de querer derrubar o sinal, pá!


Este sinal de transito é um chato. Um impertinente, vá. Sempre ali, ao virar da curva, a aborrecer quem tem pressa. A impor – bom, isso de impor é uma força de expressão – a paragem a quem com ele dá de trombas. Está mesmo a pedi-las, em suma. É por isso muito bem feito que de vez em quando o queiram deitar abaixo. Desconfio que um destes dias ainda vai fazer companhia à parabólica que está do outro lado do muro...