quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Não é a Miss. É o júri.

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Vivemos num mundo em mudança. Mais do que imaginamos. Para mim uma mulher nórdica era alta, loura e muito branca. Algumas delas bonitas, também. Mas isso era dantes. Fará apenas parte do nosso imaginário colectivo, quando muito. Agora tudo é diferente. Deve ser aquilo do multiculturalismo. É que, na Finlândia, a senhora mais escura da foto foi eleita “Miss Helsínquia”. O que não teria nada de mais se, por exemplo, tivesse sido a única candidata. Mas não. Havia mais. Só que, lá está aquela coisa do multiculturalismo e do politicamente correcto, as outras eram todas brancas. E por acaso, independentemente da cor da pele, mais bonitas. A explicação para tão estranha eleição pode, admito, não ser a que eu estou a pensar. Dado que a fonte informativa não esclarece quanto à composição do júri, pode dar-se o caso de serem todos invisuais ou pouco entendidos em matéria de beleza feminina. Mas, face ao resultado, inclino-me mais para que sejam, na maioria, apenas extremamente parvos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O direito à queca.

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Diz que na Alemanha há quem proponha que seja o Estado a providenciar gratuitamente serviços de índole sexual aos mais necessitados. Parece-me bem. Acho uma grande ideia. Não estou a ver é, assim de repente, o conceito de necessitado. Ou com base em que considerandos se pode incluir alguém – ou pior, excluir – no âmbito da necessidade sem tornar a coisa discriminatória. Quiçá inconstitucional, até.


Parece que, a avançar, será por prescrição médica e que a medida se destina a quem não consiga ter sexo de outra forma. O que, convenhamos, é muito relativo. Então se a patroa não estiver para aí virada? Ou, ao contrário, o marido estiver farto do camafeu que lhe calhou em sorte? Terão ambos, digo eu, o mesmo direito que o marreco meio amalucado que não arranja ninguém para dar uma queca. Podem é ter de lhe ceder a prioridade no atendimento, mas isso já é outra história.


 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O país parou? Não dei por nada…

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Para alguns, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Para os jornalistas da capital nem isso. O país resume-se à sua secretária ou, quando muito, à redacção onde trabalham. Não, Portugal não parou. Nem, sequer, Lisboa permaneceu quieta. Afirmá-lo, talvez ao contrário do que pretende a criatura que publicou o texto, não constitui nenhuma homenagem ao homem que foi hoje a enterrar. É apenas parvo. Coisa própria de ignorantes, diria.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Epitáfios

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Parece que toda a gente tem necessidade de escrever qualquer coisa acerca de Mário Soares. Até Ricardo Salgado. Ainda bem que o fez. Ficámos, assim, todos mais esclarecidos relativamente a umas quantas coisas. Nomeadamente que não se nega um favor aos donos disto tudo sem que daí resultem consequências pouco agradáveis. Passos Coelho ao fazê-lo assinou a sua sentença de morte política. Dentro e fora do Partido. O resto é conversa. Fiada.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Uma sugestão aos apoiantes da geringonça. Tratem-se!

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Se há coisa que me aborrece é sentir que alguém está a tentar dar-me a volta. Assim do tipo pretender levar-me a concordar com a sua ideia de verdade, por mais evidente que se revele que essa suposta verdade, de que me pretendem convencer, pouco ou nada coincide com a realidade. Isso ou para idêntica situação apresentarem como boas e absolutamente verdadeiras duas soluções antagónicas consoante a que dá mais jeito à sua causa.


É isto, mais do que qualquer outra coisa, que não suporto nos geringonços e na sua tropa de choque. Antes tudo o que de mau acontecia no país era culpa do governo. E, em muitas circunstâncias, de facto era. Agora, quando ocasionalmente reconhecem que algo corre mal, a responsabilidade nunca é do governo. É sempre de um factor estranho e fora do controlo do poder político. A gripe, por exemplo. Nos anos precedentes o culpado do caos nas urgências e das mortes que ocorreram devido à doença era, inevitavelmente, o ministro da saúde. Um tal dr. Morte, como lhe chamaram. Este ano, a culpa das mortes e das intermináveis horas de espera pelo atendimento já não é do governo. Nem do ministro. É do vírus. Diz que está pior do que nunca, o maroto.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Tatuagem islamofóbica. Seja lá isso o que for.

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Não gosto de tatuagens. Nem percebo as motivações que levam alguém a tatuar-se. Verdade que não me esforço por entender. A bem dizer pouco me importa. Excepto naqueles casos em que aparece um gajo – ou uma gaja, tanto faz – todo indignado a protestar contra qualquer coisa a que se julga com direito e que, segundo a criatura, o Estado devia providenciar em seu beneficio. Um dia destes – e já não é a primeira vez – reclamava um individuo da falta de dentistas no Centro de Saúde. Uma vergonha, garantia. Isto enquanto exibia um “faqueiro” completamente “enferrujado”. Vá lá que não protestou contra a inexistência de dermatologistas. Não vá precisar de remover algumas tatuagens. Que isto cada um tatua-se a seu livre prazer, não precisa é de aborrecer os outros com conversa fiada acerca da falta de dinheiro para arranjar os dentes.


PS - Reitero o meu desprezo pelas tatuagens. Mas, depois de encontrar a imagem acima, admito que vou passar a tolerar algumas. As que são por uma boa causa, nomeadamente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Remate kruzado

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Não percebo a indignação dos lagartos pela eliminação da taça da Liga. Primeiro, já é um hábito. Deviam estar acostumados. Depois porque, ao contrário do que afirmará Bruno de Carvalho – esse grande especialista em arbitragem, parvoíces diversas e assuntos derivados da questão – a culpa não foi do árbitro. É que o clube do Lumiar não foi afastado da competição por ter perdido o jogo. Ficou de fora por aplicação do terceiro critério de desempate. A média de idade dos jogadores utilizados. Utilizou menos jovens do que o adversário directo, no caso. O que, para quem se gaba de ter a melhor escola de formação de futebolistas do mundo inteiro e arredores, não deixa de ser estranho. E há, ainda, aquilo do treinador. Se nunca ganhou nada de jeito antes de chegar ao Benfica por que raio alguém há-de pensar que vai ganhar depois de lá ter saído?!


 


PS - Na foto um dos muitos penaltis que permitiram ao Sporting ganhar o seu último campeonato

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

É a ditadura, estúpido!

"Esperem um minuto, agora tenho de ter cuidado com o que digo sobre Donald Trump?"


Esta inquietante questão, suscitada por um jornalista americano a que o Público deu voz, surge na sequência do facebook ter censurado uma publicação onde os apoiantes do Presidente eleito eram, entre outros mimos, apelidados de fascistas.


Deu-me graça, isto. O homem, uns quantos comentadores aparvalhados e, provavelmente, o jornal em questão ficaram visivelmente transtornados. Para eles a democracia, a liberdade de expressão e o direito a expressar o que vai na alma apenas se deve aplicar àquilo que coincida com a sua visão do mundo. Aplaudem o encerramento de sites e a censura imposta nas redes sociais a quem opina contra a invasão muçulmana da Europa ou critica determinados comportamentos, mas estranham que o mesmo aconteça quando usam as mesmas práticas contra pessoas que, no uso dos seus plenos direitos democráticos, se atrevem a pensar a escolher, no uso da sua liberdade individual e de pensamento, o candidato que muito bem entendem. Estranho conceito de democracia, este. Se calhar estamos é a viver numa corrupta ditadura mediática e ainda não demos por isso.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Alguém anda a levar a Mortágua a sério...

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Ainda bem que não sou milionário. Nem, por sorte, multimilionário. É que, a ser verdade o que tem sido relatado na comunicação social especializada em patifaria diversa, a malta do crime está a descobrir um novo filão. Os ricaços. Diz que dois destes cavalheiros foram, por estes dias, espoliados de parte dos seus bens. Isto ou a malta do gamanço está a seguir à letra a conversa da Mortágua sobre aquilo de ter a coragem de ir buscar o dinheiro a quem o tem ou, então, é mesmo azar. Muito azar. Quiçá apenas coincidência. E esta é a parte que me deixa desconfiado. Nomeadamente quanto aos elevados valores que levaram sumiço. Desconfio que se esta vaga de assaltos continua, vamos ter que resgatar também as seguradoras...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Método de poupança. Forçada, no caso.

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Métodos de poupança é o que mais há. Quase tantos como maneiras de gastar dinheiro. Por ser inicio do ano não têm faltado dicas acerca do assunto. Deve ser uma espécie de motivação ou isso. Por mim não alinho muito nessas práticas. Tenho quem o faça por mim. Gente simpática, que se preocupa comigo e com as minhas economias. Tanto que, de agora em diante, vão todos os meses retirar uma parcela ao meu ordenado. Diz que me será entregue apenas lá para Novembro. Vésperas de Natal, quase. Garantem-me que, com este método, consigo poupar o equivalente a meio mês de estipêndio. E já avisaram que para o ano a coisa duplica. Vai chegar mesmo ao mês inteiro. A poupança. Ou corte de vencimento, na minha perspectiva. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A carneirada não se importa...

Mais uma trapalhada. Que é, simultaneamente, o enésimo aumento de impostos promovido pela geringonça. Nada que inquiete as massas, a comunicação social ou os comentadores televisivos. O que não admira. Nomeadamente quanto aos últimos. A maioria deles são reformados e estão eternamente gratos ao Costa pela devolução de milhares de euros da sua choruda reforma. Conquistada, por quase todos, sabe-se lá como. Ou, melhor, saber até se sabe. Estiveram sempre do lado certo do tacho.


Isto a propósito do subsidio de refeição da função pública, pela primeira vez, deixar de constituir o referencial para a isenção de IRS e TSU. É assim que, graças ao Partido Socialista e respectivos apêndices, a partir de Agosto e até final do ano – depois logo se vê, todos vamos pagar mais impostos. Outra vez. Mas nada disso importa. Ninguém quer saber. Mau, mas mesmo muito mau, era se fosse o outro parvo que lá esteve antes a fazer estas coisas. Isso é que era o diabo. Assim, lá vamos cantando e rindo. Apesar do cheiro a enxofre ser cada vez mais intenso.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Candidatos de peso

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Começam a ser conhecidos os candidatos às ainda relativamente distantes eleições autárquicas. Ou, nalguns casos, os candidatos a candidatos. Daqueles putativos, apenas. Outros, para além de reunirem as duas condições anteriormente enunciadas, são igualmente surpreendentes. Isaltino de Morais, por exemplo. Diz que o homem reunirá apoios que o tornam num sério candidato a reocupar a presidência do município de Oeiras. Por sinal o concelho com maior concentração de licenciados e doutorados do país. Curioso, isso. Nomeadamente quando se insiste tanto que um dos nossos maiores problemas é a baixa escolaridade da população...


Por cá a coisa promete. Ou muito me enganam – não me enganei, queria mesmo escrever isto - ou vamos ter vários candidatos de peso. O que é bom. O resultado também não parece difícil de adivinhar. Embora esta coisa das eleições se assemelhe cada vez mais com o Placard. Neste jogo nem sempre o que tem a “odd” mais baixa é o vencedor e nas contendas eleitorais o favorito nas sondagens às vezes não ganha. E depois há aquilo das influências externas, Assim tipo o Putin a meter o bedelho nas eleições americanas e isso. O que será um factor a ter em conta. Má ou boa. Por mim prefiro as boas. Contas.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Prioridade ao bom-senso, precisa-se. Mas, se calhar, é pedir demais a um governo social-comunista.

Todos os que conhecemos a maneira como funciona a administração pública sabemos os motivos porque determinadas leis, nomeadamente aquela de inutilidade mais do que reconhecida, são aprovadas e publicadas. Incluem-se, entre outros, a vontade de dar dinheiro a ganhar aos grandes escritórios de advogados e a necessidade que muitos governantes – estes, todos os outros que já lá estiveram e os que hão-de vir – têm de mostrar serviço e de justificar a sua presença, muitas vezes mais do que dispensável, na estrutura governativa. Digamos que muitas leis não servem para nada, não correspondem a nenhuma exigência da sociedade e servem apenas como prova de vida do membro do governo que a mandou fazer.


É o caso da lei da prioridade no atendimento. Uma das ideias mais estúpidas produzida por socialistas. Passe a redundância. O que já existia fazia todo o sentido, chegava perfeitamente e não havia nenhuma reivindicação o sentido da sua alteração. Mas não. Tiveram de mexer no que estava bem e não necessitava de ser alterado. Criar confusão onde não a havia.


Senão vejamos. Num multibanco instalado na via pública, caso a prioridade não seja cedida, quem é multado? Recorde-se, para os mais distraídos, que o texto da lei refere a “entidade que não prestar...”. Ou naquelas situações em que a fila é para aquisição de um produto ou serviço – essencial ou não – que apenas está disponível ao público numa quantidade limitada ou o acesso condicionado a um restrito numero de lugares? Não estou a ver que, num caso destes, se possa evocar o bom senso. Quando, ao que tenho ouvido argumentar, terá sido a sua ausência a motivar este aborto legislativo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Presépio capaz de aborrecer os defensores dos animais

 


 


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Presumo que o presépio que visitei um dia destes numa cidade vizinha tenha causado a ira dos amiguinhos dos animais. Que eles, por estas zonas, são poucos mas, como todos os que abraçam essa causa, chatos como o caraças. Aquilo há lá de tudo o que pode irritar essa malta. Ele é a matança do porco, uma cavalgadura espancada, um crocodilo prestes a ser espetado com uma lança, galinhas enxotadas à base de vassourada, um raposa açoitada ou um rato quase esmagado são algumas das cenas retratadas. Uma representação desnecessária de violência sobre sobre seres dotados de sensibilidade – ou anjos de quatro patas, como lhes chamam os que já estão num estado de putrefação cerebral - dirão uns quantos alarves. Talvez. Mas tem graça. E merece uma visita. Antes que os iluminados desta alegada democracia aprovem uma lei a proibir estas coisas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A seguir proíbem o quê? O peixe com espinhas?!

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E aquilo do bolo-rei não trazer fava nem brinde?! Outra – mais uma - intromissão grosseira nas nossas liberdade individuais de que já ninguém reclama. Verdade que durante muitos anos, entre o Natal e o dia de reis, não fiz mais nada do que andar em funerais de gente que morreu engasgada por, inadvertidamente, ter engolido o brinde ou voluntariamente ter tragado a fava. Era um regabofe para as agências funerárias. Os gatos-pingados andavam numa lufa-lufa. E os dentes e placas que se escavacavam nesta quadra? Mais que muitos. Tantas que o meu vizinho dentista se despedia da família e só voltava a casa por altura do Carnaval, tal era a trabalheira. Mas, ainda assim, preferia os bolos-rei de outros tempos. Tinham mais piada. E muito mais frutos, também.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Video de Natal


 


Este é um daqueles vídeos de Natal que teria tudo para se tornar viral, como o pagode gosta de dizer. Mas não será o caso. Mais dia menos dia vai ser retirado da Internet, que isto do pessoal andar a ver coisas destas não agrada à censura nem aos defensores das novas verdades. Cá para mim é fofinho. Amoroso, quase. Ternurento, vá. É sobre um jovem que gosta de camiões, que ama as pessoas e apenas pretende fazer bem ao próximo. "The most wonderful form of jihad" é o seu sugestivo titulo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Embrulhar é que está a dar!

Ainda sou do tempo em que um gajo – uma gaja também, vá – ia a uma grande superfície nesta altura natalícia, comprava o que muito bem lhe apetecia e, junto às caixas, um bando de “joves” contratados especialmente para o efeito, tratava dos embrulhos. À pala, claro. Embrulhavam tudo. Lembro-me de, em certa ocasião, alguém mesmo à minha frente ter mandado embrulhar um frango assado. E cheirava bem, o raio do franganito.


Agora já não é assim. No lugar da rapaziada que aproveitava as férias de natal para ganhar uns trocos, estão os escuteiros ou uma associação de auxilio a uns desgraçados quaisquer. Todos, com esta mudança, ficaram a ganhar. Os donos do supermercado que se livraram dos encargos com aquele pessoal e os escuteiros ou as tais associações que sacam uns trocos aos preguiçosos que não querem embrulhar as prendas em casa. E nós? Nós ficámos a perder. Como sempre.


Esta situação revela a elevada capacidade de inovação do empresariado português. Deve ser por isso que não gostam de pagar salários dignos. Afinal para quê?! Até têm quem lhes faça o servicinho de borla. Nem sei como é que este tipo de comportamento não se generalizou. Mas não deve tardar. Um dia destes, num daqueles tascos com pré pagamento, ainda me aparece um voluntário da associação dos ramelosos anónimos a servir-me o café...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Animais, coisas e...coiso!

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No âmbito de mais uma iniciativa parva, das muitas em que os deputados se entretêm, os amiguinhos dos animais conseguiram finalmente que os animais deixem ser coisas. Não vejo, assim de repente, a vantagem que daí pode advir. Nem para as pessoas, nem para os animais. Presumo, isso sim, é que num futuro mais ou menos próximo estarão a tentar impedir-me de matar um “ser vivo dotado de sensibilidade” - parece que os bichos agora são isso - com o intuito de o degustar. Não me surpreenderá por aí além que o consigam. A paranoia em relação à bicharada é mais que muita, a subversão de valores ultrapassou toda a razoabilidade e já se perdeu a noção do lugar do animal na sociedade. Quando se considera adequado e normal ter cães e gatos – quando não pior - a partilhar a casa, a cama e a mesa está tudo dito acerca da sanidade mental desta gente. Mas não admira. De uma sociedade controlada por urbano-deprimidos não se pode esperar grande coisa.


 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Dar o melhor aos eleitores...

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Não se pense que isso das almoçaradas, jantaradas e outras comezainas e festarolas oferecidas pelas autarquias aos eleitores mais idosos - seja pelo Natal ou noutra altura qualquer, que isto há que trazer o eleitorado satisfeito - constitui um exclusivo nacional. Nada disso. Aqui ao lado, em Espanha, é igual. Embora, a julgar pelas noticias que chegam de Lozoya, um ayuntamiento perto de Madrid, a coisa por lá já chegou a outro nível. A cantante convidada para animar os comensais, da festa dos idosos e reformados lá do sitio, apresentou-se em grande estilo. Vestida, como aconselham os rigores da época e recomendam as normas do decoro associadas à circunstância, mas com uma fatiota que simulava estar nua. Rezam as crónicas que os velhotes gostaram. Pudera. Bem esgalhada, a ideia. Podia era ter menos pêlo, aquilo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O ridículo não cobra dividas

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O calote é uma prática que me irrita. Os caloteiros, também. Pelo menos em determinadas circunstâncias. Quase todas, diga-se. Também quase sempre tendo a colocar-me do lado do gajo que procura reaver o que é seu. Salvo uma ou outra excepção onde o lesado - ele ou por interposta pessoa - tem uma actuação que, de tão ridícula, acaba por transformar o patife do caloteiro numa espécie de herói. É o caso, relatado por estes dias na imprensa, da tentativa de penhorar a refeição - sim, a refeição, não o subsídio ou qualquer outro abono com ela relacionado - a uma alegada devedora, por parte de uma empresa de recuperação de créditos. A ordem de penhora, parece, não terá sido cumprida por parte da entidade patronal que será, simultaneamente, fornecedora da refeição. Uma pena, isso. Seria curioso verificar o que faria o agente de execução com o almoço da senhora e de que forma essa apreensão contribuiria para deduzir a importância em dívida.


Apesar disso, reitero, estou do lado da criatura que, alegadamente, não cumpriu a sua parte no negócio que motivou esta penhora. Tem direito a refeiçoar. Até porque, se isso lhe for negado, não sobreviverá as dezenas de anos que - atendendo ao salário que, provavelmente, auferirá -  serão necessárias para pagar os vários milhares de euros que deve. Alegadamente, claro.


 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Noticias da Eurábia

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Está em curso um bloqueio informativo, promovido pelos principais meios de comunicação social, às tropelias cometidas nos mais diversos países europeus pelos migrantes – refugiados ou não – que estão a invadir a Europa. Presumo que seja para nosso bem. Se não soubermos somos mais felizes. Afinal aquilo que não sabemos não nos causa preocupação.


Não sou grande adepto de teorias da conspiração. Começo, contudo, a acreditar que elas – as conspirações – são como as bruxas. Que as há, há. Porque deve existir um motivo suficientemente forte para as televisões nos massacrarem com todos os detalhes da fatiota de uma gaja qualquer, conhecida apenas por quem se preocupa com futilidades, e ignorarem noticias como as que se seguem.


 


Centenares de musulmanes cortan una de las principales plazas de Londres para exigir un califato en el Reino Unido”


 


Una multitud de alemanes enfurecidos gritan repetidas veces a la Policía en Colonia “¿Dónde estabais en Nochevieja?” el 9 de enero de 2016, en alusión a los asaltos sexuales masivos perpetrados por inmigrantes ese día en la ciudad, del que fueron víctimas más de 450 mujeres.”


 


"Una dirigente del Partido Verde justifica el asesinato de una joven alemana por un afgano: “Es costumbre en Afganistán condenar a muerte a una mujer violada”


 


"La nueva secretaria del Senado alemán, hija de inmigrantes palestinos, declara ser favorable a la ley islámica (sharia)”


 


"Un colegio noruego prohíbe a sus alumnos cantar villancicos para no ofender a los no creyentes”


 


Zonas prohibidas a las mujeres en pleno París”


 


"La Justicia alemana permite las patrullas pro-sharia en las calles porque los uniformes no son sugestivamente militantes”


 


Daesh ordena “masacrar infieles” en Occidente con cuchillos y bombas caseras”


 


GERMAN Home Affairs Minister: “Our streets and squares are under MUSLIM MIGRANT control”

domingo, 18 de dezembro de 2016

Cenas tristes.

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O país é especialista em cunhas. O Presidente em afectos. É quase a mesma coisa. Tanto assim que ontem foi demonstrar o seu afecto por uma empresa que já tinha anunciado o encerramento. Ou, por assim dizer, meter uma cunha ao governo para este injectar o dinheiro necessário para aquilo se manter de portas abertas mais uns tempos. Uma lição para todos os empresários em dificuldades. De todos os ramos. Quando a empresa não conseguir vender os bens ou serviços que produz - seja pela ausência de qualidade, o preço demasiado elevado para o bolso do consumidor ou o produto estar obsoleto - o melhor é meter uma cunha ao Presidente. Ou pedir afecto. É quase a mesma coisa. E o contribuinte paga essas cenas todas.


 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Humor politicamente correcto

 


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(Isto sim é que é humor inteligente, com piada e nada discriminatório ou ofensivo)


 


Hoje não se poderia fazer um sketch sobre marrecos, coxos e mariconços”. Esta afirmação, de um conhecido humorista, motivou umas quantas reacções indignadas. É muito bem feita. Isso da indignação, claro. Eu também me indignei. O autor deixou de fora outros grupos de pessoas sobre as quais também não se podem fazer piadas. Ou, se pode, não devia poder. Então os cegos, mudos, surdos e carecas podem ser alvo de chacota? Os padres, os ciganos e os pretos não ficam excluídos da zombaria? É isto que me aflige. E indigna, ao mesmo tempo. A discriminação no âmbito do sketch e da piadola em geral. Se querem fazer graçolas, contar anedotas e dizer parvoíces metam mas é os alentejanos. Com esses sim, pode-se gozar à vontade. Toda a gente acha muita graça. Excepto, claro, se o alentejano for mariconço.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Olha, afinal não era racismo...

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Na sequência do episódio aqui mencionado foi o Município de Estremoz acusado de racismo em relação à etnia cigana. Parvoíce. Mais uma. Coisas de gente que quer é aparecer. A decisão do tribunal local acerca do assunto, agora tornada pública pela rádio campanário, é clara. De lamentar é que os verdadeiros culpados por ocupar a justiça com assuntos desta natureza não sejam responsabilizados por isso. Talvez assim ganhassem juizo, que já têm idade para isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Devem ser bipolares, ou lá o que se chama essa doença...

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Os portugueses estão cada vez mais tolerantes. Mais moles, como diria essa santa senhora que era a minha avó. Alguns evidenciam até um grau de moleza que é manifestamente preocupante. Estou a lembrar-me, assim de repente porque podia citar muitos mais, o camarada Jerónimo e a Catarina de olhar alucinado. Nenhum deles manifestou com veemência – nem sem ela, que tenha dado conta – a sua indignação por, segundo a bastonária dos enfermeiros, durante dois dias os doentes internados num determinado hospital não terem sido alimentados ou medicados. Nem, sequer, pediram a demissão do ministro da saúde. Ou, pelo menos, o acusaram de ser o coveiro do SNS. Tudo coisas - e muitíssimo mais – que fariam até um ano atrás por problemas muito menos importantes. Deu-lhes a moleza, é o que é. E, bem assim, aos apoiantes da geringonça que, nestas e noutras em que a actual governação é perita, se calam que nem ratos. Ou, então, o seu grau de exigência limita-se a “desde que não estejam lá os outros”. Brilhante.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A poluição pode ser um conceito muito abrangente...

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Acho piada aos que se manifestam contra a exploração petrolífera ao largo do Algarve. Nomeadamente os autarcas que argumentam ser esta actividade incompatível com o turismo. Apesar de, ao que se sabe, tal exploração ser feita muito longe do mais apurado dos olhares.


Curiosamente li um destes dias que existirão vários presidentes de câmara algarvios a demonstrar uma enorme vontade de acolher mais refugiados na região. Parece-me manifestamente contraditório. Deixa-me perplexo, até.  Pensava eu que isso de ter  bandos de refugiados em zonas turísticas era capaz de ser um bocadinho mau para o turismo. Basta ver o que aconteceu, no Verão passado, nas zonas de veraneio da Grécia e do sul de Itália que, por estarem povoadas desse pagode,  viram o número de turistas diminuir drasticamente.


Entre exploração de petróleo que não se vê e refugiados à vista de todos não existirão grandes dúvidas entre o que mais prejudica o turismo. E, não sendo Portugal um país rico, não pode prescindir de explorar os seus recursos. Sejam eles o petróleo ou o turismo. Quanto ao resto…”cabeças de saco” já temos que sobrem!


 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Em tempos houve outro que queria um imposto europeu...

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.


Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.


 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cada coisa no seu lugar...

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Há quem goste de dar aos objectos um uso diferente daquele para que foram inventados. Atitude que, reconheça-se, revela em muitas circunstâncias uma elevada capacidade de imaginação. Noutras, há também que reconhecer, é apenas parvoíce. Como, por exemplo, aquilo de introduzir coisas em determinados orifícios. O que pode causar graves transtornos quando os ditos orifícios não reúnem as características minimamente recomendáveis para aconchegar a coisa que se pretende introduzir. Nestes casos o resultado pode ser catastrófico.


Já o uso que estas senhoras, aparentemente encaloradas, estão a dar aos crucifixos constitui para mim um enigma. Assim de repente não estou a apanhar a mensagem que, suponho, pretendem transmitir. Se a ideia é manifestar o seu desprezo por aquilo que o objecto representa, insinuar que o vão enfiar rabo acima é um bocado estúpido. É mais auto-flagelação. O que, digo eu que sou pouco dado à religiosidade, parece mais cena de crentes. Mas, se a ideia é essa, acho que deviam ser radicais à séria. Metiam aquilo ao contrário. Se calhar até nem lhes fazia muita diferença.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Eles que vão...

Parece que os dados oficiais apontam para cerca de duas centenas os refugiados que, depois de trazidos para Portugal, já se puseram a andar. Há, no entanto, quem aponte para outros números. Bem mais elevados, ao que consta. Pese a preocupação de alguns partidos, que até já aborreceram a ministra da tutela por causa disso, ou o transtorno que isso possa provocar às instituições que os acolheram, não há como negar que a ida desta gente para outras paragens constitui uma boa noticia. Eles que vão. Desamparem a loja.


Diz que não gostam dos nossos hábitos. Como, por exemplo, trabalhar por pouco dinheiro e isso. Nomeadamente quando noutros países não precisam de bulir para obter subsídios várias vezes superiores ao que ganhariam aqui a trabalhar oito horas. E, melhor ainda, em grandes cidades onde se podem divertir, chatear os nativos e beneficiar das maravilhas de uma civilização que odeiam. Já por cá, coitados, são colocados nas terriolas três dias para lá do sol-posto. Ou, com sorte, naquelas onde Judas perdeu as botas. O que, convenhamos, desagradaria a qualquer um. Mais ainda a refugiado de guerra. Habituado à bombas, tanto sossego até lhe devia causar stress.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Cenas que não fazem a esquerda perder a cabeça. Por enquanto.

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O que seria impensável estará agora a acontecer em várias cidades da Europa central e do norte. Tudo isto perante a passividade, o silêncio, a cumplicidade e não raras vezes o apoio dos governos, da justiça, da comunicação social e das múltiplas comissões, comités e associações de solidariedade com tudo e mais alguma coisa que envolva migrantes, minorias e multiculturalismo. Afinal, como dizia o outro, quando o dinheiro fala tudo o resto se cala... Depois admiram-se que a extrema-direita obtenha resultados eleitorais que a colocam às portas do poder em inúmeros países europeus ou eleja o Trump presidente nos EUA. Até eu, se visse porcos na minha rua, votava nessa malta.