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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Se os "jornaleiros" não noticiam, noticiemos nós!

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Este fim de semana, numa cidade espanhola, um marroquino atirou a viatura que conduzia para cima de grupo de pessoas que se encontravam no passeio. Causou cinco feridos, um dos quais em estado critico. Claro que nada disto, apesar de se encaixar num certo padrão de acontecimentos, mereceu grande destaque nos meios de informação tradicionais. Por cá, tanto quanto sei, nem foi noticiado. O que não admira. Já constitui um hábito.


Mas, ao que a policia local se apressou a garantir, não se tratou de um acto deliberado. O jovem seguia em elevada velocidade pela rua fora, tinha a carta de condução há apenas dois meses e terá perdido o controlo da viatura. Normalíssimo. Está sempre a acontecer. Então com os mouros é um Deus nos acuda. Sem ofensa, nessa coisa do amigo imaginário. Ah, e o moço não estava bêbado nem nada, que os diligentes bófias fizeram-lhe logo o teste de alcoolemia. É apenas mais um aselha encartado.


O problema, ainda segundo as autoridades competentes, terá sido originado pela procissão que, horas antes, tinha percorrido aquela avenida. Os procissantes terão deixado o pavimento coberto de cera que, com o calor, derreteu e acabou por provocar o despiste do incauto magrebino. Culpa, portanto, dos católicos. Não tinham nada de procissar na via pública. Nem, muito menos, deixar por lá os resíduos da sua fé.


Pode, admito, ser tudo como a policia diz. O que me deixa com os poucos cabelos em pé é a pressa com que concluem pela não intencionalidade do acto e o conjunto tão alargado de hipóteses que arranjam para justificar a ocorrência. Isso e a ausência de noticias acerca deste e de dezenas de outros acontecimentos similares que, todos os dias, ocorrem em solo europeu envolvendo sempre intervenientes que professam as mesmas crenças. Desconfio que alguém nos anda a querer esconder qualquer coisa...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O país parou? Não dei por nada…

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Para alguns, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Para os jornalistas da capital nem isso. O país resume-se à sua secretária ou, quando muito, à redacção onde trabalham. Não, Portugal não parou. Nem, sequer, Lisboa permaneceu quieta. Afirmá-lo, talvez ao contrário do que pretende a criatura que publicou o texto, não constitui nenhuma homenagem ao homem que foi hoje a enterrar. É apenas parvo. Coisa própria de ignorantes, diria.