domingo, 24 de abril de 2022

E que tal fazer contas antes de reivindicar?

Ninguém pode colocar em causa o papel dos sindicatos. A sua importância é por demais evidente e toda a gente, incluindo os empresários dignos desse nome, reconhece que são essenciais numa sociedade democrática. Já relativamente a alguns sindicalistas – praticamente todos, quase me atrevo a escrever – a sua imprescindibilidade é muito questionável. A sua maioria – se não todos, se calhar – não passam de comissários políticos que estão muito mais preocupados em defender e promover as políticas dos respectivos partidos do que em defender os interesses daqueles que, alegadamente, representam. Pouco admira pois que, nos últimos anos, o número de trabalhadores sindicalizados tenha caído em várias centenas de milhares.


Será, certamente, uma mera coincidência, mas as reivindicações dos sindicatos da CGTP reflectem sempre as propostas apresentadas, uns dias ou umas semanas antes, pelo PCP. Não são capazes de inovar. Ou, se calhar, não têm autorização para isso. Daí que, por exemplo, nunca um sindicato tenha reivindicado a diminuição do IRS. A UGT – onde, no caso, o PCP pouco manda – até admite negociar aumentos de 1,3 por cento para a função pública. Ora não é preciso ser sindicalista, nem um inteligente esquerdista, para saber o que acontece a um vencimento que tenha um aumento dessa grandeza. 


Apesar destes cenários reivindicativos, reitero, os sindicatos continuarão a ser imprescindíveis. As marionetas partidárias disfarçadas de sindicalistas, nem tanto.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Agricultura da crise

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Estamos assim pela agricultura da crise. Mais uma colheita de cenas diversas de origem vegetal. Algumas de que nem sou especial apreciador, mas isto, já dizia a minha avó, tem de ser à vontade de todos os intervenientes no processo produtivo. A terra a quem a trabalha, as favas são para quem as come – que não eu – e o quintal não é do povo nem, por enquanto, de Moscovo. A labuta continua!

terça-feira, 19 de abril de 2022

Coerência ou a vã glória de definhar

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Há quem, mesmo não sendo comunista, veja no PCP um poço de virtudes. Nomeadamente ao nível da coerência, qualidade que enaltecem com algum enlevo e manifesta admiração. Não me incluo nesse grupo. Onde outros veem virtude eu vejo burrice, teimosia e ideias políticas repugnantes, por já terem dados provas consistentes em todos os lugares onde foram postas em prática, que condenam os povos à desgraça.


Esta coisa da Ucrânia acabou-lhes com essa alegada virtude que será pensar sempre da mesma maneira. Desde sempre que para esta pequena agremiação política tudo é nacionalizável. Tempos houve em que até as tabernas estavam no rol. Hoje depende. Para os comunistas nacionalizar empresas russas é roubo, mas nacionalizar empresas portuguesas – ou com capital estrangeiro – é urgente, necessário e uma cena muito patriótica e de esquerda. Depois ainda há comunistas a queixarem-se que querem acabar com o PCP…não é preciso, o PCP está a tratar disso sozinho.


PS: A terceira imagem tem sido profusamente partilhada em inúmeras páginas de militantes comunistas no Facebook. Pode, admito, não vincular o partido, mas apenas os muitos “camaradas” que a exibem no seu perfil.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Maldito capitalismo...

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Não aprendemos nada com a outra crise. Aquela crise ainda maior do que a crise crónica em que vivemos e que meteu a vinda da troika para nos safar, mais uma vez, da bancarrota. As consequências foram as que se conhecem, mas nem assim isso nos serviu de lição. Voltámos ao mesmo. Se é que alguma vez abandonámos a prática de fazer uma vida manifestamente acima das nossas possibilidades. O recurso ao crédito de maneira absolutamente desvairada é disso uma evidência.


Nisto não aceito a argumentação de que cada um faz o que entende e ninguém tem nada a ver com isso. Esse argumento só colhe enquanto o endividado não se tornar caloteiro. Coisa que acontece com demasiada frequência. Aí tenho eu e temos todos a ver. Por muitas razões. A maioria delas fáceis de entender sem grande esforço. Até para aqueles idiotas que acham o contrário.


Culpa-se, amiúde, os bancos e as sociedades financeiras pela facilidade com que atribuem crédito para tudo a toda a gente. Verdade. Mas, obviamente, ninguém é obrigado a aceitar. Contudo, por mais que os tentem desculpabilizar, quem quer um crédito sabe muito bem o que está a fazer. Sabe, nomeadamente, que apenas paga se quiser. Faz as continhas todas e facilmente conclui que, pelo menos, os setecentos e cinco euros do SMN ninguém lhos tira da conta. Daí que muitos acabem de pagar os actuais créditos quando tiverem a provecta idade de cento e cinquenta ou duzentos anos. E o contínuo aumento do SMN só contribui para agravar o cenário.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Carestia de vida

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Uma chatice, isso dos folares. Um aborrecimento, até. É a carestia de vida que está aí outra vez para nos apoquentar. Mas, descansem todos os que têm menos de quarenta anos e nunca tiveram de se governar em tempos de inflação, que nem tudo é mau quando os preços sobem de forma generalizada. Os juros dos depósitos bancários, nessas alturas, também costumam crescer. Ali pelo meio da década de oitenta do século passado rondavam os trinta por cento. Era, então, ver o pessoal todo contente com o crescimento das contas bancárias. Ora hoje, como parece que o dinheiro depositado nos bancos é mais do que nunca, nem quero imaginar a festa que vai ser quando os juros subirem. Fica tudo rico em pouco tempo. Ou, pelo menos, para o folar.

sábado, 9 de abril de 2022

Finalmente uma promessa séria...

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O futuro é o Estado Social, garantiu o primeiro-ministro no parlamento um destes dias.  Nunca duvidei disso. Com Costa - ou outra encrenca qualquer do actual partido socialista - essa é das poucas certezas que nos restam. Termos um estado social cada vez maior. Ou não estivéssemos nós a caminhar alegre e apressadamente para o último lugar da União Europeia. Algo que, pelos vistos, não incomoda muita gente. Os portugueses gostam assim. A chatice é que o Estado social paga-se. Quando, no futuro próximo, todos ganharmos o SMN e, em consequência disso, uma imensa maioria beneficiar dessa maravilha socialista vamos ver quem é que o vai pagar... Mas, honra lhe seja feita, o homem não engana ninguém. Promete-nos a pobreza. 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Ter de volta o dinheiro que não pagou...isso é que era!

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Nem todos podemos ser especialistas da especialidade. Seja ela, a especialidade, qual for. Podemos é admitir que existem especialidades em que não somos especialistas. Mas não. Insistimos em dar a nossa opinião. Mesmo que ninguém esteja interessado em sabê-la. Chama-se a isso liberdade de expressão. Defendê-la-ei sempre. Até porque eu, como sobejamente está demonstrado neste espaço, também adopto essa prática.


O que igualmente defendo é a liberdade - minha e dos outros o fazerem em relação a mim - de manifestar desacordo ou, inclusivamente, zombar das ideias alheias quando estas evidenciam uma manifesta tendência para o disparate. E há quem mereça ser zombado. Quando o assunto são impostos e, modo geral, tudo o que envolve finanças ou dinheiro gerido pelo Estado não faltam opiniões que dão vontade de partir para zombaria. A que a imagem documenta é uma delas. O seu autor, comentando uma publicação onde se escrevia acerca do IRS que os contribuintes vão “receber”, manifesta o seu lamento por quem não paga ficar de fora da “generosidade” do fisco. Conheço o argumento, mas não consigo evitar uma gargalhada sempre que o ouço. Até o meu gato imaginário  - o  Bigodes –  rosna quando ouve tamanha bacorada…

domingo, 3 de abril de 2022

Bem aventurados os que fogem aos impostos

Segundo uma noticia publicada hoje a “fuga ao IVA dava para pagar mais uma bazuca europeia”. Confesso que ainda não recuperei das náuseas que me acometeram após digerir esta parangona. Estas coisas incomodam-me. São muito feias. Não é que espere grande coisa do jornalismo caseiro. Menos ainda depois de presenteados pelo governo com não sei quantos milhões. Mas, publicar uma noticia destas quando começa a entrega da declaração de IRS, cheira-me a frete. Assim uma cena para nos fazer acreditar que a surpresa que a maioria de nós vai ter quando olhar para o cálculo final do “Isto é um Roubo ao Salário”, podia ser menos surpreendente.


O titulo da noticia revela a cultura - não só jornalística, infelizmente, mas da sociedade em geral - de que aquele dinheiro, se garantido, seria para esturrar. Nada mais errado. O montante em causa, se gerido por pessoas sensatas, devia ser usado para aliviar a imensa carga fiscal que está a sufocar os portugueses. Nomeadamente ao nível do IRS. Ainda que, como amplamente se vai provar mais uma vez nas semanas mais próximas, a esmagadora maioria seja tão burro, mas tão burro, que nem percebe que está a ser sufocado.


Assim sendo, já que o Estado quanto mais tem mais delapida, fugir aos impostos deve constituir um desígnio nacional. Quem puder escapar que escape. Fazem, todos os que o podem fazer, muitíssimo bem. Argumentem à vontade que “se todos pagarem, cada um pagará menos”. A chatice é a realidade mostrar o contrário.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Zappings manhosos

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Longe vai o tempo em que na pequena caixa que mudou o mundo apenas dispúnhamos de dois canais. Ou quatro, para quem como eu está mais próximo da raia. Hoje, graças às novas tecnologias, são mais que muitos os que, de maneira absolutamente legal e gratuita, estão à nossa disposição. Caso se esteja disposto a pagar, ou essa parte da legalidade pouco importe e a opção passe por esquemas mais ou menos manhosos, o número de alternativas televisivas pode ser algo próximo do infinito. Mais coisa menos coisa.


Por falar de esquemas manhosos. Deparei-me um destes dias - ou noites, sei lá - com um conceituado e em tempos muito apreciado político português a participar num programa de comentário político de uma estação televisiva brasileira. Aquilo é do piorio. Em escassos minutos os intervenientes citaram várias vezes - demasiadas para o meu gosto e, até, sanidade mental - o nome de um tal Boaventura Sousa Santos. Citação que, obviamente, me fez prosseguir o zapping a toda a gáspea. Nem cheguei a perceber qual era o tema em debate. Talvez fosse acerca de fantásticos governos liderados por um individuo de nome Sócrates, um tipo que gosta de fotocópias, com a mania que percebe de decoração de interiores e tem amigos altruístas.

segunda-feira, 28 de março de 2022

Tropa não!

Tudo parece conjugar-se para que, mais dias menos dia, a questão do regresso ao regime de serviço militar obrigatório venha a ser colocada. Por mim, que odiei cada dia que passei na tropa, acho mal tal obrigatoriedade. Pelo menos se essa obrigação for nos mesmo termos – ou, sequer, parecidos – com o que vigorava nos meus tempos de mancebo.


Devo ser, presumo, o único a discordar da reimplementação do SMO. Com todo o fervor patriótico que vejo de há anos a esta parte em torno da selecção de futebol ou a admiração pela heróica defesa que os ucranianos estão a fazer do seu país, só posso acreditar que os portugueses vão aderir com inusitado entusiasmo a esta causa e que, todos aqueles que possam, servirão com empenho nas forças armadas durante o tempo que for determinado. Se a realidade me desmentir, coisa que acontece com frequência, só confirma que o que não falta por aí é “goela”.


A menos que sejam como o PCP. Que é, recorde-se, o único partido a defender o SMO mas que, ao mesmo tempo, defende a redução dos gastos com a defesa, o desarmamento, a ausência de políticas belicistas e é contra todas as guerras sejam quais forem as circunstâncias. Ou seja, não se entende para que raio servem as forças armadas na óptica dos comunistas. Deve ser mais ou menos aquilo do “estou inteiramente de acordo e sou simultaneamente de opinião contrária”. Um pouco como eu, às vezes.

quinta-feira, 24 de março de 2022

PCP - Pouco Capacitados para Pensar

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O PCP está cada vez mais parecido com o MRPP. Como se não bastassem já as cores e os símbolos com que se identificam e, mais recentemente, a aproximação em número de votantes, ambos usam a mesma linguagem alucinada. A deturpação da história é, desde sempre, pratica continuada daqueles dois partidos. A da actualidade também. O estranho não é que moldem a realidade em função das suas crenças delirantes. O inacreditável é que ainda existam alminhas que acreditam ou, pior, repitam cheios de convicção tais alarvidades.


Igualmente inexplicável é esta insistência dos meios de comunicação social em dar um lugar de destaque às opiniões do PCP e do BE. Seja qual for o assunto a estas duas forças politicas, que representam um grupo residual de portugueses, é sempre dado um tempo de antena pouco condicente com a sua representatividade social. Enquanto isso outros partidos bem mais representativos são liminarmente ignorados. Dezassete mil e quinhentos dias em democracia parece que foi tempo bastante para alguns perceberem que a opinião do povo é para respeitar. Mesmo que não se goste. Para censura chegou o tempo da escuridão, como eles dizem.

domingo, 20 de março de 2022

"Foi só para ter a certeza..."

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Pouco percebo de estratégia militar. Quando, à força e bastante contrariado, prestei serviço militar na área das Transmissões nada me ensinaram acerca dessas cenas. Nem era preciso. O meu papel, se tivesse havido guerra, era apenas transmitir.


Deve ser por isso que me escapa a lógica de gastar um dinheirão a bombardear um cemitério. Sim, que guerrear sai caro e as bombas estão pela hora da morte. A não ser que aquilo constituísse um alvo estratégico da mais alta importância militar. Isto nunca se sabe o que os mortos andam a congeminar pelo que, na lógica daquelas bestas, o melhor é não facilitar.


Presumo que o partido comunista português, essa organização que há muito devia ter sido proibida, tenha uma explicação extremamente clarividente para justificar mais este acto criminoso. Nem que seja lembrar que um qualquer país ocidental já fez o mesmo, por diversas vezes nos últimos trezentos anos, num lugar qualquer para lá do sol posto.

sexta-feira, 18 de março de 2022

IMI, um imposto ligeiramente parvo

Há quem assegure que o IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis - é o imposto mais estúpido do mundo. Não diria tanto, mas lá que se trata de uma tributação manhosa não tenho dúvida. O imóvel, coitado, está ali sem se mexer - por isso é que é imóvel - sem fazer mal a ninguém, nomeadamente provocar despesa a outrem que não ao seu proprietário e, ainda assim, tem de pagar imposto. Para além da lógica que envolve o financiamento das gulosas tesourarias autárquicas não vejo outra razão para a existência deste tributo.


Obviamente que chegados a este ponto em matéria de obesidade autárquica, não é possível prescindir da receita do IMI. Mas, por aquilo que tenho lido nos últimos dias, temo que esteja em marcha uma campanha que visa suscitar a necessidade de aumentar significativamente a cobrança deste imposto. Não - que eles não são parvos - pelo aumento das taxas. Isso era coisa para aborrecer os eleitores e, como se sabe, a malta não quer aborrecimentos. O que ultimamente tem estado em causa é a discrepância entre o VPT, Valor Patrimonial Tributário, e o valor de mercado. Alguma imprensa, sabe-se lá a mandado de quem, tem mesmo dado exemplos de figuras públicas que, alegadamente, pouparão uns cobres valentes à conta disso. O que, como sabemos, serve sempre para arregimentar defensores para a causa que se pretende promover.


O IMI até pode ser - e eu acho que é - um imposto manhoso e parcialmente estúpido. Apesar disso não tanto - nem tão estúpido, nem tão manhoso - como aqueles que o querem cobrar sobre o alegado valor de mercado. Confesso que fiquei expectante com esta ideia e questiono-me acerca do que se seguirá. Começo a desconfiar que um dia destes vão surpreender-nos com a imperiosa necessidade de cobrar o IUC - Imposto Único de Circulação - de acordo com o valor sentimental do automóvel.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Vigaristas

Anda muito boa gente - boa, obviamente, é apenas uma maneira de dizer. Alguma não é tão boa assim - a lamentar que a disponibilidade da Europa, governos e cidadãos, para acolher os migrantes asiáticos e africanos que se esfalfam para chegar aos países da UE, não seja a mesma que evidenciam para acolher ucranianos fugidos da guerra. Não percebo o espanto por acolhermos melhor estes últimos. É da natureza humana manifestar primeiro preocupação com os nossos - família, amigos, vizinhos, conhecidos ou outros com quem temos afinidades - do que com outros que não conhecemos de lado nenhum. O mesmo acontece quando, ao contrário, pedimos ajuda. É por isso, por a natureza humana ser mesmo assim, que quando precisamos de dinheiro emprestado - ou outra coisa qualquer de que necessitemos - seguimos a ordem acima indicada. Ninguém, acho eu, vai pedir cem paus emprestados um tipo que nunca viu na vida. A menos que seja um vigarista no exercicio da sua actividade de vigarizar o próximo. Ou seja, o mesmo que essa malta pretende fazer connosco quando coloca aquelas frases fofinhas sobre a pouca solidariedade que manifestamos relativamente a gente de outras origens. 

terça-feira, 15 de março de 2022

Colaboradores pouco colaborantes

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Detesto aquela permanente guerra entre “público” e “privado”. Nomeadamente quando envolve as virtudes de quem trabalha para uma empresa e os defeitos dos que trabalham para o Estado. Bons e maus trabalhadores existem em todo o lado e, quer num quer noutro sector, tenho a certeza que os bons estão em maioria.
Outra cena que para mim nada significa é aquilo dos “colaboradores”, ou lá o que queiram chamar aos empregados, constituírem o melhor activo de uma organização. Pois. Devem ser devem. Vê-se que são e exemplos desse capital de excelência nos centros de emprego não devem faltar. Mas, se quisermos ir por aí, alguns funcionários também serão dos piores passivos de uma instituição. Ou se calhar, sendo optimista, são capital de risco…
Aos funcionários da limpeza que passam – no sentido literal do termo – na minha rua, nem sei o que os considere. Apesar da via, como todas as outras, ter dois lados apenas varrem de um deles. Quase sempre o mesmo, por sinal. E, ainda assim, mal e porcamente como diria a minha avó. Há anos que repetem este procedimento e admito que nas outras façam o mesmo. Se estes cavalheiros – às vezes também são mulheres a não limpar – são do melhor capital que há, então vou ali e já venho. Se calhar são é seguidores da teoria daquele antigo colega - dado como morto em diversas ocasiões, mas que continua teimosamente vivo - que, quando confrontado com a sua pouca predisposição para o labor, respondia invariavelmente: “Se quisesse trabalhar não tinha vindo para a Câmara”.

domingo, 13 de março de 2022

Agricultura da crise

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Os primeiros nabos e verdura diversa. Alfaces, espinafres, nabiças e outros que tais igualmente verdes. Tudo colheita de sexta-feira lá na UCP. Unidade Colectiva de Produção. Colectiva porque somos dois a bulir. Nada de confusões com aquela cena que envolvia comunistas que espoliavam as terras aos legítimos proprietários. As que, como esta, produziam alguma coisa de jeito, obviamente.

sábado, 12 de março de 2022

Coerênciazinha da boa...

Aborrece-me sobremaneira aquela mania, amplamente propagandeada, da superioridade moral da esquerda. Puta que os pariu. Só não lhes sugiro que enfiem essa auto-proclamada superioridade pelo respectivo rabo acima porque, às tantas, ainda apreciavam a ideia. Veja-se o caso do Bloco de Esquerda. A cada despedimento, fecho de fábricas ou greve por melhores salários lá estão eles a protestar contra os malvados dos capitalistas, esses gananciosos que apenas pretendem lixar os trabalhadores e manter os lucros escandalosos. Sempre, reconheça-se, com um discurso escorreito que cativa os mais parolos. Nomeadamente aqueles que sabem tudo e topam um oportunista a léguas de distância, como acontece com o pessoal que ainda acredita na bondade dos ideais de esquerda.


Contudo a realidade, aquela mesmo real e que insiste em não coincidir com a daquela malta, é uma cena tramada. De tal maneira que o BE, face à diminuição dos fluxos de caixa em consequência dos miseráveis resultados eleitorais, não tem outro remédio senão reduzir o pessoal, encerrar delegações e optar por trabalho voluntário. O mesmo, exactamente o mesmo, que faz qualquer organização - empresarial ou não - quando colocada perante situação idêntica. Se aquilo fosse gente séria, os jornalistas que os entrevistam fossem independentes e os portugueses tivessem memória...mas como nenhuma destas condições se verifica, vamos continuar a ouvir falar da tal superioridade moral destes filhos de uma senhora honesta que ganha a vida à beira da estrada a esmagar formigas com as costas.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Diz-me como falas, dir-te-ei quem és...

Se há coisa que me aborrece, incomoda e faz ferver – tudo em simultâneo – é a chamada linguagem politicamente correcta, inclusiva, neutra, imparcial ou lá o que é. Agora essa forma de falar própria de imbecis aplica-se também à comunicação sobre a guerra. Ao que parece a ONU terá proibido – sim, proibido – os seus funcionários de se referirem à situação na Ucrânia como ‘invasão’ ou ‘guerra’. Ao invés, os funcionários da ONU foram instruídos para usar os termos ‘conflito’ ou ‘ofensiva militar’ para descrever a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Ao que li, também os especialistas na especialidade de educar criancinhas terão recomendado aos pais – se calhar o linguajar moderno recomenda escrever pessoa que educa, para não ofender ninguém – que usem as mesmas expressões para informar os petizes acerca do que está acontecer. Por mim poupava trabalho a esta gente toda. Diziam logo que a culpa é da Nato, da União Europeia, dos EUA e ficava o assunto arrumado. Nada como falar claro e dizer logo ao que vêm. 

terça-feira, 8 de março de 2022

Direitos que ninguém quer...

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Nunca tive grande apreço pelas causas da moda. Tenho, até, um enorme desprezo pela maioria. Os seus mais acérrimos defensores são por norma incoerentes, geralmente parvos e muitas vezes perigosos. Coisa que, invariavelmente, acaba por conduzir ao descrédito daquilo que julgam defender. As feministas, por exemplo, perderam hoje um ensejo soberano de exibir a sua indignação para com o presidente da Ucrânia. Cuidava eu que hoje, como prova de que ainda há muito por fazer para acabar com a discriminação, não iam faltar mulheres a citar o facto de apenas os homens terem sido mobilizados para defender a sua pátria. Só que não. Nem abriram o bico. Pudera. E pior ainda, as mais radicais até estão chateadas por, dentro da idade legal, terem de prestar serviço militar obrigatório. Pois. É que isto da igualdade é muito bonita, mas a discriminação às vezes também dá muito jeito.

sábado, 5 de março de 2022

Decidam-se lá com isso dos refugiados...

Já cá faltavam os choramingas. Primeiro queixavam-se da maneira como a Europa recebe - ou recusa receber, no caso de alguns países - os migrantes económicos oriundos de África, os refugiados da Síria e todos os outros que, aproveitando a boleia dos que fugiam à guerra naquele país, têm tentado entrar no espaço europeu. Agora - ainda há pouco estava um desses patetas na televisão - queixam-se que escancarámos as portas às vitimas do javardo Putin. Não há quem os entenda. Ou melhor, há. Percebe-se, até, muito bem o problema deles. Os primeiros serão, sobretudo, dependentes do estado social, pobres e potencialmente recrutáveis para as causas que aquela malta precisa para viver. Os segundos, os que agora chegam da Ucrânia são, no essencial, gente com vontade de trabalhar e, principalmente, que está “vacinada” contra os vírus esquerdalho-comunóides que ainda sobrevivem por cá.


Por mim, os que comam uma bela de uma bifana e bebam uma cervejola, são todos bem-vindos. Os restantes que desamparem a loja. E levem os tais vírus, de preferência.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Discriminação em tempo de guerra

Se, reitero, nesta guerra da Rússia contra a Ucrânia a posição do pcp - propositadamente em minúsculas por ser um partido pequenino, composto por gente igualmente pequenina - em nada me surpreendeu, o mesmo não posso dizer de outras posições e de alguns silêncios. O mais ruidoso de todos é o do movimento feminista. Perante a mobilização geral dos homens entre os dezoito e os sessenta anos para combater o invasor, o movimento feminista disse nada. Já não digo que se despissem em protesto contra este gesto discriminatório do governo ucraniano. Está frio e ainda se podiam constipar. Nem, sequer, precisavam de queimar os soutiens. Mas, ainda que não servisse de nada, podiam ter tido uma tomada de posição qualquer contra esta medida sexista, reveladora de uma profunda misoginia e que visa perpetuar o papel secundário da mulher na sociedade. Ou lá como é que elas - as feministas - dizem quando lhes dá jeito. Não estou com isto - obviamente - a criticar as mulheres ucranianas. São nestes dias, por tudo e mais alguma coisa, verdadeiras heroínas. Quem fica mal na “fotografia” são as “feminazis” ocidentais. Falam, falam... e quando têm oportunidade não chutam à baliza.


Outro silêncio que me anda a deixar curioso é o do “socialista” Pedro Nuno Santos. Não é que me interesse muito o que o sujeito pensa ou deixa de pensar sobre este assunto ou sobre outra coisa qualquer. É só para comparar com a posição do pcp.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Não há cá "ses" nem "mas".

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Tenho seguido, com óbvia inquietação, aquela coisa da invasão da Ucrânia pelas tropas russas. O meu nível de conhecimento de estratégia militar anda próximo do zero mas, ainda assim, parece-me que aquilo está a correr mal para o fascista maluco - passe a repetição - do Putin. Ou, pelo menos, não estará a ser o passeio na avenida que toda a gente perspetivava. Mais cedo do que tarde a tropa russa acabará por impor a sua força mas, a julgar por alguns números que vão sendo divulgados, com um número de baixas absolutamente impensável até há poucas semanas. Mesmo que, descontando a propaganda e a contra-informação, os mortos sejam “apenas” um quinto do que se tem dito e escrito isso constituirá uma tragédia inimaginável para as famílias russas. Uma morte, mais ainda de um jovem, é sempre um drama. Naquelas circunstâncias morrer por coisa nenhuma, numa valeta de uma qualquer estrada ucraniana, para além de dramático não traz honra nem glória a ninguém. Diz, isso sim, muito acerca da honra de quem os mandou para lá. E, já agora, de quem o apoia. Lá e cá.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Já podemos afirmar que o pcp não faz cá falta nenhuma?

Será extremamente preocupante se a posição do partido comunista acerca da questão ucraniana não conduzir ao seu isolamento social e político. Perante a inenarrável atitude - ainda que, pelo menos para mim, nada surpreendente - daquele conjunto de imbecis, não vejo que outra alternativa reste às forças políticas democráticas, aos sindicatos, à comunicação social, à sociedade em geral e a cada português com o mínimo de decência.


Talvez seja esta a hora de fazer o tal cordão sanitário. Se, até posso concordar, é necessário isolar os adoradores de um assassino morto, muito mais urgente será manter longe do convívio democrático os apoiantes de um criminoso vivo. É, principalmente, nestas alturas que me apetece citar alguém que dizia “Num comunista bate-se sempre. Mesmo que não saibas porque lhe bates ele sabe porque apanha”. E, como dizia sempre a minha avó, só se perdem as que não lhe acertam...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Encontre as diferenças

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Nos últimos dias tem sido amplamente anunciado que o governo não ia esperar pela aprovação do Orçamento de Estado e ia desde já actualizar as tabelas de retenção na fonte para, num inusitado acesso de generosidade para com os contribuintes, colocar mais dinheiro no bolso dos portugueses. Ou, por outras palavras, atenuar o assalto que mensalmente faz ao ordenado de quem trabalha. Não faltaram as costumeiras simulações dos habituais especialistas da especialidade. Que sim senhor, a generalidade dos trabalhadores passaria a ter uma menor retenção e aquilo era coisa para aumentar o rendimento liquido ao pagode aproximando assim, garantiam, o desconto mensal do apuramento anual do IRS. Só que não. As ditas tabelas foram publicadas ontem e as diferenças são microscópicas. Ainda que, numa situação meramente marginal, um ou outro contribuinte veja o montante do roubo diminuído, a generalidade continua a ser roubada em valores exactamente iguais ao que já acontece Janeiro. Se os socialistas fossem tão bons a governar como a fazer propaganda seriamos o melhor país do mundo!


 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Putin é facho, camaradas!

Não compro a narrativa fofinha de que o PCP teve um resultado desastroso porque parte significativa dos seus eleitores, com medo da extrema-direita ou de outro papão qualquer, terão optado por votar PS. Até podia ser verdade. Quem acredita que o comunismo funciona, também acreditará facilmente que um partido que já levou o país três vezes à bancarrota não levará uma quarta. Mas, apesar disso, de forma nenhuma acredito que o eleitorado comunista se tenha deslocado para o PS. A votação no PCP caiu agora e cairá no futuro, tal como tem vindo sucessivamente a cair, porque o seu eleitorado está a bater a bota. É a vida. Ou melhor, é a morte.
Embora, convenhamos, isso não justifique tudo. Outra parte é explicada pela votação no Chega. Particularmente no Alentejo. Basta olhar para os números. Por mais que os torturem eles não mentem. Para aqueles a quem esta tese suscite alguma reserva recomendo a leitura dos “murais” “Facebookianos” dos comunistas vossos conhecidos. Constatarão, nomeadamente em relação a esta cena com a Ucrânia mas podia ser relativamente a outra coisa qualquer, a admiração que nutrem pelo Putin. Um facho que serve de inspiração à extrema-direita europeia e que encarna valores que, quase todos, repudiamos. Incluindo, ainda que apenas para consumo interno, os orfãos da União Soviética.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Foste tu, Putin?

Diz que o serviço multibanco está inoperacional em, pelo menos, parte significativa do país. O drama, o horror, a tragédia e até, quiçá, o caos estão instalados. Quem não tiver o dinheirito debaixo do colchão está feito ao bife. O que é, obviamente, uma maneira de falar. Bife, a menos que o tenham no frigorífico é cena que hoje não apanham.
Mas, por outro lado, aguardo com ansiedade manifestações de jubilo se, com será provável, este apagão do sistema de pagamentos se dever a actividades no âmbito do cibercrime. A malta gosta do pessoal que se dedica à invasão de computadores alheios. Acham-os uns heróis e isso. Fazem bem. As compras no Continente podem esperar. Por mim não me ralo. Nunca liguei muito aos conselhos do meu ortopedista.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Oh, valha-me Eu...

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Afinal salários baixos, muito por força da alta fiscalidade que incide sobre o trabalho, não constituiem, ou pelo menos não deviam constituir, motivo para os jovens – nem, já agora, os menos jovens – procurarem melhor vida no estrangeiro. É que por cá, imagine-se, os desempregados não pagam IRS. Estão isentos. É, convenhamos, uma vantagem que os candidatos a emigrar não estão a aproveitar devidamente. Não vale a pena ir embora e ser explorado pelo grande capital, quando podem muito bem ficar na santa terrinha. Não trabalham, provavelmente ao fim de algum tempo ficam sem subsidio de desemprego, mas têm a inegável vantagem de não pagar IRS. Não é bom? Se acham o contrário são uns mal-agradecidos. E uns fachos, se calhar.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Perdoai-lhes, Senhor...

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Que os impostos sobre os combustíveis são muito altos é um facto incontornável. Não há como negá-lo. Bom, a bem dizer até há. Ainda existe um ou outro indigente mental a achar o contrário e a explanar teorias que, acham eles, confirmam a sua opinião. Mas, tirando isso, a indignação é mais que muita e é evidenciada por toda a gente a toda a hora, pelos mais diversos meios e amplificada pela comunicação social que, em relação a esse imposto e apenas a esse, tomou o partido dos contribuintes.


Ora, obviamente partilhando do incomodo que essa carga fiscal provoca, não posso deixar de estranhar que outros impostos não causem idêntica indignação. O IRS, por exemplo. É pior, muito pior, e poucos se importam. Rouba-nos uma parte brutal do vencimento sem que o possamos evitar - ao contrário do ISP e restante tributação sobre os combustíveis, pois podemos sempre andar a pé – e poucos evidenciam o mesmo nível de irritação. Pior. Não falta gente a considerar que, bem vistas as coisas, nem se paga assim tanto. Com esses tontinhos já me cansei de discutir. Se fosse crente pediria ao “Senhor” para os perdoar, pois não sabem o que dizem. Assim, digo como o outro. Continuem a votar PS. É mais ou menos a mesma coisa, só que mais inclusivo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Cavem para a vossa terra, pá!

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Ainda me lembro do tempo em que o problema era o turismo e os turistas. Eram aos montes, resmas deles, em todo o lado. Aquilo era uma chusma de gente que só contribuía para descaracterizar as nossas cidades e - não faltava quem garantisse - não gerava grande riqueza. Apenas meia-dúzia de empregos mal pagos, condescendiam nos dias em que acordavam bem humorados. Nada que compensasse o transtorno que nos causavam, a nós que já nem podíamos desfrutar dos encantos da nossa terra com o sossego que merecíamos. Assegurava a retórica dominante entre a intelectualidade alarve, passe a redundância.


Mas isso foi noutro tempo. Distante, já. Entrementes, descobriu-se o lítio, como potencial fonte geradora de recursos. Gerou-se, obviamente, o drama, o horror, a tragédia… Não queremos cá disso, berram. Afasta os turistas e não cale praticamente nada em termos económicos, argumentam. Ao contrário daquilo que os meus dois leitores atentos estão a pensar, não estou aqui a apontar nenhuma espécie de contradição. Pelo contrário. Quem usa este argumento está a ser coerente. O que esta gente não é que se crie riqueza. São contra o turismo, o lítio, o sol – vide o que se diz dos painéis solares – e tudo o mais que nos possa tornar um pouco menos pobres e menos subsidio-dependentes.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

A seca

Não comungo das teses negacionistas das alterações climáticas. Elas estão aí, todos as sentimos e não vale a pena andar com argumentos manhosos para contrariar o que é por demais evidente. Apesar disso detesto os auto-proclamados activistas da defesa do ambiente e toda a fauna que, do conforto do seu apartamento numa metrópole qualquer, se arroga no direito de pretender impor o que todos, enquanto indivíduos e enquanto sociedade, devemos fazer para proteger o planeta. Pior e mais detestáveis do que aqueles desgraçados só quem, com poder de decisão, lhes dá ouvidos.


Ainda mais repugnante do que todos eles é a miserável comunicação social que infelizmente temos. Não se cansam de nos mostrar barragens praticamente vazias. Por vezes, até, com uma critica velada às empresas que as usam para produzir energia. Mas nunca, nunca mesmo, ao encerramento demagógico das centrais a carvão que produziam a eletricidade que agora tem de ser gerada por outros meios. A nenhum, entre os que ouvi reportar a tragédia, ocorreu questionar se uma coisa não teria a ver com a outra. Nem, ao menos, inquirir os especialistas da especialidade acerca do que é mais prejudicial para o ambiente, o clima, o planeta e, já agora, para as pessoas. Se as barragens vazias, se as centrais a carvão. Embora essa seja uma questão que nem se coloca aos urbano-depressivos dos média. Para eles a água nasce na torneira e os rios querem-se livres, para a malta brincar aos desportos radicais.