terça-feira, 15 de março de 2022

Colaboradores pouco colaborantes

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Detesto aquela permanente guerra entre “público” e “privado”. Nomeadamente quando envolve as virtudes de quem trabalha para uma empresa e os defeitos dos que trabalham para o Estado. Bons e maus trabalhadores existem em todo o lado e, quer num quer noutro sector, tenho a certeza que os bons estão em maioria.
Outra cena que para mim nada significa é aquilo dos “colaboradores”, ou lá o que queiram chamar aos empregados, constituírem o melhor activo de uma organização. Pois. Devem ser devem. Vê-se que são e exemplos desse capital de excelência nos centros de emprego não devem faltar. Mas, se quisermos ir por aí, alguns funcionários também serão dos piores passivos de uma instituição. Ou se calhar, sendo optimista, são capital de risco…
Aos funcionários da limpeza que passam – no sentido literal do termo – na minha rua, nem sei o que os considere. Apesar da via, como todas as outras, ter dois lados apenas varrem de um deles. Quase sempre o mesmo, por sinal. E, ainda assim, mal e porcamente como diria a minha avó. Há anos que repetem este procedimento e admito que nas outras façam o mesmo. Se estes cavalheiros – às vezes também são mulheres a não limpar – são do melhor capital que há, então vou ali e já venho. Se calhar são é seguidores da teoria daquele antigo colega - dado como morto em diversas ocasiões, mas que continua teimosamente vivo - que, quando confrontado com a sua pouca predisposição para o labor, respondia invariavelmente: “Se quisesse trabalhar não tinha vindo para a Câmara”.

3 comentários:

  1. Concordo e aqui há muito que acabaram com os carros vassoura e temos uma senhora que limpa impecavelmente a rua.
    Beijos e um bom dia

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  2. Oh ... há de tudo, bons e maus "colaboradores"
    Creio que um dos problemas reside na exigência das chefias
    Trabalho na Administração Pública e já vi de tudo ...

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  3. Anónimo4:42 p.m.

    Se eu sou "colaborador", então quando não me apetecer "colaborar" digo ao patrão que não quero "colaborar" e que se estiver bem disposto talvez "colabore" no dia seguinte. A palavra "colaborador" não consta do Código de Trabalho ou mesmo do meu contrato.

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