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terça-feira, 13 de agosto de 2024

Más companhias...

Segundo alguns especialistas especialmente especializados em turismo os portugueses estarão a evitar gozar as merecidas – ou nem por isso – férias no Algarve por, garantem, não ter dinheiro para pagar os seiscentos euros que custará uma diária por terras algarvias. Ainda que sejamos um povo com a mania das grandezas, propenso a extravagâncias e que aprecia demonstrar sinais exteriores de riqueza que o seu rendimento teima em contrariar não me parece que esse seja o motivo. Até porque, ainda que outros destinos possam proporcionar uma relação qualidade-preço mais atractiva, existem ofertas de qualidade muito abaixo desse valor que permitiriam aos menos abonados disfrutar de uns dias de remanso nos areais do sul. Digo eu, que sou um gajo de gostos simples e que vejo no Algarve a única região que encararia como alternativa numa hipotética e nada provável mudança de poiso.


Desconfio que a “fuga” de turistas das praias algarvias terá mais a ver com o temor de dar trombas – ou face a facínora, vá – com uma inusitada quantidade de políticos a banhos. Alguns de nós ainda têm amor à carteira. Ou, se não for por isso, é para escapar ao Marcelo.

segunda-feira, 28 de março de 2022

Tropa não!

Tudo parece conjugar-se para que, mais dias menos dia, a questão do regresso ao regime de serviço militar obrigatório venha a ser colocada. Por mim, que odiei cada dia que passei na tropa, acho mal tal obrigatoriedade. Pelo menos se essa obrigação for nos mesmo termos – ou, sequer, parecidos – com o que vigorava nos meus tempos de mancebo.


Devo ser, presumo, o único a discordar da reimplementação do SMO. Com todo o fervor patriótico que vejo de há anos a esta parte em torno da selecção de futebol ou a admiração pela heróica defesa que os ucranianos estão a fazer do seu país, só posso acreditar que os portugueses vão aderir com inusitado entusiasmo a esta causa e que, todos aqueles que possam, servirão com empenho nas forças armadas durante o tempo que for determinado. Se a realidade me desmentir, coisa que acontece com frequência, só confirma que o que não falta por aí é “goela”.


A menos que sejam como o PCP. Que é, recorde-se, o único partido a defender o SMO mas que, ao mesmo tempo, defende a redução dos gastos com a defesa, o desarmamento, a ausência de políticas belicistas e é contra todas as guerras sejam quais forem as circunstâncias. Ou seja, não se entende para que raio servem as forças armadas na óptica dos comunistas. Deve ser mais ou menos aquilo do “estou inteiramente de acordo e sou simultaneamente de opinião contrária”. Um pouco como eu, às vezes.