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domingo, 24 de abril de 2022

E que tal fazer contas antes de reivindicar?

Ninguém pode colocar em causa o papel dos sindicatos. A sua importância é por demais evidente e toda a gente, incluindo os empresários dignos desse nome, reconhece que são essenciais numa sociedade democrática. Já relativamente a alguns sindicalistas – praticamente todos, quase me atrevo a escrever – a sua imprescindibilidade é muito questionável. A sua maioria – se não todos, se calhar – não passam de comissários políticos que estão muito mais preocupados em defender e promover as políticas dos respectivos partidos do que em defender os interesses daqueles que, alegadamente, representam. Pouco admira pois que, nos últimos anos, o número de trabalhadores sindicalizados tenha caído em várias centenas de milhares.


Será, certamente, uma mera coincidência, mas as reivindicações dos sindicatos da CGTP reflectem sempre as propostas apresentadas, uns dias ou umas semanas antes, pelo PCP. Não são capazes de inovar. Ou, se calhar, não têm autorização para isso. Daí que, por exemplo, nunca um sindicato tenha reivindicado a diminuição do IRS. A UGT – onde, no caso, o PCP pouco manda – até admite negociar aumentos de 1,3 por cento para a função pública. Ora não é preciso ser sindicalista, nem um inteligente esquerdista, para saber o que acontece a um vencimento que tenha um aumento dessa grandeza. 


Apesar destes cenários reivindicativos, reitero, os sindicatos continuarão a ser imprescindíveis. As marionetas partidárias disfarçadas de sindicalistas, nem tanto.