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quinta-feira, 31 de março de 2022

Zappings manhosos

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Longe vai o tempo em que na pequena caixa que mudou o mundo apenas dispúnhamos de dois canais. Ou quatro, para quem como eu está mais próximo da raia. Hoje, graças às novas tecnologias, são mais que muitos os que, de maneira absolutamente legal e gratuita, estão à nossa disposição. Caso se esteja disposto a pagar, ou essa parte da legalidade pouco importe e a opção passe por esquemas mais ou menos manhosos, o número de alternativas televisivas pode ser algo próximo do infinito. Mais coisa menos coisa.


Por falar de esquemas manhosos. Deparei-me um destes dias - ou noites, sei lá - com um conceituado e em tempos muito apreciado político português a participar num programa de comentário político de uma estação televisiva brasileira. Aquilo é do piorio. Em escassos minutos os intervenientes citaram várias vezes - demasiadas para o meu gosto e, até, sanidade mental - o nome de um tal Boaventura Sousa Santos. Citação que, obviamente, me fez prosseguir o zapping a toda a gáspea. Nem cheguei a perceber qual era o tema em debate. Talvez fosse acerca de fantásticos governos liderados por um individuo de nome Sócrates, um tipo que gosta de fotocópias, com a mania que percebe de decoração de interiores e tem amigos altruístas.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Eu não sou de intrigas, mas...

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Quiçá influenciados pelas recentes comemorações da abrilada, têm sido muitos os adeptos do clube da fruta e do putedo a partilhar a imagem que compara os títulos desportivos conquistados pelo clube do Porto e pelo Benfica desde o fim do Estado Novo. Não vejo, assim de repente, relação entre uma e outra coisa. Mas, dizem eles, são factos e números esclarecedores acerca dos quais cada um tirará as ilações que entender.


Ora foi isso mesmo que eu fiz. Vi números, ocorreram-me alguns factos e tirei as minhas ilações. Constatei que no período em que o Sócrates governou, aquele clube ganhou catorze troféus. Mais do dobro dos conquistados pelo Glorioso. Não é que veja nisso – tal como não vejo no outro – nada de especial. Apenas factos. E números esclarecedores acerca dos quais cada um tirará as ilações que entender.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Salvar bancos agora já é uma coisa boa?!

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Primeiro foi o BPN. Sócrates, contra a opinião do seu ministro das finanças, tratou de o salvar. Opção que, como todos sabemos, nos tem custado os olhos da cara. Depois, com o regresso ao poder dos socialistas, foram o Banif e a Caixa a reclamar mais uns milhões – muitos, mesmo – ao erário público. Agora foi o Montepio. Estava à rasca e, naturalmente, o governo socialista sustentado no poder por comunas e blocas lá deu uma mãozinha. Pelo meio, a mesma gente, resolveu o problema aos lesados do BES pagando-lhes com o nosso dinheiro. E, por falar em BES, só não salvaram esse porque, por sorte nossa e azar do Salgado, não estavam no poder.


Ora, essa coisa de salvar bancos andou durante anos a servir de argumento a toda a gente para malhar do governo. No de então. Dava para tudo. Quando, afinal, o governo que era alvo das criticas não tinha salvo nenhum. Curiosamente este argumentário desapareceu do léxico político. Já ninguém o usa. Logo agora que temos um governo especialista em matéria de salvamento bancário! Mas ainda bem que já não temos um governo da direita bafienta, que apenas se preocupava com o capital e só queria o mal das pessoas.


 

sábado, 14 de março de 2015

A culpa (também) é do PREC!

 


Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.


Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.