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quarta-feira, 9 de março de 2022

Diz-me como falas, dir-te-ei quem és...

Se há coisa que me aborrece, incomoda e faz ferver – tudo em simultâneo – é a chamada linguagem politicamente correcta, inclusiva, neutra, imparcial ou lá o que é. Agora essa forma de falar própria de imbecis aplica-se também à comunicação sobre a guerra. Ao que parece a ONU terá proibido – sim, proibido – os seus funcionários de se referirem à situação na Ucrânia como ‘invasão’ ou ‘guerra’. Ao invés, os funcionários da ONU foram instruídos para usar os termos ‘conflito’ ou ‘ofensiva militar’ para descrever a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Ao que li, também os especialistas na especialidade de educar criancinhas terão recomendado aos pais – se calhar o linguajar moderno recomenda escrever pessoa que educa, para não ofender ninguém – que usem as mesmas expressões para informar os petizes acerca do que está acontecer. Por mim poupava trabalho a esta gente toda. Diziam logo que a culpa é da Nato, da União Europeia, dos EUA e ficava o assunto arrumado. Nada como falar claro e dizer logo ao que vêm. 

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Dados? Ou então não...

A entrega dos dados pessoais dos manifestantes anti-Putin à Rússia não terá sido um lapso. Lapso teria sido enganarem-se no código postal, ou isso. Aquilo foi outra coisa. Inquietante, por sinal. Mas muito mais inquietante do que dar, à respectiva embaixada, o nome e a morada de uns fulanos que não nutrem grande apreço por um ditador que costuma mandar limpar o sebo aos opositores – até porque deve ser facílimo os serviços secretos obterem esses dados – é a tolerância evidenciada por muitíssima gente perante este acto delatório, alegadamente, dos comissários políticos do PS. Isto partindo do principio que um presidente de câmara escolhe os membros do seu gabinete de entre a vassalagem partidária.


É intrigante, pelo menos para mim que não percebo nada disto, que havendo tanta e tanta gente preocupada com o “avanço da extrema-direita” e com as ameaças à democracia daí decorrentes, manifeste uma estranha benevolência para com o ditador russo. Um gajo que estará ligado a diversos movimentos extremistas europeus, a ditadores e a gente muito pouco recomendável da ala mais à direita da política europeia. Por que raio essa malta, que se indigna tanto com o Ventura – um mero aprendiz de feiticeiro, afinal – tolera indivíduos como o Putin? Há aqui uma cena qualquer que me está a escapar...