quarta-feira, 16 de março de 2022

Vigaristas

Anda muito boa gente - boa, obviamente, é apenas uma maneira de dizer. Alguma não é tão boa assim - a lamentar que a disponibilidade da Europa, governos e cidadãos, para acolher os migrantes asiáticos e africanos que se esfalfam para chegar aos países da UE, não seja a mesma que evidenciam para acolher ucranianos fugidos da guerra. Não percebo o espanto por acolhermos melhor estes últimos. É da natureza humana manifestar primeiro preocupação com os nossos - família, amigos, vizinhos, conhecidos ou outros com quem temos afinidades - do que com outros que não conhecemos de lado nenhum. O mesmo acontece quando, ao contrário, pedimos ajuda. É por isso, por a natureza humana ser mesmo assim, que quando precisamos de dinheiro emprestado - ou outra coisa qualquer de que necessitemos - seguimos a ordem acima indicada. Ninguém, acho eu, vai pedir cem paus emprestados um tipo que nunca viu na vida. A menos que seja um vigarista no exercicio da sua actividade de vigarizar o próximo. Ou seja, o mesmo que essa malta pretende fazer connosco quando coloca aquelas frases fofinhas sobre a pouca solidariedade que manifestamos relativamente a gente de outras origens. 

terça-feira, 15 de março de 2022

Colaboradores pouco colaborantes

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Detesto aquela permanente guerra entre “público” e “privado”. Nomeadamente quando envolve as virtudes de quem trabalha para uma empresa e os defeitos dos que trabalham para o Estado. Bons e maus trabalhadores existem em todo o lado e, quer num quer noutro sector, tenho a certeza que os bons estão em maioria.
Outra cena que para mim nada significa é aquilo dos “colaboradores”, ou lá o que queiram chamar aos empregados, constituírem o melhor activo de uma organização. Pois. Devem ser devem. Vê-se que são e exemplos desse capital de excelência nos centros de emprego não devem faltar. Mas, se quisermos ir por aí, alguns funcionários também serão dos piores passivos de uma instituição. Ou se calhar, sendo optimista, são capital de risco…
Aos funcionários da limpeza que passam – no sentido literal do termo – na minha rua, nem sei o que os considere. Apesar da via, como todas as outras, ter dois lados apenas varrem de um deles. Quase sempre o mesmo, por sinal. E, ainda assim, mal e porcamente como diria a minha avó. Há anos que repetem este procedimento e admito que nas outras façam o mesmo. Se estes cavalheiros – às vezes também são mulheres a não limpar – são do melhor capital que há, então vou ali e já venho. Se calhar são é seguidores da teoria daquele antigo colega - dado como morto em diversas ocasiões, mas que continua teimosamente vivo - que, quando confrontado com a sua pouca predisposição para o labor, respondia invariavelmente: “Se quisesse trabalhar não tinha vindo para a Câmara”.

domingo, 13 de março de 2022

Agricultura da crise

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Os primeiros nabos e verdura diversa. Alfaces, espinafres, nabiças e outros que tais igualmente verdes. Tudo colheita de sexta-feira lá na UCP. Unidade Colectiva de Produção. Colectiva porque somos dois a bulir. Nada de confusões com aquela cena que envolvia comunistas que espoliavam as terras aos legítimos proprietários. As que, como esta, produziam alguma coisa de jeito, obviamente.

sábado, 12 de março de 2022

Coerênciazinha da boa...

Aborrece-me sobremaneira aquela mania, amplamente propagandeada, da superioridade moral da esquerda. Puta que os pariu. Só não lhes sugiro que enfiem essa auto-proclamada superioridade pelo respectivo rabo acima porque, às tantas, ainda apreciavam a ideia. Veja-se o caso do Bloco de Esquerda. A cada despedimento, fecho de fábricas ou greve por melhores salários lá estão eles a protestar contra os malvados dos capitalistas, esses gananciosos que apenas pretendem lixar os trabalhadores e manter os lucros escandalosos. Sempre, reconheça-se, com um discurso escorreito que cativa os mais parolos. Nomeadamente aqueles que sabem tudo e topam um oportunista a léguas de distância, como acontece com o pessoal que ainda acredita na bondade dos ideais de esquerda.


Contudo a realidade, aquela mesmo real e que insiste em não coincidir com a daquela malta, é uma cena tramada. De tal maneira que o BE, face à diminuição dos fluxos de caixa em consequência dos miseráveis resultados eleitorais, não tem outro remédio senão reduzir o pessoal, encerrar delegações e optar por trabalho voluntário. O mesmo, exactamente o mesmo, que faz qualquer organização - empresarial ou não - quando colocada perante situação idêntica. Se aquilo fosse gente séria, os jornalistas que os entrevistam fossem independentes e os portugueses tivessem memória...mas como nenhuma destas condições se verifica, vamos continuar a ouvir falar da tal superioridade moral destes filhos de uma senhora honesta que ganha a vida à beira da estrada a esmagar formigas com as costas.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Diz-me como falas, dir-te-ei quem és...

Se há coisa que me aborrece, incomoda e faz ferver – tudo em simultâneo – é a chamada linguagem politicamente correcta, inclusiva, neutra, imparcial ou lá o que é. Agora essa forma de falar própria de imbecis aplica-se também à comunicação sobre a guerra. Ao que parece a ONU terá proibido – sim, proibido – os seus funcionários de se referirem à situação na Ucrânia como ‘invasão’ ou ‘guerra’. Ao invés, os funcionários da ONU foram instruídos para usar os termos ‘conflito’ ou ‘ofensiva militar’ para descrever a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Ao que li, também os especialistas na especialidade de educar criancinhas terão recomendado aos pais – se calhar o linguajar moderno recomenda escrever pessoa que educa, para não ofender ninguém – que usem as mesmas expressões para informar os petizes acerca do que está acontecer. Por mim poupava trabalho a esta gente toda. Diziam logo que a culpa é da Nato, da União Europeia, dos EUA e ficava o assunto arrumado. Nada como falar claro e dizer logo ao que vêm. 

terça-feira, 8 de março de 2022

Direitos que ninguém quer...

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Nunca tive grande apreço pelas causas da moda. Tenho, até, um enorme desprezo pela maioria. Os seus mais acérrimos defensores são por norma incoerentes, geralmente parvos e muitas vezes perigosos. Coisa que, invariavelmente, acaba por conduzir ao descrédito daquilo que julgam defender. As feministas, por exemplo, perderam hoje um ensejo soberano de exibir a sua indignação para com o presidente da Ucrânia. Cuidava eu que hoje, como prova de que ainda há muito por fazer para acabar com a discriminação, não iam faltar mulheres a citar o facto de apenas os homens terem sido mobilizados para defender a sua pátria. Só que não. Nem abriram o bico. Pudera. E pior ainda, as mais radicais até estão chateadas por, dentro da idade legal, terem de prestar serviço militar obrigatório. Pois. É que isto da igualdade é muito bonita, mas a discriminação às vezes também dá muito jeito.

sábado, 5 de março de 2022

Decidam-se lá com isso dos refugiados...

Já cá faltavam os choramingas. Primeiro queixavam-se da maneira como a Europa recebe - ou recusa receber, no caso de alguns países - os migrantes económicos oriundos de África, os refugiados da Síria e todos os outros que, aproveitando a boleia dos que fugiam à guerra naquele país, têm tentado entrar no espaço europeu. Agora - ainda há pouco estava um desses patetas na televisão - queixam-se que escancarámos as portas às vitimas do javardo Putin. Não há quem os entenda. Ou melhor, há. Percebe-se, até, muito bem o problema deles. Os primeiros serão, sobretudo, dependentes do estado social, pobres e potencialmente recrutáveis para as causas que aquela malta precisa para viver. Os segundos, os que agora chegam da Ucrânia são, no essencial, gente com vontade de trabalhar e, principalmente, que está “vacinada” contra os vírus esquerdalho-comunóides que ainda sobrevivem por cá.


Por mim, os que comam uma bela de uma bifana e bebam uma cervejola, são todos bem-vindos. Os restantes que desamparem a loja. E levem os tais vírus, de preferência.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Discriminação em tempo de guerra

Se, reitero, nesta guerra da Rússia contra a Ucrânia a posição do pcp - propositadamente em minúsculas por ser um partido pequenino, composto por gente igualmente pequenina - em nada me surpreendeu, o mesmo não posso dizer de outras posições e de alguns silêncios. O mais ruidoso de todos é o do movimento feminista. Perante a mobilização geral dos homens entre os dezoito e os sessenta anos para combater o invasor, o movimento feminista disse nada. Já não digo que se despissem em protesto contra este gesto discriminatório do governo ucraniano. Está frio e ainda se podiam constipar. Nem, sequer, precisavam de queimar os soutiens. Mas, ainda que não servisse de nada, podiam ter tido uma tomada de posição qualquer contra esta medida sexista, reveladora de uma profunda misoginia e que visa perpetuar o papel secundário da mulher na sociedade. Ou lá como é que elas - as feministas - dizem quando lhes dá jeito. Não estou com isto - obviamente - a criticar as mulheres ucranianas. São nestes dias, por tudo e mais alguma coisa, verdadeiras heroínas. Quem fica mal na “fotografia” são as “feminazis” ocidentais. Falam, falam... e quando têm oportunidade não chutam à baliza.


Outro silêncio que me anda a deixar curioso é o do “socialista” Pedro Nuno Santos. Não é que me interesse muito o que o sujeito pensa ou deixa de pensar sobre este assunto ou sobre outra coisa qualquer. É só para comparar com a posição do pcp.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Não há cá "ses" nem "mas".

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Tenho seguido, com óbvia inquietação, aquela coisa da invasão da Ucrânia pelas tropas russas. O meu nível de conhecimento de estratégia militar anda próximo do zero mas, ainda assim, parece-me que aquilo está a correr mal para o fascista maluco - passe a repetição - do Putin. Ou, pelo menos, não estará a ser o passeio na avenida que toda a gente perspetivava. Mais cedo do que tarde a tropa russa acabará por impor a sua força mas, a julgar por alguns números que vão sendo divulgados, com um número de baixas absolutamente impensável até há poucas semanas. Mesmo que, descontando a propaganda e a contra-informação, os mortos sejam “apenas” um quinto do que se tem dito e escrito isso constituirá uma tragédia inimaginável para as famílias russas. Uma morte, mais ainda de um jovem, é sempre um drama. Naquelas circunstâncias morrer por coisa nenhuma, numa valeta de uma qualquer estrada ucraniana, para além de dramático não traz honra nem glória a ninguém. Diz, isso sim, muito acerca da honra de quem os mandou para lá. E, já agora, de quem o apoia. Lá e cá.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Já podemos afirmar que o pcp não faz cá falta nenhuma?

Será extremamente preocupante se a posição do partido comunista acerca da questão ucraniana não conduzir ao seu isolamento social e político. Perante a inenarrável atitude - ainda que, pelo menos para mim, nada surpreendente - daquele conjunto de imbecis, não vejo que outra alternativa reste às forças políticas democráticas, aos sindicatos, à comunicação social, à sociedade em geral e a cada português com o mínimo de decência.


Talvez seja esta a hora de fazer o tal cordão sanitário. Se, até posso concordar, é necessário isolar os adoradores de um assassino morto, muito mais urgente será manter longe do convívio democrático os apoiantes de um criminoso vivo. É, principalmente, nestas alturas que me apetece citar alguém que dizia “Num comunista bate-se sempre. Mesmo que não saibas porque lhe bates ele sabe porque apanha”. E, como dizia sempre a minha avó, só se perdem as que não lhe acertam...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Encontre as diferenças

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Nos últimos dias tem sido amplamente anunciado que o governo não ia esperar pela aprovação do Orçamento de Estado e ia desde já actualizar as tabelas de retenção na fonte para, num inusitado acesso de generosidade para com os contribuintes, colocar mais dinheiro no bolso dos portugueses. Ou, por outras palavras, atenuar o assalto que mensalmente faz ao ordenado de quem trabalha. Não faltaram as costumeiras simulações dos habituais especialistas da especialidade. Que sim senhor, a generalidade dos trabalhadores passaria a ter uma menor retenção e aquilo era coisa para aumentar o rendimento liquido ao pagode aproximando assim, garantiam, o desconto mensal do apuramento anual do IRS. Só que não. As ditas tabelas foram publicadas ontem e as diferenças são microscópicas. Ainda que, numa situação meramente marginal, um ou outro contribuinte veja o montante do roubo diminuído, a generalidade continua a ser roubada em valores exactamente iguais ao que já acontece Janeiro. Se os socialistas fossem tão bons a governar como a fazer propaganda seriamos o melhor país do mundo!


 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Putin é facho, camaradas!

Não compro a narrativa fofinha de que o PCP teve um resultado desastroso porque parte significativa dos seus eleitores, com medo da extrema-direita ou de outro papão qualquer, terão optado por votar PS. Até podia ser verdade. Quem acredita que o comunismo funciona, também acreditará facilmente que um partido que já levou o país três vezes à bancarrota não levará uma quarta. Mas, apesar disso, de forma nenhuma acredito que o eleitorado comunista se tenha deslocado para o PS. A votação no PCP caiu agora e cairá no futuro, tal como tem vindo sucessivamente a cair, porque o seu eleitorado está a bater a bota. É a vida. Ou melhor, é a morte.
Embora, convenhamos, isso não justifique tudo. Outra parte é explicada pela votação no Chega. Particularmente no Alentejo. Basta olhar para os números. Por mais que os torturem eles não mentem. Para aqueles a quem esta tese suscite alguma reserva recomendo a leitura dos “murais” “Facebookianos” dos comunistas vossos conhecidos. Constatarão, nomeadamente em relação a esta cena com a Ucrânia mas podia ser relativamente a outra coisa qualquer, a admiração que nutrem pelo Putin. Um facho que serve de inspiração à extrema-direita europeia e que encarna valores que, quase todos, repudiamos. Incluindo, ainda que apenas para consumo interno, os orfãos da União Soviética.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Foste tu, Putin?

Diz que o serviço multibanco está inoperacional em, pelo menos, parte significativa do país. O drama, o horror, a tragédia e até, quiçá, o caos estão instalados. Quem não tiver o dinheirito debaixo do colchão está feito ao bife. O que é, obviamente, uma maneira de falar. Bife, a menos que o tenham no frigorífico é cena que hoje não apanham.
Mas, por outro lado, aguardo com ansiedade manifestações de jubilo se, com será provável, este apagão do sistema de pagamentos se dever a actividades no âmbito do cibercrime. A malta gosta do pessoal que se dedica à invasão de computadores alheios. Acham-os uns heróis e isso. Fazem bem. As compras no Continente podem esperar. Por mim não me ralo. Nunca liguei muito aos conselhos do meu ortopedista.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Oh, valha-me Eu...

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Afinal salários baixos, muito por força da alta fiscalidade que incide sobre o trabalho, não constituiem, ou pelo menos não deviam constituir, motivo para os jovens – nem, já agora, os menos jovens – procurarem melhor vida no estrangeiro. É que por cá, imagine-se, os desempregados não pagam IRS. Estão isentos. É, convenhamos, uma vantagem que os candidatos a emigrar não estão a aproveitar devidamente. Não vale a pena ir embora e ser explorado pelo grande capital, quando podem muito bem ficar na santa terrinha. Não trabalham, provavelmente ao fim de algum tempo ficam sem subsidio de desemprego, mas têm a inegável vantagem de não pagar IRS. Não é bom? Se acham o contrário são uns mal-agradecidos. E uns fachos, se calhar.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Perdoai-lhes, Senhor...

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Que os impostos sobre os combustíveis são muito altos é um facto incontornável. Não há como negá-lo. Bom, a bem dizer até há. Ainda existe um ou outro indigente mental a achar o contrário e a explanar teorias que, acham eles, confirmam a sua opinião. Mas, tirando isso, a indignação é mais que muita e é evidenciada por toda a gente a toda a hora, pelos mais diversos meios e amplificada pela comunicação social que, em relação a esse imposto e apenas a esse, tomou o partido dos contribuintes.


Ora, obviamente partilhando do incomodo que essa carga fiscal provoca, não posso deixar de estranhar que outros impostos não causem idêntica indignação. O IRS, por exemplo. É pior, muito pior, e poucos se importam. Rouba-nos uma parte brutal do vencimento sem que o possamos evitar - ao contrário do ISP e restante tributação sobre os combustíveis, pois podemos sempre andar a pé – e poucos evidenciam o mesmo nível de irritação. Pior. Não falta gente a considerar que, bem vistas as coisas, nem se paga assim tanto. Com esses tontinhos já me cansei de discutir. Se fosse crente pediria ao “Senhor” para os perdoar, pois não sabem o que dizem. Assim, digo como o outro. Continuem a votar PS. É mais ou menos a mesma coisa, só que mais inclusivo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Cavem para a vossa terra, pá!

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Ainda me lembro do tempo em que o problema era o turismo e os turistas. Eram aos montes, resmas deles, em todo o lado. Aquilo era uma chusma de gente que só contribuía para descaracterizar as nossas cidades e - não faltava quem garantisse - não gerava grande riqueza. Apenas meia-dúzia de empregos mal pagos, condescendiam nos dias em que acordavam bem humorados. Nada que compensasse o transtorno que nos causavam, a nós que já nem podíamos desfrutar dos encantos da nossa terra com o sossego que merecíamos. Assegurava a retórica dominante entre a intelectualidade alarve, passe a redundância.


Mas isso foi noutro tempo. Distante, já. Entrementes, descobriu-se o lítio, como potencial fonte geradora de recursos. Gerou-se, obviamente, o drama, o horror, a tragédia… Não queremos cá disso, berram. Afasta os turistas e não cale praticamente nada em termos económicos, argumentam. Ao contrário daquilo que os meus dois leitores atentos estão a pensar, não estou aqui a apontar nenhuma espécie de contradição. Pelo contrário. Quem usa este argumento está a ser coerente. O que esta gente não é que se crie riqueza. São contra o turismo, o lítio, o sol – vide o que se diz dos painéis solares – e tudo o mais que nos possa tornar um pouco menos pobres e menos subsidio-dependentes.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

A seca

Não comungo das teses negacionistas das alterações climáticas. Elas estão aí, todos as sentimos e não vale a pena andar com argumentos manhosos para contrariar o que é por demais evidente. Apesar disso detesto os auto-proclamados activistas da defesa do ambiente e toda a fauna que, do conforto do seu apartamento numa metrópole qualquer, se arroga no direito de pretender impor o que todos, enquanto indivíduos e enquanto sociedade, devemos fazer para proteger o planeta. Pior e mais detestáveis do que aqueles desgraçados só quem, com poder de decisão, lhes dá ouvidos.


Ainda mais repugnante do que todos eles é a miserável comunicação social que infelizmente temos. Não se cansam de nos mostrar barragens praticamente vazias. Por vezes, até, com uma critica velada às empresas que as usam para produzir energia. Mas nunca, nunca mesmo, ao encerramento demagógico das centrais a carvão que produziam a eletricidade que agora tem de ser gerada por outros meios. A nenhum, entre os que ouvi reportar a tragédia, ocorreu questionar se uma coisa não teria a ver com a outra. Nem, ao menos, inquirir os especialistas da especialidade acerca do que é mais prejudicial para o ambiente, o clima, o planeta e, já agora, para as pessoas. Se as barragens vazias, se as centrais a carvão. Embora essa seja uma questão que nem se coloca aos urbano-depressivos dos média. Para eles a água nasce na torneira e os rios querem-se livres, para a malta brincar aos desportos radicais.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Eles não se enganam...a realidade é que não acerta.

Os mesmos comentadores que antes garantiam a ausência de maiorias absolutas e perspetivavam uma luta renhida entre o PS e o PSD, têm agora a certeza absoluta quanto aos motivos que levaram os portugueses a dar a maioria a António Costa. Foi, afiançam cheios de convicção, o medo da extrema-direita. De facto, na rua não ouço falar de outra coisa. Anda tudo aterrorizado com isso. Ninguém quer saber dos problemas na saúde, dos salários baixos ou dos impostos altos. Cenas que, obviamente, para os eleitores não passam de minudências, de tão apavorados que estão com a direita mais extrema.


Excepto o país que vive dentro das redações dos órgãos de comunicação social toda a gente, com maior ou menor dificuldade, percebe que o PS ganhou porque quatro milhões de eleitores vivem à conta do Estado e, naturalmente, estão contentes por lhes aumentarem as reformas, os vencimentos ou os apoios sociais. Também não se afigura difícil de perceber que BE e PCP são partidos de protesto – mais o primeiro que o segundo, é certo – e viram parte significativa dos seus votos ir parar ao Chega. A incapacidade de ambos em cativar o eleitorado mais jovem fez o resto. Aquele discurso da defesa das pensões instituídas e dos impostos, era quase um apelo ao voto dos mais novos na IL.


Estes comentadores também ainda não conseguiram aceitar que o resultado das eleições se traduziu numa viragem à direita. A maioria absoluta permite ao PS livrar-se da extrema-esquerda e, finalmente, poder governar de acordo com a sua matriz ideológica. Não será propriamente bom. Mas, seguramente, será menos mau do que até aqui.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Chatos

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A minha paciência, reconheço com facilidade, é cada vez menor. É, digamos, inversamente proporcional ao cada vez maior número de ocasiões em que é posta à prova. Isto porque os demais são, também eles, cada vez mais impacientes. Não entendem o significado da palavra “não” e ficam incrédulos quando alguém comete a suprema ousadia de lhes negar um desejo a que se acham com direito. Não raras vezes manifestam uma profunda indiferença pelas dificuldades que outros tenham em dar satisfação imediata às suas necessidades e, pior, fazem queixinhas. É a cultura do eu, eu, mais eu e só eu. Mas depois afirmam-se muito solidárias e isso… Em suma, as pessoas estão chatas, há que dizê-lo com toda a frontalidade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Fungagá da bicharada

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Apesar do PAN ter sido praticamente remetido à sua insignificância, os animais parecem ter ganho um lugar de destaque na política. Depois de gatos, cães e coelhos terem entrado na campanha eleitoral, chegou a agora a vez dos suínos. Segundo um conhecido democrata com nome de astrólogo, onze deles vão entrar no parlamento um dia destes. Referia-se o estimável e cordato cavalheiro aos deputados do Chega. Sendo doze o número de eleitos daquele partido, terá tido, provavelmente, um lapso de memória. Acontece aos melhores. Núcleo onde aquela joia de moço se inclui. A menos que, propositadamente, não esteja a incluir o único deputado negro na condição de bácoro. Mas isso o reputado activista dos direitos humanos, da luta anti-racista e praticante de outros activismos igualmente meritórios não faria. Até porque aquele jovem cheio de virtudes certamente não terá macaquinhos no sótão. Nem, obviamente, aquela excelsa criatura será dada a macacadas.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Compete à familia a educação dos seus...

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Este vistoso e imponente cagalhão pode ser apreciado em todo o seu esplendor numa rua cá da cidade. A obra de arte terá sido produzida por um membro de uma família local - ou das que nos visitam, quem sabe - e está ali, à vista de todos e à mercê de um transeunte mais distraído.


Com elevada dose de probabilidade será um dos muitos animais de estimação que não estão registados e que não pagam a respetiva licença à junta da freguesia onde o seu agregado familiar tem residência. Os “pais”, provavelmente, serão daqueles que se lamentam da falta de limpeza das ruas, do pouco empenho dos funcionários que tratam de limpar o que os outros sujam e, quiçá, lamentarão igualmente que ande por aí malta - muitas vezes gente que apenas quer trabalhar e que o estado não se aproprie de parte significativa do resultado da sua labuta - a eximir-se ao pagamento de impostos.


Por mim - quem me segue sabe isso - sou contra a apropriação pelo Estado da riqueza produzida pelo esforço do trabalho. Em contrapartida, defendo uma mão fiscal pesada sobre o luxo, o supérfluo ou o fútil. Se, segundo alguns dados disponíveis, existem em Portugal seis milhões e setecentos mil animais de estimação, é só fazer a conta... mas claro que ninguém faz. O IRS sustenta tudo e quem diz o contrário é facho.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Não sei se ficará "composto"...

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A ideia é boa. Tenho um compostor doméstico no quintal e sei, por experiência própria, que a compostagem das cascas e restos dos vegetais reduz significativamente os resíduos sólidos que despejamos no lixo comum. O que se traduz por menos matéria entregue à entidade gestora dos resíduos e, por consequência, uma menor despesa para a autarquia que, num futuro próximo, fará refletir isso no bolso dos munícipes. Quanto ao composto obtido será, certamente, aplicado nos espaços verdes da zona. O que, também por aí, contribuirá para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida dos que aqui residem.


Isto num mundo perfeito, claro. Neste, quase ninguém ali irá deitar nada. Uns porque não cozinham, logo não têm sobras e outros porque não estão para se ralar com estas cenas. Por outro lado, não auguro uma vida longa ao equipamento. Muito me surpreenderá se não acabar vitima da vadiagem que se ocupa a partir tudo o que não mexe ou daquela malta que leva o dia a cirandar pelos caixotes do lixo da cidade. Se tiver metal, então, nem terá tempo para compostar a casca de uma banana.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Festejos á vista...

Posso estar aqui na segunda-feira a engolir cada uma das minhas palavras mas, caso tudo corra dentro do expectável, domingo à noite todos os partidos concorrentes às eleições cantarão vitória. Um privilégio que até há poucos anos era exclusivo do Partido Comunista que, recorde-se, encontrava sempre um motivo suficientemente bom para reivindicar uma estrondosa vitória eleitoral.


A maioria deles, acredito, terão razões para isso. O PS porque, com ou sem maioria, será sempre vencedor. O PSD, se as sondagens não falharem escandalosamente, terá igualmente motivos para se regozijar. O ponto de partida foi tão baixo que qualquer resultado que se aproxime dos trinta por cento será uma vitória. Entre o Chega e BE, independentemente dos deputados que um perder e o outro ganhar, o que ficar em terceiro lugar considerar-se-á um vencedor. Com razão, dado que arrebata o titulo de maior entre os pequeninos. A IL terá sempre razão para festejos. Dobrar ou mesmo triplicar o número de deputados é motivo suficiente. O CDS e o Livre, só pelo facto de continuarem a existir, poderão também fazer a festa. O PCP, esse, ganhará sempre. Tanto pode ser por a direita não ganhar, por a extrema-direita não ficar em terceiro, o PS não ter maioria absoluta, o que mais calhar ou o que lhes ocorra na altura. Se, já desta vez ou num futuro próximo, tiverem apenas um deputado vitoriar-se-ão por isso mesmo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

O triunfo dos porcos...brevemente, num país perto de si.

Ouvir gente como Pedro Nuno Santos causa-me calafrios. Não tanto por mim, que as consequências trágicas das ideias que tem para o país já pouco mal me farão, mas pelos mais jovens e pelos mais pobres que inevitavelmente irão penar com as maluqueiras deste cavalheiro. Os milhões que estamos a pagar pelos desvarios deste senhor, relativamente à TAP e às PPPs da saúde, serão peanuts comparados com o custo do que se avizinha se este estropício chegar a capo dos socialistas.


Apesar de lhe desejar – relativamente à actividade política, como é óbvio - todo o mal deste mundo e do outro, admiro a frontalidade da criatura. Dizer de forma clara e sem rodeios ao que vem, não é para todos. Ainda ontem, perante o entusiasmo geral da plateia, aquele destacado socialista não teve qualquer problema em condenar a meritocracia. Ou seja, não pretende praticar políticas que reconheçam o mérito. Não é que me admire. Há muito que a prática do compadrio é conhecida entre as suas hostes. Basta olhar para o governo a que pertence. Não me admira, mas quando vejo milhares de apaniguados a aplaudir a ideia, não consigo deixar de me inquietar. E, reitero, nem é por mim.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Guardem as galinhas, que vem aí a "diraita"...

“Porque temos salários baixos?” É a pergunta, a soar a falsete, de uma revista que se publica semanalmente. Dá, entre outros exemplos, o de um jovem que auferirá setecentos e quinze euros mensais. Pouco, muito pouco efectivamente. Não sei se a questão colocada na capa da citada publicação será a mais correcta. Para mim seria mais adequado questionar porque motivo estamos a pagar - e pior, de forma tão desigual - impostos tão altos. Atente-se no caso do desgraçado atrás referido. Do magro pecúlio que o patrão lhe paga o Estado, para o IRS, apropria-se de 12,87€, deixando-o com um vencimento de 702,13 ao qual ainda vai descontar a TSU. O que significa que leva para casa menos do que o colega a quem o patrão paga os 705,00€ do SMN. Mas este “jove” nem é dos piores exemplos. Até tem sorte em não ganhar mais dez ou quinze euros. E, coitado, se fôr casado para o fisco já será um pequeno burguês.


Infelizmente nada disto importa na campanha. Quem, de uma ou outra forma, levanta o problema é apoucado pela esquerda, enrolado em explicações manhosas pelo centrão e ignorado pela generalidade da comunicação social. O importante, para eles e estranhamente para uma imensa parcela do eleitorado, é a “diraita”, a “extrema-diraita” e outros fantasmas. Eles que vão mas é bardamerda. A “diraito”, que é para não se perderem no caminho.

domingo, 23 de janeiro de 2022

Inquietações eleitorais

Mais de uma hora na bicha para exercer o meu direito de voto foi tempo bastante para me ocorrerem umas quantas inquietações. Quase todas, diga-se, relacionadas com o acto eleitoral em curso. Uma delas tem a ver com o dia de reflexão. Se é uma cena assim tão importante – uma vaca sagrada, pelos vistos – ontem e hoje não devia ser permitido fazer campanha. Nem, tão pouco, falar-se de eleições e assuntos relacionados nos meios de comunicação social ou nas redes sociais. Pouca será, portanto, a legitimidade dos que nos próximos dias vinte nove e trinta reclamarem de eventual propaganda eleitoral.


Outra inquietação tem a ver com o próprio sistema eleitoral. Quem o arquitetou entendeu – vá lá perceber-se a ideia – transformar uma eleição nacional em vinte pequenas eleições regionais. O que, como é óbvio, limita a escolha dos eleitores residentes nos círculos menos populosos. No distrito de Évora – em Portalegre ainda é pior – se não quiser que o meu voto seja absolutamente inútil, apenas tenho três opções. Qualquer outra escolha para além do PS, PSD ou PCP constituirá um voto que não serve de nada. A existência de um único circulo nacional seria a solução para que todos os votos fossem iguais e contribuiria, também, para uma maior diversidade na representação parlamentar. Mas isso, por mais que proclamem o seu eterno amor à democracia, pouco interessa aos dois maiores partidos.

sábado, 22 de janeiro de 2022

Desamparem a loja, pá!

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Os portugueses caminham rapidamente para a extinção. Somos cada vez menos e os que sobram são cada vez mais velhos. Um destes dias, a continuar assim, seremos um deserto. Há, contudo, duas ocasiões em que acho que ainda não temos desertificação suficiente. Uma, ao nível local, é quando nos sábados de manhã tento beberricar o meu cafézinho matinal e todos os cafés, pastelarias e similares estão a abarrotar de gente. A outra, à escala nacional, é quando vejo indivíduos destes a mandarem bacoradas como a que o JN chamou à capa um dia desta semana. Ele que vá. Faz cá tanta falta como a fome. E não volte, de preferência.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Não é iliteracia, é burrice mesmo.

De acordo com um estudo do Banco Central Europeu, em matéria financeira, os portugueses são os mais iletrados da Europa. Não era preciso o BCE perder o seu precioso tempo a estudar o nosso conhecimento das cenas relacionadas com o dinheiro. Somos uns verdadeiros asnos relativamente a esses assuntos e isso é mais do que notório. As evidências são mais que muitas. As consequências desse analfabetismo também. Nomeadamente no nosso bolso.


Veja-se, por exemplo, o IRS. Que é, não me canso de o escrever, dos impostos que mais me incomoda. Aquilo é um verdadeiro roubo, algo que devia revoltar todos os que dele são vitimas e envergonhar qualquer ministro das finanças. Mas não. Ao invés disso ainda há alarves que, parvamente, conseguem justificar o saque fiscal de que são, também eles, vitimas.


Dizia hoje alguém que, na nossa sociedade, ter dinheiro é algo mal visto. Constitui em termos sociais, acrescentava, uma espécie de afronta a que não tem. Infelizmente assim é. Para além de burros, somos invejosos. A rejeição generalizada da “taxa plana” de IRS é disso um bom exemplo. Preferimos continuar a pagar muito, só para que quem ganha mais do que nós não passe a pagar menos do que paga agora. É a inversão de um conhecido dito popular. Com o bem dos outros posso eu mal...mesmo que o bem seja igualmente para mim.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Agricultura da crise

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Agricultura da crise. Outra vez. A bem-dizer é já um clássico aqui no Kruzes. São, digamos, as sementeiras de inverno. Nabos, nabiças, espinafres e alhos, entre outras. Faltam, no rol, as ervilhas. Ainda não nasceram. Mas, garante o vendedor, é coisa para se fazer em sete semanas. Pois. Deve ser, deve. Há também, como não podia deixar de ser, a erva. Mas dessa não reza a foto, não vá surgir por ali um bando de voluntários para ajudar na “apanha” da dita...

sábado, 15 de janeiro de 2022

A fogueira ou o caldeirão...

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Que vale quase tudo para conseguir ou manter o poder já toda a gente sabe. Veja-se, por exemplo, o que tem feito António Costa. E não ter cedido às exigências dos extremistas radicais do BE e do PCP não lhe serve de grande atenuante. Para ele até vieram mesmo a calhar, diga-se, de tão ávido que está por obter uma maioria absoluta. Que, se calhar, face às alternativas existentes - vitória do PSD sem maioria de direita ou do PS com maioria relativa - ainda constituirá o menor dos males. Numa hipótese acabaremos com Pedro Nuno Santos - incompreensível como um individuo destes pode chegar a líder do partido fundado por Mário Soares - em primeiro ministro, coligado com comunas de várias origens e na outra com António Costa coligado com o PAN. Venha o diabo e escolha a ditadura em que vamos viver.


Convém, por isso, saber o que pretende o PAN para o país. Da leitura do seu programa ficamos a saber que é um partido animalista, não especista, feminista e progressista. Seja lá o que for que qualquer um destes conceitos queira dizer. Pretende proibir a caça, a pesca, o abate de animais e propõe-se combater uma nova forma de discriminação que, presumo, aqueles “apanhados do clima” acabaram de inventar. O “idadadismo”. Nunca tinha ouvido falar, mas deve ser uma coisa lixada de padecer.


É com esta gente que o partido que lutou pela liberdade e que contribuiu decisivamente para o fim da loucura revolucionária que assolou o país em 1975, pretende governar Portugal. Os socialistas, ainda vivos, que no “Verão quente” estiveram na Fonte Luminosa devem estar corados de vergonha. Os outros estarão às voltas na tumba. E nós estamos lixados. Com F grande.