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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Festejos á vista...

Posso estar aqui na segunda-feira a engolir cada uma das minhas palavras mas, caso tudo corra dentro do expectável, domingo à noite todos os partidos concorrentes às eleições cantarão vitória. Um privilégio que até há poucos anos era exclusivo do Partido Comunista que, recorde-se, encontrava sempre um motivo suficientemente bom para reivindicar uma estrondosa vitória eleitoral.


A maioria deles, acredito, terão razões para isso. O PS porque, com ou sem maioria, será sempre vencedor. O PSD, se as sondagens não falharem escandalosamente, terá igualmente motivos para se regozijar. O ponto de partida foi tão baixo que qualquer resultado que se aproxime dos trinta por cento será uma vitória. Entre o Chega e BE, independentemente dos deputados que um perder e o outro ganhar, o que ficar em terceiro lugar considerar-se-á um vencedor. Com razão, dado que arrebata o titulo de maior entre os pequeninos. A IL terá sempre razão para festejos. Dobrar ou mesmo triplicar o número de deputados é motivo suficiente. O CDS e o Livre, só pelo facto de continuarem a existir, poderão também fazer a festa. O PCP, esse, ganhará sempre. Tanto pode ser por a direita não ganhar, por a extrema-direita não ficar em terceiro, o PS não ter maioria absoluta, o que mais calhar ou o que lhes ocorra na altura. Se, já desta vez ou num futuro próximo, tiverem apenas um deputado vitoriar-se-ão por isso mesmo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

O triunfo dos porcos...brevemente, num país perto de si.

Ouvir gente como Pedro Nuno Santos causa-me calafrios. Não tanto por mim, que as consequências trágicas das ideias que tem para o país já pouco mal me farão, mas pelos mais jovens e pelos mais pobres que inevitavelmente irão penar com as maluqueiras deste cavalheiro. Os milhões que estamos a pagar pelos desvarios deste senhor, relativamente à TAP e às PPPs da saúde, serão peanuts comparados com o custo do que se avizinha se este estropício chegar a capo dos socialistas.


Apesar de lhe desejar – relativamente à actividade política, como é óbvio - todo o mal deste mundo e do outro, admiro a frontalidade da criatura. Dizer de forma clara e sem rodeios ao que vem, não é para todos. Ainda ontem, perante o entusiasmo geral da plateia, aquele destacado socialista não teve qualquer problema em condenar a meritocracia. Ou seja, não pretende praticar políticas que reconheçam o mérito. Não é que me admire. Há muito que a prática do compadrio é conhecida entre as suas hostes. Basta olhar para o governo a que pertence. Não me admira, mas quando vejo milhares de apaniguados a aplaudir a ideia, não consigo deixar de me inquietar. E, reitero, nem é por mim.

domingo, 23 de janeiro de 2022

Inquietações eleitorais

Mais de uma hora na bicha para exercer o meu direito de voto foi tempo bastante para me ocorrerem umas quantas inquietações. Quase todas, diga-se, relacionadas com o acto eleitoral em curso. Uma delas tem a ver com o dia de reflexão. Se é uma cena assim tão importante – uma vaca sagrada, pelos vistos – ontem e hoje não devia ser permitido fazer campanha. Nem, tão pouco, falar-se de eleições e assuntos relacionados nos meios de comunicação social ou nas redes sociais. Pouca será, portanto, a legitimidade dos que nos próximos dias vinte nove e trinta reclamarem de eventual propaganda eleitoral.


Outra inquietação tem a ver com o próprio sistema eleitoral. Quem o arquitetou entendeu – vá lá perceber-se a ideia – transformar uma eleição nacional em vinte pequenas eleições regionais. O que, como é óbvio, limita a escolha dos eleitores residentes nos círculos menos populosos. No distrito de Évora – em Portalegre ainda é pior – se não quiser que o meu voto seja absolutamente inútil, apenas tenho três opções. Qualquer outra escolha para além do PS, PSD ou PCP constituirá um voto que não serve de nada. A existência de um único circulo nacional seria a solução para que todos os votos fossem iguais e contribuiria, também, para uma maior diversidade na representação parlamentar. Mas isso, por mais que proclamem o seu eterno amor à democracia, pouco interessa aos dois maiores partidos.