
A minha paciência, reconheço com facilidade, é cada vez menor. É, digamos, inversamente proporcional ao cada vez maior número de ocasiões em que é posta à prova. Isto porque os demais são, também eles, cada vez mais impacientes. Não entendem o significado da palavra “não” e ficam incrédulos quando alguém comete a suprema ousadia de lhes negar um desejo a que se acham com direito. Não raras vezes manifestam uma profunda indiferença pelas dificuldades que outros tenham em dar satisfação imediata às suas necessidades e, pior, fazem queixinhas. É a cultura do eu, eu, mais eu e só eu. Mas depois afirmam-se muito solidárias e isso… Em suma, as pessoas estão chatas, há que dizê-lo com toda a frontalidade.
