quinta-feira, 24 de março de 2016

Adse para todos?! E porque não?

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Ciclicamente o tema da ADSE constitui motivo de discussão. Acessa, como quase todas as discussões que envolvem alegados direitos alegadamente exclusivos dos funcionários públicos. Que deve ser extinta e fica o Serviço Nacional de Saúde para toda a gente, defendem uns. Alargada a todos os que para ela queiram descontar é que era, sustentam outros alegando uns quantos princípios constitucionais.


Percebo os primeiros. É uma questão de filosofia de vida. Ou de outra coisa qualquer. De que, obviamente, discordo. Para eles o Estado deve regular todos os aspectos da vida de cada cidadão e, mesmo que um grupo de pessoas financie um sistema à conta exclusiva do seu vencimento sem que daí resulte encargos para os que dele não beneficiam, ainda assim, não pode ser. Nem sei como não reivindicam o fim dos seguros de saúde. Esses sim financiados pelo Estado através das deduções fiscais.


Já a opinião dos segundos, alargar o conceito de serviço prestado pela ADSE a quem a ela queira aderir, seja ou não funcionário público, parece-me fazer todo o sentido. Tenha ele – o conceito – o nome que tiver. Pode, até, chamar-se privatização parcial do SNS. Proporcionaria uma maior capacidade de escolha, um melhor serviço aos utentes e uma poupança de milhares de milhões de euros aos cofres públicos. Tinha era um problema. Dois, melhor. Representava um enorme aumentos de impostos para quem quisesse aderir – mas isso era como o outro, só pagava quem aderisse – e quase decepava uns quantos lobbys na área da saúde. Uma chatice, portanto.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os "Je suis" já se calavam...

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É sem surpresa que assisto - outra vez, de certeza não será a última - a reacções bacocas a mais um atentado. Como se iluminar monumentos, acender velas, desenhar coisas ou fazer declarações proclamando a paz e o amor eterno ajude a evitar a próxima matança.


A esquerdalha, como sempre, sugere que se atire dinheiro para cima do problema. Apoios sociais para promover a inclusão dos jovens muçulmanos nas sociedades ocidentais contribuiriam, acham os palermas esquerdóides, para resolver a questão do terrorismo. Esquecendo, ou omitindo deliberadamente, que é essa distribuição de dinheiro pelas respectivas seguranças sociais que atrai aquelas populações a fixarem-se nos países do centro e norte da Europa em detrimento – e ainda bem – de países como Portugal onde, neste caso felizmente, o Estado social não tem dinheiro para sustentar todos os ociosos que aqui aportem.


Por mais que nos custe, não existe na democracia tal como a conhecemos solução para este problema. Embora poucos o queiram reconhecer, sabemos que assim é. Estão em guerra com o nosso modo de vida. Todos. Os que se explodem, os que os ajudam e os que não denunciam. Uma guerra que dificilmente venceremos se, primeiro, não tratarmos dos “Miguéis de Vasconcelos” desta vida.

terça-feira, 22 de março de 2016

Não se pode eutanasia-los?!

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Há duas frases, ambas muito repetidas nos últimos anos, relativamente às quais tenho as maiores reservas. Uma é “um terrorista bom é um terrorista morto”. A outra “nem todos os muçulmanos são terroristas”. Pois. Tenho manifesta dificuldade em entender como é que um terrorista suicida pode, depois de morto, ser bom. Afogado num qualquer oceano é capaz de ser muito melhor. Não sei, digo eu. Quanto à segunda posso dar o beneficio da dúvida. O nível de terror dependerá sempre de quem o sente e porque o que aterroriza um individuo pode não ser o que deixa outro aterrorizado. E, por outro lado, admito, nem todos os seguidores do profeta serão gente de andar por aí a aterrorizar. O pior é que quase todos os que aterrorizam são muçulmanos.

domingo, 20 de março de 2016

Comunista e democrata em simultâneo?! Deve ter dupla personalidade...

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Leio sempre com particular atenção os escritos que os opinadores comunistas vão publicando em blogs e jornais on-line. Acho-lhes piada. Tal como quase toda a gente, diga-se. Ninguém os leva a sério. E eles sabem disso. Assim tipo o maluco da aldeia que diz o que muito bem lhe apetece sem que daí resulte grande mal. Ninguém quer saber.


Agora, a propósito daquilo do Brasil, os gajos têm-se esmerado. O argumentário em defesa da democracia - que segundo eles estará em perigo se os alegados corruptos Lula, Dilma e companhia forem de cana - chega a ser brilhante. E comovente, também. Sócrates dificilmente diria melhor.


São mesmo estranhos os tempos que vivemos. Já nada é como antes. Se calhar, sem me esforçar muito, ainda tropeço por aí nalgum artigo de um qualquer nazi a jurar que é democrata desde pequenino...

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pelo fim da exploração da cavalgadura!

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As charretes de Sintra são o novo alvo da fúria fundamentalista dos auto proclamados amiguinhos dos animais. Aqueles malucos, que entendem dever a bicharada ter os mesmos direitos das pessoas, predentem acabar com aquilo que consideram ser a exploração do cavalo pelo homem. Argumentam os mentores da ideia que aos pobres cavalos são infligidos sofrimentos de toda a ordem. Desde puxar, encosta acima, veículos pesadíssimos carregados de turistas gordos até terem de aturar criancinhas histéricas e birrentas. Sem, pior ainda, um horário de trabalho minimamente aceitável. Também querem as trinta e cinco horas, pelos vistos. Um vergonha, garantem. À qual, exigem, deve ser posto um fim imediato dotando as carroças - aquelas e todas em geral, já agora -  de um motor que faça o trabalho dos equídeos.


Atendendo ao atual quadro parlamentar acredito que, mais tarde ou mais cedo, levarão adiante os seus intentos. Estes e outros que, inevitavelmente se seguirão. O fim dos cães policias, corridas de cavalos, utilização de animais em produções televisivas e cinematográficas ou acabar com jardins zoológicos serão apenas alguns dos próximos alvos. A sorte é que um dia destes, seja pela demografia ou pelas armas, a mourama toma conta disto e toda esta gente terá o destino que merece. O abate.

quinta-feira, 17 de março de 2016

E a reversão, pá?!

Estou decepcionado. Muito decepcionado. E o culpado desta tamanha decepção é o Costa. Aquele da geringonça. O homem fez - ou melhor, não fez - o que para mim era impensável fazer. Não repôs a tolerância de ponto para a tarde de quinta-feira de Páscoa. Uma prática, recorde-se, instituída durante muitos anos e que só terminou com a chegada da troika. Ora, no âmbito do processo de reversão em curso, não faz qualquer sentido deixar de reverter esta tolerância. O direito adquirido ao antecipado descanso pascal está a ser posto em causa. Não se faz. Ou então esqueceu-se. Se foi isso ainda vai a tempo de emendar o lapso.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Já não erguem o punho...agora apenas abanam o rabinho!

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O Orçamento de estado para 2016 foi hoje aprovado. Quase nem se deu por isso. Nem uma manifestação à porta do parlamento, um protesto qualquer da CGTP ou outro sinal que evidencie desagrado. Nada. Nadinha. Decididamente isto já não é o que era. Andam todos mais mansos. É o que dá estar do lado certo da gamela.

terça-feira, 15 de março de 2016

Forever alone..

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Recordo-me de, nos primórdios destas coisas, o autor de um blogue extinto há muito, manifestar em diversos escritos o seu desagrado por existirem pessoas que teimavam em ler o que escrevia. Vá lá saber-se porquê o homem, ao contrário de toda a lógica, não gostava de ter leitores. Irritava-se, mesmo. Nunca percebi porque publicava os textos em lugar de se limitar a guardá-los no computador...


Mais ou menos parecido, só que ainda em mais parvo, é o que pretendem certas criaturas que plantam no fuçasbook frases ofensivas dirigidas a quem visita o respectivo perfil. Naquelas cabecinhas ninguém terá o direito de lá ir meter o nariz. Cuscar, rosnam. Se não querem que as vejam não publiquem nada ou, em alternativa, usem as funcionalidades daquilo para limitar o que é mostrado e a quem. 


Do mesmo mal deve padecer o borra paredes autor desta pintura. Ia chamar-lhe arte urbana mas, se calhar, é melhor não. É mais rural. Só alguém que não quer mesmo que o seu “trabalho” seja apreciado é que vai pintar isto no interior de um monte alentejano, em ruínas, no meio de nenhures. A vantagem é que ali não incomoda ninguém. Ao menos isso. 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Uma crise sui generis, esta...

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Depois de ter apelado ao civismo dos portugueses para não irem abastecer o carro a Espanha, aguardo que a qualquer momento o ministro da economia faça o mesmo acerca das passeatas ao estrangeiro. Igualmente, usando o mesmo método de análise, uma forma de pagar impostos no exterior em detrimento das finanças nacionais.


Parece que a oferta disponível nas agências de viagem estará perto de esgotar. Bom sinal, acho eu. Quererá dizer, se entendo alguma coisa disto, que, afinal, as pessoinhas não estarão assim tão mal de vida. Apesar de todos os roubos aos reformados, funcionários públicos e povo em geral, pelos vistos, continua a haver dinheiro. Ainda bem. É sempre bom saber que as noticias acerca do tal empobrecimento generalizado são manifestamente exageradas. Isso e a demagogia da troika que por enquanto vai aguentando a geringonça.

domingo, 13 de março de 2016

É a democracia, estúpido!

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Pode gostar-se ou não de Donald Trump. Todos os motivos são bons e muito respeitáveis para odiar o homem. O que parece muito pouco respeitável é a tentativa de o silenciar, de boicotar os seus comicios e de, por vias pouco legitimas, tentar impedir a sua nomeação como candidato presidencial. Atitude que, por cá, tem uma quantidade significativa de apreciadores. Não acho bem. O fulano tem todo o direito a dizer os dispartes que quiser e a propo-los aos eleitores americanos. O resto resolve-se nas urnas. Diz que é isso a democracia ou lá o que chamam aquilo do povo ser chamado a escolher livremente quem o governa.    

sábado, 12 de março de 2016

E que tal pagar à malta para ir à escola?

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Livros à borla para todos os alunos do primeiro ano do ensino básico é a nova benesse da geringonça. Para já. Para o ano a medida deve ser alargada aos anos seguintes. Por mim acho bem. Só uma coisa me preocupa. Uma coisinha de nada, por assim dizer. Então aquela cerimónia fofinha, que anualmente os presidentes de câmara protagonizam no inicio do ano lectivo, agora como é que se faz?! Era tão lindo ver autarcas rubicundos a ofertar livros às criancinhas… Mas desconfio que eles não me vão desiludir. Ou muito me engano ou já estarão a magicar num outro apoio qualquer a entregar lá para o fim do Verão. Pagar aos putos para irem à escola, por exemplo. Algo assim tipo ordenado de aluno. Fica a ideia.

sexta-feira, 11 de março de 2016

O estado a que isto chegou

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Portugal é um sítio esquisito que se rege por leis ainda mais esquisitas. Nada que constitua novidade dado que quem o habita também parece desprovido de tino. Veja-se, por exemplo, a relação da lei com as crianças. Se os pais forem para os copos, deixarem os filhos sozinhos em casa e, na sua ausência, um tiver desaparecido sem deixar rasto, nada acontece. Nadinha. Mesmo que nunca mais seja encontrado. Já se os pais forem ao casino e o gaiato pular da janela, a coisa é capaz de fiar mais fino. Pode até, eventualmente, dar direito a estadia na prisão. Se, mesmo estando em casa, os catarios se esgueirarem para o parque infantil mais próximo sem que os progenitores deem por isso, aí é uma chatice. Os fedelhos são logo encaminhados para uma instituição qualquer e os pais têm aborrecimentos garantidos. Mas, por outro lado, se levarem os filhos para um assalto – por não terem com quem os deixar ou para os iniciar na nobre arte do gamanço – e em consequência o pequeno meliante bater a bota, não têm que se preocupar. Pelo contrário. O Estado trata de os indemnizar pela perda. Esquisito?! Nada disso. É só o Estado a que isto chegou.


 

quinta-feira, 10 de março de 2016

Patifórios e outros pacóvios

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Desconfio que a lista com uns milhares de nomes de criminosos, meliantes e vagabundos diversos que caiu na posse dos serviços secretos ocidentais valha de alguma coisa. Assim tipo localizar os indivíduos e resguardá-los na choça durante bastante tempo. Pelo menos por cá. Nenhum tribunal os condenaria. Ou condenará, se bestas dessas forem caçadas em Portugal. Usar esse género de informação será certamente ilegal. Viola, como é fácil de ver, a privacidade das criaturas e, portanto, o mais certo é nem ser admitida como prova. E muito bem, que isto em matéria de protecção ao patife não é nenhum república das bananas.


 


 


Por falar em patifes e bananas diz que há, no Banco Central Europeu, a quem já tenha ocorrido a ideia de dar dinheiro às pessoas desde que estas se comprometam em não o guardar mas, ao invés, a esturrá-lo todo. Isso criaria mais consumo e mais inflação. O grande objectivo do BCE, ao que parece. Não é que queira ser desmancha-prazeres mas, lamento, não funciona. As Câmaras municipais do interior do país andam a fazer isso há dezenas de anos e, como facilmente se constata, não resulta.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Cenas de uma geringonça

Já andava desconfiado mas, agora, confirma-se. Decididamente não percebo nada disto. Então baixa-se a taxa de iva da restauração e, como isso abre um rombo nas contas públicas, a primeira ideia que surge é equacionar a hipótese de aumentar a taxa máxima de iva dos restantes bens e serviços?! Bom, primeira é como quem diz. É que aumentar o IRS para compensar a sobretaxa que antes foi reduzida também se afigura como provável...


 

terça-feira, 8 de março de 2016

...E o café nem é grande coisa!

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Se há sector de actividade económica que tenho em muito má conta é o da restauração. Por muitos motivos. Tantos que nem me apetece enumerá-los. Não cabiam num post. Seria preciso um blogue inteiro e assunto para crónica diária de certo não faltaria.


Logo a começar pelas facturas. Coisa que nunca me esqueço de pedir nem que seja apenas pelo pagamento de um café. O que deixa, vá lá saber-se porquê,  a maior parte dos “empresários” do ramo extremamente desconfortáveis. E faço-o por dois motivos. Primeiro porque quero e segundo porque posso. Vou é de ora em diante ficar mais atento à falta de honestidade dos taberneiros. Não vá voltar a repetir-se o roubo de que fui vitima num estabelecimento, daqueles pseudo-finórios, que recentemente abriu cá no burgo. Paguei oitenta cêntimos por um café quando - apenas hoje soube disso - o preço praticado é de sessenta e cinco cêntimos. Deve ser por ter pedido factura.


É por estas e por outras que prefiro cada vez mais o cafezinho da crise. É mais barato, quase sempre melhor e não tenho de aturar aldrabões. Nem sou roubado à descarada.




segunda-feira, 7 de março de 2016

Autarca femitonto

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As chamadas questões do género estão cada vez mais na ordem do dia. E são, também, cada vez mais parvas. Assiste-se a uma espécie de competição no sentido de apurar quem é mais idiota relativamente a esta temática. Agora é o ayuntamiento –  Câmara Municipal em castelhano - de Valência que, parece, quer substituir os semáforos para peões lá da terra. Não que os existentes estejam estragados, sejam feios, ou consumam muita energia. Quer, isso sim, substitui-los por semáforos paritários. Ou seja, em vez do tradicional boneco em figura de homem, vão passar a surgir dois bonecos. Um homem e uma mulher...de saia.


Escusado será dizer que acho mal. Logo pela saia. Está, se ainda percebo alguma coisa disto, a representar a mulher usando um conceito marcadamente sexista. O uso da saia. Se calhar, digo eu que não sou de intrigas mas que gosto de exercer o meu direito a desconfiar daquilo que me apetecer, o objectivo será outro. Causar polémica, apenas. E, enquanto os pacóvios se entretêm a discutir a bondade ou a idiotice da medida, poucos se lembrarão de questionar quanto é que a criatura ganha com o negócio.

domingo, 6 de março de 2016

Cem dias de geringonça

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O governo fez cem dias. Muito tempo para uma geringonça, admito. Facto que constitui um relativo mérito para António Costa. Aturar a primeira ministra Catarina e o camarada Jerónimo não deve ser fácil. Sem falar da magricela esganiçada e daquele picareta falante com uma coisa esquisita na orelha que tem lá no partido.


Esta centena de dias de governação da geringonça trouxeram-nos, reconheço, de volta a normalidade perdida. Exemplos disso não faltam. Nunca mais vi, ou ouvi, bandos de malucos a cantar a “Grândola, vila morena”. O camarada Arménio nunca mais mandou os trabalhadores das empresas de transportes fazerem greve e, assim, os utentes poderam usar normalmente o titulo de transporte que pagaram. O mesmo para as manifestações. Agora já não há velhotes nem drogados aos berros, de forma organizada, pelas ruas das principais cidades impedindo a livre e normal circulação de pessoas e bens. Que assim continue. Até que o Jerónimo e a Catarina queiram.

sábado, 5 de março de 2016

Já não há heróis...

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Constatar, assim de repente, que os idolos que nos habituámos a ter como referencia têm, afinal, pés de barro, deve ser uma coisa lixada. É o que, ao longo das últimas dezenas de anos, tem vindo a acontecer aos comunistas. Lamento, mas é a vida. O homem, comunista ou não, é assim. Não vale a pena entrar em negação. A ambição pessoal, a ganância, o mau caracter ou o oportunismo não são apenas atributos das pessoas de direita. Antes fossem. Mas, infelizmente, não são. Por mais que se queiram convencer disso, o vosso Lula não é melhor que todos os outros que vocês condenam ao primeiro indicio.Temos pena.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Deixem lá os putos investir no placard, pá!

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Continua a ser noticia aquilo dos menores que são apanhados a jogar no placard. Como se isso fosse algo do outro mundo. Jornais, televisões e alarves diversos fazem um foguetório de todo o tamanho sempre que uns putos são avistados a investir uns trocos naquele jogo de apostas desportivas. Claro que se for tabaco ou droga não faz mal nenhum. Isso, como todos sabemos, é coisa muito menos grave e nem constitui assunto que mereça ser noticiado, punido ou, sequer, censurado.


Os últimos “delinquentes”, ao que rezam as crónicas, teriam entre quinze e dezasseis anos. E, grandes estróinas, gastaram um euro cada um. O suficiente para mobilizar a PSP para o local e o agente onde as apostas foram registadas ter à perna uma multa de milhares de euros. Parece, até, estarmos perante um crime de uma dimensão deveras preocupante. Mas não estamos. Preocupante é esta deriva persecutória. Mais dia menos dia os putos registam-se numa casa de apostas on-line e, no sossego do seu quarto, esturram muitissimo mais dinheiro. Ou ganham. Tudo livre de impostos. E é bem feito. Que esta cambada do politicamente correcto anda mesmo a pedi-las.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Deve ser coisa dos "antes pelo contrário"...

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Receio não estar a perceber o sentido daquela coisa dos brinquedos do MacDonald's. Muito menos ainda onde é que está isso da discriminação do género. Deve ser mais uma idiotice da ditadura do politicamente correcto que rege a sociedade ocidental. Uma ideia parva que uma criatura qualquer, convencida da sua genialidade, discorreu entre um e outro charro. Ou após uma enrrabaleda mais dolorosa, quiçá.


Interrogo-me quanto ao próximo passo destas alimárias. Acabar com a definição do sexo – do género, como agora dizem – logo à nascença deve ser a aberracção seguinte. Ir à Conservatória fazer um registo e determinar logo ali que a criança, acabadinha de nascer, é rapaz ou rapariga deve ser coisa para ter os dias contados. Num futuro não muito distante isso será assunto para decidir mais tarde. Pelo próprio, que ninguém tem nada de escolher por ele. Ou por ela. Ou...enfim, seja lá pelo que fôr!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Estimulos ao repasto

 



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Consumir constitui para a geringonça uma espécie de novo desígnio nacional. A solução para todos os males, acreditam. Agora é o ministro da economia. Acha a criatura que os portugueses devem voltar aos restaurantes. O que nem me parece mal. Nomeadamente se lhes, aos portugueses, apetecer. Mas para isso, acrescentou o governante, devem os empresários do sector tratar de criar condições para que esse regresso se efective. Criando, exemplificou, salas próprias para entreter as criancinhas que, enquanto os pais degustariam o repasto, estariam entregues ao cuidado de pessoal especializado no entretenimento infantil. O que contribuiria, também, para criar emprego, concluiu visivelmente entusiasmado. Ou, mas isso se calhar foi só impressão minha, manifestamente surpreendido com o brilhantismo da ideia que lhe tinha acabado de ocorrer.


Mas sim, a ideia é porreira. Podia ser melhor, mas, reconheço, é boa. Mas não é excelente. Nem sequer, menos ainda, visionária. Excelente seria se sugerisse que os restaurantes arranjassem uma sala para animais de estimação. Saberá, por acaso, o ministro quantas pessoas não vão ao restaurante por não poderem levar o cachorro? Eu também não. Mas, temos de concordar, é um nicho de mercado que não deve ser discriminado.


Já visionário seria ter sugerido, para além das outras duas, uma sala para as sogras. Quantos clientes perde o sector por ninguém estar disposto a aturar a progenitora do conjugue à mesa do restaurante? Nem desconfio. Mas, de certeza, é um segmento de clientela a ter em conta. Mesmo que má.



 

terça-feira, 1 de março de 2016

Não há por aí uma empresa a precisar de vender limpa-neves?!


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A queda de neve da última semana veio, mais uma vez, demonstrar que não estamos preparados para as intempéries. Por mais que alguns patetas se esforcem por provar o contrário. Os idiotas que enfiam os putos no carro e aceleram em direcção a qualquer monte onde a neve se acumule, por exemplo.   Ou os "radicais", que até chateiam de tão radicais que são, para quem é "muita cool" fazer caminhadas, trepar montanhas ou outra parvoíce qualquer sempre que se anuncia borrasca da grossa.


São, por norma, alarves deste e doutro quilate mais menos igual que depois reclamam da ineficácia dos meios de salvamento. Que lá fora é que é, garantem. Neve com dez metros de altura e nenhuma estrada fica bloqueada, asseguram. E nem querem ouvir falar da vaga hipótese de terem de suportar o custo do resgate. O que seria, para aqueles que apenas vão para lá fazer figura de urso, da mais elementar justiça.


Estou de acordo com eles apenas numa coisa. É, de facto, de lamentar que a sul do Tejo não exista um único limpa-neves. Inconcebível. Veja-se o caso daquela serra no Algarve. Nenhuma autarquia da região terá, que se saiba, um limpa-neves. Uma falha intolerável, portanto. A corrigir quanto antes. O mesmo acontece no Alentejo. Se um dia destes por cá nevar sempre quero ver se não podemos ir todos em romaria ao cimo da Serra d' Ossa...


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Os valentões da internet


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O que não falta é gente com coragem. Muita. Muita gente e muita coragem. Isto se a apreciação for feita tendo em conta o que se lê nas redes sociais. Coragem e, simultaneamente, má-educação. Gostava, mas a sério que gostava mesmo, que o pagode fosse capaz de dizer cara a cara, uns aos outros, apenas metade - há que ser prudente também no que se deseja - daquilo que escreve nas caixas de comentários dos jornais, blogs e outros sítios que tais. A animação estaria garantida. E a intervenção dos capacetes azuis também.


Pela minha parte não lhes ligo.  Ando nisto há anos suficientes para estar vacinado contra a intolerância dos alegados tolerantes e a estupidez dos génios auto-proclamados. Procuro seguir sempre aquele proverbio de que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Daí que não me consigam aborrecer. Nem tire a roupa. Até porque, quase todos, me tecem um grande elogio. Tratam-me como se fosse um fedelho. Um puto mimado que sabe lá o que é a vida. Coloquei uma foto - recente, garanto - no perfil, numa vã tentativa de os esclarecer quanto aos anos que já levo cá pelo planeta. Mas nem assim. Devo estar muito bem conservado...


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Declaro-me amnistiado

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Provavelmente devido à inexistência de factos relevantes, a Amnistia Internacional resolveu incluir no seu relatório anual uma referência ao incidente ocorrido o Verão passado nas piscinas municipais de Estremoz e que levou o municipio local a proibir uns quantos moradores do resort cá do sitio de frequentar o espaço. 


Cagar no meio aquático parece-me, de facto, um direito inalienável de qualquer ser humano. Que, como qualquer outro direito – inalienável, adquirido ou de outra espécie – não pode ser posto em causa apenas por individuos racistas, xenofobos e portadores de outros defeitos, o principal dos quais não serem de esquerda, se sentirem incomodados com a presença de um cagalhão na água em que se banham. Nem se entende como é que isso constitui motivo para aborrecimento. Menos ainda quando, alegadamente, se trata de um cagalhão dotado de um alto teor de multiculturalismo.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O IRS da bicharada

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Estará para discussão, em sede de Orçamento de Estado para 2016, a possibilidade das despesas com a saúde dos animais – os amiguinhos de quatro patas, como é referido na petição que terá dado origem ao debate – passarem, já este ano, poderem ser deduzidas no IRS dos donos. Nem vou expressar o que penso disso. Não me apetece. Mas, assim de repente, vejo uns quantos quiproquós na aplicação prática da medida. Logo, para começar, no número de patas. E se o animal de estimação for, por exemplo, um pássaro? Ou uma cobra? Mesmo um peixe, vá. Fica excluído de tão generosa medida fiscal? Não seria justa tamanha discriminação e, de certeza, os deputados da geringonça tratarão de ignorar a infeliz e discriminatória referência dos peticionários.


Depois há aquilo do número de contribuinte. Se cada bicho – à semelhança dos dependentes – não possuír NIF como é que se comprova a sua existência? Não vão, certamente, pretender que a prova de vida dos animais seja feita através do registo na freguesia de morada dos donos e da correspondente licença...  É que se assim for muito boa gente é capaz de ter uma desagradável surpresa. Mas isso sou eu a conjecturar...


E as despesas de educação, alojamento e cabeleireiro da bicharada? Porque não hão-de, também, ser passiveis de dedução? Há, como se sabe, muitos canitos que frequentam escolas para desenvolverem certas capacidades – os cães guia, por exemplo – e outros que ficam alojados em hotéis para animais quando os donos vão de férias. Igualmente há os que necessitam de tratar do pelo com alguma regularidade para, por exemplo, evitar a acumulação das cagaitas. Tudo coisas, estas e mais umas quantas que agora não me ocorrem, que deviam merecer a melhor atenção do legislador.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Je suis Bloco de Esquerda

 


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Verdade. Suis mesmo. Não que me tenha convertido às tontices daquele conjunto de grupelhos esquerdistas ou deixado seduzir pelas falinhas mansas das Mortáguas e da putativa primeira-ministra mas, tão só, por achar que aqueles badamecos têm toda a liberdade para esparvoar como muito bem lhes apetecer. Por mais provocatória que seja a sua vontade. Apenas uma coisa me desagrada. É, digamos, uma coisinha de nada. Tem a ver com o facto de marrarem sempre para o mesmo lado. De vez em quando podiam variar. Assim tipo mencionarem o Maomé, sei lá…

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Lixo, mas do bom!

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Uma agência de rating – a Moody’s, no caso - está encantada com o Orçamento aprovado pela geringonça. Ainda bem. Mas, apesar desse encantamento, mantém a notação da divida do país ao nível do lixo. Só que agora é um lixo muito mais encantador que antes. Daquele mesmo bom. Embora continue a ser lixo, à mesma. 


 


 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Interrogue-se o cão! Ele que diga tudo o que sabe!

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Nas redes sociais, sempre que o assunto são os animais, a polémica está assegurada. As opiniões entre o parvo e o esquisito multiplicam-se. Livre-se alguém, com um pouco de lucidez - apenas relativamente ajuizado será suficiente - deixar por lá uma opinião vagamente sensata. Está feito. Os amiguinhos dos animais tratam de destilar todo o ódio que carregam em relação aos que insistem – veja-se o desplante – em achar que entre pessoas e bichos ainda é capaz de existir alguma diferença.


Ontem, a propósito do cão que matou o dono, deparei-me com mais umas quantas dessas criaturas. Apesar de quase todos fazerem parecer o Bruno de Carvalho um cavalheiro, não consigo deixar de lhes achar piada. Divertem-me. São tão burros, mas tão burros, que nem chegam a meter dó. São hilariantes, apenas.


Entre todos, seleccionei o comentário que ilustra esta posta. Não lhe consegui resistir. Aquilo de pretender que o cão preste declarações para se saber o que alega em sua defesa é mesmo genial!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Dez milhões de especialistas em orçamento do Estado

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É espantosa a quantidade de pessoas que se manifesta visivelmente impressionada com o brilhantismo do Orçamento de Estado congeminado pela geringonça – caranguejola era igualmente um nome engraçado – e pelas deslumbrantes melhorias que, acham, aquilo vai trazer às suas vidas. Já nem me atrevo a contestar. Até por – reconheço – não passar de um verdadeiro ignorante no que as estas matérias diz respeito. Muito longe da sapiência evidenciada por tantos que, apesar de nem um mês de ordenado saberem gerir, tudo sabem quando em causa estão as contas da nação.


Começo a acreditar naquele deputado que hoje à tarde garantia para este Orçamento o aplauso da generalidade dos portugueses. Noventa e nove por cento, gritava entusiasmado, aplaudem e apoiam as propostas que ele contém. Coisa que, contudo, não me tranquiliza. É que essa costuma ser a percentagem com que os partidos do governo habitualmente ganham as eleições naqueles países que servem de inspiração ao tal deputado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Eu também "acradito"!

Garantia um benfiquista, visivelmente desanimado com o comportamento da equipa sempre que defronta os rivais, que não se é campeão perdendo os derbis. Ora aí está um adepto ciente das limitações da equipa e que já se está a preparar psicologicamente para a perda do campeonato. Pensava eu, na mesa ao lado, enquanto beberricava um dos últimos cafés com vinte e três por cento de iva. Nada disso, retorquiu de imediato o cidadão – nem sei se benfiquista - a quem o adepto do Enorme tinha manifestado o receio de não ver o Glorioso atingir o tri. Então, prosseguiu, por que raio não há-de o Benfica ser campeão, ainda que não ganhando ao porto e ao sporting, se o Costa mesmo perdendo as eleições para o PSD e CDS chegou a primeiro-ministro?! Faz sentido. Mas futebol e politica não são bem a mesma coisa. Em comum apenas têm o facto de, ambos, estarem repletos de gajos cheios de sentido de oportunidade.