Continua a ser noticia aquilo dos menores que são apanhados a jogar no placard. Como se isso fosse algo do outro mundo. Jornais, televisões e alarves diversos fazem um foguetório de todo o tamanho sempre que uns putos são avistados a investir uns trocos naquele jogo de apostas desportivas. Claro que se for tabaco ou droga não faz mal nenhum. Isso, como todos sabemos, é coisa muito menos grave e nem constitui assunto que mereça ser noticiado, punido ou, sequer, censurado.
Os últimos “delinquentes”, ao que rezam as crónicas, teriam entre quinze e dezasseis anos. E, grandes estróinas, gastaram um euro cada um. O suficiente para mobilizar a PSP para o local e o agente onde as apostas foram registadas ter à perna uma multa de milhares de euros. Parece, até, estarmos perante um crime de uma dimensão deveras preocupante. Mas não estamos. Preocupante é esta deriva persecutória. Mais dia menos dia os putos registam-se numa casa de apostas on-line e, no sossego do seu quarto, esturram muitissimo mais dinheiro. Ou ganham. Tudo livre de impostos. E é bem feito. Que esta cambada do politicamente correcto anda mesmo a pedi-las.
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