As charretes de Sintra são o novo alvo da fúria fundamentalista dos auto proclamados amiguinhos dos animais. Aqueles malucos, que entendem dever a bicharada ter os mesmos direitos das pessoas, predentem acabar com aquilo que consideram ser a exploração do cavalo pelo homem. Argumentam os mentores da ideia que aos pobres cavalos são infligidos sofrimentos de toda a ordem. Desde puxar, encosta acima, veículos pesadíssimos carregados de turistas gordos até terem de aturar criancinhas histéricas e birrentas. Sem, pior ainda, um horário de trabalho minimamente aceitável. Também querem as trinta e cinco horas, pelos vistos. Um vergonha, garantem. À qual, exigem, deve ser posto um fim imediato dotando as carroças - aquelas e todas em geral, já agora - de um motor que faça o trabalho dos equídeos.
Atendendo ao atual quadro parlamentar acredito que, mais tarde ou mais cedo, levarão adiante os seus intentos. Estes e outros que, inevitavelmente se seguirão. O fim dos cães policias, corridas de cavalos, utilização de animais em produções televisivas e cinematográficas ou acabar com jardins zoológicos serão apenas alguns dos próximos alvos. A sorte é que um dia destes, seja pela demografia ou pelas armas, a mourama toma conta disto e toda esta gente terá o destino que merece. O abate.
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