Esta deve ter sido, em termos autárquicos, a campanha eleitoral que menos interesse me suscitou. Li, apesar disso, as propostas que as quatro forças concorrentes têm para nos apresentar. Por alto e na diagonal, confesso, mas li. Foi assim a modos um passar de olhos, como diria a minha avó, suficiente para me deixar profundamente desiludido. Mais coisa menos coisa são as ideias do costume. Não descortino ideias inovadoras nem verdadeiramente capazes de suscitar uma mobilização geral do eleitorado. Daquelas de encher o olho, vá. E nem me refiro àquelas cenas de prometer campas a metade do preço, bairros do amor ou espantar ciganos. Isso são coisas de meninos que prometem em todo o lado. O que eu queria ver nos programas eleitorais eram promessas a sério. Assim tipo construir um teleférico do Rossio até ao Castelo ou um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Sim, que isto há que elevar a aposta no turismo a outros patamares. Ou, até mesmo, recuperar as fontes tradicionais que foram ao longo dos anos sendo destruídas pelo desleixo, pela acção do tempo ou pelos proprietários dos terrenos circundantes.
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Parvoíces
Não percebo este chavascal por causa das eleições alemãs e da votação na extrema-direita lá do sitio. Os eleitores votaram nas opções que tinham à sua disposição, não consta que tenha havido fraude e, contados os votos, o resultado final foi o que se conhece. Goste-se ou não. Chama-se a isto democracia, ou lá o que é aquilo de que só gostamos quando ganha o nosso partido favorito.
Por falar em parvoíces. Diz que há umas desmioladas a propor que existam carruagens do metro apenas para mulheres. Mais ou menos as mesmas, ao que consta, que eram contra os livros para meninas e os livros para meninos. Argumentam que há marmanjos que se esfregam nas senhoras e que – passo a citar - se vêm entre duas estações. O que revela, logo para começar, que padecem de dois problemas. Desequilibro mental e ejaculação precoce. Um par de tabefes costuma aliviar o primeiro. Quanto ao segundo, revelar logo ali a precocidade ejaculatória do individuo em questão era capaz de produzir um efeito dissuasor bastante eficaz. Mas, seja como for, segregar é que não. Não pode existir medo. Não é o que dizem sempre que há atentados? Ou têm mais medo de um frustrado qualquer do que de um bombista?!
domingo, 24 de setembro de 2017
Insecticida ecológico
Hoje foi dia, cá pelo quintal, de preparar o inseticida biológico. Uma solução de vinagre e açúcar que, espero, atraia toda a espécie de insectos. Nomeadamente as moscas da fruta que, presumo, devem estar por aí a chegar e que, só por si, são gajas para destruir parte significativa da produção de laranjas, as maganas.
Este método contraria aquela velha máxima que garante não ser com vinagre que se apanham moscas. Apanham e não são poucas. Dentro de algumas semanas – se não for antes ou não me esquecer – darei noticias do holocausto entomológico em perspectiva e que demonstrará à saciedade quanto errada está essa ideia.
Espero que nenhum amiguinho dos insectos venha para aqui recordar-me que as moscas têm tanto direito como eu a viver neste planeta. Só para não ter o trabalho de o mandar à merda.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
A tia que agora é boazinha
Ainda me lembro – mas devo ser só eu – do tempo que a Merkel era considerada uma besta. Desde politicos, mesmo daqueles que não eram muito à esquerda, a comentadores de todas as origens tinha a chanceler alemã na pior das considerações. Até qualquer borra-botas, daqueles que têm opinião acerca de tudo mesmo sabendo nada seja do que for, estava em condições de garantir que a criatura era o diabo em pessoa. Uma malvada, em suma. A responsável máxima pela crise europeia e que, graças à sua teimosia, intransigência e desprezo pelos países do sul nos fazia andar para aqui a penar.
Hoje, miraculosamente, tudo mudou. A senhora foi, quase de repente, foi transformada numa espécie de divindade. Não que – tanto quanto se sabe – tenha mudado de opinião acerca do que devem ser as opções da Europa em termos de política orçamental. Nem, também quanto é conhecido, a sua posição se tenha alterado em relação a qualquer outro daqueles assuntos que antes suscitavam a ira dos seus críticos.
O que terá, então, motivado esta súbita mudança na opinião pública, na opinião publicada e naqueles políticos merdosos de esquerda que antes passavam o tempo a critica-la? Os refugiados, claro está. A mulher escancarou as fronteiras alemãs e europeias aos invasores e, com isso, apressou o fim da sociedade ocidental tal como a conhecemos. Coisa que, naturalmente, deixa feliz muito javardo.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Às espingardas!
Portugal não terá um problema de segurança. É pelo menos nisso que todos acreditamos. Deve ser aquela coisa dos brandos costumes, ou lá o que é. Tanto que quando alguém ousa questionar esta crença é, quase de imediato, confrontado com a sua condição de xenófobo, racista, demagogo, populista e outros atributos agora muito em voga ao nível da ofensa, dada a escassez de argumentos mais ou menos válidos para a contraditar.
Não estaremos, também nesta problemática, ainda ao nível da maioria dos parceiros europeus. Mas, se calhar, estamos a fazer um esforço para lá chegar. É por isso que os portugueses, não vá o diabo tecê-las, estão a prevenir-se e já terão começado a tratar da sua defesa. Ou então, tal como eu, estão fartos da passarada. Podiam era colocar a embalagem da metralhadora no eco-ponto azul. Só por causa da ecologia e isso...
terça-feira, 19 de setembro de 2017
E que tal estudar as prioridades?
Todos os anos por esta altura são publicados artigos de jornal, ou exibidas reportagens, acerca de quanto custam às respectivas famílias os estudantes que se deslocam do seu domicilio habitual para frequentar o ensino superior noutra cidade. Nomeadamente em Lisboa. O que este ano me surpreendeu não foram os preços de que pais e alunos se queixam. Elevados, mas que apenas espantam os mais incautos. O que me deixou boquiaberto foram os itens que integraram a lista de despesas, dadas como certas e essenciais, para chegar aos valores apresentados. Incluía tal rol as despesas com ginásio – cerca de trinta euros – e com diversão nocturna – noventa euros, mais coisa menos coisa.
Por mim acho muito bem que o pessoal, estudante ou não, trate do físico. Melhor ainda que emborque uns canecos. Não tenho, reitero, nada contra. Mas, que diabo, incluir isso como custos de um curso universitário?! Então se os meninos ficassem na terra não bebiam nem cuidavam do cabedal? E, pior, não têm um pingo de vergonha nas trombas para mencionar esses gastos quando, em simultâneo, se queixam do valor das propinas ou do preço dos transportes. Coisas que, recorde-se aos mais desatentos, são financiadas por todos. Mesmo que não estudem e andem a pé.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Desokupados
Um grupo de indivíduos – provavelmente desocupados e sem nada de útil para fazer - ocupou, um destes dias, um prédio devoluto propriedade do Município lisboeta. Não terá sido, presumo, escolhido ao acaso. Qualquer proprietário normal, chamemos-lhe assim, não estaria para aturar as brincadeiras de gente que se recusa a crescer. Opção, essa de ser eternamente gaiato, que será muito legitima - embora simultaneamente parva e financeiramente ao alcance de poucos – mas que se deve conter dentro daquilo que a lei aceita. O que, para além dos jornalistas embevecidos com esta acção, toda a gente deve perceber que não é o caso. Até o Medina. Mas este só pensará no assunto lá para dia dois do próximo mês. Entretanto quem passar por perto é melhor ter cuidado com o fumo. Nunca se sabe a quantidade de tabaco que essa malta usa.
domingo, 17 de setembro de 2017
Somos todos turistas
“Tourists go home – Refugees welcome” é, ao que documentam uma infinidade de imagens, a palavra de ordem que cada vez mais se pode ler nas paredes de muitas cidades europeias. Claro que basta um parvo em cada cidade para a encher de bacoradas desta natureza e, como relativamente a outros assuntos alguns gostam de enfatizar, a mensagem não representa o sentimento da esmagadora maioria dos habitantes do burgo onde elas aparecem pintadas.
Nestas poucas palavras estão refletidas duas das piores características do ser humano. A ingratidão e a estupidez. O pior é que, principalmente entre os políticos esquerdelhos, já vai havendo quem simpatize com esta ideia. Sem que, com isso, ninguém os acuse de racistas, xenófobos, populistas e outros epítetos vagamente adequados à circunstância. O que não deixa de ser estranho, pois se a mensagem fosse “Refugees go home – Tourists welcome” nem quero imaginar a guincharia que teríamos de aturar...
sábado, 16 de setembro de 2017
Profissionais da discriminação
Um jornal de expansão nacional – daqueles ditos de referência, seja lá o que for que isso quer dizer – exulta, na sua capa de um destes dias, por do currículo escolar do ensino básico e secundário passar a ser obrigatório o tema da chamada igualdade de género, do racismo e dessas coisas modernaças que eles gostam de inventar. O pasquim em causa tem, diga-se, feito um esforço assinalável por colocar esses assuntos na agenda mediática. O que se compreende. Há muita gente que necessita disso como do pão para a boca. Literalmente. Só à conta de observatórios, comissões, grupos de trabalho e comités diversos dedicados à temática há muita gente a ganhar a vida.
Mas, independentemente da necessidade de sustentar esse pagode que dificilmente sobreviveria sem os empregos que estas causas proporcionam, acho muito bem que nas escolas se lecionem estas matérias. É bom que se ensine aos meninos ciganos e a outras minorias que devem respeitar as diferenças e, sobretudo, que as leis pelas quais nos regemos são para cumprir. Sem discriminações.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Malvados, vão gastar o vosso dinheiro para outro lado!
Extraordinário como, praticamente sem perder algum tempo a pensar, os internautas enchem o facecoiso e as caixas de comentários dos jornais aplaudindo as opções da geringonça. Hoje foi aquela ideia peregrina que o governo estará a amadurecer no sentido de taxar as pensões dos estrangeiros que, nos últimos anos, tiveram a ideia de viver e gastar as suas reformas cá pelo rectangulo.
Os argumentos são do mais variado mas, em quase todos, predomina a inveja. Assim na base do “se eu pago eles também têm de pagar”. Não adianta perder tempo a explicar a estes ignorantes as inúmeras vantagens para o país de ter pessoas com elevado poder de compra a viver grande parte do ano entre nós. Nunca perceberiam. Nem, menos ainda, percebem que caso coloquemos entraves à sua presença, outros lhes oferecerão aquilo que nós lhes negamos.
Percebo que alguns achem que o dinheiro deles não faz cá falta nenhuma. Nomeadamente aqueles que “o” têm certo ao fim do mês sem que para isso necessitem de desenvolver um esforço significativo. A esses pouco importa que os velhotes endinheirados do norte da Europa contribuam para a regeneração urbana das nossas cidades ou para a dinamização do nosso comércio, restauração e hotelaria. Tanto se lhes dá. Desconfio, até, que são capazes de pensar que se os estrangeiros começarem a pagar, a receita fiscal aumenta de tal maneira que o governo baixa o IRS...Tadinhos!
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Falta muito para aquilo dos pássaros?
Pouco admira que um governo de esquerdistas, comunistas e socialistas malucos se sinta tentado a fazer aquilo que todas as ditaduras fazem. Regular todos os aspectos da vida dos cidadãos. Agora chegou a vez dos jogos de futebol. Que, pelos vistos, apenas se poderão realizar quando o governo entender. E, vá lá, que por enquanto apenas entende que não se podem fazer em dia de eleições. Quem sabe, no futuro, também não se possa jogar à bola quando o primeiro-ministro discursa ao país, no fim-de-semana da festa do avante ou quando a Catarina Martins anuncia as próximas medidas a aprovar pelo governo. E ainda bem que a CGTP já não faz manifestações, senão era mais um dia em que não havia futebol para ninguém.
A sequência desta senda reguladora continuará, mais dia menos dia, com as bolachas. Que isto do povo comer desreguladamente o que lhe apetece não é coisa própria de sociedades avançadas e devidamente organizadas. Tipo a Coreia do Norte, a Venezuela e assim. Aproveitando a deixa do sal, da gordura, do açúcar ou seja lá o que for que aquilo tem em excesso, não deixarão também passar a oportunidade de proibir a marca de bolachas “Maria”. Quando muito permitirão que se chamem “Mari@”. A bem de qualquer coisa de que eles se hão-de lembrar.
Mas, a bem-dizer, nada destas palermices que surpreendem. O que me surpreende e preocupa é que exista tanta gente a concordar com elas. A continuarmos assim não estará longe o dia em que, ao ligarmos a TV, nos vamos deparar com um individuo de tez ligeiramente mais escura que a maioria, a garantir que um passarito lhe chilreou qualquer coisa ao ouvido...
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Achar que os outros são racistas não será uma espécie de racismo?!
Parece que, contra tudo o que antes pensávamos, somos – os portugueses – uns racistas do piorio. É pelo menos isso que os meios de comunicação social nos querem fazer acreditar. Bom, os portugueses é como quem diz. Nem todos padecem deste problema. Só os portugueses brancos. Negros, ciganos e mestiçagem diversa ainda que tão tugas como os restantes, são imunes a essa estranha patologia. Mesmo quando os seus hábitos e tradições demonstram claramente o contrário. Veja-se o caso da comunidade cigana, que não admite o casamento de uma mulher com um homem não cigano. E já nem me atrevo a imaginar o que pensarão os membros da dita etnia se a ciganita optar por casar com outra mulher. Nesta cena do casório – ou da sua reprovação, no caso – imagino que para a gentalha que nos chama racistas, tudo se resuma a uma questão cultural que temos de respeitar. Como a pedofilia, prática igualmente recorrente entre aquele pagode.
Li, num artigo acerca das comunidades ciganas de Monforte e Elvas, que durante a reportagem uma das jornalistas teria sido apalpada no rabo. Nada que a tivesse incomodado por aí além, concluí do resto da leitura. Não é, de facto, nada de reprovável quando exercitados por membros de uma qualquer minoria. Até porque, como toda a gente sabe, machismo, sexismo e sei lá mais o quê no âmbito discriminatório, não são pecadilhos próprios de ciganos.
E é assim que se faz jornalismo em Portugal. Ou que se pretende discutir temas sérios. Depois não se admirem quando, um dia destes, estivermos a eleger um André Ventura qualquer. Ainda que de esquerda, que também os há.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Cartões com pouco crédito
E aquela ideia, generalizada a todo o país nos últimos anos, de criar um cartão jovem municipal ou um cartão municipal do idoso?! É manifestamente parva, não é? E inconstitucional, provavelmente. Configura, digo eu, assim uma espécie de discriminação em função da idade. Nada que, estranhamente, preocupe a policia dos novos costumes. Pelo menos enquanto os seus agentes andarem entretidos com paneleirices.
Alegam os mentores da ideia que, no caso, se trata de discriminação positiva. Mas se fosse eu, já que é para discriminar positivamente, ia mais longe. Criava mais cartões. O cartão municipal do celibatário, por exemplo. Presumo que, por esta altura, já estejam a perceber as necessidades que visava cobrir. É que isto nada como estar atento a todas as necessidades do eleitor. Sejam elas quais forem.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
O regresso
Esta terá sido, que me lembre, a maior ausência blogosférica do Kruzes. Uma semana sem actualizações é muito tempo. Uma eternidade, quase. Mas, a bem-dizer, também não tem havido muito para comentar. Uma pasmaceira. Mesmo assim, o meu sumiço foi bastante curto se comparado com outros. Olha o Mário Nogueira ou o Arménio Carlos, que andam desaparecidos há anos. Não é que me queira comparar com gente dessa, obviamente. Até porque o meu ego, quando toca a referências comparativas, não costuma olhar para a esquerda. Nem para baixo.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Cavaco vsTó Bosta
Gosto do Cavaco. Tenho esse direito e, por enquanto, liberdade para o afirmar. Apreciei o seu estilo de governação e considero que os seus governos foram dos melhores que o país conheceu. Não me apetece perder tempo a enaltecer os feitos da sua governação para justificar o meu apreço pelo maior estadista que a democracia lusa conheceu. Limito-me, apenas, a usar os mesmos argumentos que os defensores da actual solução governativa usam para elogiar o trabalho da geringonça. Aumentou-me o vencimento. Para lá, claro, dos aumentos anuais. Por três vezes. Com o Novo Sistema Retributivo da autoria do então ministro Miguel Cadilhe e com duas revalorizações de carreiras. Isto, reitero, para nivelar o argumentário com o que vou ouvindo e lendo em relação ao governo das esquerdas. Afinal não é o fim dos cortes nos vencimentos e pensões que torna o Tó Bosta tão popular? Ou há na prática da camarilha esquerdista-caviar e pró-venezuelana que nos governa alguma coisa mais que, assim de repente, me esteja a escapar?!
domingo, 3 de setembro de 2017
Querem ter reforma? Façam filhos, porra!
Não me surpreende que seja verdadeira a noticia, hoje publicada pelo “Correio da Manhã”, dando conta que o valor das contribuições de empregados e empregadores já não chega para pagar as pensões dos actuais pensionistas. Nem, tão-pouco, me espantaram as reações que esta revelação suscitou aos portugueses facebokianos que se apressaram a comentar e, como não podia deixar de ser, a apresentar soluções que contribuiriam para a sustentabilidade do sistema até ao fim dos tempos.
Gosto especialmente de uma. A mais citada, por sinal. Cortar no valor das pensões. Sendo que, havendo quem comece nos mil, verifica-se um certo consenso ali por volta dos cinco mil euros. Não quero ser desmancha-prazeres e dar-vos cabo da proposta, mas deixem-me lembrar que isso já foi feito. Chamava-se Contribuição Especial de Solidariedade, ou lá o que era, e vocês aplaudiram quando a geringonça acabou com esse roubo perpetrado pelo anterior governo hediondo da direita, chefiado pelo malvado Parvus Coelho. Ainda hoje é, frequentemente, apontada com uma das grandes medidas do actual desgoverno. Coerente, este povinho.
Na verdade, no âmbito da sustentabilidade da segurança social, essa tal CES era irrelevante. Seria, quando muito, ligeiramente moralizadora. O problema, por mais que custe aos opinadores, aos populistas e à malta do governo, está na demografia. Preferem ter cães em vez de filhos e depois queixam-se. A continuar assim ou os canitos passam a pagar TSU ou um dia destes acabam-se as reformas.
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Em defesa dos gordos, dos preguiçosos e do grande capital
Diz que o governo estará a preparar um novo imposto sobre a “junk food”. Não é que goste de impostos mas, este, acho muito bem. E nem é por causa dessa cena da comida saudável, ou o raio que os parta, com que uns quantos patetas andam sempre a embirrar. Defendo que, mais do que sobre os rendimentos, os impostos deviam incidir preferencialmente sobre o consumo, o vicio, as escolhas ou seja o que fôr que permita sempre ao pagante optar por outra via. E, quanto a esta coisa, opções e alternativas menos oneradas fiscalmente é o que mais abunda.
O argumento dos que estão contra – BE e PCP – que os mais penalizados serão os mais pobres me convence. Este tipo de comida não fará parte, em lugar nenhum do planeta, do cabaz básico de alimentação. Nem sei como é que os que auferem rendimentos mais baixos têm dinheiro para fazer esse tipo de alimentação. Um frango e um pacote de massa são muito mais baratos do que um hambúrguer, uma dose de batatas fritas e um refrigerante. Com a vantagem que dão para uma refeição de toda a família.
Trata-se de mais uma incoerência daquelas organizações extremistas que, desgraçadamente, nos governam. Estão sempre a falar de defender a produção nacional, a mandar bitaites contra as grandes empresas e outras bacoradas do género mas, na hora da verdade, fazem exatamente o contrário. Defendem-nas. Que eu saiba os frangos ou a massa são produzidos cá enquanto a junkfood está, maioritariamente, nas mãos dos tais grandes grupos económicos que eles tanto detestam. Ou que nos querem fazer crer que detestam.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
A sério que estão preocupados com o galo?!
Os políticos de Lisboa estão-se nas tintas para o interior do país. O mesmo sucede, de uma maneira geral, com os habitantes dos grandes centros urbanos. Dois terços do território estão votados ao abandono pelo Estado central e quem cá mora entregue à sua sorte, sem que alguém se importe minimamente com isso. Ninguém quer saber. Daquilo a que chamam província apenas o tratamento dado aos animais suscita preocupação a essa gente. Um gato chamuscado, um touro lidado numa praça ou uma cabra atirada do cimo de um campanário é que causam inquietação aos urbano-depressivos, aos políticos e aos indignados militantes das redes sociais. O resto não lhes importa. Só os bichos. Não me surpreende muito, até porque é costume dizer-se que cada um preocupa-se com os seus.
O drama, desta vez, é um galo. Que, diz, vai ser morto à paulada na festarola de uma aldeia qualquer. O PAN – qual Sporting – até já fez umas quantas queixinhas, visando acabar com a prática. Os doentinhos do Facecoiso, claro, indignaram-se e sugeriram que, no lugar do galináceo, a vitima das pauladas fosse uma pessoa. Por mim esta sugestão parece-me extremamente válida. Nem sei porque não se voluntariaram para substituir o bicho. As vantagens, convenhamos, seriam inegáveis. Mas isso, desconfio, só acontecerá quando descobrirem uma terra onde a tradição não seja matar um animal, mas ir-lhe ao cú.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Já ninguém come passarinhos fritos?
Que é feito da velhinha “flóber” - uma pequena espingarda de pressão de ar - que no meu tempo de adolescente todos tinham?! Menos eu, diga-se, que o meu pai nunca gostou dessas coisas. Parece que agora é proibido o seu uso. Mas, mesmo que não fosse, também não servia de muito. Diz que não se podem matar passarinhos. Nem passarinhas. Seja com fisga, “lousa”, rede ou outra armadilha qualquer. Mas, mesmo que acabar com o piar a essa praga alada fosse permitido, desconfio que poucos o fariam. Isto é tudo uma cambada de mariquinhas. Depois venham para cá aborrecer que gasto muita água a lavar o carro e isso...
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
O meliante, o transeunte e a consciência
Nas cidades, perante um assalto, uma agressão ou outra ocorrência do género – daquele mesmo isso, não do outro - poucos são os que resolvem intervir em socorro da vitima. Ninguém está para ter chatices. Nas aldeias não é bem assim. Existe solidariedade e, não raras vezes, o patife leva que contar.
Como, calculo, terá acontecido um destes dias a um “jovem” - forasteiro, segundo os circundantes – provavelmente desconhecedor desta regra. Por razões desconhecidas o malandrim resolveu invadir uma propriedade privada, ameaçando e ofendendo os residentes. Teve sorte, num primeiro momento, pois os proprietários, atarantados, não reagiram optando por se refugiar dentro de casa. Mas isso só durou até passar o primeiro transeunte que, escandalizado com a gritaria do moço, desabafou que se fosse com ele a coisa piava mais fino. O que deixou ainda mais exaltado o invasor, que tratou de elevar o nível das ameaças agora dirigidas ao tal transeunte. Pelo menos durante os quinze segundos seguintes. Que foram os que se conseguiu manter em pé. Um tabefe bem aplicado, daqueles de fazer inveja aos gajos que este fim de semana ganharam larguíssimos milhões só por andarem à porrada, tratou de o mandar abaixo. O segundo, já menos artístico, ainda assim foi suficiente para o recolocar na posição horizontal, já que o “jovem” insistia em tornar à posição inicial e prosseguir com a berraria.
O comovente da coisa, mais do que o gesto de intervir para ajudar pessoas em perigo, foram as palavras que o transeunte solidário dirigiu ao meliante: “Olha, nem sabes quanto isto me rói a consciência, mas tu estavas mesmo a pedi-las”. É esse o espírito!
sábado, 26 de agosto de 2017
Nem sei para que é preciso WC...uma esquina servia!
Esta sinalética, o que ela representa, as instalações que sinaliza e o conceito do espaço são manifestamente discriminatórios, degradantes e atentatórios da dignidade de qualquer ser humano que se preze. Por mim, se as tivesse de utilizar, sentir-me-ia profundamente discriminado, humilhado e capaz de cometer, mesmo ali, um acto de vandalismo qualquer. Mas que raio de sociedade é esta que equipara - para efeitos mictórios, cagatórios ou outros - um homem a um cão? Será que em vez de um urinol se mija para uma árvore ou um poste? E no lugar da sanita está um espaço com areia? Não tarda, em lugar de nos cumprimentarmos com um aperto de mão ou um beijo, ainda vão querer que cheiremos o cú uns aos outros.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Quando é que começamos a derrubar estátuas?
A imaginação delirante destes malucos não dá mostras de moderar a velocidade a que lhes surgem as ideias parvas. Agora são as estátuas. Coitadas. Para ali estão sossegadas, a fazer figura daquilo que são, e aparecem uns indigentes mentais a quererem mandá-las a baixo. Por cá ainda não chegámos a isso. Ainda, sublinho. Mas, mais cedo do que tarde, vamos chegar. Um dos primeiros a ser apeado deve ser o D. Afonso Henriques. Um islamofobico do piorio, o gajo. Do qual, obviamente, nos devemos envergonhar e que urge expurgar da nossa sociedade que se quer livre, multicultural e tolerante. Até porque os refugiados que acolhemos, nas curtas horas que passam entre nós antes de se pisgarem para sítios onde o ordenado de refugiado é mais simpático, podem sentir-se ofendidos com a presença de algo que lhes recorda a carga de porrada que os seus antepassados levaram quando foram expulsos da nossa terra. Belos tempos, esses.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Vestimentofobia
Muito há ainda a fazer no âmbito do combate à discriminação. Ó se há. Verdade que, por estes dias, já se conseguiu um avanço civilizacional sem precedentes. O de acabar com essa coisa dos livros para meninas e dos livros para meninos. Mas, convenhamos, é manifestamente insuficiente. Há que ir mais longe e, nisto como no resto, o ideal é começar pela criançada. Ensinar-lhes que é tudo igual e não há cá coisas para gaiatos e coisas para gaiatas. As roupas, por exemplo. Não têm nada que estar separadas nas lojas conforme o sexo. Ou género, penitencio-me pelo lapso. Que isto de vestidos ou cuecas com rendinhas qualquer um veste. E o melhor é ir experimentando logo de pequenino.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
É o que dá terem esgotado as causas fracturantes...
Há duas espécies de opinião. A pública e a publicada. A segunda parece um hospício. Daqueles do piorio. Estão lá reunidos os mais malucos de entre os destrambelhados. São uma minoria a quem, fora do circulo restrito das redes sociais e do governo, ninguém liga. Mas, infelizmente para todos, são esses loucos que ditam a agenda política, que têm o poder de ir alterando a legislação, de impôr novos costumes, determinando novas regras e, em suma, ir destruindo o modo de vida que nos trouxe até aqui.
Quanto à primeira, a opinião pública, por enquanto vai-se rindo e gozando com a segunda. Tem-se, até agora, limitado a chamar nomes – cada um melhor do que o outro, diga-se – aos doentes mentais que estão a escavacar as bases da nossa sociedade. Sou adepto do escárnio e da zombaria aplicada a essa malta e tenho por eles um profundo desprezo. Sentimento que, não duvido, é comum à imensa maioria dos portugueses, dos europeus e dos ocidentais. Mas, receio, já não chega. Eles não se importam de serem gozados. Há que, em relação a essa gente, passar a outro patamar. Seja ele qual for.
A ironia da coisa é que isto a médio prazo resolve-se. Umas, poucas, dezenas de anos. Quando muito. O processo de islamização tratará de acalmar todas essas minorias modernaças que por aí andam e de lhes explicar, entre muitas outras coisas, as diferenças entre meninos e meninas. E a história recente diz-nos que não será com bons modos.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
E o que temos nós a ver com isso?!
Que os meios de comunicação social nacionais são reles instrumentos de manipulação de massas ao serviço do esquerdume e das novas verdades politicamente correctas, não constitui novidade nenhuma. Deve ser por isso que hoje exultam com a revelação de uma obscura militante socialista, circunstacialmente a desempenhar um lugar de nomeação política – o que, como se sabe, não é particularmente abonatório para ninguém - que entendeu por bem partilhar com o mundo a sua condição de lésbica.
Assim de repente não estou a ver o interesse da noticia. E daí? Qual é a relevância da coisa? Nenhuma, evidentemente. É mesmo o que mais importa aos portugueses é saber com que espécies é que o estarfermo se enrola. Deve ser da sealy season, ou lá o que chamam àquela época do ano em que não há noticias. Mas, perante isto, temo o pior. Até já estou a imaginar o que se segue. O João Galamba a deixar-nos estupefactos ao revelar que é perdido por um bom copinho de leite morno com bolachas ao deitar ou o António Costa a surpreender a humanidade revelando que não resiste a um bom cozido. Chocante, de facto.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Coisas que me apetece destacar
Percebo a utilidade de um blogue dedicado a auxiliar as pessoas a optar pelo melhor rolo de cozinha ou pelo penso higiénico mais confortável. Não fico indiferente ao esforço de todos os que dedicam parte do seu tempo a recolher, divulgar e, principalmente, publicitar os folhetos das promoções dos mais variados espaços comerciais. É, parece, uma espécie de serviço ao público e uma ajuda ao privado. Ou ao contrário, pouco importa. Aprecio igualmente que muitos bloggers ocupem metade do seu tempo a viajar e a outra metade a contar-nos como foi a passeata. Mesmo os blogues que se dedicam a outras problemáticas, por exemplo a merda de cão ou à descrição de iguarias capazes de nos dar vontade de vomitar, não me suscitam qualquer desprezo. Pelo contrário. Acho que todos têm o seu espaço ou, mesmo que não tenham, estão conforme a vontade dos seus autores e é apenas isso que importa.
Nisto dos blogues – como no resto – o que me incomoda é a discriminação. Nomeadamente quando esta funciona apenas num sentido. Sempre o mesmo, por sinal. E sim, sinto-me discriminado. As opiniões que aqui expresso são tão válidas como as de qualquer outro blogger que pense exactamente o contrário. Sejam acerca de preservativos, cozinha afegã ou atentados terroristas. E quem não entender isso percebe tanto de liberdade e de democracia como o meu cão.
domingo, 20 de agosto de 2017
O especialista, esse chato.
Parafraseando o outro: “Porra, chiça, que é demais!”. Não se aguenta tanto especialista em incêndios. Gente que, na generalidade dos casos, não distingue um pinheiro de um eucalipto e que, quase sempre, considera que tudo aquilo que arde é propriedade de gente cheia de dinheiro, egoísta e que visa o lucro fácil. E, presumo, envolvida naquela coisa dos grandes interesses, ou lá o que é, e que serve de justificação para tudo quando nada se percebe do assunto acerca do qual se disserta com pose de erudito.
A estes especialistas, confortavelmente instalados nos seus apartamentos dos subúrbios que nem sabe a espécie da árvore onde levam o cão a mijar, recomendo que nas próximas férias, em vez de irem para o estrangeiro só porque é “cool” e “bué da cultural”, percorram o interior do país. Falem com as pessoas – têm de procurar bem, dada a sua escassez – e depois, então, opinem acerca de limpeza de terrenos, espécies que não ardem e outras baboseiras do género. E, de caminho, rocem uns pastos. Ou, então, calem-se.
sábado, 19 de agosto de 2017
Deve ser uma espécie de xenofobia...
(Foto Alerta digital)
Durante semanas os meios de comunicação social do ocidente fizeram questão de exibir a imagem do catraio sírio que faleceu afogado no Mediterrâneo. O objectivo – levar-nos a ter dó dos refugiados – exigia que a imagem, apesar da sua dureza, fosse mostrada até à exaustão. Já quanto às vitimas dos ataques daqueles gajos da religião da paz, o recato é muito maior. Aí existe um especial cuidado em não mostrar as imagens mais chocantes. Percebe-se a ideia. Não convém que fiquemos chocados em demasia. Seria uma chatice. A que eles, para nosso bem, nos querem poupar. Até porque era uma maçada se os invasores deixassem de ser bem-vindos.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Os novos ditadores andam aí...e são mais perigosos que os outros!
Não sei o que é um supremacista. Mas, por aquilo que vou lendo e ouvindo, parece algo condenável e merecedor de reprovação por parte de qualquer pessoa bem formada. Também escapa ao meu entendimento – mas, concedo, será problema meu – o motivo pelo qual a esse conceito são sempre associados os “brancos”, os fascistas, os beatos e, em suma, gente com ideologia que podemos identificar de direita. “Pretos”, comunas, muçulmanos e esquerdalha diversa aparentam estar imunes a tal degenerescência.
Há, no entanto, noticias que me deixam ainda mais baralhado quanto a isso dos supremacistas. Por exemplo aquela da deputada australiana – eleita por um partido da extrema-direita – que se apresentou no parlamento vestida com uma burka. Motivo que a levou a ser fortemente criticada pelos outros deputados da maioria do politicamente correcto e, suponho, nada supremacistas. Maioria essa que, pouco depois, chumbou uma lei que previa a proibição do uso daquela fatiota em território australiano…
Não sei se só eu a ver aqui uma discriminaçãozinha. Mas, se bem entendo, o direito a usar burka não pode estar reservado a um determinado grupo de pessoas. Se não for proibido qualquer um(a) a pode vestir. Até eu, se me apetecer. A menos que os não supremacistas achem o contrário, claro.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Mais uns que não representam o islão...
Desconfio que por esta hora as redes sociais já estejam repletas de bandeirinhas de Espanha. Quiçá, até, da Catalunha para os mais modernaços. Frases tipo “orai por Barcelona” ou outras igualmente parvas também não deverão escassear, a servir de enfeite a muitos perfis. E flores? Ou muito me equivoco ou esta noite será de azáfama para as floristas da cidade Condal. Idiotas a espalha-las pelas ramblas devem ser mais que muitos. Para os vendedores de velas o dia, quase de certeza, deve igualmente ser bom. A malta gosta de acender coisas dessas sempre que acontecem azares. O que, como se sabe, desincentiva fortemente quem está a pensar em fazer tropelias. Nada de novo, portanto.
Do mal o menos que foram apenas uns simpáticos maluquinhos a atropelar umas dezenas de pessoas. Que, bem vistas as coisas, nem tinham nada que andar a li a chatear em vez de andarem no Mediterrâneo a servir de taxistas. Mau, mas mesmo muito mau, seria um ataque desses malvados dos "islamofóbicos". Isso é que era terrível, dramático e capaz de colocar em causa paz interestelar. A propósito, alguém me informa quantos islâmicos é que esses patifes que padecem de "islamofobia" já mataram?