Parafraseando o outro: “Porra, chiça, que é demais!”. Não se aguenta tanto especialista em incêndios. Gente que, na generalidade dos casos, não distingue um pinheiro de um eucalipto e que, quase sempre, considera que tudo aquilo que arde é propriedade de gente cheia de dinheiro, egoísta e que visa o lucro fácil. E, presumo, envolvida naquela coisa dos grandes interesses, ou lá o que é, e que serve de justificação para tudo quando nada se percebe do assunto acerca do qual se disserta com pose de erudito.
A estes especialistas, confortavelmente instalados nos seus apartamentos dos subúrbios que nem sabe a espécie da árvore onde levam o cão a mijar, recomendo que nas próximas férias, em vez de irem para o estrangeiro só porque é “cool” e “bué da cultural”, percorram o interior do país. Falem com as pessoas – têm de procurar bem, dada a sua escassez – e depois, então, opinem acerca de limpeza de terrenos, espécies que não ardem e outras baboseiras do género. E, de caminho, rocem uns pastos. Ou, então, calem-se.