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terça-feira, 19 de setembro de 2017

E que tal estudar as prioridades?

Todos os anos por esta altura são publicados artigos de jornal, ou exibidas reportagens, acerca de quanto custam às respectivas famílias os estudantes que se deslocam do seu domicilio habitual para frequentar o ensino superior noutra cidade. Nomeadamente em Lisboa. O que este ano me surpreendeu não foram os preços de que pais e alunos se queixam. Elevados, mas que apenas espantam os mais incautos. O que me deixou boquiaberto foram os itens que integraram a lista de despesas, dadas como certas e essenciais, para chegar aos valores apresentados. Incluía tal rol as despesas com ginásio – cerca de trinta euros – e com diversão nocturna – noventa euros, mais coisa menos coisa.


Por mim acho muito bem que o pessoal, estudante ou não, trate do físico. Melhor ainda que emborque uns canecos. Não tenho, reitero, nada contra. Mas, que diabo, incluir isso como custos de um curso universitário?! Então se os meninos ficassem na terra não bebiam nem cuidavam do cabedal? E, pior, não têm um pingo de vergonha nas trombas para mencionar esses gastos quando, em simultâneo, se queixam do valor das propinas ou do preço dos transportes. Coisas que, recorde-se aos mais desatentos, são financiadas por todos. Mesmo que não estudem e andem a pé.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Academias de voto

 


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Não deve existir terra, terrinha ou terriola que não tenha a sua “academia sénior”, "universidade senior" ou outro nome qualquer mais ou menos inspirado. Uma invenção - interessante, diga-se - que serve para manter os reformados entretidos, garantir votos ao autarca local e que, por norma, funciona à conta das autarquias respectivas. De nós todos, portanto, que subsidiamos com os nossos impostos gente que de necessitada pouco terá.


Que não paguem propinas, tenham aulas, festas de abertura ou de encerramento de ano lectivo, visitas de estudo, passeatas diversas, bolinhos, champanhe e festas de índole variada – no corpo todo ou das outras – tudo à pala, não são coisas que me causem particular inquietação. Deve ser pela força do hábito. O que me deixa ligeiramente preocupado – mas não muito, confesso – é que não me lembro de ouvir falar de finalistas nestas academias. Será que ninguém conclui o curso? Ou não fazem festas alusivas a esta parte? Ou, sendo mesmo bera, pode substituir-se aquilo do “fazer tijolo” por “tirar o doutoramento”?!