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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ilusionismo eleitoral

Comovente – ternurento, vá – o modo como o PS está a tratar a hecatombe eleitoral do Partido Comunista nas autárquicas. Ou ridículo, se preferirem. Os socialistas insistem que as dez Câmaras perdidas pelos comunistas não representam para estes uma derrota. Derrotado é só o PSD, garantem. Isto apesar do próprio Jerónimo assumir que, sim senhor, perder um terço das Câmaras a que o Partido presidia constitui mesmo uma derrota.


Ora isto, vindo do individuo que ocupa o cargo de primeiro ministro ou da outra badameca que o acolita, já seria de esperar. Não é novo. É apenas parvo. A novidade é aqui o reconhecimento do seu fracasso por parte do PCP. Deve ser o instinto de sobrevivência. Já da parte do PS aquelas falinhas mansas não se destinam a afundar o PSD e ao seu líder. Nem precisam, que bem no fundo já eles estão. Visam somente manter os comunistas sossegados. Assim será mais fácil, um destes dias, dar-lhes a facada final. É o modus operandis dos traidores. Quem não os conheça que os compre.


Não estou com isto a defender os comunistas. Com o mal deles posso eu bem. Não suporto é gente com a mania que é esperta e convencida que enrola todos os outros. E o cavalheiro que chefia o governo é um desses.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cartões com pouco crédito

E aquela ideia, generalizada a todo o país nos últimos anos, de criar um cartão jovem municipal ou um cartão municipal do idoso?! É manifestamente parva, não é? E inconstitucional, provavelmente. Configura, digo eu, assim uma espécie de discriminação em função da idade. Nada que, estranhamente, preocupe a policia dos novos costumes. Pelo menos enquanto os seus agentes andarem entretidos com paneleirices.


Alegam os mentores da ideia que, no caso, se trata de discriminação positiva. Mas se fosse eu, já que é para discriminar positivamente, ia mais longe. Criava mais cartões. O cartão municipal do celibatário, por exemplo. Presumo que, por esta altura, já estejam a perceber as necessidades que visava cobrir. É que isto nada como estar atento a todas as necessidades do eleitor. Sejam elas quais forem.